sábado, 14 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Médicos e professores em luta






A extraordinária greve dos médicos e as importantes manifestações de
médicos e professores revelaram a determinação em se oporem a
projectos do governo contra estes dois sectores, que certamente
influenciarão o curso dos acontecimentos. 
Foram também um estímulo à luta dos restantes trabalhadores que,
por vezes a têm que conduzir em situações muito difíceis.

Entrevistas...

Rui Moura Ramos, Presidente do Tribunal Constitucional, deu uma entrevista a Maria Flor Pedroso, que foi hoje transmitida na RDP e RTP.
No que respeita ao pensamento expresso ao longo da entrevista, confirma-se estarmos perante um conservador, para não ir mais longe na linguagem.
Restou como aspecto positivo o sublinhar, que não terá sido por acaso esteve omisso no acórdão,  que o princípio da equidade deve não só levar à redução dos rendimentos do trabalho, lembrando que existem outros titulares de riqueza que não foram atingidos: o capital.
Rui Moura Ramos que está de saída, como Passos Coelho "lembrou", reagindo a parte das declarações que  o atingiram pessoalmente,  não aceitou a crítica de não terem sido considerados inconstitucionais os cortes dos rendimentos do trabalho, nem que o TC já devia ter feito aplicar a "inconstitucionalidade por desrespeito do princípio da equidade" no corrente ano, para apenas reconhecer que o acórdão tinha sido mal fundamentado...

O Ocidente quer silenciar a informação síria


No decorrer de uma reunião do Conselho dos Direitos Humanos da ONU em Genebra, foi apresentado um relatório sobre a investigação dos crimes na Síria, em particular  sobre o massacre de Houla onde morreram mais de cem civis. Uma vez que não foi possível identificar os responsáveis, o relatório refere que tanto poderia ter sido a oposição como o governo poderiam ter sido responsáveis. Manifestando o seu desacordo com tal conclusão, o representante permanente da Síria na ONU, Faisal el Hamwi, abandonou a reunião.
O ministro da informação sírio acusou, entretanto os grupos terroristas  instigados pela Liga Árabe, de terem realizado um ataque contra um canal de TV governamental, que fez, pelo menos sete mortos.
O observador internacional Nagham Salman refere-se a este atentado como uma amostra das intenções do Ocidente de calar os meios leais ao regime sírio e fez uma análise das circunstâncias em que esse facto ocorreu.
http://www.youtube.com/watch?v=IJNiST2dsNo&feature=player_embedded

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Murais de Rivera no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque




Em Dezembro de 1931, O Museu de Arte Moderna (MoMa)montou uma grande exposição dos trabalhos do artista mexicano Diego Rivera. Foi a segunda retrospectiva do Museu, e foi de grande aceitação popular, batendo todos os recordes de público nas cinco semanas em que esteve aberta ao público.
Rivera já era na altura uma celebridade internacional. Foi a figura mais destacada do muralismo mexicano, uma iniciativa que desenvolveu muito a relação entre o público e arte que surgiu na década de 1920, na esteira da Revolução Mexicana. 
Mas os seus murais, por definição, fixos num único local, eram impossíveis de transportar para a exposição. Para resolver este problema, o Museu trouxe Rivera para Nova York, seis semanas antes da exposição abrir, e deu-lhe um estúdio improvisado numa galeria vazia. Lá, Rivera produziu cinco murais "portáteis", frescos autónomos assinalando acontecimentos da história mexicana, que foram o elemento de destaque especial da exposição. Após a abertura, para garantir a publicidade, Rivera fez mais três murais, com temas contemporâneos de Nova York através de imagens monumentais da cidade durante a Grande Depressão. A história desta exposição extraordinária ilustrou bem papel fundamental de Rivera no desenvolver de debates sobre o valor social e político da arte pública durante um período de crise económica.
Poderá ver essa exposição explorando o sítio
http://www.moma.org/interactives/exhibitions/2011/rivera/
O site da exposição é excelente. Cada mural tem um comentário áudio associado e pode ser ampliado para a observação de pormenores.
Desses murais seleccionamos este, acompanhado da respectiva informação.

Em A insurreição (1931), uma mulher com um bebé ao colo e um trabalhador defendem-se de um ataque de um soldado em uniforme. Atrás deles, uma multidão revoltada confronta-se com mais soldados, que deitam os manifestantes ao chão. A localização não é clara, embora o tom da pele das figuras indicie que a cena ocorre no México ou noutro país latino-americano. O início dos anos 1930, foi uma era de agitação laboral generalizada, e as imagens da violenta repressão de greves tiveram eco junto dos EUA e de países latino-americanos. A repressão aqui pintada é um símbolo potente da universal luta de classes .

terça-feira, 10 de julho de 2012

Médicos pelo mais baixo preço ou o novo tráfico de escravos


As empresas que contratam trabalho temporário para o Estado são os traficantes de escravos dos dias de hoje. Até se poderão desculpar que a entidade adjudicante faz à pressa os programas de procedimentos dos concursos públicos. Mas vão a jogo.
O caso dos médicos é paradigmático.
O Ministério da Saúde lançou um concurso público 2012/102 "para a celebração de contratos de aprovisionamento para a área da saúde com vista à prestação de serviços médicos às instituições do Serviço Nacional de Saúde".
E explicitou no nº 1 do Artº 5º do programa de procedimento como critério de adjudicação "o do mais baixo preço unitário por hora"!...Neste Artº. 5º não se encontram outros critérios de adjudicação relativa a processo de formação dos profissionais, à sua experiência, etc, etc.
Encontram-se, sim, outros critérios de adjudicação: será efectuada por "lotes", fornecendo cada lote 5 prestadores de serviço, ordenados pelo preço mais baixo e de forma crescente, sendo que no caso de igualdade de preços entre propostas dar-se-á prioridade à que entrou primeiro.
Sim, pelo preço mais baixo e ainda dando para estas empresas ganharem o seu...
O que se diz em relação aos médicos é comum a outros grupos profissionais recrutados por tais traficantes a mando de gente sem quaisquer preocupações sociais..
Têm que se opor barreiras sérias ao esclavagismo nas relações laborais!...

