Do Marquês do Pombal à Praça da Figueira duas manifestações se realizaram ontem.
Uma, convocada pela frente comum dos sindicatos da administração pública, contou com uma viva participação de 180 mil pessoas, incluindo centenas de membros das diferentes forças políciais. A convocada pelas associações socio-profissionais de oficiais, sargentos e praças dos vários ramos das forças armadas, contou com uns 10 mil participantes.
Uns e outros têm novas acções já agendadas contra o pacto da troika e a proposta de Orçamento de Estado para 2012.
Enquanto que o governo se encarniça na austeridade cada vez mais são os factores que concorrem para que seja imprevisível o futuro e para que tal austeridade não contribua para qualquer saída da crise, antes garanta o empobrecimento da população e a depressão da economia.
Face às "inevitabilidade" dos caminhos propostos peo PSD e CDS e também pelo PS, cada vez se evidencia que terá que ser outra política que melhore as condições de vida e os direitos sociais dos cidadãos e faça crescer a economia. E que não serão tais protagonistas a poder conduzi-la pelas responsabilidades que têm no como aqui chegámos e pelo alimentar de tais "inevitabilidades", pressionando os portugueses com a mentira.
A luta vai continuar. Sem ela não saímos desta espiral de destruição.
domingo, 13 de novembro de 2011
sábado, 5 de novembro de 2011
Frase de fim-de-semana, por Jorge
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Aumentos de impostos incidem mais sobre os trabalhadores e os pensionistas
Eugénio Rosa assinala que apesar dos compromissos tomados durante a campanha eleitoral de que não aumentariam impostos, PSD e CDS o que têm feito mais é aumentar a carga fiscal. Se entrarmos em conta com o confisco do subsidio de ferias e de Natal em 2012 aos trabalhadores da Função Pública e aos pensionistas, que é, na pratica, um autêntico imposto atingindo de uma forma desigual portugueses, concluímos que os impostos que aumentam mais com este governo são os que incidem sobre trabalhadores e pensionistas.
Veja aqui o estudo de Eugénio Rosa.
Veja aqui o estudo de Eugénio Rosa.
A Cassiopeia, pela Orquestra Gulbenkian, dirigida por Simone Young e Pedro Carneiro como solista
Ontem à noite, no grande auditório da Fundação Gulbenkian, realizou-se um interessante concerto da Orquestra Gulbenkian, dirigida pela maestrina Simone Young.
O percussionista Pedro Carneiro, vencedor do prémio Gulbenkian Arte 2011, participou neste concerto e volta a participar hoje, actuando como solista na obra Cassiopeia de Toru Takemitsu.
Pedro Carneiro tem sido reconhecido mundialmente como um dos mais importantes e originais percussionistas da actualidade, tendo visto alguns dos seus trabalhos serem premiados, em particular a sua monografia de Iannis Xenakis, gravada em 2004, que foi classificada pela crítica da especialidade como uma obra de referência.
Cassiopeia, foi estreada em 1971, tendo como objectivo evidenciar o talento prodigioso do percussionista japonês Stomu Yamashita. Então como agora, parte do que torna Cassiopeia uma obra intimidadora é a quantidade de instrumentos que o solista tem que dominar, ao todo 44. A disposição em palco busca a sua inspiração na forma em W da constelação Cassiopeia.
O espectáculo teve como outro momento alto um belo desempenho da Orquestra, dirigido de forma exemplar por Simone Young, em "Poema Divino", sinfonia do russo Alexander Scriabin.
O percussionista Pedro Carneiro, vencedor do prémio Gulbenkian Arte 2011, participou neste concerto e volta a participar hoje, actuando como solista na obra Cassiopeia de Toru Takemitsu.
Pedro Carneiro tem sido reconhecido mundialmente como um dos mais importantes e originais percussionistas da actualidade, tendo visto alguns dos seus trabalhos serem premiados, em particular a sua monografia de Iannis Xenakis, gravada em 2004, que foi classificada pela crítica da especialidade como uma obra de referência.
Cassiopeia, foi estreada em 1971, tendo como objectivo evidenciar o talento prodigioso do percussionista japonês Stomu Yamashita. Então como agora, parte do que torna Cassiopeia uma obra intimidadora é a quantidade de instrumentos que o solista tem que dominar, ao todo 44. A disposição em palco busca a sua inspiração na forma em W da constelação Cassiopeia. O espectáculo teve como outro momento alto um belo desempenho da Orquestra, dirigido de forma exemplar por Simone Young, em "Poema Divino", sinfonia do russo Alexander Scriabin.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
A UE afunda-se com tais timoneiros
A crise financeira, que no próximo ano, será de recessão generalizada já mostrou aos povos europeus que em tais dirigentes, pelo menos, não se pode ter confiança. Eles estão a conduzir-nos à bancarrota e à pobreza, deixando algumas economias de rastos. Por cá o governo distancia-se da Grécia, esquecendo que as medidas de Papandreo são semelhantes às suas e nos levam, uns anéis atrás, no mesmo vórtice.
De uma semana para a outra a cimeira de que "saíram medidas" esvaziou-se num conteúdo diverso do que tinha sido anunciado. Ocávio Teixeira foi claro nas suas apreciações feitas ontem no Jornal de Negócios e hoje na Antena Um.
