quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Papiniano Carlos
Tive o prazer de conhecer o Papiniano Carlos no Porto durante quatro anos. Revelava uma grande sensibilidade artística e é triste vê-lo partir agora.
Poeta, contista e autor de numerosos livros para a infância, Papiniano Carlos morreu, quarta-feira, em Pedrouços, na Maia, onde residia há longos anos, de causas naturais. Contava 94 anos.
Nascido em Maputo, Moçambique, mas fixado no Porto desde muito jovem, foi um dos lídimos representantes da designada geração de 50, de que faziam parte Egito Gonçalves, Luís Veiga Leitão, António Rebordão Navarro ou Daniel Filipe. Publicou com abundância nos anos 50 e 60, período em que escreveu títulos marcantes como "Poema da fraternidade", "Estrada nova"ou "As florestas e os ventos". Fervoroso combatente antifascista, foi preso três vezes pela PIDE, colaborou nas revistas "Seara Nova" e "Vértice" e integrou os corpos dirigentes do Círculo de Cultura Teatral do Teatro Experimental do Porto. Como membro do Conselho Português para a Paz e Cooperação, fez várias viagens ao estrangeiro, no decurso das quais conheceu Pablo Neruda, então embaixador em Paris, de quem se tornou amigo.A paixão pela literatura africana foi uma constante na sua vida. Esse papel de divulgação foi reconhecido por José Craveirinha, que considerava Papiniano Carlos uma das suas principais referências.
"A menina gotinha de água" é a sua obra mais conhecida
Publicada em 1962, seria sucessivamente reeditada, com um amplo acolhimento junto do público infantil. A produção literária de Papiniano Carlos iniciou-se, porém, em 1942, com uma coletânea de poemas intitulada "Esboço". Quatro anos depois, escreveu "Terra com sede", volume de contos publicado pela Editorial Inova fortemente influenciado pela corrente neorrealista.
PSD e CDS desmantelam autarquias, contra o bem-estar das populações e os fundamentos da democracia
A chamada reorganização das freguesias, com extinção de cerca de um quarto das freguesias do país, feita sem consulta às populações e à revelia da opinião dos autarcas, é um processo muito grave a que as populações naturalmente reagirão. Segue-se dose idêntica para os concelhos e a criação de entidades intermunicipais como estrutura de cúpula de vários concelhos para gerir transferências de competências da administração central.
Por todo o lado que se ouçam opiniões sobre a matéria, é evidente que o povo a rejeita. Só alguns técnicos que vivem dela - e,certamente, por isso - esperam alguma recompensa. Não se percebe onde estão as freguesias "que não têm, dimensão...Para quê?". Vai provocar o despedimento de cerca de 2 mil trabalhadores...Danos colaterais dirá o Relvas do alto da sua posporrência. A poupança com a remuneração de autarcas é ridícula para a atrapalhação que a "reorganização" vai provocar. O maior afastamento de autarcas e fregueses irá reduzir a capacidade de resposta a problemas de pessoas com dificuldades em se deslocarem. Um apoiante mais militante dizia hoje no canal aberto da Antena Um, em que foi o único a defender a "reorganização", que esta ia acabar com as prendas em que se gasta dinheiro e com as obras para favorecer amigos...Mas esses factos são gerais? A quem se estava ele a referir? Interveio para essas situações serem corrigidas?
O que está por detrás disto é muito sério: o governo quer reduzir a proximidade dos eleitos com quem os elegeu, quer alienar esse vínculo tão importante para a representatividade da democracia autárquica, quer diluir a democracia na base da sociedade. Concelhos agregados e comunidades intermunicipais poderão ser, neste quadro, um acentuar dessa tendência. Aprovar esta lei é um crime!
Por todo o lado que se ouçam opiniões sobre a matéria, é evidente que o povo a rejeita. Só alguns técnicos que vivem dela - e,certamente, por isso - esperam alguma recompensa. Não se percebe onde estão as freguesias "que não têm, dimensão...Para quê?". Vai provocar o despedimento de cerca de 2 mil trabalhadores...Danos colaterais dirá o Relvas do alto da sua posporrência. A poupança com a remuneração de autarcas é ridícula para a atrapalhação que a "reorganização" vai provocar. O maior afastamento de autarcas e fregueses irá reduzir a capacidade de resposta a problemas de pessoas com dificuldades em se deslocarem. Um apoiante mais militante dizia hoje no canal aberto da Antena Um, em que foi o único a defender a "reorganização", que esta ia acabar com as prendas em que se gasta dinheiro e com as obras para favorecer amigos...Mas esses factos são gerais? A quem se estava ele a referir? Interveio para essas situações serem corrigidas?
O que está por detrás disto é muito sério: o governo quer reduzir a proximidade dos eleitos com quem os elegeu, quer alienar esse vínculo tão importante para a representatividade da democracia autárquica, quer diluir a democracia na base da sociedade. Concelhos agregados e comunidades intermunicipais poderão ser, neste quadro, um acentuar dessa tendência. Aprovar esta lei é um crime!
Oscar Niemeyer vive
Duas frases do homem que nos deixa mas ficou a viver nas suas obras maravilhosas.

"A arquitectura é meu jeito de expressar meus ideais: ser simples, criar um mundo igualitário para todos, olhar as pessoas com optimismo"
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"Não é o ângulo recto que me atrai, nem a linha recta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai são as curvas (livres e sensuais como também dizia) de que é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein"Ladrões
Fizemos aqui referência há dias às graves irregularidades detectadas numa reportagem da TVI nos colégios do grupo GPS. Pelo interesse que esta reportagem suscitou, transcrevemos aqui saudações aos participantes e exigências ao governo por parte da FENPROF, e apresentamos a referida reportagem no post abaixo
"A FENPROF saúda todos os professores, pais e encarregados de educação que tiveram a coragem de dar a cara para denunciar a situação .que se vive em muitos colégios privados.
A FENPROF saúda também todos os professores das escolas públicas e dos colégios privados que dão o seu melhor, com os seus alunos, para construirem um futuro melhor para Portugal.