"Marcha negra" desfila esta noite em Madrid





Mineiros de Teruel e Andorra juntam-se esta tarde aos das Astúrias e Leão para entrarem em Madrid e desfilarem com os capacetes iluminados.
Os mineiros manifestam-se-se contra os cortes anunciados no investimento para o sector, insistem para que o carvão seja rentável e que o preço do minério seja actualizado para não depender do sistema de ajudas.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Não há almoços grátis...

Se Relvas concluiu o curso-relâmpago na Universidade Lusófona em 2007



Se esta cedeu gratuitamente uma sede de campanha em 2010 a Passos Coelho para as directas no seu partido...


... e como não há almoços grátis...
..., que recebeu a Lusófona como contrapartida?

domingo, 8 de julho de 2012

Sobre a Moeda Única, o que diz Carvalhas em 1997

«A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.
A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»

Carlos Carvalhas, em 1997, então Secretário-geral do PCP a  propósito da Interpelação do PCP sobre a Moeda Única.

A despedida do amor, de Klimt


Pintura de Graça Morais (sem título)


Hollande quer a guerra contra a Síria

Hollande, a víbora da Casa Branca e os "bem vestidinhos"
François Hollande considerou anteontem que era necessária uma intervenção «política e humanitária» para tornar possível o fim do regime de Assad...
E fê-lo diante de um areópapo onde estavam representados, tão bem vestidinhos como aparecem nas entrevistas gravadas nos EUA e na França, a oposição síria, leia-se os grupos armados que desencadeiam atentados terroristas contra pessoas e bens, sem apoio popular expresso. E, claro a mentora Hillary Clinton.
Para quem achou que a viragem eleitoral em França era esperançosa, estamos conversados...

Nenúfares gigantes da Amazónia


Sindicatos médicos recusam "encenação mediática" de uma reunião sem sentido.

A ausência dos sindicatos dos médicos da reunião que o ministro convocara, como lance que pretendia lavar-lhe a cara sem contrapartidas, é um acto de coragem porque eles defrontam a requisição civil e uma campanha junto da população contra eles, que aliás já está em marcha, acusando-os de afectar a assistência na saúde aos portugueses. 
Mas é uma luta justa, tal como a dos enfermeiros, contra a degradação que o governo de Passos Coelho tem feito do SNS, com o apoio e pressão dos negócios privados da saúde. E contra o esclavagismo em que pretendem, aqui e noutros sectores, transformar as relações de trabalho (fim de negociações contratuais precarização por recrutamento através de empresas prestadoras e serviços, a redução do valor da hora de trabalho para patamares de verdadeira escravatura...).
Os sindicatos, neste caso a FNAM, recusaram tal reunião porque " Relativamente ao "concurso" dos lotes de horas ao mais baixo preço, o documento nada apresenta de novo. Limita-se a referir aquilo que já foi publicado há vários dias atrás na comunicação social acerca de alterações pontuais em aspectos periféricos do concurso. O preço mais baixo mantem-se, deixando de ser o critério único e passando a valer 50% na pontuação final. O número de horas a concurso passa de 2,5 milhões de horas para 1,980 milhões de horas. Como se pode verificar, trata-se de uma simulação de alterações que nada muda nos aspectos essenciais, quando a questão fulcral era a sua anulação, tanto mais que já demonstrámos na exposição enviada ao Senhor Provedor de Justiça que possui várias disposições inconstitucionais".
E porque "As referências aos concursos merecem uma observação de fundo e que se centra na actual inobservância dos regulamentos de recrutamento em vigor desde o segundo semestre do ano passado e resultantes dos procedimentos de negociação colectiva. No documento recebido nada está assegurado quanto ao adequado enquadramento laboral e salarial dos futuros candidatos a colocar. Não existem compromissos concretos quanto a prazos e periodicidade dos concursos".
Acresce segundo os sindicatos que o Governo continua sem apresentar elementos decisivos para a avaliação do desempenho, que as orientações relativas a horas extraordinárias não estão as ser cumpridas, apresentando grandes discrepâncias, e que pretende legislar sobre o Acto Médico sem consulta à Ordem dos Médicos... 
Foram estas as observações feitas ao documento que o ministro enviou ontem aos sindicatos, que, não mostram vontade do governo em mudar de posições. E, por isso não compareceram  na reunião .
4ª e 5ª f greve dos médicos
Na 4ª f manifestação nacional dos médicos frente ao Ministério da Justiça, às 15 h
Penso que todos devemos apoiar a sua luta e a dos enfermeiros, desmascarando as manobras do governo junto dos utentes e ganhando a compreensão destes para uma luta que é pela defesa da sua Saúde!

sábado, 7 de julho de 2012

Venezuela entra no Mercosul e este suspende o regime golpista do Paraguai



A Cimeira de Chefes de Estado do Mercado Comum do Sul (Mercosul) aprovou,  dia 30 de 
Junho, entrada da Venezuela no espaço económico e ratificou a suspensão do Paraguai, face 
à ruptura do regime democrático neste país.