Foi dada nova carta branca à especulação dos mercados financeiros e suas agências de notação, negando-se ao BE o papel de banco central que livrasse os estados-membros dessa tenaz. O Fundo de Equilíbrio Financeiro passa apenas a ser avalista de 20% dos empréstimos contraídos junto da banca privada. Pelo contrário, a recapitalzação dos bancos far-se-á com dinheiros públicos, com o consequente endividamento dos Estados a "preços do mercado", sem garantia de aplicação pela banca do esforço de recapitalização no investimento na actividade produtiva e no emprego e sem intervenção pública na sua gestão.
Na Grécia o "perdão" dos 50% da dívida dependente dos credores esfumou-se para dar lugar a mais austeridade. Face à iminência da queda do governo e de distanciamento da UE por pressão do povo revoltado, Papandreo tentou uma manobra de chantagem sobre os gregos, avançando com a marcação de um referendo, que seria completamente dominado na sua preparação por si e aliados conjunturais. Mas a coisa complica-se com o distanciamento de deputados e ministros do PASOK dessa opção por recearem uma vitória do Não. E a situação interna das Forças Armadas pode tornar o puzzle ainda mais arriscado.
De uma semana para a outra a cimeira de que "saíram medidas" esvaziou-se num conteúdo diverso do que tinha sido anunciado. Ocávio Teixeira foi claro nas suas apreciações feitas ontem no Jornal de Negócios e hoje na Antena Um.
Foi dada nova carta branca à especulação dos mercados financeiros e suas agências de notação, negando-se ao BE o papel de banco central que livrasse os estados-membros dessa tenaz. O Fundo de Equilíbrio Financeiro passa apenas a ser avalista de 20% dos empréstimos contraídos junto da banca privada. Pelo contrário, a recapitalzação dos bancos far-se-á com dinheiros públicos, com o consequente endividamento dos Estados a "preços do mercado", sem garantia de aplicação pela banca do esforço de recapitalização no investimento na actividade produtiva e no emprego e sem intervenção pública na sua gestão.
Na Grécia o "perdão" dos 50% da dívida dependente dos credores esfumou-se para dar lugar a mais austeridade. Face à iminência da queda do governo e de distanciamento da UE por pressão do povo revoltado, Papandreo tentou uma manobra de chantagem sobre os gregos, avançando com a marcação de um referendo, que seria completamente dominado na sua preparação por si e aliados conjunturais. Mas a coisa complica-se com o distanciamento de deputados e ministros do PASOK dessa opção por recearem uma vitória do Não. E a situação interna das Forças Armadas pode tornar o puzzle ainda mais arriscado.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Jornalista inglesa apagada do Youtube
Há dias publiquei aqui ao lado, na coluna da direita, um video em que uma jornalista inglesa dava conta da sua verdade, da que tinha visto. Enquanto estivera na Líbia tinha feito uma observação completamente diferente dosa acontecimentos das apresentadas pelos grandes media da Europa e dos EUA:
Se clicar na foto agora só encontrará
"Libye :testemunho de..."
Este vídeo não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais por Harry Fear.
O que chamar a isto?
Se clicar na foto agora só encontrará
"Libye :testemunho de..."
Este vídeo não está mais disponível devido à reivindicação de direitos autorais por Harry Fear.
O que chamar a isto?
EUA: a grande potência da guerra é dos países de menor justiça social...
É um libelo impiedoso o que podemos confirmar, por exemplo, neste gráfico do relatório publicado no passado dia 21 de Outubro pela Fundação Bertelsmann, alemã, intitilado "Justiça Social na OCDE - Como comparar os estados membros?"
Para os menos familiarizados com a língua de Shakespeare, aqui referimos de seguida o nome de cada coluna, da esquerda para a direita:
Taxa global de Justiça Social
Taxa global da prevenção da pobreza
Taxa global da pobreza
Taxa de pobreza infantil
Taxa de pobreza dos idosos
Desigualdade de rendimentos
Educação pré-primária
Taxa de saúde
Pode encontrar a fundamentação para estes índices no relatório, aqui.
Para os menos familiarizados com a língua de Shakespeare, aqui referimos de seguida o nome de cada coluna, da esquerda para a direita:
Taxa global de Justiça Social
Taxa global da prevenção da pobreza
Taxa global da pobreza
Taxa de pobreza infantil
Taxa de pobreza dos idosos
Desigualdade de rendimentos
Educação pré-primária
Taxa de saúde
Pode encontrar a fundamentação para estes índices no relatório, aqui.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Frase de fim-de-semana, por Jorge
Thelonious Monk
(pianista e grande inovador do jazz, 1917-82),
após uma improvisação mal sucedida
(cit. Antº Pinho Vargas)
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Manda a Alemanha...
A reunião de ontem dos dirigentes europeus foi orientada pela vontade da Alemanha.
A redução da dívida grega faz os estados canalizarem para a banca dinheiro que, como noutras alturas, servirá para cobrir dívida pública grega de que não será ressarcida, dando cobertura às operações especulativas que a banca decidiu fazer. E é claro, quem vai pagar são os contribuintes.
Resta saber o que vai a banca fazer com esse dinheiro...Vai emprestá-lo para investimentos que relancem as economias e o emprego? A que juros? Quem vai monitorizar essas aplicações?