A FENPROF exige do MEC, da IGE, da ACT e do Ministério Público uma investigação rigorosa e consequente sobre o que se passa nos colégios privados, em particular os do grupo GPS, atendendo a todas as denúncias que foram enviadas por professores, pais e pela FENPROF.
A Federação reitera a exigência, ao MEC e IGE, de realização das reuniões há muito solicitadase nunca marcadas. Caso não se realizem, a FENPROF acusa o MEC e a IGE de cumplicidade moral com as situações que se arrastam em muitos colégios privados do país, que alimentam vícios privados com dinheiros públicos."
A FENPROF saúda todos os professores, pais e encarregados de educação que tiveram a coragem de dar a cara para denunciar a situação que se vive em muitos colégios privados.
A FENPROF saúda também todos os professores das escolas públicas e dos colégios privados que dão o seu melhor, com os seus alunos, para construirem um futuro melhor para Portugal.
A FENPROF exige do MEC, da IGE, da ACT e do Ministério Público uma investigação rigorosa e consequente sobre o que se passa nos colégios privados, em particular os do grupo GPS, atendendo a todas as denúncias que foram enviadas por professores, pais e pela FENPROF.
A FENPROF saúda também todos os professores das escolas públicas e dos colégios privados que dão o seu melhor, com os seus alunos, para construirem um futuro melhor para Portugal.
A FENPROF exige do MEC, da IGE, da ACT e do Ministério Público uma investigação rigorosa e consequente sobre o que se passa nos colégios privados, em particular os do grupo GPS, atendendo a todas as denúncias que foram enviadas por professores, pais e pela FENPROF.
A Federação reitera a exigência, ao MEC e IGE, de realização das reuniões há muito solicitadase nunca marcadas. Caso não se realizem, a FENPROF acusa o MEC e a IGE de cumplicidade moral com as situaçõesque se arrastam em muitos colégios privados do país, que alimentam vícios privados com dinheiros públicos.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Joaquim Benite
Adeus Joaquim Benite. O teatro e todos nós ficaram mais pobres. Mas a tua obra deverá ser continuada.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Faria de Oliveira ganha mais na CGD do que Christine Lagarde no FMI
Em média os trabalhadores portugueses ganham menos de 50% em relação aos dos restantes 27 países da EU.
Isto ajuda a explicar a grave crise económica, financeira e social que Portugal está a viver.
Para que conste, e para que os futuros "Farias de Oliveira" e outros possam ser respeitados, repasso o presente e-mail esperando com o mesmo contribuir para a moralização da política em Portugal.
Isto ajuda a explicar a grave crise económica, financeira e social que Portugal está a viver.
Para que conste, e para que os futuros "Farias de Oliveira" e outros possam ser respeitados, repasso o presente e-mail esperando com o mesmo contribuir para a moralização da política em Portugal.
Retirado do site da CGD, referente a 2009 (ainda não divulgaram os valores de 2010):
- Presidente - remuneração base: 371.000,00
- Prémio de gestão: 155.184,00
- Gastos de utilização de telefone: 1.652,47
- Renda de viatura: 26.555,23
- Combustível: 2.803,02
- Subsídio de refeições: 2.714,10
- Subsídio de deslocação diário: 104,00
- Despesas de representação: não quantificado (cartão de crédito onde "apenas" são consideradas despesas decorrentes da actividade devidamente documentadas com facturas e comprovativos de movimento)
Christine Lagarde recebe do FMI mais 10% do que Dominique Strauss-Kahn, mas mesmo assim menos do que o presidente da Caixa Geral de Depósitos, entre outros gestores portugueses, pelo que a senhora ainda está mal paga pelo padrão de Portugal
E é preciso que se saiba que os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:
· mais 32% do que os americanos;
· mais 22,5% do que os franceses;
· mais 55 % do que os finlandeses;
· mais 56,5% do que os suecos"
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
O lugar dos bandidos é na cadeia
O Público e a TVI divulgaram hoje dois casos exemplares de como o dinheiro público é subtraído aos portugueses para favorecer interesses ilegais.
E depois digam-nos que não há dinheiro...
Um caso foi o divulgado pela TVI. O grupo de colégios privados GPS com um presidente e quadros responsáveis que saltaram das cadeiras do poder onde favoreceram esses interesses antes de saírem para hoje serem encontrados na empresa que gere esses empresas. Quase todos, incluindo um actual deputado, ligados ao PS. Os colégios foram construídos nas imediações de escolas públicas de onde o Ministério não aceitou um certo número de turmas para as entregar a esses "privados" e assim justificar contratos de associação destes com o Estado, o que é o mesmo que dizer que esses "privados" passaram a funcionar com o nosso dinheiro. Trabalhando para os rankings com a recusa de alunos menos classificados, obrigando os professores a "corrigir" a sua notas para atingir esse objectivo, recusando para esse efeito também alunos com necessidades educativas especiais. Colégios onde os professores eram tratados de forma ilegal, estendendo os seus horários de trabalho e impondo-lhes tarefas não lectivas, onde os professores são despedidos por dá cá aquela palha. Colégios que recebiam as verbas em contratos de associação, só as aplicavam na remuneração de professores e não de material técnico indispensável e exigível, mas onde dsirectores apresentavam (num caso mais de dez!!!) viaturas de gama alta,onde as inspecções eram conhecidas de antemão que se iam realizar , etc, etc, etc.
O outro, divulgado pelo Público foi o da ONG CPPC fundada por Passos Coelho para obter financiamentos para projectos de cooperação que interessavam à Tecnoforma e a que esta estava proíbida de aceder. Nesta ONG terão participado Angelo Correia e Marques Mendes, mesmo declarando não saberem o que a CPPC fazia, Vasco Rato e Frausto da Silva, todos do PSD, e um PS, Fernando Sousa, director do Acção Socialista. Projectos de cooperação não teve e os 137 mil euros recebidos do FSE destinaram-se ao combate à pobreza cá...., estando o CPPC sediado nas instalações amplas que Tecnoforma tem em Almada. Do que fez sabe-seque a Tecnoforma remunerou e cedeu carros a dirigentes do CPPC. À custa da CPPC Passos Coelho fez deslocações aéreas mas ninguém parece descobrir os processos da CPPC nem o Instituto de Gestão do FSE tem dados de como foram aplicados os 137 mil contos...
