sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Frase de fim-de-semana, por Jorge


"Minds are like parachutes. 
They work best when open."
"A mente é como um paraquedas.
funciona melhor quando se abre"

Thomas Dewar
produtor escocês de whisky,
1864-1930

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Deviam estar todos presos, Nicolau Santos

Se deviam estar todos presos – e a maioria dos portugueses pensa que sim – porque é que não estão?
(Resposta no fim)



Deviam estar todos presos

Até agora considerava-se que, entre todos os bancos portugueses que tiveram problemas, só o BPN era verdadeiramente um caso de polícia. Mas à medida que se conhecem mais pormenores sobre o que se passou nos últimos meses no BES cada vez temos mais a certeza que estamos perante um segundo caso de polícia. Daí a pergunta: porque é que não estão todos presos?

Se não, vejamos. Depois de ter sido proibido pelo Banco de Portugal de continuar a conceder novos créditos ao Grupo Espírito Santo a partir de Janeiro deste ano, o BES continuou a fazê-lo - e, segundo as indicações, fê-lo no montante de 1,2 mil milhões de euros. E das duas uma: ou fê-lo com conhecimento de toda a administração, que sabia da proibição do Banco de Portugal; ou fê-lo por decisão de apenas duas pessoas - Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires. 

No primeiro caso, todos deviam estar já presos; no segundo, os dois deviam estar detidos. Para além de desobedecerem ao banco central, lesaram gravemente o património do banco, sabendo conscientemente que o estavam a fazer. 

Quanto aos outros membros do conselho de administração, se não foram coniventes, foram pelo menos incompetentes. Tinham responsabilidades em várias áreas de controlo da actividade do banco e ou não deram por nada ou, se deram, não fizeram nada. Por isso, fez muito bem o Banco de Portugal em afastar Joaquim Goes, António Souto e Rui Silveira.

Mas e a Tranquilidade? A Tranquilidade que também continuou a investir em empresas do GES este ano sabendo do estado em que se encontravam? O presidente executivo Pedro Brito e Cunha, que é primo de Ricardo Salgado, tomou essas decisões com base em quê? Na relação familiar, como é óbvio. Devia estar detido igualmente. 

Lesou gravemente e de forma consciente o património da seguradora. E Rui Leão Martinho, o presidente não executivo da Tranquilidade e ex-presidente do Instituto de Seguros de Portugal, não sabia de nada? 

De novo, das duas uma: ou é incompetente ou foi conivente. Em qualquer caso, já se devia ter demitido ou ter sido demitido. Mas a verdade é que o Instituto de Seguros de Portugal parece estar perdido em combate. O presidente José Almaça não tem nada para dizer? Não tem nada para fazer?

Já agora, António Souto, que o BdP suspendeu da administração do BES é membro do conselho de administração da Tranquilidade. Vai continuar neste cargo? E Rui Silveira, igualmente afastado da administração do BES, é do conselho fiscal da Tranquilidade. Também se vai manter na seguradora?

Por tudo isto se vê o polvo em que se tornou o GES, tendo no seu centro o BES. Nem todos têm as mesmas responsabilidades. Mas há vários dos seus dirigentes que já deviam estar detidos e sem direito a caução pelos danos que estão a causar a muitos dos que neles País confiaram e ao próprio País.

Então, a pergunta é:

- Porque é que não estão todos presos?

E a resposta, óbvia, só pode ser:

- Porque eles são, de facto, os donos disto tudo. Das leis, da Justiça, dos governos, do parlamento. E, por consequência, de todos nós.

Não ouviram, na passada terça-feira, na Assembleia da República, a propósito destruição da PT devido ao caso BES – e às opções dos seus gurus – Pedro Passos Coelho dizer que não é nada com ele? Mesmo que o país perca milhões com isso, nacionalizar está fora de questão? Só se podem nacionalizar os prejuízos, não é verdade?!

E tu deixas…?

Grandes fotógrafos, grandes imagens, por Jorge

Horst Fass - a partir de quem, cobrir com uma câmara o horror da guerra passou a seguir novos padrões

prémio Pulitzer 1965 e 1972
J
Vietnam 1964 - Um camponês mostra a uma brigada motorizada do Vietcong
uma criança completamente queimada pelo napalm norte-americano

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A grande besta!

"Prefiro que mil mães palestinianas chorem a que uma mãe judia o faça"



A afirmação é do ministro dos Transportes israelita Israel Katz, que teme que os fundos para reabilitar a Faixa de Gaza sejam usados pelo Hamas para fins terroristas. ONU diz-se firme na defesa da "solução de dois estados" e em Jerusalém houve confrontos entre muçulmanos e judeus.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ministro-israelita-prefiro-que-mil-maes-palestinianas-chorem-a-que-uma-mae-judia-o-faca=f893524#ixzz3GRFXgKNt

Frase de fim-de-semana, por Jorge


"Généralement, les gens qui savent peu 
parlent beaucoup, 
et les gens qui savent beaucoup parlent peu."
"Em geral, as pessoas que sabem pouco
falam muito e as que sabem muito falam pouco."

J. J. Rousseau
Filósofo e músico genebrino, 1712-1778

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

BISCATES, por Carlos de Matos ​ Gomes, militar de Abril

   

«Não somos 
​ responsáveis apenas pelo que fazemos,
mas também pelo que deixamos de fazer.»
                                                                                                                                                    Molière. 

