
"Não faço a divisão entre música antiga e música contemporânea, o único critério é ser música viva ou música morta"
Grigory Sokolov (pianista russo)
Blogue de António Abreu - Pontos de vista de esquerda,com a preocupação de tornar melhor a vida do ser humano e de contribuir para esse combate, abertos às opiniões de quem nos queira visitar


Há pouco caiu uma chuvada violenta por estas bandas de Lisboa. Era tanta que nem permitia a visão. Veio-me naturalmente a imagem da Madeira. Onde tantas vidas se perderam, tantos ficaram sem condições mínimas de vida num futuro próximo. Pena não levarem também a porcaria instalada na cabeça e nos comportamentos dos que arrasam o país com decisões que tomam e as desconsiderações sociais que promovem, num quadro dantesco de falta de ética, de ganância e nepotismo. Onde o país é, para eles, o que menos importa e a identidade nacional uma incomodidade que procuram lavar.
Escutem, porém: nós estamos cá, vocês é que não pertencem.

Anteontem à noite pude assistir na net à apresentação pública de um movimento de profissionais de engenharia e arquitectura norte-americanos que estão a dirigir um apelo à Câmara de Deputados e ao Senado do seu país para que se realize um novo inquérito com maior credibilidade e eficácia à destruição das “twin towers” em 11 de Setembro de 2001.
Sem estar em condições de afirmar que os edifícios foram objecto de implosão e que não seria apenas o impacto de aviões que os teriam destruído, verifico que este movimento aponta muitas incongruências a uma versão oficial que legitimam tal reclamação. 
O rápido início da destruição, a improvável simetria na distribuição de estilhaços, a existência de testemunhos que deram conta de explosões e flashes, de muitas toneladas de perfis de aço ejectados lateralmente, o volume imenso de nuvens em expansão com características piroclásticas, as explosões ocorridas entre 20’ a 40 andares abaixo daqueles atingidos pelo impacte das naves, a total destruição do edifício, com o colapso de toda a estrutura de aço e as toneladas de metal fundido, os vestígios de explosivos encontrados no aço e nas cinzas, são factos que justificam uma nova investigação aliados a que não ocorreram nenhumas das características das destruições por fogo, como o seu início lento com visíveis deformações, o colapso assimétrico pelos pontos de menor resistência, existência de temperaturas de fogo susceptíveis de amolecer o aço, edifícios muito altos com maiores dimensões, mais elevadas temperaturas e maior duração dos fogos nunca terem tido colapsos como estes.
Os profissionais que lançaram este apelo dirigiram-se a todo o mundo para os apoiar.
Para saber mais informações e assinar o apelo, faça-o no site do movimento.
A evocação decorre dia 28 de Fevereiro, às 18 horas, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz (Restauradores)
Na sessão participarão o Dr. João Maria de Freitas Branco, José Casanova, do Comité Central do PCP, e também a soprano Ana Paula Russo e o pianista Francisco Sassetti.
Domingo, 28 de Fevereiro de 2010, às 18.00 horas, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz (aos Restauradores)

O ambiente criado pelo impacto mediático de certos exemplos de quem governa é mau para o nosso país. Mas nem tudo é negativo. Importa, porém, não ceder a facilidades na interpretação.Uns dizem que isto está pelas ruas da amargura, outros que temos que revelar as coisas de que nos podemos orgulhar. São visões redutoras da tentativa de sair do fundo.
Chegámos ao que chegámos pela política que foi feita, sistematicamente, durante mais de trinta anos, desde a liquidação da revolução, passando pela adesão à Comunidade Europeia no desrespeito de princípios básicos de soberania e sem objectivos nacionais, mobilizadores para enfrentar os nossos grandes déficites.
Se o PSD e o CDS hoje falam de alto, como se fossem impolutos meninos de coro, importa que se não esqueça que as políticas e dinâmicas a que sempre estiveram associados contribui, nos mesmos termos que o PS, para chegarmos onde estamos.
E se algumas pessoas e empresas, vítimas da sanha censória do governo, recolhem o apoio seráfico desses partidos, importa que se diga que PS, PSD e CDS, em diferentes alturas fizeram o mesmo em relação a profissionais conotados como comunistas ou de esquerda.
Ontem à noite, Pacheco Pereira e Santos Silva lá se entregaram a jogos florais em relação aos casos mais recentes que estão a abanar o Primeiro-Ministro. Disseram que em Portugal, havia liberdade de expressão, o que é uma visão muito baça ou, se quiserem, colorida da situação.
Já dissemos aqui que o silenciamento de jornalistas incómodos para o governo é a ponta do iceberg de uma situação mais ampla, particularmente dos que não estão protegidos pelo seu mediatismo.
O aparelho de Estado está minado por estruturas paralelas aos serviços que promovem a perseguição, a traficância e a corrupção.
No estado ou em situações que o governo possa influenciar com instrumentos dele a perda do emprego, do contrato, do vínculo que geram as remunerações essenciais à subsistência de agregados familiares – para já não falar em empresas privadas - , todos pensam duas vezes antes de fazerem certos comentários. E a maioria desses opta por ficar calada. Porque a sobrevivência fala mais alto…