A Tecnoforma é uma empresa já conhecida por, com novo dono e Miguel Relvas como Secretário de Estado, ter aumentado bastante o seu volume de negócios, incluindo pela elaboração das candidaturas de muitas instituições ao programa Foral, da responsabilidade de Relvas que também tutelava o FSE...
E depois digam-nos que não há dinheiro...
Um caso foi o divulgado pela TVI. O grupo de colégios privados GPS com um presidente e quadros responsáveis que saltaram das cadeiras do poder onde favoreceram esses interesses antes de saírem para hoje serem encontrados na empresa que gere esses empresas. Quase todos, incluindo um actual deputado, ligados ao PS. Os colégios foram construídos nas imediações de escolas públicas de onde o Ministério não aceitou um certo número de turmas para as entregar a esses "privados" e assim justificar contratos de associação destes com o Estado, o que é o mesmo que dizer que esses "privados" passaram a funcionar com o nosso dinheiro. Trabalhando para os rankings com a recusa de alunos menos classificados, obrigando os professores a "corrigir" a sua notas para atingir esse objectivo, recusando para esse efeito também alunos com necessidades educativas especiais. Colégios onde os professores eram tratados de forma ilegal, estendendo os seus horários de trabalho e impondo-lhes tarefas não lectivas, onde os professores são despedidos por dá cá aquela palha. Colégios que recebiam as verbas em contratos de associação, só as aplicavam na remuneração de professores e não de material técnico indispensável e exigível, mas onde dsirectores apresentavam (num caso mais de dez!!!) viaturas de gama alta,onde as inspecções eram conhecidas de antemão que se iam realizar , etc, etc, etc.
O outro, divulgado pelo Público foi o da ONG CPPC fundada por Passos Coelho para obter financiamentos para projectos de cooperação que interessavam à Tecnoforma e a que esta estava proíbida de aceder. Nesta ONG terão participado Angelo Correia e Marques Mendes, mesmo declarando não saberem o que a CPPC fazia, Vasco Rato e Frausto da Silva, todos do PSD, e um PS, Fernando Sousa, director do Acção Socialista. Projectos de cooperação não teve e os 137 mil euros recebidos do FSE destinaram-se ao combate à pobreza cá...., estando o CPPC sediado nas instalações amplas que Tecnoforma tem em Almada. Do que fez sabe-seque a Tecnoforma remunerou e cedeu carros a dirigentes do CPPC. À custa da CPPC Passos Coelho fez deslocações aéreas mas ninguém parece descobrir os processos da CPPC nem o Instituto de Gestão do FSE tem dados de como foram aplicados os 137 mil contos...
A Tecnoforma é uma empresa já conhecida por, com novo dono e Miguel Relvas como Secretário de Estado, ter aumentado bastante o seu volume de negócios, incluindo pela elaboração das candidaturas de muitas instituições ao programa Foral, da responsabilidade de Relvas que também tutelava o FSE...
sábado, 1 de dezembro de 2012
Jerónimo de Sousa na abertura do Congresso
Qual a proposta do PCP?
Jerónimo de Sousa resumiu na intervenção de abertura do XIX Congresso:
Uma política patriótica e de esquerda que coloca como tarefa prioritária o combate à profunda crise económica e social que atravessa o País e que pressupõe dar uma resposta imediata em seis direcções essenciais:
1. Rejeição do Pacto de Agressão, contrapondo a renegociação d
Uma política patriótica e de esquerda que coloca como tarefa prioritária o combate à profunda crise económica e social que atravessa o País e que pressupõe dar uma resposta imediata em seis direcções essenciais:
1. Rejeição do Pacto de Agressão, contrapondo a renegociação d
a dívida de acordo com os interesses nacionais, desamarrando o país da submissão e colonização a que está sujeito.
2. Recentrar todo o esforço da política económica e financeira e do investimento do país na promoção e desenvolvimento da produção e riqueza nacionais com criação de emprego, a valorização do trabalho e dos trabalhadores e dos seus direitos e a garantia de uma justa distribuição da riqueza criada.
3. Alteração radical da política fiscal, rompendo com o escandaloso favorecimento do grande capital económico e financeiro.
4. Administração e serviços públicos ao serviço do país capazes de garantir o direito à saúde, à educação, à protecção social dos portugueses.
5. A recuperação pelo Estado do comando democrático da economia, pondo fim às privatizações e garantindo a efectiva subordinação do poder económico ao poder político.
6. Assegurar a libertação do país das imposições supranacionais de política económica, social e financeira, contrárias ao interesse do desenvolvimento do país.
Seis direcções essenciais que poderíamos sintetizar em três grandes ideias:
I. Resgastar o país da teia da submissão e dependência;
II. Recuperar para o país o que é do país, os seus recursos, os seus sectores e empresas estratégicas, o seu direito ao crescimento económico e ao desenvolvimento;
III. Devolver aos trabalhadores e ao povo os seus salários, rendimentos e direitos sociais, indispensáveis a uma vida digna.
2. Recentrar todo o esforço da política económica e financeira e do investimento do país na promoção e desenvolvimento da produção e riqueza nacionais com criação de emprego, a valorização do trabalho e dos trabalhadores e dos seus direitos e a garantia de uma justa distribuição da riqueza criada.
3. Alteração radical da política fiscal, rompendo com o escandaloso favorecimento do grande capital económico e financeiro.
4. Administração e serviços públicos ao serviço do país capazes de garantir o direito à saúde, à educação, à protecção social dos portugueses.
5. A recuperação pelo Estado do comando democrático da economia, pondo fim às privatizações e garantindo a efectiva subordinação do poder económico ao poder político.
6. Assegurar a libertação do país das imposições supranacionais de política económica, social e financeira, contrárias ao interesse do desenvolvimento do país.