Há presidentes e presidentes...


sexta-feira, 6 de julho de 2012

O sentido da decisão do Tribunal Constitucional sobre os subsídios roubados a uma parte dos portugueses

A decisão do Tribunal Constitucional é esquisita.
Com base no princípio da igualdade diz que é inconstitucional o corte dos subsídios de Férias e de Natal à Função Pública e pensionistas.
O Governo agarra a deliberação de braços abertos para justificar o futuro alargamento dos cortes ao sector privado...
O Tribunal Constitucional diz que esta sua deliberação só deve ter efeitos no ano de 2013 para não afectar a execução orçamental (saída das receitas dos subsídios empalmados). Mas o TC e outros tribunais não têm essa ressalva para outras deliberações...Sendo que os orçamentos rectificativos servem para tornear esses problemas. Em matéria de considerações políticas ou orçamentais não devia o TC meter-se. Isso respeita a outros órgãos de soberania.
Agora e para os anos seguintes deviam ser garantidos os subsídios a todos, independentemente de serem do sector público ou do privado, independentemente de estarem na vida activa ou em situação de reforma...E aos portugueses que vão perder este ano os dois subsídios é-lhes devida a devolução desses subsídios.
Inconstitucionais são os efectivos roubos efectuados aos salários dos trabalhadores.
Mas não é inconstitucional taxar mais as grandes fortunas, os banqueiros que foram operacionais zelosos na obtenção de lucros, em situações a que hoje dizem os beneficiários reais dessa situação "termos vivido acima das nossas possas possibilidades"...Nossas não! Deles, a quem comprar mais ou menos um iate não faz diferença. Diferença faz a quem deixou ter possibilidade de comer ou de mandar os filhos à escola.
Há por aí muitas inconstitucionalidades de que se não fala...
Depois das previsões pessimistas feita pela directora-geral do FMI no dia de hoje, insistir na austeridade com o argumento de que ela nos reduzirá a dívida é um crime, tanto mais grave quanto o governo português já sabia que esta perspectiva mundial existia e insistiu em ficar como bom aluno, respeitando o entendimento subscrito por ele e pelo PS com a troilka.

Encosta-te a mim...


Frase de fim-de-semana, por Jorge



"No mais, mesmo, da mesmice, sempre vem a novidade" 

João Guimarães Rosa 
(escritor brasileiro, 1908-1967) 
em Primeiras Estórias (1962)
Debate no Parlamento


PSD diz que mulheres que querem 
fazer aborto devem 
assinar ecografia do feto

PCP combate argumentação

 O PSD defendeu, num debate no Parlamento, a “obrigatoriedade da assinatura da ecografia da idade do feto” pela grávida, admitiu a aplicação de taxas moderadoras em caso de “reincidência” do aborto e a divulgação de estatísticas das “mulheres que se arrependam e desistam de abortar”.

Paula Santos prometeu que o PCP tudo fará para evitar a aplicação de taxas moderadoras à IVG e combateu com números a argumentação dos peticionários e do PSD, afirmando que no ano passado “51,8% das mulheres que recorreram à IVG tinham já um a dois filhos, 75% fizeram-no pela primeira vez, contrariando a tese de que há uma grande reincidência”. “O maior grupo de mulheres que recorreu à IVG são as desempregadas, seguidas de trabalhadoras operárias e trabalhadoras agrícolas. O que revela as dificuldades económicas e os baixos salários”, afirmou. (in Publico 6/7/12)

Uma coreografia por país no Museu do Oriente

Uma coreografia por país no Museu do Oriente
O Museu do Oriente organiza, de 30 de Julho a 3 de Agosto ou de 20 a 24 de Agosto, a oficina "Uma coreografia por país", que vai desafiar as crianças a apresentar, em cada dia, uma dança de cada país aos pais e amigos, para que estes adivinhem a sua origem.
De acordo com comunicado do Museu, a iniciativa insere-se "no conjunto de oficinas pensadas em exclusivo para as férias de Verão dos mais pequenos". O objetivo é "sensibilizar, através de uma abordagem lúdico-didáctica das colecções, para as diferentes culturas orientais".
Para que as crianças possam participar nas sessões será necessário efectuar marcação até 23 de Julho (1ª sessão) e 13 de Agosto (2ª sessão), sendo que, também mediante marcação, a actividade oferece a possibilidade de receber as crianças a partir das 09.30h. 
A iniciativa destina-se a crianças com idades entre os 7 e os 12 anos e tem um custo de 20 euros diários, sendo que o Museu oferece um desconto de 30% na inscrição do segundo filho ou, em alternativa, um desconto igual na inscrição em mais do que uma oficina. 


quinta-feira, 5 de julho de 2012

Exposição de Joana Vasconcelos nas salas e jardins do Palácio de Versailles

É só um, cheirinho da exposição que encontrará completa em
www.vasconcelosversailles.com
E se for a Paris até30 de Setembro não deixe de a vir ver.
Pavilhão de chá

Champanhe azul

Mary Poppins

terça-feira, 3 de julho de 2012

As atletas do nosso contentamento


Guerra mediática contra a Síria: os "rebeldes" assassinam 3 jornalistas de um canal de TV

