terça-feira, 28 de maio de 2013

Basta de austeridade, de empobrecimento e de pensamento único!

Tivemos entre nós o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, trabalhista e Ministro das Finanças da Holanda.
Precisamente numa altura em que o govereno, de costas para o país, prepar novo corte nas reformas dos reformados e apresenta um plano para a Função Pública, onde admite explicitamente o despedimento dos sewus trabalhadores - há muito pretendida de forma encapotada.
O personagem, de visual bem trabalhado e de poses preparadas para as camaras, veio dar o seu apoio à política do governo - rejeitada por vigorosos e largas tomadas de posição das populações e do movimento sindical - expressa em declarações recentes do Primeiro-Ministro, Ministro das Finanças, cujo isolamento pretenderia ser aliviado, e do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, cujos submarinos voltaram a vir à tona sabe-se lá por mão de quem...
O essencial da mensagem é que os portugueses continuem a aceitar plano de resgate, que se revelou de agressão contra a grande maioria da população. As flexibilizações desse plano quanto a deficites, prazos e taxas de juro foram parar à gaveta, apesar de muita gente com peso significativo na formação da opinião no país, ter criado a idéia que pudesse ocorrer a passagem do déficite de 4 para 4,5%  em 2014 após a 7ª avaliação. Dijselbloem tornou claro que qualquer flexibilização do déficite só se faria se o governo levasse até ao fim o seu papel de "bom aluno", cumprindo as conclusões desta última avaliação pela troika.
Em conferência de imprensa com o presidente do Eurogrupo, o Ministo das Finanças, com a concordância de Passos Coelho, que chegara a admitir no Parlamento essa alteração no déficite para 2014.
Concluíriamos referindo que o governo falhou todos os objectivos que colocara para fazer pagar aos trabalhadores e reformados, e excluir de tais medidas o grande capital e o mundo financeiro...

Indo ao encontro dos que em Portugal se batem contra esta política, mais uma vez, o Nobel da Economia, Paul Krugman, criticou a política imposta pelos mais fortes na Europa e pelo governo português, em concreto.
Para ele "o euro deve acabar ou algo deve ser feito para o fazer funcionar, porque aquilo a que estamos a assistir (e os portugueses a experimentar) é inaceitávelE e que Portugal está a passar por um pesadelo económico-financeiro da responsabilidade da política europeia de austeridade orçamental. E questionou-se como é possível ultrapassar problemas estruturais, que outros países têm, condenando milhares de  trabalhadores ao despedimento.
Paul Krugman num artigo do seu blogue questiona

"Não me digam que Portugal tem tido más políticas no passado e que tem profundos problemas estruturais. Claro que tem, e todos têm, mas sendo que em Portugal a situação é mais grave que em outros países, como é que faz sentido que se consiga lidar com estes problemas condenando ao desemprego um grande número de trabalhadores disponíveis?", frisa Paul Krugman em artigo hoje publicado no seu blogue, "Consciência de Um Liberal".
O antigo prémio Nobel da economia comentava no seu blogue um artigo hoje publicado no jornal Financial Times sobre as condições "profundamente deprimentes" em Portugal, centrando-se na situação de empresas familiares, que foram até agora o núcleo da economia e da sociedade do país.
Para Paul Krugman, a resposta a estes problemas "conhecidos há muitas décadas", reside numa política monetária e orçamental expansionista.
"Mas Portugal não pode fazer as coisas por conta própria, porque já não tem moeda própria. 'OK' então: ou o euro deve acabar ou algo deve ser feito para fazê-lo funcionar, porque aquilo a que estamos a assistir (e os portugueses a experimentar) é inaceitável", sublinhou.
O economista defende uma expansão "mais forte na zona do euro como um todo", "uma inflação mais elevada no núcleo europeu", tendo em mente que o Banco Central Europeu (BCE), assim como a Reserva Federal Americana, são contra taxas de juro próximas de zero.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Ora leiam lá bem o que está numa factura da EDP...