 Para que servem as primeiras páginas dos jornais e os grandes casos dos noticiários das TV?

Se pensarmos no que as primeiras páginas e as aberturas dos telejornais nos disseram enquanto decorriam as traficâncias que iriam dar origem aos casos do BPN, do BPP, dos submarinos, das PPP, dos SWAPs, da dívida, e agora do Espírito Santo, é fácil concluir que servem para nos tourear.

Desde 2008 que as primeiras páginas dos Correios das Manhãs, os telejornais das Moura Guedes, os comentários dos Medinas Carreiras, dos Gomes Ferreiras, dos Camilos Lourenços, dos assessores do Presidente da República, dos assessores e boys dos gabinetes dos ministros, dos jornalistas de investigação, nos andam a falar de tudo e mais alguma coisa, excepto das grandes vigarices, aquelas que, de facto, colocam em causa o governo das nossas vidas,da nossa sociedade, os nossos empregos, os nossos salários, as nossas pensões, o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos.

Que me lembre falaram do caso Freeport, do caso do exame de inglês de Sócrates, da casa da mãe do Sócrates,do tio do Sócrates, do primo do Sócrates que foi treinar artes marciais para a China, enfim que o Sócrates se estava a abotoar com umas massas que davam para passar um ano em Paris, mas nem uma página sobre os Espirito Santo! É claro que é importante saber se um primeiro ministro é merecedor de confiança, mas também é, julgo, importante saber se os Donos Disto Tudo o são. E, quanto a estes, nem uma palavra.
O máximo que sei é que alguns passam férias na Comporta a brincar aos pobrezinhos. Eu, que sei tudo do Freeport, não sei nada da Rioforte! E esta minha informação, num caso, e falta dela, noutro, não pode ser fruto do acaso. 

Os 
directores de informação são responsáveis pela decisão 

de saber uma e desconhecer outra.
Os jornais, os jornalistas, andaram a tourear o público que 
compra jornais e que vê telejornais.Em vez de directores de informação e jornalistas, temos novilheiros, bandarilheiros, apoderados, moços de estoques, em vez de notícias temos chicuelinas.

Não tenho nenhuma confiança no espírito de auto critica 
dos jornalistas que dirigem e condicionam o meu acesso à informação: todos eles aparecerão com uma cara à José Alberto de Carvalho, à Rodrigues dos Santos, à Guedes de Carvalho, à Judite de Sousa (entre tantos outros) a dar as mesmas notícias sobre os gravíssimos casos da sucata, dos apelos ao consenso do venerando chefe de Estado, do desempenho das exportações, dos engarrafamentos do IC 19, das notas a matemática, do roubo das máquinas multibanco,da vinda de um rebenta canelas uzebeque para o ataque do Paiolense de Cima, dos enjoos de uma apresentadeira de TV,das tiradas filosóficas da Teresa Guilherme. Todos continuarão a acenar-me com um pano diante dos olhos para eu não ver o que se passa onde se decide tudo o que me diz respeito.
Tenho a máxima confiança no profissionalismo dos directores de informação, que eles continuarão a fazer o que melhor sabem: tourear-nos. Abanar-nos diante dos olhos uma falsa ameaça para nos fazerem investir contra ela enquanto alguém nos espeta umas farpas no cachaço e os empresários arrecadam o dinheiro do respeitável público.

Não temos comunicação social: temos quadrilhas de 
toureiros, uns a pé, outros a cavalo.
Uma primeira página de um jornal é, hoje em dia e após o  
silêncio sobre os Espirito Santo, um passe de peito.
Uma segunda página será uma sorte de bandarilhas.
Um editor é um embolador, um tipo que enfia umas peúgas de 
couro nos cornos do touro para a marrada não doer.
Um director de informação é um “inteligente” que 
dirige uma corrida.

Quando uma estação de televisão convida um Camilo 
Lourenço, um Proença de Carvalho, um Gomes Ferreira, um João Duque, um Judice, um Marcelo, um Miguel Sousa Tavares,um Angelo Correia, devia anunciá-los como um grupo de forcados: Os Amadores do Espirito Santo, por exemplo. Eles pegam-nos sempre e imobilizam-nos. Caem-nos literalmente em cima.

As primeiras páginas do Correio da Manhã podiam começar 
por uma introdução diária: Para não falarmos de toiros mansos, os nossos queridos espectadores, nem de toureios manhosos, os nossos queridos comentadores, temos as habituais notícias de José Sócrates, do memorando da troika, da imperiosa necessidade de pagar as nossas dividas.

Todos os programas de comentário político nas TV deviam 
começar com a música de um passo doble. Ou com a premonitória “Tourada” do Ary dos Santos, cantada pelo Fernando Tordo.
O silêncio que os “negócios “ da família "Dona 
​ 
Disto Tudo" mereceu da comunicação social, tão 
exigente noutros casos, é um atestado de cumplicidade:
uns, os jornalistas venderam-se, outros queriam ser como os Espirito Santo. Em qualquer caso, as redacções dos jornais e das TV estão cheias de Espiritos Santos.
Em termos tauromquicos, na melhor das hipóteses não temos jornalistas, mas moços de estoques. Na pior, temos as redacções cheias de vacas a que se chamam na gíria as “chocas”.