Seis direcções essenciais que poderíamos sintetizar em três grandes ideias:
I. Resgastar o país da teia da submissão e dependência;
II. Recuperar para o país o que é do país, os seus recursos, os seus sectores e empresas estratégicas, o seu direito ao crescimento económico e ao desenvolvimento;
III. Devolver aos trabalhadores e ao povo os seus salários, rendimentos e direitos sociais, indispensáveis a uma vida digna.
um governo "patriótico e de esquerda deve preparar o país para a saída da zona euro"

O deputado do PCP Agostinho Lopes defendeu hoje que um governo "patriótico e de esquerda deve preparar o país para a saída da zona euro", advertindo que "é uma ilusão" pensar que o federalismo é solução.
"Há duas ilusões a evitar, a que é possível uma política alternativa com a manutenção do euro e mais federalismo como querem o PS e o Bloco de Esquerda e a ideia de que tudo se resolve com uma saída pura e simples do euro, qualquer que seja a forma como se sai e as condições de saída", advertiu Agostinho Lopes.
Para Agostinho Lopes, um governo "patriótico e de esquerda" deve, no entanto, preparar o país para "a reconfiguração da zona euro, nomeadamente a saída da união económica e monetária, por decisão própria ou crise na União Europeia, salvaguardando os interesses de Portugal".
"O PCP tinha razão"
Numa intervenção muito aplaudida no XIX Congresso do PCP, que decorre em Almada, Agostinho Lopes começou por dizer que "a cassete do PCP falava verdade" quando advertiu para as causas da crise.
"O PCP tinha e tem razão quando se opôs ao processo de integração capitalista europeu, quando de forma insistente e persistente se opôs a políticas nacionais e comunitárias de liquidação das pescas e agricultura", afirmou.
Agostinho Lopes defendeu o combate "ao esquecimento e ao silêncio" para que "os coveiros do país não sejam agora travestidos de salvadores".
"A crise teve algumas virtudes, fez o Presidente da República Cavaco Silva condenar o primeiro-ministro Cavaco Silva responsável pelos estigmas que nos afastaram do mar e até da indústria", ironizou, provocando os assobios e as vaias dos congressistas.
A alternativa, defendeu, passa em primeiro lugar pela renegociação da dívida, sublinhando que o PCP foi o primeiro partido a propô-lo em abril de 2011.
Carvalhas: a banca deve pagar os juros da troika
Segundo o Expresso foi a intervenção mais aplaudida esta manhã no Congresso do PCP, que decorre até amanhã em Almada.
O ex-secretário-geral dos comunista referia-se aos 7,5 mil milhões de euros (da tranche inicial de 12 mil milhões) do empréstimo da troika que estão reservados para o sistema financeiro. Daquele montante, até ao momento, apenas foram entregues 4,5 mil milhões, ao BCP e ao BPI.
Numa intervenção várias vezes interrompida pelos delegados, Carvalhas usou amiúde a ironia. À pergunta se a banca, já endividada, teria capacidade para "aguentar" o pagamento daqueles juros, o ex-dirigente comunista lançou o problema e a solução: "Respondia como o outro: ai aguenta, aguenta".
Carvalhas apontou desde o início o dedo aos mercados, essa "entidade mítica que decide pelos povos e pelas nações, apesar de nunca ter sido eleita ou sufragada". Apesar de os mercados serem apresentados como uma "entidade abstracta", o antigo líder comunista deu-lhe os nomes: "bancos, companhias de seguros e fundos especulativos".
PCP em Congresso
O decurso do Congresso do PCP revela para os que o não sabiam, um partido de cresce, que se rejuvenesce, que está em todas as lutas, que tem um projecto claro, das necessidades de os dias de hoje até à realização no horizonte dos seus ideais e aspirações, que correspondem aos sonhos de mulheres e homens deste país, em cujo governo participará por vontade dos portugueses, convergindo com todos quantos rejeitem a agressão que constitui o pacto assinado pela troika, o federalismo, e o garrote de se manter na zona euro.
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Arre, que é demais! Passos Coelho neoliberal, autista, sem projecto, só pensa em tornar cada vez pior a vida dos portugueses
As declarações de ontem de Passos Coelho foram uma ameaça contra os portugueses.
O 1º Ministro espanta-se com algumas metas não atingidas e não reflecte sobre isso que tem origem exclusiva na austeridade. Neoliberal voluntarista, fortemente autista e ameaçador, Passos Coelho revela que já não conta com o País. Reflecte a ausência de força anímica de um governo que fala para si próprio, num desdobrar de declarações onde uma linha comum já se não vislumbra, antes se antevendo pelas declarações avulsas e auto-elogios deste ou daquele que essa linha não existe.
E por isso não é por acaso que Passos Coelho não fala de futuro.
Promete propinas no ensino secundário (!!!), remetendo o ensino obrigatório para o pagamento das famílias, e liquidando-do como factor de democratização multilateral na sociedade. Novos cortes nas prestações sociais, na saúde são aquilo de que sabe falar, conformando-se com nível de desemprego e achando bem que aí tenha chegado. Sobre crescimento e investimento nem uma palavra e a recusa do alargamento dos prazos de pagamento e do valor das dívidas invocando que não quer mais empréstimos (quem quer?) porque, pura e simplesmente, se fechou ao alargamento do mercado interno e do aumento da produção... . Para ele o futuro é este vórtice imparável para o abismo.
Este governo já quase não conta e, por isso, os portugueses aspiram a uma alternativa. As esquerdas têm responsabilidades de tomar iniciativas mas o PS tem que romper com os compromissos que assinou com a troika.
O caminho vai ter que ser outro para haver uma possibilidade de convergência à esquerda em conformidade com o que os portugueses, dos mais diferentes sectores têm, manifestado nas ruas do país.
Seria o prolongar do desastre se o PS voltasse à crispação do "Só, só PS!" para se candidatar a uma rotatividade no poder para fazer a mesma política.
Este é que era o bom motivo para uma carta-aberta...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Antonio Pinho Vargas: A justa fúria e a responsabilidade do sistema financeiro e a mentira que conseguiram difundir.