Ontem fomos ao CCB ouvir canções
(Lied) de Robert Schumann. Nunca as ouvira mas sabia que, do amor com a sua companheira, Clara, o compositor lhes tinha dado particular importância na sua obra. Embora essa opção resultasse também da não realização da sua expectativa de evolução da música romântica. Num só ano, depois do casamento, escreveu140 canções. Desses Ciclos de canções (Lieder), ouvimos ontem o Liderkreis op. 39 de Eichendorff várias canções de outro poeta romântico, Heine.
As canções foram interpretadas, de forma que prendeu a escassa assistência, pelo barítono austríaco Florian Boesch (na foto), que se tem dedicado ao Lied e pelo pianista britânico Rogher Vignoles, um dos mais famosos pianistas acompanhante do mundo.
Este concerto foi o segundo dos seis que integram o Ciclo Schumann do CCB, que continuam nos próximos dias 17, 20, 21 e 23 deste mês.

A notícia da passagem de património escolar do Estado para uma empresa pública é uma notícia preocupante (ver Público de hoje)…
Aparentemente, tudo ficaria na posse do Estado na mesma…Mas o esclarecimento do
Ministério da Educação diz apenas que o património não vai para os privados…
Então porque se não optou pela concessão apenas, por x anos do direito de superfície?
Os terrenos são incluídos nessa transferência de propriedade? O que é exactamente transferido? Activos ou também passivos? Edifícios ou também contratação de pessoal
A opção pela”gestão empresarial” deste património ficou a dever-se a que tipo de
vantagens para o Estado? À facilidade maior em futura privatização? À fuga a que tipo de concursos públicos? A que regime de contratação de pessoal? Inclui o futuro investimento de reabilitação a partir da própria empresa ou é o Estado que vai meter mais dinheiro para o efeito? Se o fizer isto é gestão empresarial ou saco roto?
Como é que esta empresa conseguiu ou está a conseguir contratualizar fundos comunitários e empréstimos bancários na ordem de 1,2 mil milhões de contos?
A notícia é de uma enorme gravidade. E o governo tem que responder a muita coisa porque isto cheira tudo muito mal…
1º caso - requalificação da ribeira de Porto de Mós - o curso do leito foi "corrigido", devidamente "impermeabilizado" e convenientemente forrado com algumas dezenas de metros cúbicos de rebolos muito à maneira e com uma pontezinha de madeira também à maneira- 1 milhão e picos de euros apenas- vai daí, vem o mar e pimba! quais rebolos, quais telas, quais carapuças!
dezena e tal de árvores de grande porte, refrigério dos veraneantes nos veraneios de verão- "raspagem" geral e completa de toda a praça e montagem de repuxos computorizados (cibernéticos!) em plano inclinado de água com leito inferior de pedra redonda miúda- inscrição no topo: "Valeu a pena? Tudo vale a pena..." (não consigo escrever o resto)- alguns poucos não-me-lembro-quantos milhões de euros- vai daí, os repuxos estão catalépticos, o pl
ano de água cheio de garrafas de cerveja, latas de sumol e marcas de rodados de mota e as pessoas resmungando "pois! não há dinheiro pra nada, mas pra estas porcarias já há...".
Alguma da tradição carnavalesca foi associada à religião católica. Mas, mesmo
com pontos de contacto,
resultantes das tentativas de assimilação das festas e romarias pagãs, a grande maioria
destas Em Podence os coloridos caretos surgem nas ruas, como que acordados do resto do ano, com grossas mantas de franjas coloridas, de chocalhos pendurados, m metem-se com os transeuntes. 

Em Lazarim, são os diabos esculpidos em madeira que aterrorizam as raparigas da terra
Se quer tirar umas belas imagens e passar uns bons momentos, se não suporta o samba a colonizar o Carnaval, ainda está a tempo e arranque.

