sexta-feira, 23 de abril de 2010

Frase de fim-de-semana, por Jorge


Prefiro perder em causa que um dia vai vencer, do que vencer em causa que um dia vai perder"


Woodrow Wilson (presidente dos EUA de 1912 a 1921)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

As lições da história mais recente


A oportunidade é única.

Dirigentes do PS, PSD e CDS, grandes empresários, analistas económicos feitos à pressão da leitura de experiências alheias, não a deviam perder.

Teriam oportunidade de reflectir sobre factos, que testariam os seus encantos com o capitalimo e os mercados financeiros como:


1. As instituições financeiras que provocaram a crise financeira mundial foram as mesmas que receberam depois dinheiro de muitos estados para não irem à bancarrota;

2. Essas mesmas instituições, face à dificuldade dos estados em enfrentarem os seus deficites e a necessidade de se financiarem para o efeito, passaram a praticar taxas e spreads tanto mais altos quanto maiores dificuldades têm os estados;

3. As empresas de ranking, o FMI e outros leaders de opinião, têm centrado as suas "soluções" na redução de despesas e não no aumento das receitas, isto é, na redução do investimento produtivo, em, mais despedimentos, no aumento da idade da reforma, na redução do subsídio do desemprego para impor a aceitação de salários de miséria, em vez do rápido crescimento da economia resultante desse investimento e do alargamento do mercado interno (poder de compra dos portugueses) ou a reduzir impostos nalguns sectores para facilitar a retoma da actividade e a sua introdução ou elevação nos lucros fabulosos de várias empresas e instituições financeiras, numa clara ingerência e pressão sobre as políticas nacionais;

4. A Comissão Europeia e o BCE não quiseram contribuir para obviar a estas orientações, não cuidaram do euro e deixaram cada país a apanhar as vagas da especulação e da agiotagem. E só agora, depois de aparentemente "corneado", é que Durão Barroso veio falar no taxar as grandes operações financeiras;

5. O Banco de Portugal e outros bancos centrais foram incapazes de prever a crise internacional provocada pelas fraudes das instituições financeiras, a regulação não existitiu, e lidaram mal com as suas consequências;

6. Pagaram os trabalhadores, as micro e pequenas e médias empresas, elevando os custos sociais dessas opções, alargando as chagas sociais, a miséria envergonhada que remete centenas de milhares de portugueses a viverem fechados em casa;


Outros factos poderiam juntar-se para chegar em à conclusão que o capitalismo falhou, que a financiarização da economia foi fatal, que a soldariedade europeia não funcionou e os interesses da Alemanha prevaleceram.

Que lições vão tirar os supracitados?

É quase certo que, com alguns remakes de frontispícios, José Sócrates, Passos Coelho e Paulo Portas nos vão querer continuar a dar "mais do mesmo"...

Venham outros...




Circulando na net






Empresário: Bom dia Sr. Eng., há quanto tempo...


Ministro: Olha, olha... E.stá tudo bem?!

Empresário: Eh pá, mais ou menos, tenho o meu filho desempregado. Tu é que eras homem para me desenrascar o miúdo.

Ministro: E que habilitações tem ele?!

Empresário: Tem o 12.º completo.

Ministro: E o que sabe fazer?!

Empresário: Nada-. Sabe ir para a Discoteca e deitar-se às tantas da manhã!

Ministro: Posso arranjar-lhe um lugar como Assessor. Fica a ganhar cerca de 5000, agrada-te?!

Empresário: Isso é muito dinheiro, com a cabeça que ele tem era uma desgraça não arranjas algo com um ordenado mais baixo?!

Ministro: Sim, um lugar de Secretario já se ganha 3000 !...

Empresário: Ainda é muito dinheiro, não tens nada volta dos 600/700 ???

Ministro: Eh pá, isso não.Para esse ordenado tem de ser licenciado, falar inglês , dominar a informática e tem de ir a concurso, obviamente!!!...
(imagem retirada do Sol)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Que fazer com estes jovens?