É um espanto nada ser feito para alterar este tipo de contratos !!!


Como é possível que, governos anteriores, tenham celebrado este tipo de contratos …














2008
Δ 2008-2009
2009
Δ 2009-2010
2010
Δ 2010-2011
2011
Δ 2011-2012
2012
Δ 2008-2012
VAZIO
0,0614
7,98%
0,0663
11,92%
0,0742
4,85%
0,0778
7,11%
0,0833
35,67%
FORA VAZIO
0,1132
8,92%
0,1233
12,08%
0,1382
4,78%
0,1448
7,11%
0,
37,01%


% Consumo
Custo kWh
Preço (s/ IVA)
% Consumo
Custo kWh
Preço (s/ IVA)
% Consumo
Custo kWh
Preço (s/ IVA)
VAZIO
30%
0,0833
124,95
40%
0,0833
166,60
50%
0,0833
208,25
FORA VAZIO
70%
0,1551
542,85
60%
0,1551
465,30
50%
0,1551
387,75
TOTAL


667,80


631,90


596,00


% Consumo
Custo kWh
Preço (s/ IVA)

TARIFA SIMPLES (a)
100%
0,1100
550,00

TARIFA SIMPLES (b)
100%
0,1393
696,50


POR ACASO SABEM QUAL FOI VERDADEIRAMENTE O CONSUMO  DE ELETRICIDADE NUMA FACTURA QUE PAGAM DE 116,00 € ?! VEJAM A DESCRIMINAÇÃO NO QUADRO ABAIXO … E PASMEM ! 
Descriminação
Taxa
Importância
CUSTO EFECTIVO DA ELECTRICIDADE CONSUMIDA

34,00
Taxa RDP e RTP
7%
6.80
Harmonização Tarifária dos Açores e da Madeira
3%
1,60
Rendas por passagem de cabos de alta tensão para Municípios e Autarquias.
10%
5,40
Compensar de Operadores - EDP, Tejo Energia e Turbo Gás
30%
16,10
Investimento em energias renováveis
50%
26,70
Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência e da ERSE
7%
3,70
Soma

94,30
IVA
23%
21,70
Total

116,00



Permaneçam sentados para não caírem:

- 7% de Taxa para a RDP e RTP (para que Malatos, Jorge Gabrieis, Catarinas Furtados e outras que tais possam receber 17.000 e mais €/mês);

- 3% são a harmonização tarifaria para os Açores e Madeira, ou seja, é um esforço que o país (TODOS NÓS) fazemos pela insularidade, dos madeirenses e açorianos, para que estes tenham eletricidade mais barata. Isto é, NÓS já pagamos durante 2011, 75 M€ para aqueles ilhéus terem a electricidade mais barata!
- 10% para rendas aos Municípios e Autarquias. Mas que vem a ser esta renda? Eu explico: a EDP (TODOS NÓS) pagamos aos Municípios e Autarquias uma renda sobre os terrenos, por onde passam os cabos de alta tensão. Isto é, TODOS NÓS, já pagamos durante 2011, 250 M€ aos Municípios e Autarquias por aquela renda.
- 30% para compensação aos operadores. Ou seja, TODOS NÓS, já pagamos em 2011, 750 M€ para a EDP, Tejo Energia e Turbo Gás.
- 50% para o investimento nas energias renováveis. Aqueles incentivos que o Sócrates deu para o investimento nas energias renováveis e que depois era descontado no IRS, também o pagamos. Ou seja, mais uns 1.250 M€.
- 7% de outros custos incluídos na tarifa, ou sejam 175 M€. Que custos são estes? São Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência, custos de funcionamento da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Eléctricos), planos de promoção do Desempenho Ambiental da responsabilidade da ESE e planos de promoção e eficiência no consumo, também da responsabilidade da ERSE.
Os prémios devidos aos administradores não sei de onde saem mas é do vosso bolso concerteza. Lembram-se do prémio anual do sr Mexia ? Foram só 3 milhões de € , claro, para além de um chorudo ordenado não sujeito a cortes de subsídios ridiculos para gozar férias e passar o Natal com a família.
Estão esclarecidos? Isto é uma vergonha. NÓS TODOS pagamos tudo !