Enquanto a Srª Merkel visita Lisboa entretenho-me a coleccionar o que aconteceu com bancos europeus no crash de 2008. Agora que, no próprio relatório recente do FMI, se diz (e prova) que nos últimos anos tem havido uma transferência de dinheiro sistemática dos países periféricos para os bancos dos países centrais, percebe-se o que são os resgates. Os resgates são isso: “empresta-se” dinheiro e recebe-se, ano a ano, muito mais do que aquilo que se “emprestou” à custa dos impostos lançados sobre as populações dos países mais pobres.
Esta UE é uma anedota grosseira e os portugueses que lá trabalham, Durão Barroso e Vítor Constâncio, deviam ter vergonha de estarem a colaborar, alegres, na desgraça do seu país.
Setembro 2008:
1. A 28 de Setembro o banco europeu Fortis, um banco continental gigante, colapsa e é nacionalizado.
2. O governo britânico nacionaliza o banco Bradford and Bingley com o custo de 50 biliões de libras.
3. Na Irlanda o governo assegura todos os depósitos e todos os empréstimos de TODOS os bancos da ilha. Na altura consta que os bancos irlandeses têm um buraco negro suficientemente grande para consumir várias vezes o valor do orçamento do governo do país. A bancarrota em 2010 é a conclusão do estado ter garantido as dívidas dos bancos privados.
4. Em 29 de Setembro, a Bélgica, a França e o Luxemburgo metem 6.4 biliões de euros noutro banco, Dexia, para impedir a sua falência.
Outubro 2008
1. A 6 de Outubro o governo alemão coloca 50 biliões de euros para salvar um dos seus próprios bancos Hypo Real Estate. Na Islândia o governo declara que vai tomar conta dos seus três bancos, incapazes de continuar a negociar como privados. Isto afecta a Grã-Bretanha e a Holanda onde os bancos islandeses eram especialmente activos.
2. A 10 de outubro o governo britânico injecta 50 biliões de libras adicionais no sector financeiro e oferece 200 biliões de libras em empréstimos de curto prazo. Ao mesmo tempo a Reserva Federal dos EUA, o Banco de Inglaterra, o EBC e os bancos centrais do Canadá, Suécia e Suiça cortam as suas taxas de juro. No dia seguinte o FMI reúne em Paris e os líderes europeus garantem que a nenhuma instituição bancária irá ser permitido falir. Mas não oferecem garantias à UE. Cada estado membro terá de salvar os seus próprios bancos – uma decisão fatal da qual ainda hoje se sofrem as consequências.
3. No dia seguinte 13 de Outubro o governo britânico injecta mais 37 biliões de libras no RBS, no Lloyds TSB e no HBOS. Nos EUA o governo dá mais 20 milhões ao Citigroup.
Dezembro 2008
1.- A França cede um pacote de 26 biliões de euros ao seu sector bancário.
2.- O Governo inglês oferece empréstimos de 20 milhões de libras a pequenas firmas como ajuda. Angela Merkel segue na Alemanha com um pacote similar de 50 biliões de euros. A Irlanda nacionaliza o Anglo Irish Bank.
Em Abril de 2009
Setembro 2008:
1. A 28 de Setembro o banco europeu Fortis, um banco continental gigante, colapsa e é nacionalizado.
2. O governo britânico nacionaliza o banco Bradford and Bingley com o custo de 50 biliões de libras.
3. Na Irlanda o governo assegura todos os depósitos e todos os empréstimos de TODOS os bancos da ilha. Na altura consta que os bancos irlandeses têm um buraco negro suficientemente grande para consumir várias vezes o valor do orçamento do governo do país. A bancarrota em 2010 é a conclusão do estado ter garantido as dívidas dos bancos privados.
4. Em 29 de Setembro, a Bélgica, a França e o Luxemburgo metem 6.4 biliões de euros noutro banco, Dexia, para impedir a sua falência.
Outubro 2008
1. A 6 de Outubro o governo alemão coloca 50 biliões de euros para salvar um dos seus próprios bancos Hypo Real Estate. Na Islândia o governo declara que vai tomar conta dos seus três bancos, incapazes de continuar a negociar como privados. Isto afecta a Grã-Bretanha e a Holanda onde os bancos islandeses eram especialmente activos.
2. A 10 de outubro o governo britânico injecta 50 biliões de libras adicionais no sector financeiro e oferece 200 biliões de libras em empréstimos de curto prazo. Ao mesmo tempo a Reserva Federal dos EUA, o Banco de Inglaterra, o EBC e os bancos centrais do Canadá, Suécia e Suiça cortam as suas taxas de juro. No dia seguinte o FMI reúne em Paris e os líderes europeus garantem que a nenhuma instituição bancária irá ser permitido falir. Mas não oferecem garantias à UE. Cada estado membro terá de salvar os seus próprios bancos – uma decisão fatal da qual ainda hoje se sofrem as consequências.
3. No dia seguinte 13 de Outubro o governo britânico injecta mais 37 biliões de libras no RBS, no Lloyds TSB e no HBOS. Nos EUA o governo dá mais 20 milhões ao Citigroup.
Dezembro 2008
1.- A França cede um pacote de 26 biliões de euros ao seu sector bancário.
2.- O Governo inglês oferece empréstimos de 20 milhões de libras a pequenas firmas como ajuda. Angela Merkel segue na Alemanha com um pacote similar de 50 biliões de euros. A Irlanda nacionaliza o Anglo Irish Bank.
Em Abril de 2009
O G20 reúne-se em Londres, no meio de manifestações gigantescas e decide tornar disponíveis 1.1 triliões de dólares para o sistema financeiro global.
No meio de todo este processo o desemprego e as falências aumentam nos EUA e no mundo todo.
Face a estes dados disponíveis no livro 'The Global Minotaur' de Yanis Varoufakis – há muitos mais - será relativamente fácil concluir que quem gastava acima das suas possibilidades eram todos os bancos do ocidente, quem incentivava activamente o endividamento era o sistema financeiro em geral e que, na sequência desta crise estes conceitos foram sabiamente desviados dos verdadeiros responsáveis para começar a circular a teoria que lança sobre as populações o ónus dos endividamentos, posteriormente sobre os estados periféricos eles próprios a chamada “crise das dívidas soberanas” para deste modo se conseguir recapitalizar o sistema bancário em geral e em particular dos bancos dos países do Norte da Europa atingidos pela crise americana do subprime.