De crescimento e emprego continua a falar-se pouco também no nosso país. A proposta do Orçamento do Estado para 2012 é disso bom exemplo. Mas, para além de consagrar as mal feitorias que têm vindo a ser anunciadas aos bochechos, ultrapassando as próprias orientações do memorando da troika, neste orçamento estão claramente inflaccionadas as perspectivas de receitas em relação às despesas, o que deixa antever lá para meados do próximo ano que novas medidas de austeridade serão lançadas.
Este curso previsível do governo de direita encontrará pela frente a luta organizada dos portugueses a todos os níveis da sociedade e a greve geral de 24 de Novembro é um momento importante dessa luta que continuará.
A redução da dívida grega faz os estados canalizarem para a banca dinheiro que, como noutras alturas, servirá para cobrir dívida pública grega de que não será ressarcida, dando cobertura às operações especulativas que a banca decidiu fazer. E é claro, quem vai pagar são os contribuintes.
Resta saber o que vai a banca fazer com esse dinheiro...Vai emprestá-lo para investimentos que relancem as economias e o emprego? A que juros? Quem vai monitorizar essas aplicações?
De crescimento e emprego continua a falar-se pouco também no nosso país. A proposta do Orçamento do Estado para 2012 é disso bom exemplo. Mas, para além de consagrar as mal feitorias que têm vindo a ser anunciadas aos bochechos, ultrapassando as próprias orientações do memorando da troika, neste orçamento estão claramente inflaccionadas as perspectivas de receitas em relação às despesas, o que deixa antever lá para meados do próximo ano que novas medidas de austeridade serão lançadas.
Este curso previsível do governo de direita encontrará pela frente a luta organizada dos portugueses a todos os níveis da sociedade e a greve geral de 24 de Novembro é um momento importante dessa luta que continuará.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Das guerras do ópio às guerras do petróleo
Com a guerra contra a Líbia, perfilou-se numa nova divisão do trabalho no âmbito do imperialismo. As grandes potências coloniais tradicionais, como a Inglaterra e a França, valendo-se do decisivo apoio político e militar de Washington, centram-se no Médio Oriente e na África, ao passo que os Estados Unidos deslocam cada vez mais seu dispositivo militar para a Ásia. E assim voltamos à China. Depois de haver deixado para trás o século de humilhações que começou com as guerras do ópio, os dirigentes comunistas sabem que seria insensato e criminoso faltar pela segunda vez ao encontro com a revolução tecnológica e militar: enquanto liberta centenas de milhões de chineses da miséria e da fome a que os havia condenado o colonialismo, o poderoso desenvolvimento económico do grande país asiático é também uma medida de defesa contra a agressividade permanente do imperialismo. Aqueles que, inclusive na "esquerda", se põem a reboque de Washington e Bruxelas na tarefa de difamação sistemática dos dirigentes chineses demonstram que não se preocupam nem com a melhoria das condições de vida das massas populares nem com a causa da paz e da democracia nas relações internacionais.
O filósofo italiano chega a esta conclusão numa peça publicada pela resistir.info.
Moluscos espirituais..., por J
Basta chover um pouco, logo invadem as paredes da casa.
Vêm das ervas em volta, onde invisíveis não há muito tempo nasceram, e, ainda milimétricos, deslizam pela superfície húmida subindo sempre.
Vêm das ervas em volta, onde invisíveis não há muito tempo nasceram, e, ainda milimétricos, deslizam pela superfície húmida subindo sempre.
Chegados em cima, não tendo já como trepar, vão-se juntando na sanca do telhado, de onde não mais saem.
Porquê esta tentação suicida de trocarem o mundo fértil cá de baixo pelas alturas estéreis onde não há nada?
![]() |
| Seita da espiral |
Moluscos espirituais...
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| Seita do parafuso |
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Depois de meses de "silêncio ensurdecedor", alguns criticam agora a NATO...
Há uns meses atrás alguns dos que hoje condenam a agressão da NATO estavam calados.
Nenhuma reflexão séria foi feita no sentido de questionar a legitimidade e a prevista brutalidade da invasão.
Como aqui referimos então, tratava-se de um "silêncio ensurdecedor".
Contar-se-ão pelos dedos os que exprimiram essas dúvidas tal como os comunistas portugueses o fizeram,não confundindo essa atitude com um apoio à política de Kadhafi.
Foi necessário pintar um monstro que justificasse tudo quando as verdadeiras razões da intervenção eram por demais conhecidas.
O despotismo de Kadhafi, que variou ao longo do regime, as arbitrariedades, a falta de democracia, os crimes que lhe são imputados, a própria justificação da revolta de Benghazi como reacção popular à perseguição do regime, terão que ser mais bem identificados por parte dos que justificaram a agressão. Não nego à partida nada disso mas não aceito sem provas a contundência das acusações. Designá-lo por facínora ou déspota terá que ser calibrado com a consideração que se tem por idênticos comportamentos de Bush, Obama, Sarkozy, ou Berlusconi. Porque esta barragem de certezas "justificou" algo que a partir da segunda metade do século passado estava adquirido na consciência universal como inaceitável: a invasão militar de um país para apoiar uma parte da sua população que se opunha a um regime mas que não tinha quaisquer tipo de condições para o derrubar...