Pagamos para os nossos compatriotas açorianos e madeirenses terem electricidade mais barata, pagamos aos Municípios e Autarquias, para além de IMI's, IRS's, IVA's em tudo que compramos e outras taxas ... somos sugados, chupados, dissecados ...

(adaptação de dados fornecidos por um amigo) 




domingo, 26 de maio de 2013

Cavaco: demita o governo para não agravar mais os problemas dos portugueses e de Portugal


Ontem, em Belém, centenas de milhar de pessoas exigiram isso de Cavaco, ao apelo da CGTP-IN

sábado, 25 de maio de 2013

Frase de fim-de-semana, por Jorge



"O capitalismo tem os séculos contados"

António Avelãs Nunes 
catedrático de Ciências Económicas 
da Univ. Coimbra, nasc.1939)
cit. Sérgio Ribeiro
economista e ex-eurodeputado
no Clube Estefânia em 22/5/13

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PROFESSOR CAVACO

FAÇA UM FAVOR AO 
PAI DO 1ºMINISTRO

DEMITA-O!

Em 25 de Maio, todos a Belém


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Quem somos, o que temos feito e ao que vimos


Para que conste - dizem-se coisas...- no ideal e projecto dos comunistas, a democracia tem quatro vertentes inseparáveis – política, económica, social e cultural:

– democracia política baseada na soberania popular, na eleição dos órgãos do Estado do topo à base, na separação e interdependência dos órgãos de soberania, no pluralismo de opinião e organização política, nas liberdades individuais e colectivas, na intervenção e participação directa dos cidadãos e do povo na vida política e na fiscalização e prestação de contas do exercício do poder;

– democracia económica baseada na subordinação do poder económico ao poder político democrático, na propriedade social dos sectores básicos e estratégicos da economia, bem como dos principais recursos naturais, na planificação democrática da economia, na coexistência de formações económicas diversas, no controlo de gestão e na intervenção e participação efectiva dos trabalhadores na gestão das empresas públicas e de capitais públicos, na harmonização do desenvolvimento económico com a preservação do meio ambiente;

– democracia social baseada na garantia efectiva dos direitos dos trabalhadores, no direito ao trabalho e à sua justa remuneração, em dignas condições de vida e de trabalho para todos os cidadãos, e no acesso generalizado e em condições de igualdade aos serviços e benefícios sociais, designadamente no domínio da saúde, educação, habitação, segurança social, cultura física e desporto e tempos livres;

– democracia cultural baseada no efectivo acesso das massas populares à criação e fruição da cultura e na liberdade e apoio à produção cultural.

Um regime democrático tem de enfrentar e caminhar para a resolução dos mais graves problemas nacionais e de responder com êxito aos grandes desafios que se colocam a Portugal. A democracia avançada que o PCP propõe ao povo português contém cinco componentes ou objectivos fundamentais:

1.º – um regime de liberdade no qual o povo decida do seu destino e um Estado democrático, representativo e participado;

2.º – um desenvolvimento económico assente numa economia mista, dinâmica, liberta do domínio dos monopólios, ao serviço do povo e do País;

3.º – uma política social que garanta a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo;

4.º – uma política cultural que assegure o acesso generalizado à livre criação e fruição culturais;

5.º – uma pátria independente e soberana com uma política de paz, amizade e cooperação com todos os povos.

Estes somos nós e aquilo por que lutamos


(Resoluçlão do último Congresso do PCP)

domingo, 19 de maio de 2013

Construir a alternativa!


Os portugueses, o nosso país não aguentam o prolongamento desta política. Todos temos de encontrar forma para a deter em todas as circunstâncias. Todos temos que transformar em revolta as queixas, amarguras de tantos e tantos. E transformar esta revolta em luta.