Daniel Sampaio e Manuel Alberto Valente foram ontem polos de monólogos sobre os mesmos temas: a inquietação com a evolução do comportamento dos jovens, da capacidade do sistema educativo cumprir o seu papel, da disciplina.

Não sou entendido nestas matérias mas percorri experiências e arrisco alguns palpites.

A conquista da democracia foi acompanhada com uma explosão de iniciativas juvenis. A contenção da criatividade e de um novo quadro de comportamentos sexuais, culturais e de moda desapareceu. Essa foi uma das muitas tampas de panela que saltaram.

Muitos pais corresponderam a estas transformações mas o novo para eles gerou-lhes faltas de respostas, nomeadamente quanto à reconfiguração da autoridade no seio da família, ao papel educador dela, a perda dela como um dos factores de socialização, de gestão dos afectos, de formação do carácter.

A família acabou por ser engulida no consumismo, procurando estatuto que não tinham com a ostentação de ícones, repetidamentre substituídos. Mesmo entre camadas com uma suposta débil capacidade aquisitiva, deparámos em Lisboa com agregados familiares em que entravam todo o tipo de novos equipamentos mas as refeições não existiam ou eram relegadas das prioridades ou preenchidas com fast food e doces. Se as escolas não alimentassem de uma forma correcta, a deformação continuaria.

Esta uma influência nefasta do capitalismo. Outra é a falta de saídas profissionais que leva à menorização da importancia do ensino. Outra o apelo à marginalidade ou a economias paralelas, decorrente da anterior e da falta de emprego, salários infames quando são pagos... Outra a atracção por padrões éticos identificados nas camadas dirigentes. O ladrão, o corrupto, o aldrabão e o violento passaram de renegados a ícones.

A escola não é libertina por causa da orientação dos professores. Não são santos e trazem muitas limitações de preparação e vocacionais. Mas se não fosse a escola e o heroísmo de muitos professores, as situações poderiam ser bem mais graves.

O bullying, sem esse nome, vem muito de trás mas neste quadro é potenciado. Um jovem pode ter um projecto de vida mas hoje trabalham para o dia-a-dia, e os outros dias depois se vê.

Quando algumas mentes, mais ou menos conservadoras, contra as novas gerações, que vão dar cabo deste mundo, que vão ser incapazes de gerir o que receberam, que não sabem escrever ou lêr, que vão ser a desgraça deste país, etc, etc., não basta contrapor-lhes que noutras épocas históricas, intelectuais famosos fizeram este tipo de profecias e o mundo...avançou, a humanidade atingiu melhores patamares. Esta atitude é de um esquematismo mecânico inaceitável. Provavelmente os jovens de hoje já se moldaram às perspectivas futuras, bem piores que as dos seus pais e avós, as nossas preocupações com eles já não correspondem às preocupações deles consigo próprios.


Uma coisa é comum a todas estas tendências: a atitude do capitalismo e dos capitalistas e dirigentes do Estado estão na origem delas. Os Sócrates, Belmiros e outros actores desta legião não escapam, sacudindso a área do capote...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Novo encosto à box...


Como fiquei com saudades do internamento e comecei a ter tonturas, o Santa Maria lá me ofereceu uma estada nova a preço reduzido.

Motivo: umas arritmias (ainda).

Depois no ecocardiograma detectaram-me também um derrame líquido aquoso no pericárdio.

As arritmias desapareceram com o tratamento. O derrame, esse, está a reduzir-se com outro tratamento. Afastada a hipótese de o retirar por seringa, sosseguei e sorri porque não sabia que podia ter uma pequenina queda de água na fonte d.os afectos.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Imagens de Marte

Estas são imagens, divulgadas pela NASA, que alteram a percepção que tínhamos do planeta "vermelho"









domingo, 11 de abril de 2010

Lá vem a revisão constitucional...