.ranscrevemos um texto da redacção da Rede Voltaire.
Um grupo de oposição armada matou no passado dia 27 de Junho de 2012 três jornalistas sírios e quatro guardas durante um ataque contra os escritório de uma emissora de televisão local.
Os nossos camaradas Sami Abu Amin, Mohammad Zeid e Chammah Kohl trabalhavam para o canal via satélite Al-Ikhbariya TV.
A Rede Voltaire associa-se de todo seu coração à dor das famílias das vítimas deste ataque.
Em 12 de Junho, dois jornalistas da cadeia já tinha sido feridos em Al-Haffah na província de Lattakia, num ataque contra seu carro.
De acordo com a agência de notícias síria SANA, os atacantes destruíram as instalações, estúdios, redações e roubaram equipamento técnico. A violência da explosão destruiu um edifício inteiro, mas não evitou a cadeia de continuar a emitir.
Omran al-Zou'bi, ministro da informação do novo governo sírio, condenou firmemente o ataque, que ele considerou-o uma extensão da decisão tomada ontem pela União Europeia de impor sanções à organização de rádio e televisão síria.
Em Março, os EUA integraram a organização da radiodifusão pública síria na sua lista negra de pessoas físicas e jurídicas visadas pelas sanções financeiras.
A Liga Árabe pediu a suspensão dos canais de transmissão via satélite da Síria através do Arabsat e Nilesat.
Para preservar a imagem do Exército de Libertação Sírio (ELS, mercenários recrutados pela espionagem ocidental, turca e dos emiratos), as comunicações dos media ocidentais passaram a qualificar o canal público "pró-regime" string e "oficial" ou "pró-governo".
O canal público France 24 não hesitou em dizer que nenhum orgão de informação "independente” não pode entrar na Síria, quando apesar das dificuldades da situação militar, os jornalistas de mais de 200 meios de comunicação internacionais foram autorizados a entrar legalmente o país desde o início da crise.
No seu site, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), no momento da redação deste texto, ainda não tinha condenado o ataque. Embora recordando que "os meios de informação não devem ser orientados pelas partes em conflito", disseram os RSF, no entanto, sobre o canal Al Ikhbariya TV: "Condenamos nos termos mais fortes a transmissão pelos meios de comunicação, de mensagens de incitação ao ódio e violência contra os civis. " Os RSF retoma os elementos da linguagem supostamente para justificar o corte sinais de cadeias sírias, mas não forneceu provas para apoiar tais acusações.
Para os RSF, ONG financiada pelo Departamento americano de Estado [1], "Os meios de comunicação não devem ser pontos de propaganda de qualquer tipo", ao descrever a batalha de ASL como " levantamento pró-democracia. "
Na sua página da Síria, os RSF silenciam totalmente o encerramento arbitrário de canais de cadeias sírias. Também ignoram a cilada armada pelo ASL ao nosso camarada do Channel 4 para desacreditar o governo e o exército sírio [2]. Os Repórteres Sem Fronteiras silenciam que a milícia do ELS recebem indicações para negar qualquer relação com os repórteres que retornaram legalmente em território sírio.
O Blitzkrig mediático pró-guerra perdendo a cada dia um pouco de eficácia, os regimes ocidentais e do Golfo entregam-se a matar, a censurar e a esconder a extensão de sua responsabilidade pelos crimes dirigidos actualmente contra a Síria.

[1] « O financiamento dos Reporteres sem fronteiras pela NED/CIA », por Diana Barahona, Jeb Sprague, Réseau Voltaire, 7 de Agosto de 2006.
[2] « Channel 4: o journalista Alex Thomson diz que o conduziram a uma Armadilha mortal », The Telegraph, 9 de Junho 2012.

O princípio da equidade,,,

O número de insolvências subiu 83%, 
alcançando um ritmo de 53 por dia. As 
falências  de particulares mais do que
duplicaram e já pesam 65% do total. Nas 
empresas, o sector mais 
afectado é o imobiliário.
Enquanto isso a Inspecção-Geral de Finanças 
identificou dirigentes de topo que escaparam 
aos cortes salariais, atribuição ilegal de prémios e problemas nos ajustes directos.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Entrar e sair do euro


No final de Janeiro deste ano, em entrevista ao jornal Público, o Nobel da Economia, Paul Krugman considerava ser "bastante óbvio que [aderir ao euro] foi um erro para a Grécia e eu diria que também para Portugal". Sem euro, argumenta, haveria hoje "menos carros nas ruas, mas mais pessoas com trabalho".
O economista considera que a impossibilidade presente de, tal como no passado, desvalorizar o escudo para ganhar competitividade encarcerou Portugal "numa prisão terrível". "Por causa do euro, Portugal tem muito poucas opções, muito pouco espaço de manobra. E sair do euro, nesta fase, é um passo extremo que não está em cima da mesa", afirmou, notando contudo que "se nada mais funcionar, sair o do euro torna-se numa opção real". Para Krugman "a Grécia está rapidamente a chegar a esse ponto, mas Portugal não."
Vendo sinais positivos na evolução das exportações e na estagnação dos salários na indústria, Paul Krugman referia então que os portugueses "vão ter de viver com estas condições muito difíceis e tentar mitigar o sofrimento. Ou então, em alternativa, dar um passo mais radical." E esse passo radical pode chegar já em 2013: Se "daqui a um ano, o crescimento da economia fica abaixo do que está previsto no memorando de ajustamento e o défice fica acima, aí, se a troika pedir mais medidas de austeridade, Portugal tem de dizer que não."

Quem hoje defende na UE a saída do euro deste ou daquele país, como aconteceu com a Grécia, tem e vista
aliviar-se de países que já sugou até ao tutano e fazê-los pagar bem no momento da saída. E isto é perfeitamente inaceitável.
Uma coisa era estarmos antes da entrada no Euro, outra coisa é a situação em que hoje estamos para pensarmos, de imediato dele saír.
Hoje teríamos que nos acautelarmos com a banca e com a fuga de capitais e isso depende muito do tipo de governo que viermos a ter nessa altura.
No futuro teremos que ter uma moeda valorizada de acordo com a situação económica convcreta do país.
E uma negociação para a saída que garanta uma série de condições que nos penalize ainda mais...

domingo, 1 de julho de 2012

A nova escravatura...


de Tempo das Cerejas 2

O processo de integração europeia: mitos, realidades e a culpa que não morre solteira...