Por isso:
De cada vez que ouvir dizer que vivíamos acima das nossas possibilidades direi: a culpa era vossa, do consumismo que vocês promoviam e das vigarices que arquitectaram até com dinheiro que nem sequer existia.
De cada vez que disserem que os povos do sul são preguiçosos eu responderei que preguiçosos, gananciosos e vigaristas eram os gestores dos bancos do capitalismo global que nem sequer conseguiram roubar com competência e, ao fazê-lo desastradamente, nos conduziram até aqui (eles sim!) e agora querem e conseguem, com os políticos que têm ao seu serviço, que sejamos nós – os comuns - a pagar-lhes aquilo que administraram em seu beneficio até à catástrofe.
De cada vez que disserem que “temos de cumprir o acordo” direi que essa é a grande mentira que a direita neoliberal predominante na Europa quer difundir para na realidade levar dinheiro com isso, enquanto não houver coragem e políticos para ir lá dizer que é necessário renegociar o acordo, que o acordo é desonesto face às verdadeiras razões da crise, que os juros são de agiotas e oportunistas e que aqueles que têm força para impor as suas regras do jogo – falseado desde início - não merecem qualquer respeito de ninguém. Ao capitalismo de casino devia-se responder com julgamento e prisão por uso indevido de dinheiro lá depositado de boa fé, fossem os estados dignos das funções que dizem assumir ou representar. Infelizmente já não são.
António Pinho Vargas
No meio de todo este processo o desemprego e as falências aumentam nos EUA e no mundo todo.
Face a estes dados disponíveis no livro 'The Global Minotaur' de Yanis Varoufakis – há muitos mais - será relativamente fácil concluir que quem gastava acima das suas possibilidades eram todos os bancos do ocidente, quem incentivava activamente o endividamento era o sistema financeiro em geral e que, na sequência desta crise estes conceitos foram sabiamente desviados dos verdadeiros responsáveis para começar a circular a teoria que lança sobre as populações o ónus dos endividamentos, posteriormente sobre os estados periféricos eles próprios a chamada “crise das dívidas soberanas” para deste modo se conseguir recapitalizar o sistema bancário em geral e em particular dos bancos dos países do Norte da Europa atingidos pela crise americana do subprime.
Por isso:
De cada vez que ouvir dizer que vivíamos acima das nossas possibilidades direi: a culpa era vossa, do consumismo que vocês promoviam e das vigarices que arquitectaram até com dinheiro que nem sequer existia.
De cada vez que disserem que os povos do sul são preguiçosos eu responderei que preguiçosos, gananciosos e vigaristas eram os gestores dos bancos do capitalismo global que nem sequer conseguiram roubar com competência e, ao fazê-lo desastradamente, nos conduziram até aqui (eles sim!) e agora querem e conseguem, com os políticos que têm ao seu serviço, que sejamos nós – os comuns - a pagar-lhes aquilo que administraram em seu beneficio até à catástrofe.
De cada vez que disserem que “temos de cumprir o acordo” direi que essa é a grande mentira que a direita neoliberal predominante na Europa quer difundir para na realidade levar dinheiro com isso, enquanto não houver coragem e políticos para ir lá dizer que é necessário renegociar o acordo, que o acordo é desonesto face às verdadeiras razões da crise, que os juros são de agiotas e oportunistas e que aqueles que têm força para impor as suas regras do jogo – falseado desde início - não merecem qualquer respeito de ninguém. Ao capitalismo de casino devia-se responder com julgamento e prisão por uso indevido de dinheiro lá depositado de boa fé, fossem os estados dignos das funções que dizem assumir ou representar. Infelizmente já não são.
António Pinho Vargas
(sublinhados meus)
domingo, 25 de novembro de 2012
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Frase de fim-de-semana, por Jorge

"Em vez de tornar o mundo mais seguro,
a violação dos direitos humanos internacionais
pelos EUA instiga os nossos inimigos"
James Carter
39º presidente dos EUA
e prémio Nobel da paz 2002
no New York Times de 24/6 pp
Chamo-o, de "Poemas da Alma", de Pablo Neruda
Um a um, falarei com eles esta tarde.
Um a um, chegais vós na lembrança,
esta tarde, a esta praça.
Manuel Antonio López,
camarada.
Lisboa Calderon,
outros te atraiçoaram, nós continuamos tua jornada.
Alejandro Gutiérrez,
o estandarte que caiu contigo
sobre a terra inteira se levanta.
César Tapia,
teu coração está nestas bandeiras,
palpita hoje no vento desta praça.
Filomeno Chávez,
nunca apertei tua mão, mas eis a tua mão:
tua mão pura que a morte não mata.
Ramona Parra, jovem
estrela iluminada,
Ramona Parra, frágil heroina,
Ramona Parra, flor ensanguentada,
amiga nossa, coração valente,
moça exemplar, guerrilheira dourada:
juramos em teu nome continuar esta luta
para que floresça teu sangue derramado.
PABLO NERUDA
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Funções sociais do Estado: o que foi destruído e o que querem destruir (Eugénio Rosa)
"Provoca-se a recessão com a política seguida e depois utilizam-se os resultados nefastos obtidospara justificar os cortes brutais nas despesas sociais do Estado, e assim procurar destruir as
funções sociais. Eis o círculo de destruição em que o país está mergulhado e eis também a
estratégia das forças do capital e da direita em Portugal. É necessário inverter esta situação. E
contrariamente ao que afirmam os seus defensores existem alternativas e é urgente começar a debatê-las de uma forma alargada para encontrar uma alternativa para esta política que está a
destruir a economia e a sociedade portuguesa, e a levar o país à ruína."
na íntegra em
http://www.odiario.info/b2-img/462012FuncoessociaisEstado_EugRosa.pdf
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Comunistas de Israel condenam agressão a Gaza
Na noite de quinta-feira ocorreram protestos contra a operação israelita mortífera em Gaza em Tel Aviv, Haifa e Jerusalém organizados pelo Haddash (Frente Democrática para a Paz e Igualdade -. Partido Comunista de Israel). Os alunos árabes e judeus, militantes do Haddas também participaram em manifestações nas Universidades de Haifa e Tel Aviv e na Universidade Hebraica de Jerusalém na tarde de quinta-feira ..... ".FONTE http://www.marx21.it/comunisti-oggi/nel-mondo/7982-il-partito-comunista-di-israele-si-mobilita-contro-la-nuova-aggressione-scatenata-dal-governo-netanyahu.html
domingo, 18 de novembro de 2012
sábado, 17 de novembro de 2012
Frase de fim-de-semana, por Jorge
"O melhor ainda está para vir"
Barack Obama
presidente dos EUA,
principal aliado de Israel
e principal país
violador do direito internacional)
Os israelitas estão a defender-se?
