terça-feira, 9 de abril de 2013

Dirigentes europeus, a estratégia dos grandes bancos e agências de rating e a Goldman Sachs


Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)
Sabem quem é  Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?
Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?

Sabem o que é Goldman Sachs?


O Goldman Sachs é um dos maiores bancos de investimento mundial e co-responsável directo, com outras entidades (como a agência denotação financeira Moodys), pela actual crise e um dos  seus maiores beneficiários. Como exemplo, em 2007,a G.S. ganhou 4 bilhões de dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre da economia do EUA. O EUA ainda não recuperaram das percas infligidas pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.
Papademos: actual primeiro-ministro grego  na sequência da demissão de Papandreou. Atenção: não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994.
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu  2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002.  Falseou as contas do défice público do país com  o apoio activo da Goldman Sachs o que levou, em grande parte, à actual crise no país.

Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de Berlusconi. Atenção: não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a esconder o défice orçamental grego.

Mario Draghi é o actual presidente do Banco Central Europeu em
 substituição Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006, período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado.
Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs ....
Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O governo da Goldman Sachs na Europa."
Como é que eles fizeram?

Encorajaram Investidores  a investir em produtos secundários que sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem documentado, podem investigar. Espera-se a especulação sobre a dívida soberana italiana e seguidamente será a espanhola.
Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.
A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes, tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e 
pretende, segundo alguns autores:
1. Afundar os países mediante especulação na bolsa de valores / mercado.
Po-los loucos com medo do que dirão os mercados, que a GS controla dia a dia.
2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o status-quo ou simplesmente salvá-los da 
banca rota. Estes empréstimos são
rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o governo vendesse todo o país. E isto não é metáfora, é matemática, aritmética.

3. Exigir cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro investido na dívida desses países e noutros investimentos.
4. Criar um alto nível de descontentamento social, adequado para que o povo aceite qualquer coisa para sair da situação.
5. Colocam os seus homens, onde mais lhes convenha.
Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo do século XX e XXI  noutros países, nomeadamente na América Latina pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida externa por exemplo os países da América Central, criando instabilidade e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes "simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o euro. O euro é uma moeda forte, porque os investidores vêm ai carne para desossar, se não houvesse o euro o ataque acontecia na mesma, só que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria Alemanha, a Inglaterra etc. Não é o governo dos EUA, que desfere estes golpes, mas sim a "indústria" financeira internacional, principalmente sediada em Wall Street(New York) e na City (Londres).
É isto que está a acontecer sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos nossos governos, é o maior assalto de sempre na história da humanidade à escala global, são autênticos golpes de estado e violaçõesflagrantes da soberania dos Estados e seus povos.
Se nos estão a comer vivos ... as pessoas precisam saber. Estamos a sofrer uma anexação pela via financeira. Esta é a realidade.



2 comentários:

pvnam disse...

Opções para Portugal sair da crise... são atitudes conjunturais...
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É preciso uma ATITUDE ESTRUTURAL:
-> uma REDUÇÃO DO PODER DOS POLÍTICOS e uma MAIOR SUPERVISÃO exercida pelo Contribuinte [um sistema menos permeável a lobbys]!
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De facto, não é muito difícil de perceber que é um imperativo... retirar poderes aos políticos; alguns exemplos:
1- Auto-estradas 'olha lá vem um', estádios de futebol sem público, nacionalização de negócios "madoffianos" (ex: BPN), etc, etc… ora, como é óbvio, o Contribuinte tem de defender-se: "O Direito ao Veto de quem paga" [blog 'fim-da-cidadania-infantil'].
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2- Político armado em 'milagreiro económico', é político que quer carta branca para pedir empréstimos...
-> Contrair dívida (para isto, ou para aquilo) pode conduzir a uma Espiral Recessiva: o aumento de impostos para pagar a Dívida Pública... provoca uma diminuição do consumo... o que provoca um abrandamento do crescimento económico... o que, por sua vez, conduz a uma diminuição da receita fiscal!
Por outras palavras: pedir dinheiro emprestado é um assunto demasiado sério para ser deixado aos políticos!!!
-> Será necessário uma campanha para motivar os contribuintes a participar... leia-se, votar em políticos (Democracia Representativa), sim, mas... não lhes passar um 'cheque em branco'!... Leia-se, para além do "O Direito ao Veto de quem paga", é urgente uma nova alínea na Constituição: o Estado só poderá pedir dinheiro emprestado nos mercados... mediante uma autorização expressa do contribuinte - obtida através da realização de um REFERENDO.
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Uma nota:
-> 'Paladinos' do discurso anti-austeridade... ESTIVERAM CALADOS que nem um rato quando os Estados andavam a endividar-se na construção de auto-estradas 'olha lá vem um', estádios de futebol sem público, nacionalização de bancos falidos, etc, etc...
-> O discurso anti-alemão que reina nos media internacionais (nota: são controlados pela superclasse) é uma consequência óbvia: depois de andar a 'cavar-buracos' (nas finanças públicas e na banca) e andar a saquear contribuintes em vários países... a superclasse (alta finança - capital global) quer saquear o contribuinte alemão.
-> A firmeza do contribuinte alemão (não cedendo à pressão exercida internacionalmente...) é fundamental para salvar a Europa.
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P.S.
-> A superclasse (alta finança - capital global) pretende 'cozinhar' as condições que são do seu interesse:
- privatização de bens estratégicos: combustíveis... electricidade... água...
- caos financeiro...
- implosão de identidades autóctones...
- forças militares e militarizadas mercenárias...
resumindo: uma Nova Ordem a seguir ao caos - uma Ordem Mercenária: um Neofeudalismo.
{uma nota: anda por aí muito político/(marioneta) cujo trabalhinho é 'cozinhar' as condições que são do interesse da superclasse: emissão de dívida e mais dívida, implosão da identidade autóctone, etc}
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P.S.2.
Para 'cortar' com as regras da superclasse (alta finança - capital global) há que:
-1- REDUZIR O PODER DOS POLÍTICOS e uma maior supervisão exercida pelo Contribuinte [um sistema menos permeável a lobbys]: "O Direito ao Veto de quem paga".
{ver blog Fim-da-Cidadania-Infantil}
-2- garantir o DIREITO À SOBREVIVÊNCIA DAS IDENTIDADES AUTÓCTONES... ou seja: antes que seja tarde demais, "SEPARATISMO-50-50".
[nota 1: os 'parvinhos-à-Sérvia' (vide Kosovo) que fiquem na sua...; nota 2: os 'globalization-lovers' que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa]
{ver blog Separatismo-50-50}

Graciete Rietsch disse...

Ficamos a conhecer melhor "Os Salvadores".

Um beijo.