Passos Coelho, na sua procura de criar factos que lhe garantam solidez de intervenção, Já encontrou a varinha mágica para os nossos problemas: revisão constitucional...


Quando visivelmente as políticas não encaixam neste país, dá jeito, para alguns, encontrar um bode expiatório para não terem de explicar aos portugueses o que está de profundamente errado nelas e as rupturas se deverem situar nelas e não em devaneios "fracturantes"...

sábado, 10 de abril de 2010

Estado fora de negócios para acabar com a corrupção?


Os casos de corrupção, a partir de dirigentes do Estado português, que varrem o país não poderiam trazer conclusão mais disparatada e não inocente. Gente do PS, PSD e CDS e contrabandistas de opinião descobriu o remédio para essa coprrupção: o Estado sair das empresas participadas e entregar a condução dos negócios dessas empresas a uma entidade (?) livre de pressões do governo...

Duma assentada garantiam a privatização total de empresas estratégicas para a vida dos cidadãos portugueses com iriam entregar decisões aos corruptos privados. A não ser que haja por aí algumas almas etéreas que ignorem que corrupção à fartazana existe nas decisões dos privados.

Acabe-se com a corrução de governantes e altos quadros da administração pública e militar. Não é preciso trocaer de corruptos...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Frase de fim-de-semana, por Jorge


"Que o medo da loucura não nos faça baixar a bandeira da imaginação"


anónimo (grafito em S. Paulo, Lisboa)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Andam a remexer nos nossos bolsos...


Uma amiga minha, reformada, que tem uma vida modesta e não lhe sobra um tostão, pagou de IRS no ano passado 180 euros. Este ano, sem alteração de dados, exigiram-lhe 418 euros...

Hoje um dos meus bancos, para certificar que tinha lá uma conta, quiz levar-me 30 euros.

Não aumentaram os impostos? Mentiram com todos os dentes...E os banqueiros estão à solta, sem açaimo?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Os objectivos do Mexia


Confrontado por jornalistas que queriam que comentasse as reservas de muitos ao escândalo do valor dos prémios que recebe, António Mexia respondeu "Ultrapassei os meus objectivos"...

Resta saber que objectivos foram definidos para Mexia, nomeadamente pelo Estado portuiguês. E se, de entre eles, está fazer chegar energia aos milhares de pessoas que a não têm e que têm vindo a ver cortados os fornecimentos por iniciativa própria ou por imposição da empresa nos casos em que preços muito altos não são compatíveis com os magros rendimentos de muitos portugueses.

Objectivos, objectivos, que também saem da boca do tal "comentador económico" que dá de nome Camilo Lourenço, em defesa deste grande gestor da coisa alheia...

terça-feira, 6 de abril de 2010

O que importa...


Diariamente somos confrontados com fenómenos que valem por si mas que são consequência de um estado de coisas onde puderam encubar.


Uso de funções públicas para práticas irregulares e criminosas em proveito próprio, vantagens e mordomias dos mais altos cargos de empresas privadas ou de outras com algum tipo de intervenção do Estado, uso do Estado para servir interesses particulares que confrontam os interesses e a condição da maioria dos portugueses, a arrogância e o discurso repetitivo e autista dos govenantes, a não auscultação das populações sobre serviços de vizinhança que elas percepcionam como factor de segurança, a eclosão de certos fenómenos e comportamentos sociais que expressam valores desumanos, anti-solidários e anti-sociais, etc.

Todos os conhecemos pelo espaço que ocupam nos noticiários.


Não deixando de debater e criticar os casos pontuais que vão emergindo ao ritmo da voraz conquista de audiências, importa retermo-nos no essencial, nas opções políticas que permitem estes fenómenos, retirando-lhes o carácter de idiossincrasias de tal ou tal protagonista político.