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| A sucessiva perda de território da Palestina, entre 1946 e 2010 |
"Quando os israelitas
nos territórios ocupados, afirmam agora que eles têm que se
defender, eles estão a defender-se no sentido de que qualquer
ocupante militar tem de se defender contra a população que eles
estão a esmagar ... Você não se pode defender quando está a
ocupar militarmente a terra de outros.
Isso não é defesa.
Chame-se-lhe o que quiser, defesa é que não".
Salvemos Gaza dos massacres israelitas
Por todo o mundo se levantam os protestos contra o bombardeamentos com mísseis da faixa de Gaza do território da Palestina. Depois da eleição de Obama, Israel e a Turquia, para quem os EUA descentralizaram as agressões militares na região (Palestina, Síria, Irão, Líbano), entraram em acção.
É de esperar o pior. Mobilizem-se pois as vontades para impedir o silêncio das agressões e das suas verdadeiras intenções.
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| Manifestação ontem em Seul |
Uma grande greve geral e acção nacional de protesto
A greve geral de dia 14 foi uma grande jornada de luta num percurso que levará ao fim deste governo e desta política. A sua preparação e os efeitos da sua realização bem como as manifestações realizadas em várias cidades e concelhos no mesmo dia abalaram o governo, e foram realizadas também em muitos outros países europeus.Esta jornada que poderia ter influenciado também o curso do debate político foi porém, nesse efeito, boicotada pela acção conjunta de editores de órgãos de comunicação social e de um grupo de provocadores, a quem algumas almas piedosas (ou coniventes?) vieram em socorro, que provocaram cenas de violência com a PSP. Que tive oportunidade de analisar no próprio local.
A técnica não é nova (cá como lá fora), e os provocadores, maioritariamente activistas de extrema direita, são conhecidos.
Cavaco e Passos Coelho, ao mesmo tempo que hipocritamente salientavam o direito à greve previsto na Constituição, teceram elogios aos que tinham tido a "coragem" de não fazer greve (como se não soubessem que, em muitos casos, foi o efeito do medo das represálias de algum patronato que lhes coarctava a liberdade de se juntarem na luta aos seus camaradas), produziram declarações que subliminarmente pretendem associar os protestos à violência, ressalvando-se aqui, em sentido contrário, a declaração na hora do Ministro da Administração Interna.
A jornada de luta de dia 14 fica na memória de todos, que sentiram entusiasmo ou medo conforme o lado da barricada em que se colocam. E continuará na manifestação de dia 27, às 10.30 h, também em S. Bento, então contra o Orçamento de agressão aos portugueses que esta maioria pretende aprovar nesse dia.
A situação em agravamento nalguns grandes países europeus comprova a gravidade da continuação da austeridade e não dão qualquer credibilidade aos amanhãs que cantam nas luzes inexistentes ao fundo dos túneis.
A continuação da luta é o caminho. As propostas da CGTP e as do PCP, entre outras, indicam um caminho que cada vez é mais aceite por muitos portugueses.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Ó Vítor, explica lá isso do BCE...
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- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.
E DONDE VEIO O DINHEIRO DO BCE?
- O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total. Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.
E É MUITO, ESSE DINHEIRO?
- O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.
ENTÃO, SE O BCE É O BANCO DESTES ESTADOS PODE EMPRESTAR DINHEIRO A PORTUGAL, OU NÃO? COMO QUALQUER BANCO PODE EMPRESTAR DINHEIRO A UM OU OUTRO DOS SEUS ACCIONISTAS ?
- Não, não pode.
PORQUÊ?!
- Porquê? Porque... porque, bem... são as regras.
ENTÃO, A QUEM PODE O BCE EMPRESTAR DINHEIRO?
- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.
AH PERCEBO, ENTÃO PORTUGAL, OU A ALEMANHA, QUANDO PRECISA DE DINHEIRO EMPRESTADO NÃO VAI AO BCE, VAI AOS OUTROS BANCOS QUE POR SUA VEZ VÃO AO BCE.
- Pois.
MAS PARA QUÊ COMPLICAR? NÃO ERA MELHOR PORTUGAL OU A GRÉCIA OU A ALEMANHA IREM DIRECTAMENTE AO BCE?
- Bom... sim... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio!
AGORA NÃO PERCEBI!!...
- Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.
MAS ISSO ASSIM É UM "NEGÓCIO DA CHINA"! SÓ PARA IREM A BRUXELAS BUSCAR O DINHEIRO!
- Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de euros.
ISSO É UM VERDADEIRO ROUBO... COM ESSE DINHEIRO ESCUSAVA-SE ATÉ DE CORTAR NAS PENSÕES, NO SUBSÍDIO DE DESEMPREGO OU DE NOS TIRAREM PARTE DO 13º MÊS.
As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.
MAS QUEM É QUE MANDA NO BCE E PERMITE UM ESCÂNDALO DESTES?
- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países.
ENTÃO, OS GOVERNOS DÃO O NOSSO DINHEIRO AO BCE PARA ELES EMPRESTAREM AOS BANCOS A 1%, PARA DEPOIS ESTES EMPRESTAREM A 5 E A 7% AOS GOVERNOS QUE SÃO DONOS DO BCE?
- Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6, a 7% ou mais.