Quando Mário Soares pediu à adesão à CEE em 28 de Março de 1977, isso não resultou de nenhuma inevitável necessidade da economia mas do pensamento balizado pela social-democracia europeia, mesmo antes do 25 de Abril, e pelo seu grande amigo F. Carlucci.
A ideia era impor a Portugal que se arrumasse num bloco numa perspectiva federalista e com uma integração económica capitalista, que ajudasse à reconstituição de grandes grupos económicos abalados pelo 25 de Abril por terem sido sustentáculos do fascismo,  a uma integração nos mercados financeiros, e ao aprofundamento das relações com com a NATO e os EUA que alterassem os compromissos com a paz e a independência dos blocos político-militares, generalizados na consciência da população depois da revolução.
A pedra de toque era fazer com que os portugueses reduzissem a perspectiva de um desenvolvimento independente e fossem amarrados a uma realidade criada não por si mas por outros.
Promessas e mais promessas então foram feitas.
A adesão formalizou-se em cerimónia  nos Jerónimos em 1 de Janeiro de 1986, com pompa e circunstância, com Mário Soares, majestático, por detrás de um Giulio Andreoti, sinistro, já então de relações conhecidas com a mafia.
As promessas de desenvolvimento, de aumento da produção e emprego e uma grande panóplia de outras promessas desmentidas pela realidade têm que ser encaradas como um logro para o país. Nenhum dos que  se empenharam nesta cruzada podem sacudir a água do capote...
Importa não esquecer que no período transitório (85-96) e em anos posteriores há um efectivo aumento do poder de compra de alguns sectores e da construção no país de um importante conjunto de infraestruturas, muitas delas para facilitar a absorpção do nosso mercado ou sumptuárias sem papel no desenvolvimento, mas que vão a par do aumento da corrupção e de negócios ilícitos e da destruição sistemática da agricultura, das pescas e da indústria.
Cavaco passou a ser o gestor desta realidade no ano seguinte. Quem não se lembra do seu entusiasmo ao dizer que estávamos no "pelotão da frente".?
Mais de 26 anos depois estamos bem longe das promessas, como referia há dias o eurodeputado do PCP, João Ferreira, num debate em que participei.
Diminuiu a riqueza criada e a distribuição da riqueza tornou-se mais desigual
500 mil ha de terra deixaram de ser cultivados.
A desregulação do sistema de quotas pode pôr em causa a nossa produção de leite e de vinho
A frota pesqueira foi abatida, pesca-se pouco e, consequentemente, os preços do nosso pescado cresce.
A nossa zona pesqueira exclusiva não está explorada e outros países aproveitam isso.
A indústria que contribuía em 1986 com 30% do PIB, hoje contribui com 15%.
No que respeita ao comércio, tendo regras exclusivamente determinada pela UE, acaba por integrar sucessivamente as regras da OMC. E o Estado vai-se conformando à liberalização total do comércio.
Todas estas consequências foram previstas por apenas um dos grandes partidos portugueses (ver Congresso do PCP de 1992 a propósito do Tratado de Maastricht). Todos os outros embandeiraram em arco...

Em Janeiro de 1999, o governo de António Guterres fez Portugal aderir ao euro que iria provocar: o fim de uma política cambial própria, o aumento do desemprego, a liberalização dos movimentos dos capitais com a consequente exposição à especulação financeira, deslocalizações de empresas com as consequências para a economia e o desemprego.
Nos últimos dez anos, ainda segundo João Ferreira, os lucros cresceram 10 vezes mais que os salário se os lucros aumentaram 30-40% com reduções ou estagnações salariais, facilitou-se o processo de integração política. 
O Tratado Orçamental pretende transpôr para as Constituições dos Estados-membros o "equilíbrio orçamental", esvazia as estruturas de poder  do voto popular do depois do Conselho Europeu e da Comissão Europeia já não resultarem de eleição popular.
Por outro lado o Tribunal de Justiça Europeia já confronta deliberações dos tribunais nacionais.


Defrontamos, pois, uma crescente integração enquanto são a Alemanha e a França a concentrar os "apoios comunitários" ao mesmo tempo que reduzem as suas próprias comparticipações para a UE.


O desastre português forçado pelo memorando com a troika, no quadro deste processo de integração tem responsáveis com nome: Mário Soares, Freitas do Amaral, Rui Machete, Ernâni Lopes, Cavaco Silva, Durão Barroso, e tantos outros que se procuram manter na ribalta política, recauchutados como se os portugueses se dispusessem a esquecer o desastre para onde premeditadamente nos conduziram. Os seus nomes hão-de ficar gravados algures para que a História não esqueça.

Frase de fim-de-semana, por Jorge


"Em questões de cultura e saber, só se perde o que se guardar e ganha-se o que se der"

Antonio Machado (poeta sevilhano, 1875-1939)




Vai um mergulho?


sábado, 30 de junho de 2012

A derrapagem do deficite e a cimeira da UE

Nos últimos dias, os números da despesa e receita afectaram negativamente o déficite orçamental que estava previsto  ser de. Nem outra coisa era de esperar quando aumentaram despesas dos empréstimos e respectivos juros, da segurança social decorrentes dos problemas sociais que se vão agravando, e se reduziram as receitas fiscais decorrentes do aumento do desemprego, da redução dos rendimentos, do encerramento ou redução de actividade das empresas e quando o aumento de exportações não se traduz só em receita mas despesa devido à necessidade que as empresas terem de importar componentes e matérias primas.  
Como salienta Octávio Teixeira nesta passada 4ª feira no J. de Negócios, "as políticas de austeridade, geradoras de recessão económica, de aumento do desemprego e de redução dos rendimentos, provocam a diminuição das receitas fiscais e contributivas e o consequente aumento do défice e da dívida em percentagem do PIB".
Quando o Primeiro-Ministro e outros membros do governo insistem em não se afastar dos objectivos que definiram em matéria de "memorando com a tróika" (pacto de agressão).
Os mecanismos de estabilização financeira de correntes da decisão desta última cimeira da UE, levando à recapitalização dos bancos por mecanismos europeus tem a vantagem de retirar do déficite de cada país (o nosso país com a recapitalização que está a proceder na banca não está por isso abrangido).empréstimos à banca mas coloca a banca ainda mais fora do controlo nacional, criando uma "união bancária"com o risco de reduzir a zero os apoios desta à actividade económica. 
A decisão ainda de atribuir 120 mil milhões de euros de empréstimos ao crescimento, nomeadamente às PMEs dos países com maiores dificuldades será aplicável em Portugal? E quais os valores, prazos de pagamento e juros vão ser aplicados?
A idéia criada de que esta cimeira foi uma vitória da França e da Espanha sobre a Alemanha é enganadora.
Poderemos estar, sim, à beira de uma fuga para a frente que aprofunde a federalização da UE e a perda de restos de soberania de cada país. E isto quando todos os especialistas mundiais da economia salientam que a crise europeia vai demorar um longo período de tempo a ser ultrapassada e que a "volatilidade" dos mercados financeiros (perante os quais Presidente da República, Primeiro-Ministro e PS insistem em que temos de nos apresentar com credibilidade...) vai condicionar as hipóteses de crescimento que resultem exclusivamente do investimento estrangeiro.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Faleceu Conceição Morais