Há anos que o país é varrido por opções que retiram o ser humano de ponto de partida, protagonista e destinatário da actividade económica. è a distorcida redistribuição da riqueza gerada. É a precariedade e falta de direitos nas relações laborais. É o descartar do trabalho e respectivo rendimento, base essencial da dignidade de vida individual e familiar. Retiram-se garantias aos desempregados e à criação de actividade sem uma reflexão baseada em dados, participada pelos beneficiários. É a pulverização da família, remetida a objecto da caridade ou do crédito bancário.

A actividade económica foi pulverizada em nome de uma modernidade de reestruturações. A agricultura, a indústria, muitos dos próprios serviços e funções do Estado desapareceram ou sobrevivem mal. Em compensação o nosso mercado foi invadido por alternativas estrangeiras mais baratas por beneficiarem de economias de escala, infra-estruturas de transportes e apoios aos investimentos. As grandes empresas internacionais, num processo de integração económica e social determinado por interesses alheios mas apresentado como única solução dos nossos males, retirou-nos os meios essenciais à nossa auto-determinação e confronto com outras economias mais poderosas.

País em queda de produção e com trabalho criador reduzido, com jovens sem futuro, que solidez cultural nos pode conferir? Que nova criação cultural e hábitos culturais podem disto advir?


O mau-estar parece ser geral mas por parte de algumas "boas consciências", escondem-se interesses, privilégios e regalias inconfessáveis. A elas o que incomoda mais são as "explosões sociais"e não as condições degradadas de vida que as justificam.

A luta tem que contornar estes equívocos e jogos de máscaras. Os que vierem terão que vir com o sentido de ruptura com tais políticas. A nossa sobrevivência como comunidade, como país e como nação assim o exigem

segunda-feira, 5 de abril de 2010

De regresso, com o Xico, amigo do coração



Bom dia juventude!

Ora cá estamos nós, quatro semanas depois de uma operação ao coração para substituir a válvula aórtica (à esquerda na figura), que há muito não estava eficaz e me deixava num estado de canseira quase permanente. Era uma operação desejada.

Internado que fui, depois de um dia de preparação, lá me injectaram os líquidos e só acordei um dia depois, sentindo-me como se tivesse passado um eléctrico da Carris por cima – a expressão foi do cirurgião, um bom profissional, que várias vezes nos pôs a rir na enfermaria, a mim e outros companheiros de (in)fortúnio.

O primeiro dia foi de KO quase permanente: não sabia onde estava, quem me rodeava, em que patamar da loucura estaria situado. As imagens nocturnas foram caóticas.

Os dois dias seguintes foram melhores. Família, consciência, a responsabilidade de manter na sua função 35 agrafos, de me abraçar quando a tosse vinha para não abrir esse fecho éclair com que me tinham condecorado. Passei essas duas noites como se tivesse o ecrã do computador à minha frente, no qual ia fazendo o download de imagens diversas. Dei comigo várias vezes a digitar um teclado inexistente.

Ganhei a consciência de que me tinham aberto, mexido na fonte dos afectos, metido um zingarelho designado por prótese valvular mecânica, do tipo St Jude Nº 25 Rg Ao, e fechado, com algum “arame” a consolidar a relação do externo com as costelas. A prótese já a baptizei como Xico, em homenagem ao meu primeiro gato. Que, com os demais componentes cardíacos regressou à gaiola, onde tudo se anda a acomodar, depois de 62 anos de uma acomodação diferente.

Fomos tratados nas palminhas por médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares. Cinco estrelas para a Cardiologia e a UTIC do Hospital de Santa Maria!

O meu vizinho do lado era, com 45 anos, um veterano de novas válvulas que ia substituir uma delas, bem-disposto, e que se queria despachar daquilo tudo.

As coisas foram-se compondo até umas arritmias terem dado um arzinho de sua graça o que prolongou a estada por mais uma semana.

Em casa estou recuperando os equilíbrios, o funcionamento normal dos sistemas. E por aqui estou mais algum tempo até atingir a recuperação para a chamada vida normal.