O PCP inaugurou uma exposição, no Porto, sobre a «Revolução Republicana de 1910 na História da Luta do Povo Português». Albano Nunes, do Secretário do CC do PCP, apresentou a primeira de um conjunto de iniciativas que o PCP vai promover com o objectivo de contribuir para um melhor conhecimento do que foi e do que representou esta revolução. Para o PCP é uma oportunidade para aprofundar o conhecimento da história contemporânea do nosso povo (...) e tirar lições para a luta do presente.»
Ver aqui a interessante intervenção de Albano Nunes.
Chega-nos a notícia de que está em preparação uma série televisiva que passará
O jornalista Julien Teil, em recente artigo, aborda a questão dos numerosos programas de solidariedade internacional sustentados por organizações inter-governamentais e a sua relação com ONGs e comunicação social. Alguns deles parecem não representar os valores e ideais que reivindicam. Existem entre eles relações. O autor aborda o conceito nascido nos anos 90 e um programa de solidariedade que está a decorrer.
Nele são analisadas as relações que se estabelecem para permitir discernir a perspectiva em que se empenham.
Apesar das claras divergências entre a “sociedade civil” e as empresas privadas transnacionais, as ONGs alinham mais com os Estados e as empresas privadas do que serem independentes ou contra-poderes, como quiseram criar algumas ideias, hoje já muito “carecas”. As ONGs (muitas delas) entraram em deriva e passaram a representar progressivamente a defesa de interesses alheios à democracia. A ideia que também vai fazendo o seu caminho de um governo mundial a que as ONGs estariam, associadas é uma perspectiva ainda pior e contraditório com o próprio conceito de democracia.

O ano que passou foi marcante no que respeita à “guerra da energia”. Sucessivos acontecimentos provaram a capacidade de países produtores da Eurásia fazerem entre si acordos com que os EUA nada têm a ver. Com impacto, portanto, na descentralização de iniciativas que favoreçam desenvolvimentos regionais. É a razão a falar mais alto que a guerra que tem assolado o Iraque, o Afeganistão, e que pode afectar o Iémen, determinada pelos esforços “ocidentais” de dominarem a produção, a distribuição e os preços do petróleo, muito longe dos seus próprios territórios.
Em Janeiro foi inaugurado o gasoduto que liga o norte do Irão, na bacia do Mar Cáspio com às jazidas petrolíferas do Turquemenistão. Em Dezembro a abertura de um novo oleoduto que junta as novas jazidas da Sibéria à China e aos novos mercados asiáticos do Pacífico, com um orçamento de 22 biliões de dólares. E ainda em Dezembro a inauguração do gasoduto chinês e do terminal petrolífero junto ao porto de Nakhodka na Sibéria Oriental.
Como poderá ler mais desenvolvidamente neste artigo, poderá assim ficar aberto um caminho de harmonização de interesses em conflito entre China, Rússia e Irão com vista a uma cooperação pacífica vantajosa para toda a Eurásia.



"...Acredito que qualquer destes dois bem interessantes livros poderá vir a ser, mais cedo que tarde, publicado em português…e 
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, recomendou na quarta-feira o consumo de porco como alternativa ao Viagra, contando que passou um fim-de-semana romântico com o seu marido e antecessor, Néstor Kirchner, depois de um churrasco com essa carne.
«Acabam de me dizer algo que eu não sabia: comer porco melhora a vida sexual (...). Eu diria que é muito melhor comer um pedaço de porco grelhado do que tomar Viagra», disse Cristina a suinicultores. Contou ainda que recentemente comeu porco e «as coisas correram muito bem naquele fim-de-semana, então pode bem ser verdade.»
Os argentinos têm o maior consumo per capita de carne bovina, mas o governo tem tentado promover a carne suína como alternativa nos últimos anos, para diversificar o mercado. «Tentar não custa nada, então vamos lá», disse Cristina Kirchner no discurso, transmitido pela TV.
(diário digital, hoje)
Diz o Público que este se candidata a se um recorde de bilheteira, na senda do Titanic. James Cameron trabalhou para isso e R. Murdoch, apesar de avesso à mensagem do filme, vai gostar do resultado do filme em maravedis...O conteúdo é uma antevisão dos destinos a que capitalismo e imperialismo podem levar o planeta, na sobre-exploração de riquezas n aturais e consequências no ambiente, e o risco que isso constituiria para seres de outros planetas, alvos dos apetites dos dirigentes terráqueos. Esta situação dá a pista a um dos seus operacionais para se transformar e aproximar dos na’vi para resistir ao invasor. Já o disse algures, o filme parece-me demasiado longo.
A direita, os apoiantes incondicionais da administração norte-americana e alguns sectores da Igreja Católica, consideram o filme como um discurso de Chávez ou uma catilinária de Chomsky…
As crianças não verem este filme é ambição censória de outros, ceguinhos que parecem estar à consideração de que os na’vi somos nós próprios que aqui lutamos contra este sistema injusto. É isto e não a remissão para seres extraterrestres do nosso futuro que assusta alguns pretensos psicólogos infantis…



Manuela Ferreira Leite e Portas correm para ver quem vai primeiro à entrevista com Sócrates. É uma cena comovedora, bem ilustrativa do sentido de estado e de responsabilidade dos nossos abençoados governantes e convidados para o banquete... Benditos os filhos desta pátria que tantos exemplos têm dado ao mundo. Agora, sim, durmo descansado, et pluribus unum.