Nenhuma reflexão séria foi feita no sentido de questionar a legitimidade e a prevista brutalidade da invasão.
Como aqui referimos então, tratava-se de um "silêncio ensurdecedor".
Contar-se-ão pelos dedos os que exprimiram essas dúvidas tal como os comunistas portugueses o fizeram,não confundindo essa atitude com um apoio à política de Kadhafi.
Foi necessário pintar um monstro que justificasse tudo quando as verdadeiras razões da intervenção eram por demais conhecidas.
O despotismo de Kadhafi, que variou ao longo do regime, as arbitrariedades, a falta de democracia, os crimes que lhe são imputados, a própria justificação da revolta de Benghazi como reacção popular à perseguição do regime, terão que ser mais bem identificados por parte dos que justificaram a agressão. Não nego à partida nada disso mas não aceito sem provas a contundência das acusações. Designá-lo por facínora ou déspota terá que ser calibrado com a consideração que se tem por idênticos comportamentos de Bush, Obama, Sarkozy, ou Berlusconi. Porque esta barragem de certezas "justificou" algo que a partir da segunda metade do século passado estava adquirido na consciência universal como inaceitável: a invasão militar de um país para apoiar uma parte da sua população que se opunha a um regime mas que não tinha quaisquer tipo de condições para o derrubar...Espera-se agora que uma atenção mais crítica, despida do seguidismo em relação às campanhas de outros a que muitos dos nossos fazedores de opinião fazem o frete.
Espera-se essa atenção porque o combóio está em marcha e novos casos estão em preparação.
domingo, 23 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Obama e a conquista de África: "O que importa não é tanto a cor da tua pele mas o poder que serves e os milhões que trais..." (Frantz Fanon)
Na sequência do que aconteceu na Líbia, Obama irá enviar nos próximos meses tropas para se juntarem a grupos já criados por si no Uganda, Sudão do Sul (cuja independência foi por si animada), para o Congo e para a República Centro-Africana.
Com estas anexações às suas intenções, os EUA pretendem instalar em Africa uma NATO regional, a AFRICOM. Para ela Dick Cheney previa já nos anos 90, no seu Plano Estratégico de Defesa, a alocação de 60 mil militares de forças especiais, incluindo esquadrões da morte, que já operam em 75 países e assim chegariam aos 120 (longe ficariam os impérios romano, otomano, etc, etc, etc.). Até agora, Obama via os países africanos a oporem-se a este projecto. Mas parece que está disposto a, como Hitler, ir atacando aqui e ali para o fazer "aprovar"...
É uma atitude alinhada com a política de ingerência interna noutros países, cujas administrações, democratas ou republicanas realizaram paulatinamente desde o final da 2ª guerra mundial.
Em todas estas situações foram usadas cìnicamente expressões como "propósitos humanitários", "intervenções humanitárias", "segurança nacional dos Estados Unidos".
Não vamos aqui descrever todas essas situações de massacres, limpezas étnicas, eliminação de comunistas e outros combatentes pela liberdade para reforçar as ditaduras de gente como Mobutu, Pinochet, Suharto, Museveni.
É sabido que nas motivações da intervenção da NATO na Líbia, ocupava lugar destacado o afastar a China do petróleo líbio, a que os países da NATO já tinham acesso.
Nas últimas décadas, tal como o investigador John Pilger refere, "A África tem sido um caso de sucesso da China. Lá para onde os americanos levaram drones, desestabilização, os Chineses levaram estradas, pontes, barragens e a compra do fuel, de que era o principal o principal cliente internacional.
O início da actividade dos "rebeldes" apoiados pela NATO e o suposto "fabrico" pelos lideres líbiosde uma plano genocida para Benghazi, levaram os Chineses a retirar da Líbia cerca de 30 mil trabalhadores. A França decidiu então oferecer o apoio total e permanente ao TNC "em troca" (foi o termo usado") de 35% da produção de petróleo líbio...
Pilger, relembrando a ironia de Frantz Fanon, no Black Skin, aplicando-a a Obama, presidente americano "filho de África": "O que importa não é tanto a cor da tua pele mas o poder que serves e os milhões que trais..."
Com estas anexações às suas intenções, os EUA pretendem instalar em Africa uma NATO regional, a AFRICOM. Para ela Dick Cheney previa já nos anos 90, no seu Plano Estratégico de Defesa, a alocação de 60 mil militares de forças especiais, incluindo esquadrões da morte, que já operam em 75 países e assim chegariam aos 120 (longe ficariam os impérios romano, otomano, etc, etc, etc.). Até agora, Obama via os países africanos a oporem-se a este projecto. Mas parece que está disposto a, como Hitler, ir atacando aqui e ali para o fazer "aprovar"...
É uma atitude alinhada com a política de ingerência interna noutros países, cujas administrações, democratas ou republicanas realizaram paulatinamente desde o final da 2ª guerra mundial.
Em todas estas situações foram usadas cìnicamente expressões como "propósitos humanitários", "intervenções humanitárias", "segurança nacional dos Estados Unidos".
Não vamos aqui descrever todas essas situações de massacres, limpezas étnicas, eliminação de comunistas e outros combatentes pela liberdade para reforçar as ditaduras de gente como Mobutu, Pinochet, Suharto, Museveni.