O Xico, esse, passou a fazer parte dos meus amigos do coração.

sábado, 6 de março de 2010

Frase de fim-de-semana, por Jorge



"Não faço a divisão entre música antiga e música contemporânea, o único critério é ser música viva ou música morta"


Grigory Sokolov (pianista russo)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Patrão fora, dia santo na loja, Rodrigo dixit


Manda o meu boss informar vossências que vai dar de frosques umas semanas, não devendo ser estranhada a sua ausêcia o que, cá na minha, quer dizer que vocês se vão livrar daquelas prosas e erros ortográficos e ficar aliviados para outras lides e até eu, o Jorge e outros colaboradores, aproveitamos a boleia e vamos pregar para outras freguesias, procurando compor o pecúlio pela miséria que ele nos paga e amanhã lá estaremos na manif da Função Pública, pelo que resta desejar que sejam felizes e não cometam excessos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Cimeira de estados latino-americanos


Na cimeira de estados latino-americanos, realizada nos últimos dias em Cancún no México, discutiu-se a criação de um novo organimo regional que, ao contrário da OEA (Organização dos Estados Americanos) não contará com a participação dos EUA e Canadá.

Esta cimeira coincidiu com um conflito entre o Reino Unido e a Argentina, com que se solidarizou a conferência, resultante do início de prospecção de petróleo pelos ingleses, nas ilhas por eles controlados desde a guera das Malvinas.


Pode encontrar aqui as declarações de Evo Morales denunciando Alvaro Uribe, da Colômbia, como provocador e de Raul Castro e Hugo Chávez salientando a importância da cimeira.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A Ilha Nua


A chuva caiu há pouco e, nem sei porquê, dou comigo a assobiar a música de um dos filmes que mais me impressionou em toda a minha vida: A Ilha Nua, de Kaneto Shindo, realizado em 1960.
Sem diálogos, a preto e branco, é um drama, em jeito de documentário.
Uma família de pai, mãe e dois filhos, únicos habitantes de uma pequena ilha de um dos muitos arquipélagos do Japão, deslocam-se várias vezes ao dia a uma ilha maior, próxima, para trazerem um bem essencial para as suas vidas: a água para as suas pobres culturas, fonte de alimentação e de algum comércio. É um filme minimalista, extremamente simples e belo, despido de compromissos comerciais.

O autor ombreou com Akira Kurosawa e Shonei Imamura, num dos períodos mais férteis do cinema japonês.

Se ainda o não viram, procurem-no e ouçam o tema musical nesta abertura do filme.

Não há enchurrada que nos livre disto?



Há pouco caiu uma chuvada violenta por estas bandas de Lisboa. Era tanta que nem permitia a visão. Veio-me naturalmente a imagem da Madeira. Onde tantas vidas se perderam, tantos ficaram sem condições mínimas de vida num futuro próximo. Pena não levarem também a porcaria instalada na cabeça e nos comportamentos dos que arrasam o país com decisões que tomam e as desconsiderações sociais que promovem, num quadro dantesco de falta de ética, de ganância e nepotismo. Onde o país é, para eles, o que menos importa e a identidade nacional uma incomodidade que procuram lavar.


Escutem, porém: nós estamos cá, vocês é que não pertencem.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Arquitectos e engenheiros norte-americanos lançam, reclamação de um novo inquérito à destruição das twin towers no 11 de Setembro





Anteontem à noite pude assistir na net à apresentação pública de um movimento de profissionais de engenharia e arquitectura norte-americanos que estão a dirigir um apelo à Câmara de Deputados e ao Senado do seu país para que se realize um novo inquérito com maior credibilidade e eficácia à destruição das “twin towers” em 11 de Setembro de 2001.

Sem estar em condições de afirmar que os edifícios foram objecto de implosão e que não seria apenas o impacto de aviões que os teriam destruído, verifico que este movimento aponta muitas incongruências a uma versão oficial que legitimam tal reclamação.