O que o silêncio cúmplice, deliberadamente cúmplice, feito sobre o caso Espirito Santo, o que a técnica do 
desvio de atenções, já usada por Goebels, o ministro da propaganda de Hitler, revelam é que temos uma comunicação social avacalhada, que não merece nenhuma confiança.
Quando um jornal, uma TV deu uma notícia na primeira página sobre Sócrates( e falo dele porque a comunicação social montou sobre ele um operação de barragem pelo fogo,que na altura justificou com o direito a sabermos o que se passava com quem nos governava e se esqueceu de nos informar sobre quem se governava) ficamos agora a saber que esteve a fazer como o toureiro, a abanar-nos um trapo diante dos olhos para nos enganar com ele e a esconder as suas verdadeiras intenções: dar-nos uma estocada fatal!

Porque será que comentadores e seus patrões, tão lestos a 
opinar sobre pensões de reforma, TSU, competitividade, despedimentos, aumentos de impostos, gente tão distinta como Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Angelo Correia, Soares dos Santos, Ulrich, Maria João Avilez e esposo  Vanzeller, não aparecem agora a dar a cara pelos amigos Espirito Santo?

Porque será que os jornais e as televisões não os chamam, agora que acabou o campeonato da bola?

Um grande Olé aos que estão agachados nas trincheiras, atrás dos burladeros!

 Carlos de Matos Gomes 
Nascido em 24/07/1946, em V. N. da Barquinha. Coronel do Exército (reforma).
Cumpriu três comissões na guerra colonial: em Angola, Moçambique e Guiné, nas tropas especiais «comandos».

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Morales e o MAS têm nova vitória!


Com mais de 60 por cento dos votos, Evo Morales e o MAS venceram as eleições do domingo passado na Bolívia. Seguiu-se a Unidade Democrata com aproximadamente 18%, o Partido Democrata Cristão com 17%. Isto de acordo com os resultados iniciais referidos pelo Tribunal Supremo Eleitoral e as projecções da Agência IPSOS. O MAS ganha em todos os departamentos do país, excepto no departamento de Beni.  No departamento de Santa Cruz, Evo tem a  maioria com 49,9% seguido por Doria Medina, com 38% dos votos expressos.
130 deputados e 36 senadores foram escolhidos por um pouco mais de 6 milhões de eleitores e uma participação de mais de 80% dos cadernos eleitorais. Este resultado é maior do que o ganho esperado é  que é de cerca de 60%. Se mantiver esses dados poderia garantir a maioria absoluta na Assembleia multinacional da Bolívia.

Para esta eleição foi muito importante a participação eleitoral dos bolivianos residentes no exterior, com mais de 30 países onde se funcionaram mesas e mais de 7000 delegados eleitorais. Os eleitores inscritos no exterior chegaram aos 272 mil.

Tudo se conjuga para a UE nos tirar o controlo sobre a água

https://www.youtube.com/watch?v=I5X9ioO9x9A


sábado, 11 de outubro de 2014

Alguns elementos sobre o período das presidências de Lula da Silva e Dilma Rousseff:

Alguns dos indicadores do Brasil entre 2002 e 2013,
  • O PIB triplicou, assim como o PIB per capita
  • Os lucros das entidades financeiras públicas – Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social, Banco do Brasil e Caixa Económica Federal –, passaram de 550 milhões de reais, 1,1 mil milhões e dois mil milhões de reais, respectivamente, para 8,15 mil milhões, 15,8 mil milhões e 6,7 mil milhões de reais
  • A produção agrícola praticamente duplicou, passando de 97 milhões de toneladas para 188 milhões
  • O investimento estrangeiro cresceu mais de 380 por cento, as reservas internacionais aumentaram mais de 1000 por cento e a proporção da dívida face a estas passou de 557 por cento para 81 por cento
  • O total de empregos criados passou de 627 mil ao ano para 1,79 milhões anualmente, contribuindo para a queda do desemprego de 12,2 por cento para 5,4 por cento
  • O número de falências caiu cinco vezes, o salário mínimo passou de 200 reais para 724 reais (praticamente duplicou a capacidade aquisitiva de bens do cabaz básico), e a inflação média anual desceu de 9,1 por cento para 5,8 por cento
  • O Programa Universidade para Todos entrega 1,2 milhões de bolsas de estudo e os estudantes do Ensino Superior passaram de 583 mil 800 para mais de um milhão
  • O programa de capacitação técnico-profissional envolve seis milhões de pessoas, e os programas Minha Casa Minha Vida e Luz Para Todos beneficiam 1,5 milhões de famílias e 9,5 milhões de pessoas, respectivamente
  • Foram criadas quase 6500 cresces, contratados 14 mil médicos beneficiando 50 milhões de pessoas, e 22 milhões de pessoas foram arrancadas da miséria extrema
  • Os indicadores de desigualdade social caíram 11,4 por cento, a taxa de pobreza passou de 34 por cento para 15 por cento, e a de pobreza extrema de 15 por cento para 5,2 por cento
  • A mortalidade infantil passou de 25,3 por mil para 12,9 por mil, os gastos públicos em Saúde passaram de 28 mil milhões de reais para 106 mil milhões, e os em Educação passaram de 17 mil milhões para 94 mil milhões
  •  As comarcas de justiça federal passaram de 100 para 513 e as operações da polícia federal passaram de 48 para quase 1300
(divulgados por Luiz Alberto Bandeira no Pátria Latina)