É sabido que nas motivações da intervenção da NATO na Líbia, ocupava lugar destacado o afastar a China do petróleo líbio, a que os países da NATO já tinham acesso.
Nas últimas décadas, tal como o investigador John Pilger refere, "A África tem sido um caso de sucesso da China. Lá para onde os americanos levaram drones, desestabilização, os Chineses levaram estradas, pontes, barragens e a compra do fuel, de que era o principal o principal cliente internacional.
O início da actividade dos "rebeldes" apoiados pela NATO e o suposto "fabrico" pelos lideres líbiosde uma plano genocida para Benghazi, levaram os Chineses a retirar da Líbia cerca de 30 mil trabalhadores. A França decidiu então oferecer o apoio total e permanente ao TNC "em troca" (foi o termo usado") de 35% da produção de petróleo líbio...
Pilger, relembrando a ironia de Frantz Fanon, no Black Skin, aplicando-a a Obama, presidente americano "filho de África": "O que importa não é tanto a cor da tua pele mas o poder que serves e os milhões que trais..."
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Frase de fim-de-semana, por Jorge
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
A imagem da ignomínia
Se se confirmar que Kadhafi foi capturado e morto pela soldadesca que trabalha para a NATO e/ou por bombardeamentos desta, estamos perante um facto que coroa todo um processo de recolonização da Líbia, feita a ferro e fogo, onde terão sido cometidos crimes de dimensão ainda agora não possível de imaginar.
A CNN, como canal das tropas de choque, acompanhou esse assalto final..., e captou imagem de Kadhafi, já morto, com a cabeça levantada do chão, exibido como troféu de guerra, numa atitude que viola todos os códigos deontológicos e comportamentos humanitários que os combatentes mortos em combate merecem.
Chegou a dizer-se que fora morto a fugir...Quem conhecia Kadhafi sabia que ele morreria em combate em Syrte, sua terra natal, onde nasceu numa comunidade nómada ligada aos beduínos.
Militar de formação, comandou a revolta militar de 1969, que depôs o Rei Ídris, que tinha entregue a exploração do petróleo aos norte-americanos sem que o povo líbio disso beneficiasse. As reacções não se fizeram esperar por parte do imperialismo e o coronel erigiu um sistema, segundo ele distinto do socialismo e do capitalismo, que funcionava na base de assembleias populares, num país diferente de tantos outros já que o Estado praticamente não existia, existindo sim diferentes comunidades ou tribos, de diferentes clãs. A criação de um estado moderno fez-se sem eliminar esta realidade. A Líbia tornou-se um país que se destacava de outros países africanos, pelo PIB, pelo leque reduzido de desigualdades sociais, pela emancipação da mulher, pelo nível cultural e pela aplicação dos recursos da exploração do petróleo na elevação geral das condições de vida dos líbios.
Kadhafi tornou-se neste processo um revolucionário respeitado em todo o mundo, apesar de opções aventureiras que lhe foram atribuídas. E apesar de, internamente, ter mão de ferro para com a esquerda, nomeadamente quando se abriu à exploração do petróleo por potências ocidentais, as mesmas que viriam a, no seio da NATO, executar o plano de conquista posterior da Líbia.
A CNN, como canal das tropas de choque, acompanhou esse assalto final..., e captou imagem de Kadhafi, já morto, com a cabeça levantada do chão, exibido como troféu de guerra, numa atitude que viola todos os códigos deontológicos e comportamentos humanitários que os combatentes mortos em combate merecem.
Chegou a dizer-se que fora morto a fugir...Quem conhecia Kadhafi sabia que ele morreria em combate em Syrte, sua terra natal, onde nasceu numa comunidade nómada ligada aos beduínos.
Militar de formação, comandou a revolta militar de 1969, que depôs o Rei Ídris, que tinha entregue a exploração do petróleo aos norte-americanos sem que o povo líbio disso beneficiasse. As reacções não se fizeram esperar por parte do imperialismo e o coronel erigiu um sistema, segundo ele distinto do socialismo e do capitalismo, que funcionava na base de assembleias populares, num país diferente de tantos outros já que o Estado praticamente não existia, existindo sim diferentes comunidades ou tribos, de diferentes clãs. A criação de um estado moderno fez-se sem eliminar esta realidade. A Líbia tornou-se um país que se destacava de outros países africanos, pelo PIB, pelo leque reduzido de desigualdades sociais, pela emancipação da mulher, pelo nível cultural e pela aplicação dos recursos da exploração do petróleo na elevação geral das condições de vida dos líbios.
Kadhafi tornou-se neste processo um revolucionário respeitado em todo o mundo, apesar de opções aventureiras que lhe foram atribuídas. E apesar de, internamente, ter mão de ferro para com a esquerda, nomeadamente quando se abriu à exploração do petróleo por potências ocidentais, as mesmas que viriam a, no seio da NATO, executar o plano de conquista posterior da Líbia.Gostaria de deixar um aviso aos que me leiam:
seguir a cartilha da condenação unânime de Kadhafi, agora derrotado pelo trabalho conjunto dos EUA e da sua Al-Qaeda, é dar luz verde à recolonização de África.
