quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Os "tipos"...

Mário Soares definitivamente rendido a Sócrates foi a imagem global resultante da entrevista de ontem na SIC-Notícias.

De novo a "coragem" – como já a tinha invocado em relação a Maria de Lurdes Rodrigues – foi a grande razão da rendição. Mas aquilo a que Mário Soares chama coragem tem outras leituras e traduções semânticas bem diferenciadas. Não voltaremos ao que aqui dissemos quando do cumprimento à Ministra da Educação.
Mas não deixaremos de registar que, a propósito da necessidade de “ ouvir mais”, Soares lá se foi referindo que o governo deve ouvir as opiniões “mesmo que sejam estúpidas” e aos que mais sofrem como “aqueles tipos”… E que os sindicatos dos professores não têm alternativas de avaliação quando se recusam a reuniões (reuniões "faz-de-conta”, digo eu).
E o que o motiva ao diálogo é não deixar crescer as reivindicações sociais, em nome de uma “estabilidade” que possa ser rompida pelos tais tipos…
Pois é, o parecer tem, muita força. Particularmente quando não corresponde ao ser.
Estamos conversados.

4 comentários:

Anónimo disse...

Pois é "estes dois tipos" são incorrigiveis quando se trata de apoiar politicas de direita !...

Nuno

gabriela disse...

O problema de alguns "ditos" socialistas é mesmo a grande "confusão", que sempre existiu,entre o que são e o que querem aparentar...

samuel disse...

É Soares!...

Patricia disse...

Eu entendi quando Soares se referiu aos sindicatos que a intenção seria mais as centrais sindicais.Não faria muito sentido que o Governo ouvisse todos os sindicatos porque alem de serem muitos,poucos são aqueles que não estão filiados nas centrais sindicais.Além de que as centrais tem mais uma visão de conjunto.Seria bom no momento dificil que os trabalhadores atravessam que realmente o Governo tivesse essa iniciativa.