O rápido início da destruição, a improvável simetria na distribuição de estilhaços, a existência de testemunhos que deram conta de explosões e flashes, de muitas toneladas de perfis de aço ejectados lateralmente, o volume imenso de nuvens em expansão com características piroclásticas, as explosões ocorridas entre 20’ a 40 andares abaixo daqueles atingidos pelo impacte das naves, a total destruição do edifício, com o colapso de toda a estrutura de aço e as toneladas de metal fundido, os vestígios de explosivos encontrados no aço e nas cinzas, são factos que justificam uma nova investigação aliados a que não ocorreram nenhumas das características das destruições por fogo, como o seu início lento com visíveis deformações, o colapso assimétrico pelos pontos de menor resistência, existência de temperaturas de fogo susceptíveis de amolecer o aço, edifícios muito altos com maiores dimensões, mais elevadas temperaturas e maior duração dos fogos nunca terem tido colapsos como estes.

Os profissionais que lançaram este apelo dirigiram-se a todo o mundo para os apoiar.

Para saber mais informações e assinar o apelo, faça-o no site do movimento.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Frase de fim-de-semana, por Jorge



"O meu sonho: morrer jovem com idade muito avançada"



Henri Jeanson (escritor e argumentista francês, 1900-1970)

João de Freitas Branco - um exemplo

Na passagem dos 20 anos sobre o seu falecimento e dos 40 anos da Reforma do Teatro de Ópera de que foi o grande impulsionador, o Sector Intelectual de Lisboa do PCP recorda e homenageia a excepcional figura intelectual, cultural e cívica de JOÃO DE FREITAS BRANCO.

A evocação decorre dia 28 de Fevereiro, às 18 horas, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz (Restauradores)


Na sessão participarão o Dr. João Maria de Freitas Branco, José Casanova, do Comité Central do PCP, e também a soprano Ana Paula Russo e o pianista Francisco Sassetti.


Domingo, 28 de Fevereiro de 2010, às 18.00 horas, na Sala dos Espelhos do Palácio Foz (aos Restauradores)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Fabulando...

De autor que não consegui identificar cá fica...

Jogos Florais


O ambiente criado pelo impacto mediático de certos exemplos de quem governa é mau para o nosso país. Mas nem tudo é negativo. Importa, porém, não ceder a facilidades na interpretação.

Uns dizem que isto está pelas ruas da amargura, outros que temos que revelar as coisas de que nos podemos orgulhar. São visões redutoras da tentativa de sair do fundo.

Chegámos ao que chegámos pela política que foi feita, sistematicamente, durante mais de trinta anos, desde a liquidação da revolução, passando pela adesão à Comunidade Europeia no desrespeito de princípios básicos de soberania e sem objectivos nacionais, mobilizadores para enfrentar os nossos grandes déficites.


Se o PSD e o CDS hoje falam de alto, como se fossem impolutos meninos de coro, importa que se não esqueça que as políticas e dinâmicas a que sempre estiveram associados contribui, nos mesmos termos que o PS, para chegarmos onde estamos.

E se algumas pessoas e empresas, vítimas da sanha censória do governo, recolhem o apoio seráfico desses partidos, importa que se diga que PS, PSD e CDS, em diferentes alturas fizeram o mesmo em relação a profissionais conotados como comunistas ou de esquerda.


Ontem à noite, Pacheco Pereira e Santos Silva lá se entregaram a jogos florais em relação aos casos mais recentes que estão a abanar o Primeiro-Ministro. Disseram que em Portugal, havia liberdade de expressão, o que é uma visão muito baça ou, se quiserem, colorida da situação.


Já dissemos aqui que o silenciamento de jornalistas incómodos para o governo é a ponta do iceberg de uma situação mais ampla, particularmente dos que não estão protegidos pelo seu mediatismo.

O aparelho de Estado está minado por estruturas paralelas aos serviços que promovem a perseguição, a traficância e a corrupção.