E uma reflexão:
apoiar a execução de Kadhafi não é compaginável com a postura liberal dos que se limitariam a dar palmadinhas no rabo a Obama para exorcizar os crimes contra a Humanidade que tem cometido.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
O futuro dos movimentos informais
O movimento "Occupy Wall Sreet" teve o apoio explícito de Obama, Georges Soros, Warren Buffett, Ben Bernanke e Al Gore e no seu seio discute-se se aos "maus banqueiros" se estão a opôr os "bons investidores". A tentativa de "empalmanço" de um movimento rebelde, que estava a ser um sério desafio à estrutura do poder, por alguns ideólogos penetrados, está em curso. Mas o facto de já ter existido até agora foi positivo.
Os repentinos apoios dos grandes media e comentadores aos movimentos "sem compromissos", "livres", "inorgânicos", que se esgotam em climaxes seguidos de depressões, é motivo de reflexão para que o futuro destes movimentos, não seja o de apoiantes críticos ao neo-liberalismo liberal ou social-democrata. E desempenhem um papel próprio, distintivo numa confluência com outros sectores mais organizados que desfaça acordos de troikas, defenda outras condições de vida e a recuperação de direitos, garanta o crescimento económico, garanta continuidade das soberanias, já muito mitigadas, e ponha em causa os fundamentos desta União Europeia.
Os repentinos apoios dos grandes media e comentadores aos movimentos "sem compromissos", "livres", "inorgânicos", que se esgotam em climaxes seguidos de depressões, é motivo de reflexão para que o futuro destes movimentos, não seja o de apoiantes críticos ao neo-liberalismo liberal ou social-democrata. E desempenhem um papel próprio, distintivo numa confluência com outros sectores mais organizados que desfaça acordos de troikas, defenda outras condições de vida e a recuperação de direitos, garanta o crescimento económico, garanta continuidade das soberanias, já muito mitigadas, e ponha em causa os fundamentos desta União Europeia.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Desfile de indignação e protesto contra o pacto de agressão, 3ª f, 18.30 h, no Chiado
O economista Eugénio Rosa avançou que Passos Coelho anunciou mais austeridade só para os trabalhadores pelo que se pode ver
em
- mais 7000 milhões € de riqueza para os patrões,
- corte de 1.682 milhões € no rendimento dos pensionistas;
- corte de 952 milhões € aos trabalhadores da função publica;
- rendimentos do capital continuam a ser poupados aos sacrifícios
em
- mais 7000 milhões € de riqueza para os patrões,
- corte de 1.682 milhões € no rendimento dos pensionistas;
- corte de 952 milhões € aos trabalhadores da função publica;
- rendimentos do capital continuam a ser poupados aos sacrifícios
domingo, 16 de outubro de 2011
Frase de fim-de-semana, por Jorge
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Wall Street
O movimento de "ocupação da Wall Street" ou "nós somos 99%" atingiu, não inesperadamente, dimensões que levaram Obama a dizer que o compreendia, estando em curso influências no sentido de o empalmar e retirar o carácter contra o sistema que hoje é muito vasto nos EUA por força do efeito cruzado - até por estarem interligadas - da crise financeira e desemprego e das guerras que Obama insiste em manter em várias frentes enquanto as prepara em novas frentes.
Esta tentativa de controlo e de reabsorção pelo sistema não são novos na História contemporânea, como os acontecimentos na Tunísia e Egipto mostram para não ir mais longe e falar, por exemplo, do Maio de 68 em França.
Neste caso será difícil isso acontecer para já. O apoio popular contra a repressão selvagem da polícia contra centenas de jovens e a adesão ao movimento, de forma crescente, de sindicatos e outras instituições, augura para dia 15 uma poderosa manifestação. A situação interna dos EUA vacila e isso é um sinal estimulante para todos os que combatem os efeitos da globalização imperialista e os riscos à insegurança que isso está a provocar em todo o mundo
Esta tentativa de controlo e de reabsorção pelo sistema não são novos na História contemporânea, como os acontecimentos na Tunísia e Egipto mostram para não ir mais longe e falar, por exemplo, do Maio de 68 em França.
Neste caso será difícil isso acontecer para já. O apoio popular contra a repressão selvagem da polícia contra centenas de jovens e a adesão ao movimento, de forma crescente, de sindicatos e outras instituições, augura para dia 15 uma poderosa manifestação. A situação interna dos EUA vacila e isso é um sinal estimulante para todos os que combatem os efeitos da globalização imperialista e os riscos à insegurança que isso está a provocar em todo o mundo
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Quartetos de Cordas de Chostakovitch, na Gulbenkian, pelo Quarteto Borodin
O Quarteto de Borodin leva 65 anos de existência, dedicada a vários compositores, particularmente Dmitri Chostakovich, que com ele trabalhou durante anos.
O Quarteto está a apresentar em cinco dias a integral dos 15 concertos para cordas deste genial compositor russo.
Tivemos a oportunidade de assitir hoje ao segundo concerto e ficamos maravilhados. Aproveite e tente obter bilhetes para amanhã ou para 12, 16 ou 17.
Na separata do Publico dedicado à temporada a decorrer na FCG, Teresa Cascudo hipertrofia os problemas que Chostakovitch defrontou com o poder soviético antes e depois da guerra insistindo numa tese que é a de contrapor as sinfonias aos quartetos, contrapondo duas realidades como se o autor tivesse tido uma vida dupla: beneficiar da execução de sinfonias que colheram grande apoio popular para lhe ser possível o intimismo da música de câmara. É uma visão grosseira da obra de Chostakovitch que, nem nesta separata nem no programa (texto sem autoria identificada) ,tem uma apreciação do conjunto da obra do autor.