O prolongado desencanto, a tentada igualização de responsabilidades na política de todos os partidos, a forjada generalização como corruptos de todos os actores políticos, o silenciamento da banca, das grandes empresas e dos seus responsáveis como os iniciais e principais responsáveis da presente crise, podem facilitar o caminho a novos "redentores" criados e alimentados por estes meios para o que der e vier.

O desemprego alarga, a fome também e tantos, tantos irmãos nossos estão a passar essa fronteira da vida para o nada...


Importa que chegue depressa uma solução alternativa de todos quantos, a esquerda, terão que conceber e participar nela. Os requisitos para essa convergência aparentemente é por muitos partilhada: relançamento da economia, subida dos rendimentos de quem trabalha e redução do desemprego, defesa da soberania do país nomeadamente na rejeição de pactos que agridem a população e a própria continuidade do país, que pretendem eliminar conquistas populares como a segurança social, a escola pública e de qualidade e de um sistema nacional de saúde que continue aberto a todos.

sábado, 18 de maio de 2013

Frase de fim-de-semana, por Jorge


"É impossível ganhar uma discussão com um ignorante"

William McAdoo (advogado e político americano, 1863-1941)

New Yok, New York (1942)


"a mais celebrada e menos conhecida fotógrafa do seu tempo"
J.

sábado, 11 de maio de 2013

Frase de fim-de-semana, por Jorge

"A tecnologia pode degradar e pôr em risco tudo sobre a nossa vida, convencendo-nos de que a vai tornar mais 'eficiente' "

Nassim Taleb (autor líbano-americano, nasc.1960) in The Bed of Procrustes* - Philosophical and Practical Aphorisms

sábado, 4 de maio de 2013

Dia 25 de Maio, todos a Belém para que o governo vá para a rua!

A comunicação  ontem de Passos Coelho ao país fez afundar muito o desespero de grande parte dos portugueses e  alargar o protesto, muitas vezes surdo, para a remoção deste governo do poder que ilegitimamente ocupa.
Não saber ler a palavra que vai passando de boca em boca, entre muita gente, particularmente de  os fazer "saltar" seja como for, não é boa atitude. O governo lá saberá até onde pode levar as provocações, agressões e atitudes inconstitucionais, convencido de que ficará impune.


Com todo o desplante, o governo justifica nova agressão aos portugueses com o acórdão do Tribunal Constitucional, que voltou a considerar um orçamento seu como inconstitucional. Os governantes que cometeram tal ilegalidade é que deviam pagar, dos seus bolsos ou dos dos banqueiros e das grandes empresas, que os mantêm no poder, o desrespeito que tiveram face às instituições e às leis. A legalidade eleitoral vai-se perdendo com crimes vários praticados pela gestão governativa.

O anúncio de ontem mantém todos os traços das anteriores erradas orientações: sacrificar à vertente financeira, as vertentes económicas e sociais. Não reflectir sobre  factos inegáveis como a dívida hoje ser maior do que quando arrancou a "ajuda" (pacto de agressão firmado com a "troika"), de se não estarem a cumprir as metas dos deficites, não se estar a aceder aos mercados financeiros.
De insistirem, mais uma, vez em atingir os trabalhadores da Função Pública nos seus salários e mais desemprego.
De que a não sustentabilidade dos equilíbrios financeiros se deve à arrastada recessão (decréscimo produtivo), aumento do desemprego e e do poder aquisitivo dos cidadãos para o mercado interno com as respectivas repercussões ao nível da colecta dos impostos, que o governo quiz alterar e não conseguiu com as alterações de taxas do IVA e do IRS.
O aumento da idade da reforma compromete perspectivas de vida contratualizadas há muito pelo contribuintes com o Estado, e aumentará mais o desemprego e, mais particularmente, o desemprego jovem.
E ainda, como referiu hoje no Público Octávio Teixeira,"a criação de uma  contribuição e sustentabilidade para os refomados (de constitucucionalização duvidosa) para compensar a redução das receitas contributivas dos trabalhadores no activo, para além do mais, é uma dupla estupidez. Porque a sustentabilidade da Segurança Social só será garantida com mais emprego e mais crescimento  . E porque o governo cegamente ignora que, na crise social em que mergulhou o país, as pensões e reformas dos pais e avós são hoje o mais importante, muitas vezes único, apoio material aos dxesempregados jovens emenos jovens".
Passos Coelho recheou a sua intervenção de referências ao diálogo, por aconselhamento dos assessores que acompanham a chusma de comentadores do bloco central de interesses. António José Seguro lá se referiria depois a algumas propostas "positivas" contidas na comunicação do Primeiro Ministro, referindo também que o PS no futuro governo fará acordos à direita e à esquerda com o Bloco que tem tido uma "evolução interessante".