terça-feira, 7 de outubro de 2014

A hora do bufo, por Jorge



Num vale escarpado da zona de Sagres, caía ontem a noite e a neblina depois do sol se pôr;
 no escuro de um buraco da rocha calcária, dois pontos alaranjados fixavam atentamente o exterior: um bufo real!a maior ave noturna do planeta! (poderosa e rara, alvo dos traficantes mercenários que dos seus ovos e crias fazem miserável negócio - daí o “pacto de silêncio” para não revelar o sítio, entre guia e felizes observadores)

O grande mocho, Bubo bubo de seu nome científico, aguarda a hora certa para sair…
de repente, o clarão esbranquiçado do metro e setenta das suas asas explode e ele poisa calmo e pesado numa pedra próxima
Vai-se ouvir a partir de então um poderoso e profundo UU-uu que matematicamente se repetirá, mesmo quando dali voar para outro poiso, marcando por muito tempo a larga vastidão dos seus domínios de 4-5km de extensão!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Viragem à esquerda na Letónia

A primeira-ministra derrotada
O partido letão pró-russo Harmonia venceu as eleições legislativas de sábado na Letónia, tendo-se tornado na força mais votada, ao conquistar 25,38% dos votos e mais de metade dos assentos parlamentares do país.  
Os primeiros resultados oficiais, publicados pelo Comité Eleitoral Central (CEC) letão, deitaram por terra as sondagens realizadas após o fecho das urnas, que apontavam para uma vitória da coligação de centro-direita liderada pela primeira-ministra da Letónia, Laimdota Straujuma.    
Após a contagem dos votos em 614 assembleias dos 1054 colégios eleitorais, a formação de centro-direita que governa a Letónia, Unidade, passou a terceira força no país, tendo obtido 19,96% dos votos, depois da formação Unidade dos Verdes e Camponeses, com 20,45%.
O partido letão Harmonia representa a numerosa minoria russa do Estado do Báltico, é liderado pelo presidente da câmara municipal de Riga, Nil Ushakov, e um estudo de opinião, realizado na semana que antecedeu as eleições, atribuía-lhe 18,4% dos votos, seguido da conservadora Unidade (11,8%), que lidera a atual coligação governamental.
Nas últimas legislativas de setembro de 2011, o então designado "Centro Harmonia" de Ushakov também garantiu a primeira posição com 28% dos votos, elegendo 31 dos 100 deputados para o Saeima (parlamento), mas sem conseguir formar governo.  
O parlamento eleito deve formar um novo executivo que vai substituir o governo de coligação anunciado há nove meses, liderado pela primeira-ministra Laimdota Straujuma, a primeira mulher a assumir estas funções no pequeno país báltico.     
No início de janeiro, a Letónia tornou-se no 18.º membro da zona euro, o que suscitou uma profunda divisão no país.
(Lusa hoje)


Reflexão de um cidadão norte-americano sobre a política externa do seu país


Ó dr. Aníbal, deixe-se de tretas

Se ainda cá estivesses, querido Morais e Castro, e continuasses as lições do menino Tonecas, com o Aleluia, não terias perdido como mote mais uma cena canalha do Presidente da República que nos saiu da rifa...

Foi ontem, a propósito (?) do 5 de Outubro.


De forma concentrada e de dedo em riste, S. Exa. lá nos disse que se os portugueses estão "afastados" da política isso não se devia ao "sistema" mas sim aos partidos políticos...Quais partidos políticos? Queria V. Exa. certamente referir-se ao PSD, CDS e PS (a cujo consenso V. Exa. apela...) que tem partilhado o governo desde 1976? Ou não? Talvez aos irrealistas, aos irresponsáveis, aos demagogos que não seguem a sua cartilha neo-liberal. E, talvez por isso, V.Exa. se queira referir à tal "reforma", entidade mítica que, como outras, são a elegante, mas já tão desgastadazinhas (!),  forma de fazer passar as grandes malfeitorias feitas nestas dezenas de de anos aos portugueses. Neste caso as alterações às leis eleitorais que reduzissem, por golpe de gaveta e  promulgação de V. Exa. , a representação parlamentar dos partidos que V. Exa. entende não serem do "arco da governação", figura inconstitucional.
O que causa o afastamento do nosso povo das instituições, não tem nada a ver com isso, mas sim com a política que tais partidos têm realizado.
Ó Dr. Aníbal, deixe-se de tretas...Os seus paizinhos, que aqui convoco com o devido respeito, não o ensinaram a não mentir?