 A antiga deputada comunista Conceição Morais, que dedicou grande parte da sua acção política na luta e defesa dos direitos das mulheres, faleceu domingo, vítima de doença prolongada. O funeral foi esta segunda-feira às 17 horas, no cemitério da Quinta do Conde, em Sesimbra.


Reconhecida activista na luta pelos direitos das mulheres, integrou inúmeras organizações direccionadas para o efeito, da qual se destaca a participação no Conselho Consultivo da então Comissão da Igualdade e Direitos das Mulheres, agora designada como Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género.
Para além de ter sido deputada na II Legislatura, entre 1980 e 1983, desempenhou funções no PCP a nível local. integrou a Direcção da Organização Regional de Setúbal, uma das várias funções que desempenhou no partido, ao qual se filiou em 1977, participando activamente na estrutura desde 1983, ano a a partir do qual passou a ser funcionária do partido.
O corpo de Conceição Morais foi cremado por volta das 18 horas. 

domingo, 24 de junho de 2012

Ainda sobre o golpe no Paraguai


As reacções ao golpe

Depois do anúncio da destituição do Presidente, na 6ª f à noite, vários milhares de pessoas reuniram-se na Praça principal da capital do Paraguai para protestar.
Algumas defrontaram-se com as forças de segurança, que utilizou gás lacrimogéneo e jactos de água.
Seguiu-se um período em que as ruas ficaram desertas e o comércio fechado, com as pessoas fechadas em casa com medo de uma extensão deste golpe de estado por outros meios.
A imprensa nacional trata este processo como sombrio e que deixou o Paraguai isolado.
A presidente do Brasil, Dilma, condenou a destituição e chamou o seu embaixador para informações. O mesmo fizeram, com traços ligeiramente distintos uns dos os outros o Chile, o Peru, O Equador, a Costa Rica, o México, a Venezuela e Cuba.

O Partido Comunista Português tornou pública no dia 22 a sua posição”
O PCP repudia com veemência a tentativa em curso de consumação de um golpe de estado no Paraguai, por via da abertura pelo Parlamento em Assunção de um processo sumário de impugnação visando a destituição do Presidente democraticamente eleito, Fernando Lugo.
A tentativa de golpe de estado promovida pelos partidos da direita paraguaia e demais sectores reaccionários afectos aos grandes interesses latifundiários e económicos deste país sul-americano – as mesmas forças que no passado protagonizaram a mais longa ditadura na América Latina – visa a interrupção e liquidação do processo democrático e popular no Paraguai. Tal como nas Honduras em 2009, o presente “golpe institucional” insere-se na agenda subversiva e revanchista do imperialismo conduzida pelos EUA na região.
O PCP junta a sua voz a todos quantos, nomeadamente na América Latina, exigem o respeito pela vontade popular e expressa a sua solidariedade com os comunistas, os democratas e o povo paraguaio.”
Não se conhece posição do PS, PSD ou CDS.
A UE declarou-se “preocupada” sem explicitar com quê e que “vai contactar todas as partes para que a democracia seja respeitada. Os EUA aconselharam “calma”.


As dificuldades de 4 anos de governo


Em 2008
Em 2008 Fernando Lugo com o o apoio de uma frente de esquerda, que incluía o PC Paraguaio e outras formações representativas dos trabalhadores e camponeses decidiu propor ao Partido Liberal um entendimento para afastar do poder o Partido Colorado, representante grandes proprietários e agrários.
Em 2012
Isso foi conseguido mas a coligação vencedora tinha no seu seio esquerda e direita – esta com apoio largo no Congresso e Senado, contando com os membros dos partidos Liberal e Colorado.
Mas quem foi eleito presidente foi Fernando Lugo, ficando como vice-presidente o dirigente do Partido Liberal, Federico Franco, que agora usurpou o cargo.
A insatisfação com uma governação muito influenciada pela direita e uma nova margem de manobra da embaixadora dos EUA, levou a que inclusivamente o Partido Comunista lhe retirasse o seu apoio, o que alguns sectores de esquerda entenderam como um factor de isolamento de Lugo que facilitaria o golpe. Nas vésperas do golpe o PC renovou o seu apoio a Lugo.

A TV pública

O canal público de televisão foi criado por Lugo após a sua eleição, num ambiente televisivo dominado por canais privados.
Uma das primeiras medidas do “actual presidente” foi demitir o seu director que recusou orientações para deixarem de ser transmitidos os protestos populares contra o golpe que, com esta
máscara legal da destituição se assemelha ao que se passou nas Honduras.

O que ganham os EUA com o golpe?


Garantem que o Paraguai não ajudará à entrada da Venezuela no Mercosul;


- Obtêm novas vantagens para os negócios agro-alimentares que assim lhe vêem garantida a “segurança jurídica”, isto é que os investimentos não correm riscos que poderiam correr com Lugo, a esquerda e os sem-terra e


- Controlam parte do aquífero guarani (a maior bacia subterrânea de água doce no mundo)que é partilhada com outros países latino-americanos; 


- Recuperam uma base militar enorme que estava “adormecida”, que
compensaria a que perderam no Equador, eque será ponto de apoio e reabastecimento à deslocação de forças especiais, dando outra solidez ao renascimento da 4ª esquadra dos EUA, “responsável pelo Atlântico Sul”..