sexta-feira, 19 de abril de 2013

frase de fim-de-semana, por Jorge


"O cão verdadeiramente amestrado é o que faz a pirueta quando não há chicote"
Paul Krugman (prémio nobel da economia 2008) no NY Times
citando George Orwell (escritor inglês, 1903-50), sobre o jornalismo dominante quando comparado com o das ditaduras.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ernst Haas - grandes fotógrafos, grandes imagens


Depois de notável carreira como fotojornalista no pós-guerra, um pioneiro e grande inovador da cor na arte da fotografia.

 Pedestres que cruzam uma rua de Nova York, em tempo de inverno longas sombras

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Elizabeth Leonskaja interpretou a integral das sonatas de Schubert

Tive a oportunidade de ver a pianista Elizabeth Leonskaja, em dois dias consecutivos, interpretar a integral das sonatas para piano de Schubert, na Fundação Gulbenkian.
Foram quatro horas de uma elevada qualidade artística. Sem pautas, Leonskaja, expressava na face sentimentos que lhe vinham da música. Rir-se, extasiar-se, chorar foram expressão dessa comunhão ao longo das 6 sonatas de 21 andamentos.
Pena a sala estar a metade da lotação. Quem podia ir e não foi,
não sabe o que perdeu.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Frase de fim-de semana, por Jorge



"Talvez pensar seja melhor que fornicar"

Marlon Brando 
(ator americano, 1924-2004),
citado por Maximillian Schell 
(ator austro-suísso, 1930-),
citado por Alberto Pimenta
(poeta português, 1937-) em De Nada

quarta-feira, 10 de abril de 2013


terça-feira, 9 de abril de 2013

Dirigentes europeus, a estratégia dos grandes bancos e agências de rating e a Goldman Sachs


Sabem quem é Papademos Lucas (actual líder grego após a renúncia de Papandreou)
Sabem quem é  Mariano Monti (agora à frente do governo italiano)?
Sabem quem é Mario Draghi (actual presidente do Banco Central Europeu)?

Sabem o que é Goldman Sachs?


O Goldman Sachs é um dos maiores bancos de investimento mundial e co-responsável directo, com outras entidades (como a agência denotação financeira Moodys), pela actual crise e um dos  seus maiores beneficiários. Como exemplo, em 2007,a G.S. ganhou 4 bilhões de dólares em transacções que resultaram directamente do actual desastre da economia do EUA. O EUA ainda não recuperaram das percas infligidas pelo sector especulativo e financeiro dos EUA.
Papademos: actual primeiro-ministro grego  na sequência da demissão de Papandreou. Atenção: não foi eleito pelo povo.
- Ex-governador do Federal Reserve Bank de Boston, entre 1993 e 1994.
- Vice-Presidente do Banco Central Europeu  2002-2010.
- Membro da Comissão Trilateral desde 1998, lobby neo-liberal fundado por Rockefeller, (dedicam-se a comprar políticos em troca de subornos).
- Ex-Governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002.  Falseou as contas do défice público do país com  o apoio activo da Goldman Sachs o que levou, em grande parte, à actual crise no país.

