terça-feira, 1 de julho de 2008

O velho e o mar, de Hemingway


Reler "O velho e o mar" , uma vez mais, foi o reencontro com um pequeno-grande livro que nos remete para uma localidade piscatória cubana, e de que em jovem, retive várias sensações.

Desde logo a espantosa beleza do escrito, que Jorge de Sena tão bem respeitou quando o traduziu em reedição de 1956 da Livros do Brasil e que também prefaciou com emoção.

Mas também a evocação de como o homem pode atingir a capacidade para enfrentar e ultrapassar os problemas e as aventuras da vida. Como Santiago, velho pescador que sofre de um cancro de pele irreversível, que, com pouca sorte na pesca, mas seu conhecedor, põe em marcha um sonho que acaba por concretizar: a pesca de um espadarte enorme. No feito o diálogo da morte e da sobrevivência de pescador e peixe durante quatro dias, atingem-nos pela emoção, logo desfeita com a preciosa presa acabar devorada por tubarões. O rapaz, que não fora com ele pescar, chorou com Santiago a perda. Mas o espanto dos locais e turistas prolongou-se -se equanto a carcaça de seis metros se manteve presa ao esquife. A determinação de ambos, essa, confirmou-se no desenho de novas aventuras, mal as lágrimas tinham secado.

Considerada a obra-prima de maturidade de Hemingway, uma ventura em prosa poética, recebeu o Prémio Pulitzer e o Prémio Nobel em 1952 e 1954 respectivamente.

O Velho e o Mar
Editora Livros do Brasil
Edição 2006
9 euros


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