Síria abate avião turco

A Síria pediu desculpas ao governo turco pelo abate do avião que, tendo entrado no espaço aéreo sírio, a baixa altitude, terá acabado por ser abatido em território sírio.
A Síria baseou a decisão em disposições internacionais vigentes para este tipo de voos de aviões militares a baixa altitude mas a Turquia vai levar as questão a uma reunião da NATO.
A quem interessaria este incidente? À Síria que defronta as ameaças da NATO e dos EUA? Ou à Turquia por cuja fronteira têm entrado em território sírio mercenários e equipamento militar que, depois, são chamados de rebeldes que se entregam a atentados de grande gravidade, não sustentados em  nenhum movimento de massas correspondente aos objectivos que se propõem de derrubar os dirigentes sírios?
Esta entrada de mercenários verifica-se também através de outros países que, como o Líbano fazem fronteira com a Síria.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

As declarações de Vítor Gaspar e José Seguro




O Ministro das Finanças veio dizer-nos (alguma prepara...) que as receitas tinham baixado por via de menos impostos cobrados e de menores contribuições para a Segurança Social e que as despesas tinham aumentado por via de aumentos dos juros a pagar por empréstimos. E disse-o com aquele ar lunático que lhe conhecemos como se fossem coisas que não estavam previstas acontecer...Esses resultados e outros são consequência directa da política que insistem realizar.
   Claro que as receitas descem com o desemprego e o fim do IRS, claro que esse é o efeito da redução   
   paulatina do mercado interno, resultante da perda de poder de compra e das falências de empresas. E 
   os juros dos empréstimos sobem quando não seria de esperar outra coisa da espiral especulativa.
   O governo seguirá a Sra. Merkl até ao fim (de quê? dele? dela?...)


O PS claro que, em resposta à oposição do conteúdo da moção de censura do PCP, lá veio falar dos eurobonds, da mutualização das dívidas dos países da UE, do reforço do papel do BCE, da alteração das condições dos empréstimos,, mas sem pôr em causa os fundamentos do entendimento/pacto de agressão que assinou com a troika, continuando a falar de mais Europa que, traduzido em linguagem corrente, é federalização, concentração de poder em Bruxelas e outras coisas como o "exército único europeu" (para fazer guerra a quem?) que o Durão Barroso sussurrou, depois da reunião com Obama... 


PS - Aqui o zingarelho está com uns ámoques  que prejudica a imagem. As minhas desculpas, vai para a clínica.

Um dos maiores polifonistas do sec XVI - Dom Pedro de Cristo, por Teresa Santos


Dom Pedro de Cristo nasceu em Coimbra (Portugal) em c.1550. Passou a maior parte de sua vida em Coimbra, no Mosteiro de Santa Cruz, onde foi professor em 1571, embora tivesse estado também no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, pertencente à mesma congregação.
Mestre de capela do mosteiro, cargo de que foi titular a partir de 1597, Dom Pedro de Cristo foi ao mesmo tempo professor de música, cantor e tangedor de vários instrumentos, nomeadamente de tecla, harpa e flauta. Morreu em Coimbra, em 16 de dezembro de 1618.
Dom Pedro de Cristo - cujo nome secular era Domingos - pode ser considerado um dos maiores polifonistas do século XVI no domínio da música religiosa. É como compositor que tem o seu lugar na história, com a sua vasta obra vocal polifônica de 3 a 6 vozes, compreendida por inúmeros motetos, responsórios,salmos, missas, hinos, paixões, lamentações, versos aleluiáticos, cânticos e
vilancicos espirituais.
Pouco
conhecido, em virtude da sua obra não ter sido ainda publicada na quase totalidade, é possível, todavia, avaliar da qualidade e número de suas obras através do que foi publicado sobre ele por Ernesto Gonçalves de Pinho em Santa Cruz de Coimbra - Centro de Atividade Musical dos séculos XVI eXVII com alguns dados biográficos inéditos e uma informação valiosa sobre as obras, ainda manuscritas deste frade crúzio.
Das 220 peças que compõe a totalidade destas espécies, apenas uma dúzia e meia foi publicada em notação musical atual. Elaboradas com simplicidade e elegância, inspiradas ou não na temática gregoriana, mantendo, por um lado,aquela técnica rigorosa herdada da maneira de compor quatrocentista de influência flamenga,conseguiu, por outro lado, libertar-se dos apertados esquemas de imitação nas linhas melódicas, de forma a produzir um contraponto de construção sóbria afastada dos grandes efeitos, mas que realça com clareza a palavra do texto sagrado.
As obras de Dom Pedro de Cristo conservam todo o elevado sentido espiritual da oração cantada dirigida a Deus, em que a profunda religiosidade e o simbolismo cristão de inspiração humanista se moldam na perfeição formal da polifonia do Renascimento.