Mariano Monti: actual primeiro-ministro da Itália após a renúncia de Berlusconi. Atenção: não foi eleito pelo povo.
- O ex-director europeu da Comissão Trilateral mencionada acima.
- Ex-membro da equipe directiva do grupo Bilderberg.
- Conselheiro do Goldman Sachs durante o período em que esta ajudou a esconder o défice orçamental grego.

Mario Draghi é o actual presidente do Banco Central Europeu em
 substituição Jean-Claude Trichet.
- O ex-director executivo do Banco Mundial entre 1985 e 1990.
- Vice-Presidente para a Europa do Goldman Sachs de 2002 a 2006, período durante o qual ocorreu o falseamento acima mencionado.
Vejam tantas pessoas que trabalhavam para o Goldman Sachs ....
Bem, que coincidência, todos do lado do Goldman Sachs. Aqueles que criaram a crise são agora apresentados como a única opção viável para sair dela, no que a imprensa americana está começando a chamar de "O governo da Goldman Sachs na Europa."
Como é que eles fizeram?

Encorajaram Investidores  a investir em produtos secundários que sabiam ser " lixo ", ao mesmo tempo dedicaram-se a apostar em bolsa o seu fracasso. Isto é apenas a ponta do iceberg, e está bem documentado, podem investigar. Espera-se a especulação sobre a dívida soberana italiana e seguidamente será a espanhola.
Tende-se a querer-nos fazer pensar que a crise foi uma espécie de deslizamento, mas a realidade sugere que por trás dela há uma vontade perfeitamente orquestrada de tomar o poder directo no nosso continente, num movimento sem precedentes na Europa do século XXI.
A estratégia dos grandes bancos de investimento e agências de rating é uma variante de outras realizadas anteriormente noutros continentes, tem vindo a desenvolver-se desde o início da crise e 
pretende, segundo alguns autores:
1. Afundar os países mediante especulação na bolsa de valores / mercado.
Po-los loucos com medo do que dirão os mercados, que a GS controla dia a dia.
2. Forçá-los a pedir dinheiro emprestado para, manter o status-quo ou simplesmente salvá-los da 
banca rota. Estes empréstimos são
rigorosamente calculados para que os países não os possam pagar, como é o caso da Grécia que não poderia cobrir a sua dívida, mesmo que o governo vendesse todo o país. E isto não é metáfora, é matemática, aritmética.

3. Exigir cortes sociais e privatizações, à custa dos cidadãos, sob a ameaça de que se os governos não as levam a cabo, os investidores irão retirar-se por medo de não serem capazes de recuperar o dinheiro investido na dívida desses países e noutros investimentos.
4. Criar um alto nível de descontentamento social, adequado para que o povo aceite qualquer coisa para sair da situação.
5. Colocam os seus homens, onde mais lhes convenha.
Se acham que é ficção científica, informem-se: estas estratégias estão bem documentadas e têm sido usadas com diferentes variações ao longo do século XX e XXI  noutros países, nomeadamente na América Latina pelos Estados Unidos, quando se dedicavam, e continuam a dedicar-se na medida do possível, a asfixiar economicamente mediante a dívida externa por exemplo os países da América Central, criando instabilidade e descontentamento social usando isso para colocar no poder os líderes "simpáticos" aos seus interesses. Portanto nada disto tem a ver com o euro. O euro é uma moeda forte, porque os investidores vêm ai carne para desossar, se não houvesse o euro o ataque acontecia na mesma, só que se calhar os primeiros a cair não seriam os PIGS, mas a própria Alemanha, a Inglaterra etc. Não é o governo dos EUA, que desfere estes golpes, mas sim a "indústria" financeira internacional, principalmente sediada em Wall Street(New York) e na City (Londres).
É isto que está a acontecer sob o olhar impotente e / ou cúmplice dos nossos governos, é o maior assalto de sempre na história da humanidade à escala global, são autênticos golpes de estado e violaçõesflagrantes da soberania dos Estados e seus povos.
Se nos estão a comer vivos ... as pessoas precisam saber. Estamos a sofrer uma anexação pela via financeira. Esta é a realidade.