No estado ou em situações que o governo possa influenciar com instrumentos dele a perda do emprego, do contrato, do vínculo que geram as remunerações essenciais à subsistência de agregados familiares – para já não falar em empresas privadas - , todos pensam duas vezes antes de fazerem certos comentários. E a maioria desses opta por ficar calada. Porque a sobrevivência fala mais alto…

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

As canções de Schumann






Ontem fomos ao CCB ouvir canções (Lied) de Robert Schumann. Nunca as ouvira mas sabia que, do amor com a sua companheira, Clara, o compositor lhes tinha dado particular importância na sua obra. Embora essa opção resultasse também da não realização da sua expectativa de evolução da música romântica. Num só ano, depois do casamento, escreveu140 canções. Desses Ciclos de canções (Lieder), ouvimos ontem o Liderkreis op. 39 de Eichendorff várias canções de outro poeta romântico, Heine.



As canções foram interpretadas, de forma que prendeu a escassa assistência, pelo barítono austríaco Florian Boesch (na foto), que se tem dedicado ao Lied e pelo pianista britânico Rogher Vignoles, um dos mais famosos pianistas acompanhante do mundo.



Este concerto foi o segundo dos seis que integram o Ciclo Schumann do CCB, que continuam nos próximos dias 17, 20, 21 e 23 deste mês.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Golpe de Estado no património escolar do Estado...




A notícia da passagem de património escolar do Estado para uma empresa pública é uma notícia preocupante (ver Público de hoje)…


Aparentemente, tudo ficaria na posse do Estado na mesma…Mas o esclarecimento do Ministério da Educação diz apenas que o património não vai para os privados…

Então porque se não optou pela concessão apenas, por x anos do direito de superfície?

Os terrenos são incluídos nessa transferência de propriedade? O que é exactamente transferido? Activos ou também passivos? Edifícios ou também contratação de pessoal

A opção pela”gestão empresarial” deste património ficou a dever-se a que tipo de vantagens para o Estado? À facilidade maior em futura privatização? À fuga a que tipo de concursos públicos? A que regime de contratação de pessoal? Inclui o futuro investimento de reabilitação a partir da própria empresa ou é o Estado que vai meter mais dinheiro para o efeito? Se o fizer isto é gestão empresarial ou saco roto?

Como é que esta empresa conseguiu ou está a conseguir contratualizar fundos comunitários e empréstimos bancários na ordem de 1,2 mil milhões de contos?


A notícia é de uma enorme gravidade. E o governo tem que responder a muita coisa porque isto cheira tudo muito mal

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Dois exemplos da inestimável contribuição da Câmara de Lagos para o problema do défice:

1º caso - requalificação da ribeira de Porto de Mós - o curso do leito foi "corrigido", devidamente "impermeabilizado" e convenientemente forrado com algumas dezenas de metros cúbicos de rebolos muito à maneira e com uma pontezinha de madeira também à maneira- 1 milhão e picos de euros apenas- vai daí, vem o mar e pimba! quais rebolos, quais telas, quais carapuças!
2º caso - requalificação da Praça Infante D. Henrique- corte da dezena e tal de árvores de grande porte, refrigério dos veraneantes nos veraneios de verão- "raspagem" geral e completa de toda a praça e montagem de repuxos computorizados (cibernéticos!) em plano inclinado de água com leito inferior de pedra redonda miúda- inscrição no topo: "Valeu a pena? Tudo vale a pena..." (não consigo escrever o resto)- alguns poucos não-me-lembro-quantos milhões de euros- vai daí, os repuxos estão catalépticos, o plano de água cheio de garrafas de cerveja, latas de sumol e marcas de rodados de mota e as pessoas resmungando "pois! não há dinheiro pra nada, mas pra estas porcarias já há...".

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A frase de fim-de-semana, por Jorge


"Os extremos tocam-me"


André Gide (Epigraphe)