ENTÃO NÓS SOMOS OS DONOS DO DINHEIRO E NÃO PODEMOS PEDIR AO NOSSO PRÓPRIO BANCO!...
- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar.
MAS, E OS NOSSOS GOVERNOS ACEITAM UMA COISA DESSAS?
- Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.
MAS ENTÃO ELES NÃO ESTÃO LÁ ELEITOS POR NÓS?
- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século, para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.
E ONDE O FORAM BUSCAR?
- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...
MAS METERAM OS RESPONSÁVEIS NA CADEIA?
- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.
E ENTÃO COMO É? COMEMOS E CALAMOS?
Isso já não é comigo, eu só estou a explicar...
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Frase de fim-de-semana,por Jorge
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Passos, porque trazes Merkl? Nós não abdicamos da nossa soberania...
Vamos receber Angela Merkl com serenidade mas de maneira que ela ouça bem que quem manda em Portugal são os portugueses.Se devemos muito dinheiro hoje, à política do PS, PSD e CDS ao longo destes anos tal se deve. Não esquecemos que as "preocupações" dos dias de hoje foram antecedidas de políticas de liquidação da nossa infraestrutura produtiva. E que a Alemanha foi parte muito interessada nisso para poder alargar os seus mercados. Se hoje outros nos emprestam dinheiro para nos "resgatarem", quem o faz não perde com isso. Bem pelo contrário...Merkl não pode, por isso, ver países como o nosso como despesistas não cumpridores e terá que aceitar que as condições dos empréstimos (prazos e juro) terão que ser alterados para nos permitir investir no relançamento da economia.
Mas o governo está surdo e dominado por uma conduta de destruição. O OE 2013 não está, de longe, à altura de criarmos o nosso próprio "músculo"...
E ainda o não tem aprovado já está a falar em cortar em 2014 mais 4 mil milhões de euros, quando o que acordou com a troika foi um corte de mil milhões, embrulhando isso com a refundação, reestruturação ou revisitação do Estado social e pondo os seus gabinetes de comunicação a dar dicas a órgãos de comunicação social sobre casos concretos de excelência na privatização dessas funções sociais.
Fazendo tudo isto contra a Constituição e negando ser necessário alterá-la para realizar tais actos de selvajaria social por decisões aprovadas por esta maioria...
É intolerável que este governo se mantenha em funções. Ele terá que ser demitido
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Mata e deixa morrer, por Naomi Wolf

Numa estranha mas adequada coincidência, o Presidente Barack Obama e o seu adversário republicano, Mitt Romney, realizaram o seu debate final – que se centrou na política externa – exactamente no mesmo dia em que o novo filme de James Bond, Skyfall, teve a sua estreia mundial em Londres. Apesar de 007, que comemora este ano o seu 50.º aniversário, ser uma marca mundial de origem britânica, a sua influência sobre o espírito político norte-americano – e esta influência sobre Bond – é óbvia.
Na verdade, a mais recente produção é uma parceria anglo-americana e o herói violento de acção de operações especiais que Bond tem corporizado, reflecte os pressupostos dos EUA sobre a política externa e o Estado de Direito. O debate presidencial apenas reforçou o enredo dominante em tempo real: assassinar pessoas (inclusive cidadãos norte-americanos) unicamente por ordem do presidente, outrora considerado um crime de guerra, transformou-se numa série de aplausos.
(...)
Durante 50 anos, James Bond e a sua “licença para matar” apoiaram a justiça imponente além dos limites da lei. Mas ele é imaginário, bem como as suas vítimas. A violação da lei nacional e internacional por parte dos EUA – e os corpos de inocentes ceifados por drones ou espiões – são muito reais.
Ver na íntegra aqui
domingo, 4 de novembro de 2012
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
Um orçamento para desgraçar o país
Tal como Octávio Teixeira referiu, há semanas atrás no J. Negócios taxar em 0,8% do património em acções, participações e outros títulos renderia ao Estado 2.800 milhões de euros, tanto quanto o Governo quer espoliar aos rendimentos em IRS.
E nem repitam à exaustão que estas e outras formas de taxar mais o capital afastaria o investimento...Os capitalistas investem com o dinheiro dos bancos e nem está provado que não haja outros recursos a crédito no estrangeiro a não ser junto das instâncias financeiras responsáveis por esta e outras crises, que se mantêm agarradas ao osso para nos chuparem até ao tutano.
Nem venha o governo também dizer que não há outras formas de obter receitas sem o terrorismo social ue enforma a proposta de Orçamento para 2012. E isto nem falando de redução de despesas que podia ser aumentadas, cancelando em nome do interesse do para os contratos de PPPs mas auto-estradas e hospitais.
Ainda ontem na Antena Um, João Ferreira do Amaral, referia que "há margem para se cortar nas despesas que tem menos impacto na actividade económica e para aumentar outras despesas". Ferreira do Amaral pede cortes nos consumos intermédios e uma aposta em despesas que permitam criar emprego, porque o Estado ganha muito por cada pessoa que se empregue.
Mas, apesar do FMI ter confessado que os efeitos do programa de austeridade com Portugal terem implicado uma recessão duas ou três vezes superiores ao previsto, o governo faz um orçamento pautado por um agravamento do IRS tanto maior quanto menor a base tributável, um agravamento do imposto para os recibos verdes com um alargamento ainda da base tributável.
Este orçamento, a ser aprovado, iria provocar a desgraça em 1913! E Nem se diga que sofremos agora para daqui a dois anos retomarmos o crescimento que possa contribuir para pagamentos de empréstimos e respectivos juros, aliviando a carga fiscal e a pressão sobre as prestações sociais...Suprema mentira! A recuperação do nosso e de outros países sujeitos a tais tratamentos ser infelizmente mais longa, talvez em dezenas de anos.
O percurso desta União Europeia, a incrível entrada para o euro, aceitando-o como moeda forte a que nunca poderíamos corresponder, a crescente federalização que, face à derrapagem na Europa, se desenha como um projecto crescentemente antidemocrático e à revelia dos povos, são questões que terão que ser rejeitadas, sob pena da Alemanha nos conduzir para o abismo.
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