Descrição da guerra em Guernica, de Carlos Oliveira


I

Entra pela janela
o anjo camponês;
com a terceira luz na mão;
minucioso, habituado
aos interiores de cereal,
aos utensílios
que dormem na fuligem;
os seus olhos rurais
não compreendem bem os símbolos
desta colheita: hélices,
motores furiosos;
e estende mais o braço; planta
no ar, como uma árvore,
a chama do candeeiro.

II

As outras duas luzes
são lisas, ofuscantes;
lembram a cal, o zinco branco
nas pedreiras;
ou nos umbrais
de cantaria aparelhada; bruscamente;
a arder; há o mesmo
branco na lâmpada do teto;
o mesmo zinco
nas máquinas que voam
fabricando o incêndio; e assim,
por toda a parte,
a mesma cal mecânica
vibra os seus cutelos.

III

Ao alto; à esquerda;
onde aparece
a linha da garganta,
a curva distendida como
o gráfico dum grito;
o som é impossível; impede-o pelo menos
o animal fumegante;
com o peso das patas, com os longos
músculos negros; sem esquecer
o sal silencioso
no outro coração:
por cima dele; inútil; a mão desta
mulher de joelhos
entre as pernas do touro.

IV

Em baixo, contra o chão
de tijolo queimado,
os fragmentos duma estátua;
ou o construtor da casa
já sem fio de prumo,
barro, sestas pobres? quem
tentou salvar o dia,
o seu resíduo
de gente e poucos bens? opor
à química da guerra,
aos reagentes dissolvendo
a construção, as traves,
este gládio,
esta palavra arcaica?

V

Mesa, madeira posta
próximo dos homens: pelo corte
da plaina,
a lixa ríspida,
a cera sobre o betume, os nós;
e dedos tacteando
as últimas rugosidades;
morosamente; com o amor
do carpinteiro ao objeto
que nasceu
para viver na casa;
no sítio destinado há muito;
como se fosse, quase,
uma criança da família.

VI

O pássaro; a sua anatomia
rápida; forma cheia de pressa,
que se condensa
apenas o bastante
para ser visível no céu,
sem o ferir;
modelo doutros voos: nuvens;
e vento leve, folhas;
agora, atónito, abre as asas
no deserto da mesa;
tenta gritar às falsas aves
que a morte é diferente:
cruzar o céu com a suavidade
dum rumor e sumir-se.

VII

Cavalo; reprodutor
de luz nos prados; quando
respira, os brônquios;
dois frémitos de soro; exalam
essa névoa
que o primeiro sol transforma
numa crina trémula
sobre pastos e éguas; mas aqui
marcou-o o ferro
dos lavradores que o anjo ignora;
e endureceu-o de tal modo
que se entrega;
como as bestas bíblicas;
ao tétano; ao furor.


VIII

Outra mulher: o susto
a entrar no pesadelo;
oprime-a o ar; e cada passo
é apenas peso: seios
donde os mamilos pendem,
gotas duras
de leite e medo; quase pedras;
memória tropeçando
em árvores, parentes,
num descampado vagaroso;
e amor também:
espécie de peso que produz
por dentro da mulher
os mesmos passos densos.

IX

Casas desidratadas
no alto forno; e olhando-as,
momentos antes de ruírem,
o anjo desolado
pensa: entre detritos
sem nenhum cerne ou água,
como anunciar
outra vez o milagre das salas;
dos quartos; crescendo cisco
a cisco, filho a filho?
as máquinas estranhas,
os motores com sede, nem sequer
beberam o espírito das minhas casas;
evaporaram-no apenas.

X

O incêndio desce;
do canto superior direito;
sobre os sótãos,
os degraus das escadas
a oscilar;
hélices, vibrações, percutem os alicerces;
e o fogo, veloz agora, fende-os, desmorona
toda a arquitetura;
as paredes áridas desabam
mas o seu desenho
sobrevive no ar; sustém-no
a terceira mulher; a última; com os braços
erguidos; com o suor da estrela
tatuada na testa