Amália


sábado, 4 de outubro de 2014

Frase de fim-de-semana, por Jorge


Do not do unto others as you would have them 
do unto you—they might have different tastes.
"Não faças aos outros o que gostavas que os outros 
te fizessem, porque podem ter gostos diferentes"

George Bernard Shaw
Escritor irlandês

War Requiem, de Benjamin Britten, ontem na Gulbenkian

Assistimos ontem a um grandioso concerto, uma obra coral sinfónica em larga escala que é um manifesto contra a guerra, do inglês Benjamin Britten. 
Não um manifesto de apoio apenas aos ingleses que resistiram aos bombardeamentos mas um libelo contra as guerras.
O ataque a Coventry
A sua origem remonta à decisão do governo inglês, ainda durante a II Guerra Mundial, de reconstruir a Catedral de Coventry, construída no século XII e situada na zona industrial inglesa de West Midlands. Na altura convidaram Benjamin Britten a compôr uma "importante obra nova" para marcar as cerimónias da benção da catedral em 1962. A des-
Depois do bombardeamento
Depois do enquadramento das ruínas
 truição da catedral aconteceu há 64 anos, quando 500 aviões nazis bombardearam a cidade com o objectivo de destruir as “shadow factories”, fábricas que produziam peças de caças e equipamentos para a força aérea britânica. Coventry foi, de longe, a cidade mais bombardeada e mais afectada pela guerra. Com as fábricas, foi destruído todo o centro da cidade e mais de 4 mil casas. Os nazis arrazaram com a cidade. Usando bombas incendiarias, criaram um inferno de fogo e explosões causando milhares de mortes e prejuizos incalculaveis.Os ataques começaram na noite do dia 14 de Novembro de 1940 e só terminaram na manhã do dia seguinte.

Ontem o Requiem foi interpretado  pela Orquestra e Coro Gulbenkian, a que se juntou o Coro de Câmara  infantil da Academia de Música de Santa Lucia, pela soprano Tatiana Pavlovskaia, o tenor John Mark Ainsley e o barítono Hanno Müller-Brachmann, dirigidos pelo Maestro Paul McCreesh

sábado, 20 de setembro de 2014

EGF: dar o ouro ao bandido

O governo rejeitado e descredibilizado pelos portugueses, decidiu, na 5ª f passada, vender a Empresa Geral de Fomento à Mota Engil, conhecida plataforma de passagem de membros do governo para a empresa e vice-versa, um dos sustentáculos (outros há) do "arco da governabilidade" e de grandes negóciatas.

A EGF  pertence ao grupo Águas de Portugal e detém por parte do Estado Português o capital de 13 empresas multimunicipais de gestão e tratamento de resíduos sólidos urbanos, largamente representativas da maioria do território nacional, que prestam um importante serviço público e dão lucro na  sua exploração, realizando nos últimos anos grandes investimentos para além dos assinaláveis investimentos anteriormente realizados pelos municípios que integraram estes sistemas multimunicipais.

Pelo seu serviço, pelo capital exclusivamente público, pela sensibilidade às orientações locais para o serviço, pela prática de tarifários a a municípios e cidadãos, este sector, representado na EGF, é
claramente estratégico e constitui mais uma privatização que não representa nem o interesse público, nem económico nem o das contas públicas. Esta opção, como as experiências anteriores demonstram, vai servir apenas para negociatas e para o deslocar dos lucros de exploração para grupos económicos.

A decisão foi tomada mas a luta das populações vai continuar para impedir a entrega de um vasto património que levou dezenas de anos a pôr de pé e que é sua pertença.

Frase de fim-de-semana, por Jorge


"Life is not a matter of holding good cards, 
but of playing a poor hand well."
"A vida não é uma questão de se ter boas cartas,
mas sim de jogar bem com uma mão fraca"

Robert Louis Stevenson 
escritor escocês, 1850-1894

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Londres realiza uma enorme pressão e ameaças contra o "sim" à independência da Escócia

Na 5.ª feira, dia 18 os escoceses vão à rua para referendar sobre a sua independência.
Com alta probabilidade os catalães e bascos, seguir-se-ão.

O mexer nas fronteiras saídas da 2ª Guerra, é bom não o esquecermos, iniciou-se com o rasgar da ex-Jugoslávia, sob os bombardeamentos da NATO e outros tipos de apoios a uma das partes nos conflitos nos anos 90. O seu último episódio foi a independência do Kosovo, narcoestado, com elevados índices de criminalidade, no ano de 2008. Mais recentemente foram as tentativas de independência de alguns estados na Rússia, com a liderança de grupos de radicais islâmicos, com o apoio dos EUA, que não deram resultados. Agora foi a vontade de ucranianos de regiões de maior influência russa se auto-determinaram, com receios de um estado em Kiev, tomado de assalto por nazis e fascistas, traduzida para já na integração da Crimeia na Rússia.

A vontade da Independência da Escócia não é de agora. Uma grande região, rica em diversos domínios,não apenas o petróleo, viram rendimentos dessas riquezas serem drenados para a Coroa Britânica. A atitude imperial fez as suas mossas na junção das duas partes.
A vontade de independência é, neste momento muito forte e os partidos ingleses, a coroa, a banca, e outros poderes fácticos, reagiram nestes últimos dias quando se aperceberam da provável vitória do "sim".
Simpatizo com a vitória do "sim", mesmo sabendo que este não significará uma mudança de regime político, com conotações ideológicas de esquerda, mas tão só a vitória de humilhados e ofendidos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Em relação a processos judiciais por fundos “abutre”, a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ressaltou que "não é justo que um punhado de bilionários possam afogar uma nação."