Saldo muito positivo.
Insisto: vão ver e ouvir
O Quarteto está a apresentar em cinco dias a integral dos 15 concertos para cordas deste genial compositor russo.
Tivemos a oportunidade de assitir hoje ao segundo concerto e ficamos maravilhados. Aproveite e tente obter bilhetes para amanhã ou para 12, 16 ou 17.
Na separata do Publico dedicado à temporada a decorrer na FCG, Teresa Cascudo hipertrofia os problemas que Chostakovitch defrontou com o poder soviético antes e depois da guerra insistindo numa tese que é a de contrapor as sinfonias aos quartetos, contrapondo duas realidades como se o autor tivesse tido uma vida dupla: beneficiar da execução de sinfonias que colheram grande apoio popular para lhe ser possível o intimismo da música de câmara. É uma visão grosseira da obra de Chostakovitch que, nem nesta separata nem no programa (texto sem autoria identificada) ,tem uma apreciação do conjunto da obra do autor.
Saldo muito positivo.
Insisto: vão ver e ouvir
Costa, anos 60, por Jorge
Fotografias antigas da Costa, boas memórias para quem a conheceu nesses tempos.
Adeus meninice, adeus barquilhos, adeus Jota Anaquim, adeus Daniel da "bola nova", adeus "Dragão Vermelho" e "Paraíso", adeus paraíso... :)
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| Com a Rua dos Pescadores ao fundo |
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| Agora,...ainda se vê um bocado. Tapem o resto |
Uma delas mostra a entrada da praia em frente da Rua dos Pescadores que pode servir de comparação com aquela enviada há dias com ela toda emparedada. Naquela altura (anos 60), o edifício mais alto era o Hotel Praia do Sol, que ainda lá está, mas agora encafuado, e o resto eram vivendas baixas que deixavam ver o mar inteiro quando se começava a descer para a praia. Hoje vemos betão.
domingo, 9 de outubro de 2011
Mário Alberto
Deixou-nos mas ainda ouvimos as suas risadas, depois de uma seta enviada a algum não merecedor da sua consideração.
Foi o último residente do Parque Mayer, depois de ter recusado um realojamento da CML, que, no entanto esta oferecera, com outras condições, a outros grandes artistas mais côr-de-rosa. A suas opções iam para o vermelho...
Mário Alberto era um bom artista, como cenógrafo deixou obra e muitas amizades. Mas também desenhou figurinos, escreveu textos e dirigiu montagens. Foi um dos fundadores dos Teatros Adoque e A Barraca
Conversador, animava todas as mesas e não desprendíamos os olhos dele, das suas expressões críticas, das suas risadas.
Um abraço, Mário. Um dia lá nos encontraremos numa tertúlia.
Foi o último residente do Parque Mayer, depois de ter recusado um realojamento da CML, que, no entanto esta oferecera, com outras condições, a outros grandes artistas mais côr-de-rosa. A suas opções iam para o vermelho...
Mário Alberto era um bom artista, como cenógrafo deixou obra e muitas amizades. Mas também desenhou figurinos, escreveu textos e dirigiu montagens. Foi um dos fundadores dos Teatros Adoque e A Barraca
Conversador, animava todas as mesas e não desprendíamos os olhos dele, das suas expressões críticas, das suas risadas.
Um abraço, Mário. Um dia lá nos encontraremos numa tertúlia.
sábado, 8 de outubro de 2011
O movimento de protesto nos EUA
Segundo dados recolhidos de orgãos de comunicação social como a Telesur, a Press TV ou a PSL news, estarão na origem do crescente movimento de contestação nos EUA:
• Mais de 40 milhões de norte-americanos encontram-se desempregados e é o próprio presidente da Reserva Federal, Ben Bernake, quem admite que o número de desempregados há mais de 6 meses é muito preocupante.
• 41 por cento do total dos empregos são classificados como de baixos rendimentos.
• O salário médio nos EUA tem vindo a cair progressivamente desde 2006. Quando os trabalhadores a tempo parcial são incluídos, o cenário piora com uma queda no rendimento médio na ordem dos 28 por cento face ao valor real praticado em 1970.
•15 executivos de grandes empresas financeiras e imobiliárias dos EUA arrecadaram, cada um, mais de 100 milhões de dólares em compensações e dividendos em 2010.
• No ano passado, um gestor numa empresa ganhava em média 343 vezes mais do que um trabalhador.
Metade dos norte-americanos mais pobres dispõem de apenas 2,5 por cento da riqueza.
•Um terço das famílias jovens com filhos são pobres.
•A pobreza nos EUA atinge níveis recorde. Em 2010, 15,1 por cento da população ou 46,2 milhões de pessoas eram consideradas pobres, o valor mais alto desde que se iniciou a recolha estatística. Outros 8,6 milhões de pessoas só se mantêm acima do limiar da pobreza devido ao recebimento de prestações sociais, isto considerando que, de acordo com os estritos padrões oficiais, uma família de quatro pessoas com um rendimento anual de 22 351 dólares (cerca de 15 mil euros/ano, ou seja, 1250 euros/mês) não é considerada pobre.