Que culpa tem a poupa de ter poupa?, por Jorge

Que culpa tem a poupa de ter poupa?
Deviam poupá-la a este apoucamento que não é pouco:
cortam-lhe uma pena, para os doutorandos lhe contem os isótopos...
olha que pourra!
J


Nota -

trata-se da atividade regular de anilhagem científica da associação ambientalista "A Rocha", desenvolvida há mais de 15 anos na sua sede junto à ria de Alvor;
relativamente às poupas, um protocolo com uma universidade estabelece o envio de uma das penas alares para análise química com a finalidade de determinar os locais de invernação da espécie, tema em estudo;
o tom jocoso da mensagem não pretende de forma alguma pôr em causa a seriedade e importância da atividade dessa associação, muito pelo contrário, visto que
"A Rocha" foi responsável pela queixa contra um empresário da zona que conduziu à sua condenação por crime de dano contra a natureza, numa sentença histórica proferida pelo Tribunal de Portimão que constitui um marco para a jurisprudência nacional http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1534171

Frase de fim-de-semana, por Jorge

"Ninguém é tão ignorante
que não tenha algo a ensinar,
nem ninguém tão sapiente
que não tenha nada a aprender"

atribuída a Blaise Pascal 
(cientista e filósofo francês, 1623-1662)

No Paraguai prepara-se golpe contra o Presidente eleito pelo povo


Após confrontos da polícia contra camponeses, de que resultaram 17 mortos (6 polícias e 11 camponeses),os comunistas paraguaios exigem a Reforma Agrária e denunciam o golpe em curso contra Fernando Lugo, presidente eleito directamente pelo povo.
Confrontos violentos pela posse de terras são comuns no Paraguai, onde a maior parte das áreas produtivas está nas mãos de uma pequena parte da população.

Reagindo ao desfecho trágico do confronto, Lugo demitiu imediatamente o responsável governamental pela segurança interna, Carlos Filizzola, e o comandante da Polícia Nacional, Paulino Rojas.

O Congresso, maioritariamente da oposição, na sequência destes acontecimentos, aprovou um processo de impeachment (destituição) do presidente.

«Basta de criminalizar as lutas dos camponeses. Está na hora de terminar com o latifúndio e com a impunidade dos usurpadores e senhores da terra no nosso país, como Riquelme e as transnacionais produtoras de soja», diz o Partido Comunista do Paraguai, para quem «os culpados desta crise sangrenta são os que recusam acatar medidas de elementar justiça como a reforma agrária», a qual, defende ainda o Partido, deve avançar «mediante a recuperação das terras roubadas e a expropriação das parcelas improdutivas e a sua distribuição pelos trabalhadores rurais e comunidades indígenas».

O juízo político, como é denominada a medida votada no Congresso paraguaio, foi proposto pelos dois tradicionais Partidos de direita deste país, o Colorado e o Liberal Radical Autentico – este, Partido do vice-presidente da República –, com base num rito sumário, sem direito ao contraditório, a partir da comoção gerada pelo massacre, durante a desocupação de uma fazenda em Curuguaty, 250 km a nordeste de Assunção. A fazenda em questão é propriedade que foi sacada ao Estado por um ex-senador do Partido Colorado, Riquelme.
Há fortes indícios de que as mortes foram provocadas a partir da infiltração de provocadores entre os camponeses, visando desestabilizar o cenário político paraguaio, num momento em que já se discute a sucessão do presidente Lugo, cujas eleições ocorrerão em Abril de 2013. O alvo é claro: impedir a continuidade de um governo progressista a frente do Palacio de los Lopez.
"Não vou renunciar"

Não vou renunciar”, disse Lugo em conferência de imprensa transmitida pela televisão ontem.

Na manhã desta quinta, a Câmara dos Deputados aprovou, por 73 votos contra um, o impeachment do presidente. Os manifestantes pró-governo tomaram o local após a saída de partidários do impeachment do presidente, enquanto as forças policiais assumiam posições estratégicas em torno do Congresso, incluindo atiradores de elite.
"Estamos aqui para protestar contra este julgamento do nosso presidente, um representante genuíno do povo", gritava Manuel Martinez, um manifestante que dizia ser um dos coordenadores da manifestação.

Apoiantes do Presidente manifestam-se diante do Congresso


A proposta seguiu hoje para o Senado

O Congresso apresentou ainda ontem a “acusação” contra Lugo ao Senado., controlado pela oposição.

Na conferência de imprensa, Lugo declarou: "As nossas conquistas, particularmente na área social, geraram reacções de sectores insensíveis e egoístas que sempre viveram com privilégios e nunca quiseram compartilhar os benefícios da prosperidade com o povo.

Na tarde de hoje, ocorrerão a “defesa”do presidente, a avaliação das provas, as alegações finais das partes e a sessão que definirá o "veredicto".

Lugo, ex-bispo católico, chegou à presidência com a promessa de fazer uma reforma agrária. Mas a iniciativa foi bloqueada pelo Congresso, dominado pela oposição. O presidente, de 61 anos, não pode segundo a Constituição paraguaia tentar um segundo mandato. A oposição,que determinou essa medida constitucional, depois da eleição de Lugo, tem explorado uma série de “escândalos” de paternidade. No início do mês, Lugo afirmou que reconheceria a paternidade de um segundo filho, um menino de 10 anos. Desde a eleição de Lugo quatro outras mulheres disseram serem mães de filhos do presidente. 

Os principais opositores do presidente são os grandes proprietários com particular destaque para os agrários mas também a hierarquia da Igreja. Esta, aliás, encontrou-se com Lugo ontem para lhe exigir que renunciasse. Da delegação da Igreja fazia significativamente parte o bispo das forças armadas...forças armadas em que alguns estão a tentar criar atitudes golpistas com apoio dos EUA.

Numa reunião de emergência realizada paralelamente à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, os presidentes da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) aprovaram o envio de uma missão de chanceleres para acompanhar o julgamento. A missão será integrada pelo chanceler brasileiro, Antonio Patriota, e pelo secretário-geral da Unasul, o venezuelano Alí Rodríguez, que acaba de assumir o posto.

O presidente Lugo tornou-se em 2008 o primeiro presidente a quebrar a hegemonia de seis décadas do Partido Colorado no poder, incluindo os 35 anos do regime militar comandado por Alfredo Stroessner (1954-1989).
O Paraguai é o quarto fornecedor mundial de sementes de soja. As disputas de terra aumentaram nos últimos anos quando os produtores procuraram mais áreas para o cultivo do produto, que lidera as exportações do país. Lugo prometeu terras para 87 mil famílias sem-terra, mas fracassou nesse objectivo devido ao Congresso.