"Não é justo que um punhado de bilionários possam afogar um país  e extorquir uma sociedade inteira ameaçando-a com defaults,  afastando-a do resto do mundo ", afirmou o presidente da Argentina, numa cerimónia na Casa do Governo, transmitida na televisão nacional. " O vencermos nâo  é apenas a posição da Argentina, é uma posição quem  tem dignidade e quer defender os direitos de seu povo, é a posição de todos os países que não querem ser enganados ", disse Kirchner, referindo-se ao voto da Assembleia Geral da ONU, que aprovou a criação de um quadro legal para a reestruturação da dívida soberana e observou que "mais do que um triunfo da Argentina era um triunfo da dignidade das pessoas".  Nesta terça-feira a Assembléia Geral da ONU  aprovou , com 124 votos a favor, 11 contra e 41 abstenções uma iniciativa Argentina para ser obtido um quadro jurídico para reestruturar sua dívida soberana. O chanceler argentino,  Hector Timerman, descreveu como "histórica" ​​a proposta de reestruturação da dívida soberana.   Entretanto, na Argentina as comissões plenárias de Orçamento, Finanças e Petições, Poderes e de Regulamento dos Deputados, deram o seu parecer sobre o projecto Soberano da Lei de Pagamento, que será votada hoje, quarta-feira, no plenário da Assembleia Nacional. O artigo propõe a desenvolver ferramentas para assegurar o pagamento de títulos do governo reestruturados em 2005 e 2010, há uma alternativa proposta pelo Governo a "mecanismos de recolha de obstrução ilegítima e ilegal". 


domingo, 7 de setembro de 2014

A OSCE desmente Obama sobre a Ucrânia

Unidade de missão da OSCE em observações no terreno


O relatório que se segue, relativo ao período de 20 de Agosto a 3 de Setembro, é uma bofetada na cara do presidente Obama e dos seus parceiros da NATO, reunidos nestes dias em Newport, no País de Gales.

Os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) disseram na passada 4ªf que

"não se registou nenhum movimento de tropas, munições ou armas a cruzar a fronteira russo-ucraniana durante as duas últimas semanas, o relatório da OSCE (relatório da missão de acompanhamento), disse na quarta-feira." (Itar-Tass)

"Durante a semana, as equipas de observadores notaram um aumento líquido de jovens (homens e mulheres) que usavam roupas de estilo militar a cruzar a fronteira em ambas as direcções, mas não observaram quaisquer armas entre esses grupos".
Os observadores disseram que tiveram interacções regulares com apoiantes das auto-proclamadas repúblicas. "Alguns discutindo abertamente com a OSCE, outros manifestando a sua total desconfiança para com a OSCE. Em ambos os pontos de passagem fronteiriços, alguns defensores dessas repúblicas explicaram que eles não estão autorizados a atravessar a fronteira com armas ", observa o relatório.

Os observadores registaram um decréscimo de aparecimentos de helicópteros, em comparação com a semana passada, mas ainda foram observadas nos pontos de passagem de fronteira voando a baixa altitude ao longo dela.
"Em ambos os casos, na medida em que pode ser visto, as aeronaves não violaram o espaço aéreo ucraniano", disse o relatório. (Ibid)
A Missão de Observadores da OSCE foi colocada nos pontos de verificação de Gukovo e Donetsk, a pedido do governo da Rússia. E a decisão foi tomada num acordo de consenso por todos os 57 Estados participantes da OSCE (ver site da OSCE).

O relatório da OSCE contradiz as declarações feitas pelo regime de Kiev e seus apoiantes dos EUA-NATO. Confirma que as acusações da NATO relativas ao afluxo de tanques russos são uma invenção total.
Os relatórios da NATO, incluindo as suas fotos de satélite foram baseadas em dados falsos.

É interessante notar que a OSCE categoriza cuidadosamente os movimentos através da fronteira, que em grande parte composta de refugiados:

Movimentos transfronteiriços comuns a ambos os pontos de passagem fronteiriços
O perfil das pessoas que atravessam a fronteira permanece inalterado e pode ser classificado da seguinte forma:
1. famílias a pé ou de carro com um monte de bagagem;
2. Idosos com alguns sacos;
3. Adultos (geralmente de idade mais jovens) sem bagagem ou carros vazios;
4. Pessoas vestindo roupas de estilo militar com ou sem mochilas.

Embora o número de entradas / saídas se tenha mantido estável em média de 6.523 por dia, tanto para pontos de passagem fronteiriços, a Missão tem observado uma inversão clara do fluxo de pessoas que atravessam a fronteira. Desde 26 de Agosto, a maioria dos que atravessavam a fronteira era para a Ucrânia com um fluxo líquido médio de menos 429 por dia. Na última semana e desde esse dia 3.857 pessoas voltaram para a Ucrânia por ambos os pontos de passagem fronteiriços. As estatísticas também mostram que a Donetsk Border Crossing Point teve mais tráfego do que o Gukovo Border Crossing Point. Os movimentos transfronteiriços registados em ambos estes pontos de passagem fronteiriços são responsáveis ​​por 43 por cento de todas as entradas / saídas da Região de Rostov.
Destruição sistemática das infra-estruturas de Luhansk pela tropa fascista de Kiev

A Missão continuou a observar uma tendência geral de muito baixo tráfego transfronteiriço durante a noite. Ao nascer do sol o número de viajantes aumenta lentamente até final da manhã. Em seguida, o fluxo de tráfego diminui, mas sobe para o final da tarde e à noite. A maioria dos veículos que atravessam a fronteira têm placas de matrícula emitidos na região Luhansk.