• 700 mil norte-americanos são sem-abrigo, número que não está incluído nas estatísticas da pobreza, as quais também não cotejam os dados com o custo de vida real para cada cidade.
•Em 2010, pelo menos 45 mil pessoas morreram nos EUA por incapacidade de acesso a assistência médica.
• A máquina de guerra imperialista absorve anualmente 700 mil milhões de dólares, a maior cifra na história do país. No auge da Guerra do Vietname, o orçamento da Defesa gastou naquele conflito 390 mil milhões. As Nações Unidas estimam em 200 mil milhões de dólares o custo anual dos programas que permitiriam alimentar famintos de todo o planeta.
in "Avante!"
Frase de fim-de-semana
"Tenta outra vez, falha outra vez, falha melhor"
Samuel Beckett
irlandês,prémio nobel da literatura ,
1906-1989) in Worstward Ho!.
Da violência
Governo, dirigentes da polícia e media decidiram criar uma onda de discussão sobre a prevenção e combate à "violência social". À sua maneira, Mário Soares, com créditos de muitos anos na prestidigitação da mesma, já estava nessa onda há muitos meses, a propósito da crise do capitalismo.
Comecemos por entender que nem de toda a violência eles falam.
Não falam da violência do desemprego e da falta de meios de sobrevivencia. Que, em si mesmos, retiram qualquer conteúdo ao facto de se dizer que o "nosso país tem liberdades" ou que vivemos em "regime democrático". Que liberdades restam a estes nossos concidadãos? Ir votar porque "é muito importante"? Resta a liberdade de lutar para recuperar liberdades perdidas, se o desespero, a falta de esperança, as depressões ainda lhe não retiraram a força anímica.
Para isso tem contribuído a luta política e sindical. Que não lutam por causas perdidas já que é a condição humana que os move.
Comer mal ou não comer, não poder mandar os filhos à escola, ficar em casa para não revelar situações de carência, perder a casa por não poder pagar ao banco, retirarem-lhe apoios sociais, que só uma minoria usaria indevidamente, confrontar-se com os aumentos de transportes e de taxas moderadoras, não poderem recorrer à justiça devido aos custos crescentes dela e à impossibilidade de se servirem de práticas dilatórias que só os ricos podem pagar, serem desapossados dos meios de realização e fruição culturais.
E ainda terem sido vítimas de terem sido atraídos para todo os tipos de créditos e de facilidades em os obter. E ainda terem de ouvir, em jeito de acusação, de "terem vivido acima das suas possibilidades" pelos reguladores da actividade bancária ou, em jeito de ameaça, de serem vítimas da violência policial quando crescem os protestos sociais e a polícia não tem recursos para cumprir com a sua tarefa básica que é a segurança dos cidadãos...
Estas são, sim, as causas perdidas dos predadores, dos grandes ladrões, das criaturas saprófitas do carácter social do Estado.
A violência de que falam é a que ameaçam exercer. Não porque se vislumbre argumentos da realidade para a ela recorrer. Fazem-no como ameaça. Para criar medo. Para funcionar como intimidação contra o espírito de revolta que cresce e continuará a crescer porque novas medidas graves decorrerão neste e no ano que se segue. O recurso à violência do poder poria em causa, a prazo, a sua própria existência. Não esperem que este povo se dobre. Ele vai resistir.
Comecemos por entender que nem de toda a violência eles falam.
Não falam da violência do desemprego e da falta de meios de sobrevivencia. Que, em si mesmos, retiram qualquer conteúdo ao facto de se dizer que o "nosso país tem liberdades" ou que vivemos em "regime democrático". Que liberdades restam a estes nossos concidadãos? Ir votar porque "é muito importante"? Resta a liberdade de lutar para recuperar liberdades perdidas, se o desespero, a falta de esperança, as depressões ainda lhe não retiraram a força anímica.
Para isso tem contribuído a luta política e sindical. Que não lutam por causas perdidas já que é a condição humana que os move.
Comer mal ou não comer, não poder mandar os filhos à escola, ficar em casa para não revelar situações de carência, perder a casa por não poder pagar ao banco, retirarem-lhe apoios sociais, que só uma minoria usaria indevidamente, confrontar-se com os aumentos de transportes e de taxas moderadoras, não poderem recorrer à justiça devido aos custos crescentes dela e à impossibilidade de se servirem de práticas dilatórias que só os ricos podem pagar, serem desapossados dos meios de realização e fruição culturais.
E ainda terem sido vítimas de terem sido atraídos para todo os tipos de créditos e de facilidades em os obter. E ainda terem de ouvir, em jeito de acusação, de "terem vivido acima das suas possibilidades" pelos reguladores da actividade bancária ou, em jeito de ameaça, de serem vítimas da violência policial quando crescem os protestos sociais e a polícia não tem recursos para cumprir com a sua tarefa básica que é a segurança dos cidadãos...
Estas são, sim, as causas perdidas dos predadores, dos grandes ladrões, das criaturas saprófitas do carácter social do Estado.
O regime em que vive é democrático? E não pode e deve procurar alternativas para si, para os seus e para todos nós?
Quem é violento é ou não, ainda, quem o quer convencer que não há alternativas?
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