Foram observações comuns nos pontos de passagem fronteiriços:

Em geral, a situação em ambos os pontos de passagem fronteiriços é calmo. Há pessoas que atravessam a fronteira para falar com as equipas de observadores (OTs) regularmente e continuam a descrever a situação na região de Luhansk como muito terrível. O OTs continuou a receber inúmeros relatos de destruições muito grandes causadas pelo fogo de artilharia, de que resultou a interrupção do fornecimento de água, gás e electricidade, este último aparentemente indisponível por mais de cinco semanas em algumas áreas, incluindo a própria cidade de Luhansk.

No entanto, por outro lado, há lugares organizados, onde recebem armas, munições e equipamentos e são enviados às suas áreas designadas do lado ucraniano. Ao regressarem,  entregam armas, munições e outros equipamentos militares e regressam para a Federação Russa. No caso de Gukovo, há ainda um campo de tiro de calibre das armas recém-recebidas antes de continuarem para a linha de frente. Conforme descrito em relatórios anteriores, as OTs ouviram diariamente tais tiroteios  em território ucraniano a uma curta distância do Gukovo Border Crossing Point.
Os OTs observaram mais pessoas vestindo camisetas pretas com a inscrição "Novorossiya" ("nova Rússia") ou "República Popular de Luhansk" com bandeiras correspondentes. Em alguns casos, estas bandeiras foram também vistas em pára-brisas de vários veículos civis.
Muitas vezes os civis param de discutir com os OTs  e pedem a OSCE para parar o conflito e para registar e relatar os seus testemunhos para que todos possam estar cientes da situação.

Movimento militar

Ao longo da semana, dia e noite, os OTs ouviram o som de aviões a hélice nas imediações dos pontos de passagem fronteiriços. Durante o dia e quando as condições meteorológicas foram favoráveis, os OTs observaram as mesmas pequenas aeronaves cinzentas identificadas como UAVs. Os mesmos padrões de voo foram observados em ambos os pontos de passagem fronteiriços. Os UAVs estavam seguindo uma trajectória de voo avaliado para estar no limite da fronteira com a Ucrânia em horários muito regulares com intervalos entre 18 a 25 minutos. Em vários casos, dois UAV foram observadas na mesma área, no mesmo tempo.

Durante a semana, os OTs continuaram a ouvir tiros do lado ucraniano muito perto do Border Crossing Point. Conforme foi descrito anteriormente, estes incidentes de fogo foram avaliados como não relacionados com o combate, supostamente proveniente de um vizinho improvisado "campo de tiro" sob o controle dos partidários das repúblicas auto-proclamados.

Relatos de pessoas no Gukovo Border Crossing Point

Os OTs receberam relatos de pessoas de Sverdlovsk (17 km a oeste de Gukovo Border Crossing Point) sobre a situação da cidade. Elas relataram que a cidade não tinha tido lutas directas, mas cinco casas e  transportes públicos foram destruídos. Um único hospital estava a funcionar nos últimos dois meses e meio, e não tinha água. Segundo eles, pensões e benefícios sociais deixaram de ser pagos e as pessoas não conseguiam ter acesso ao dinheiro. Os preços dos bens comuns tinha aumentado consideravelmente e, portanto, as pessoas estavam indo para a Federação Russa a cada três ou quatro dias para comprar produtos de primeira necessidade e para obter dinheiro em caixas eletrónicas ou em bancos. Várias pessoas relataram que o ano lectivo estava previsto para começar no dia 1 de Setembro, mas não queriam que seus filhos tenham de seguir os novos currículos ucranianos.

Observação no Donetsk Border Crossing Point

Durante o período em análise, a actividade no Donetsk Border Crossing Ponto aumentou ligeiramente em relação à semana passada. O número total de postos de fronteira em Donetsk Border Crossing Point excede os de Gukovo Border Crossing Point. A média diária de 3.627 entradas e saídas foi registado, o que correspondeu a 24 por cento de todas as entradas / saídas na região de Rostov. O número médio de pessoas que entram na Rússia diminuiu consistentemente durante o período e o fluxo líquido foi negativo desde 29 de Agosto, com uma média diária de menos 410. Quanto à Gukovo Border Crossing Point, esta estatística reflecte claramente um movimento de regresso à Ucrânia. Na semana passada, cerca de 1.900 pessoas por dia regressaram à Ucrânia através do Donetsk Border Crossing Point.
Ao longo da semana, tiroteios, explosões e detonações de artilharia foram ouvidos em vários momentos do dia e da noite, e de diferentes distâncias e direcções ao redor do Donetsk Border Crossing Point. Detonações de artilharia foram especialmente intensas durante o fim de semana na direcção ao norte de Krasnodon. Durante as noites de 30 e 31 de Agosto  dezenas de detonações de artilharia muito portes foram ouvidas e sentidas por um OT. As detonações estavam por perto na direcção oeste / noroeste.
Nas últimas semanas, detonações de artilharia e disparos foram ouvidos apenas a partir das direcções oeste e norte, mas ao longo da semana, pela primeira vez os OTs relataram tiroteios de armas ligeiras e de grosso calibre a partir do leste e do sudeste, áreas que também estão encostadas à Ucrânia.

Ao longo da semana, os OTs têm observado no Border Crossing Point um aumento líquido na actividade de cruzamento de jovens vestidos  ao estilo militar . Os OTs também observaram algumas dessas pessoas visivelmente feridas regressando para a Rússia com ligaduras e / ou muletas brancas. Os OTs também observaram transferências de pessoas mais gravemente feridas em ambulâncias. Algumas pessoas vestidas no estilo militar estavam acompanhando os feridos, bem equipadas, incluindo coldres, mas sem armas.
Num caso, um OT observou oito jovens vestidos em estilo militar com duas macas pesados ​​carregadas com caixas. As macas estavam visivelmente pesadas (mais de cem quilogramas), porque os grupos foram parando a cada 30 a 50 metros para se recuperar. O OT observou funcionários da Border Crossing Point verificando as caixas com detectores de metal. O OT indagou junto dos funcionários do Border Crossing Point sobre o conteúdo das caixas e foi-lhe dito que eram produtos alimentares.

Os OTs receberam relatos de pessoas de Molodohvardeysk, Novosvetlovska (15 km a sudeste de Luhansk) e de outros lugares em torno da cidade de Luhansk. Todos elas deram conta de intensos combates e danos consideráveis ​​nas infraestrutura, pedindo à OSCE para parar a luta.
Comboio humanitário russo para Donetsk

Comboio humanitário russo

O OM não tem qualquer confirmação de que um segundo comboio humanitário vai passar pelo Donetsk Border Crossing Point. Durante a semana passada, representantes do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) visitaram a Donetsk Border Crossing Point e reuniram-se com os guardas de fronteira russos e ucranianos e funcionários aduaneiros. Para este dia, os guardas de fronteira da Ucrânia e funcionários aduaneiros ainda permanecem junto da Donetsk Border Crossing Point. Além disso, o pessoal do Ministério das Situações de Emergência russo  veio para o Border Crossing  para consultar as autoridades do Border Crossing Point russo.


(fonte OSCE em http: //www.osce.org/om/123151)

domingo, 31 de agosto de 2014

Para onde nos estão a levar os EUA? A nova guerra que conduzem é para sarar as suas feridas?

Segundo o jornalista e comentador Harry Dent, em opinião expressa nesta seThe Market Oracle, o estado da economia norte-americana está numa situação crítica, à beira do colapso.
mana, no
O rebentar de uma borbulha, resultante das tentativas de manipular a banca e conter a crise financeira de um modo artificial, implicará a uma confrontação interna nos EUA contra as elites dirigentes que se arrastará a todo o Ocidente.
A classe média empobreceu face à elite do país.
A revolta em que participarão os trabalhadores e a classe média abrangerá todos os países ditos desenvolvidos e levará ao seu ressurgimento.
O próprio multi milionário Donald Trump em entrevista à Fox News, garantiu que o elevadíssimo nível da dívida, a ultrapassar os 16 milhões de milhões de dólares,a elevada taxa de desemprego e a redução da qualidade do crédito são os ingredientes necessários à rápida ruína do país, que já hoje não é um país rico e tem necessidade do crédito chinês e japonês.
Mas o investimento a partir destes dois mercados tende a reduzir-se face às confirmações de uma inflação problemática nos EUA (declaração recente de Janet Yellen, presidenta da Reserva Federal..
As saídas líquidas de capital estrangeiro em Junho foram de 156,9 milhares de milhões face a uma entrada de 3,4 mil milhões de dólares de capital estrangeiro, segundo a Bloomberg.

O milionário  Trump diz que a taxa de desemprego de 8,2 %  não corresponde à realidade, podendo situar-se num valor entre os 16 e os 21 %
Segundo ele os EUA podem chegar a uma situação semelhante à da Espanha e da Grécia mas numa escala muito maior.

O professor Steven Davis, da Universidade de Chicago, queixa-se, porém, que o mercado de trabalho nos EUA é cada vez menos dinâmico e mais sensível, o que afecta negativamente a economia. A descida da "fluidez desse mercado originou desemprego, menor produtividade e salários baixos. Isso, segundo o autor, ficou a dever-se às grandes empresas que eliminam dos negócios das empresas mais eficientes,  à menor capacidade dos trabalhadores mais velhos irem para a mobilidade, e às dificuldades em despedir devido à força dos sindicatos...(NT - a salvação da especulação, da corrupção à custa de quem trabalha e dos seus direitos).

A saída da situação com a guerra contra a Rússia, e o lançar de mão a recursos, particularmente o petróleo do Médio e Próximo Oriente está em cima das mesas  dos estrategas norte-americanos há mais de uma década, quando pensaram que a Rússia estava na mão. É dessa altura que um primeiro passo ocorre em 2001 nas torres do World Trade Center em Nova Iorque.

Face à situação, nomeadamente, na Ucrânia, Passos Coelho depois da reunião dos governos europeus de ontem onde os ímpetos anti-russos subiram no tom da voz, declarou a um jornalista que quis saber a posição do governo português que "não podemos assobiar para o ar como se nada se passasse...".