

Blogue de António Abreu - Pontos de vista de esquerda,com a preocupação de tornar melhor a vida do ser humano e de contribuir para esse combate, abertos às opiniões de quem nos queira visitar



Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer

Os comunistas e seus aliados mais próximos tiveram uma importante votação e romperam com o acesso que lhe estava vedado ao Parlamento. Não estavam no Parlamento desde há 36 anos, quando do golpe de Pinochet. O Presidente e o Secretário-Geral do Partido, respectivamente Guillermo Teillier e Lautaro Carmona foram dois dos três novos deputados eleitos.
Luis Carlos Molion – O reduzido papel das emissões de CO2 nas alterações climáticas de um período que é de arrefecimento e não de aquecimento globalFrancisco Silva - Afinal estamos ou não a sofrer as maldades do dióxido de carbono que produzimos
Mahdi Darius Nazemroaya – Planos para redesenhar o Médio Oriente:o projecto de um Novo Médio Oriente
Albano Nunes – A escalada militar no Afeganistão
Denis Netcheporuk - A Ucrânia vinte anos depois
Domenico Losurdo - Um primeiro balanço dos anos Lenine e Estaline

Aceitando-se que a Ética é um produto da sociedade de classes, não havendo portanto princípios ou valores éticos eternos, uma questão se impõe: existirá uma ética marxista ou apenas uma abordagem marxista da Ética?
É com esta questão que abre
“Um ano antes de morrer, era muito clara a oposição de Marx a todas as
tentativas utópicas de redigir códigos de conduta futuros válidos para uma qualquer “cidade do sol”. A propósito das normas e valores ideais que necessariamente haveriam de dar forma às relações entre homens e mulheres vindouras, vivendo já em comunismo, escrevia Engels, em 1884, falando por ele e pelo amigo:
“Assim, aquilo que hoje em dia podemos presumir acerca do regime [Ordnung] das relações sexuais após o iminente varrimento da produção capitalista é, sobretudo, de carácter negativo, limitando-se quase só àquilo que vai desaparecer. Mas o que é que haverá de novo? Isso decidir-se-á
quando tiver crescido uma nova geração: uma geração de homens que nunca na sua vida tenham chegado à situação de comprar a entrega de uma mulher por dinheiro ou outros meios sociais de poder, e uma geração de mulheres que nunca tenham chegado à situação nem de se entregar a um homem por quaisquer outras considerações para além de um real amor nem de recusar a entrega ao homem amado por medo das consequências económicas. Quando estas pessoas existirem, não darão a mínima importância àquilo que hoje se acha que elas deveriam fazer; construirão as suas próprias normas de conduta (Praxis) e a opinião pública para julgar a praxis de cada um – ponto final” (Friedrich Engels, A origem da família, da propriedade privada e do estado, Lisboa, Edições Avante!, 2002, pág. 104).
A postura de Marx e Engels, ao longo de todas as suas obras, aponta sem dúvida
para a conclusão de que, na sua geração, não era possível constituir-se uma ética
marxista, mas apenas proceder a uma crítica permanente e combativa de todas as propostas éticas…sem moral e, em particular, da ética burguesa e capitalista.
O ambiente mediático, informativo e de análise, com que convivemos está a contribuir para uma perda de referências éticas, uma habituação à inevitabilidade de um país sem saída dominada por corruptos, eventualmente ao descrédito quanto à possibilidade de mudanças que, eleição após eleição, têm reconduzido nos órgãos de poder maiorias do “centro” do espectro político, com resultados que se mantêm, agravados – é certo – mais recentemente pelo agravamento da crise interna. Repartir as responsabilidades nos governos destes 33 anos é importante para que se não perca a memória da política e dos seus protagonistas. Tal como é importante, nesta conjuntura, não isentar, em nome disso, os governos de José Sócrates que assumiram, particulares responsabilidades no desbaratar de esperanças, na pioria da qualidade da vida e do usufruto dos direitos, no embaciamento do que se exige que seja transparente, no show-off e no faz de conta, no autoritarismo sem a autoridade que foi perdendo, no confronto social e incapacidade de perceber e discutir o que dizem os portugueses. Enfim, não estendamos mais o rol sob pena de contribuir para agravar depressões que se sentem em muitos que foram mulheres e homens sérios, que souberam educar, trabalhar com olhos também no país.
O país não vai morrer. E já passamos por sebastianismos bastantes para não ir por aí. Há condições para outras vias se abrirem, no respeito da vontade colectiva e do funcionamento democrático no seio da sociedade. Se soubermos derrubar os muros que nos quiseram criar dentro das nossas cabeças e reinventarmos em cada dia que passa a solidariedade, a camaradagem, o respeito pelos trabalhadores e pela tão necessária riqueza que lhe sai das mãos, o papel central do trabalho na recuperação do país, então estaremos num caminho mais acertado.

A viabilização do Orçamento rectificativo por Paulo Portas não é uma pirueta inesperada.
Quando ficou claro que este orçamento confirma a fraude e a evasão fical como revelou Eugénio Rosa.
O dirigente do CDS/PP joga em vários carrinhos.
Joga na captação de votos, combatendo com declarações tonitruantes usando os temas políticos que lhe são alheios e que repudiaria se entrasse de novo para o governo como abundantemente ficou provado por anteriores passagens por outros governos.
Joga como partido” responsável” quando, agora uma vez mais, manda o discurso distintivo às urtigas e viabiliza o dito orçamento, sem dúvida à espera de mais lugares à mesa.
Quanto ao PSD, vamos a ver, como diria o cego.
E, como diria o meu avô, isto é gente de apetite…
Mais do que o blá, blá, blá pseudo-ambiental, da “resposta simples”, importaria que RT se pronunciasse sobre questões como:
- Considera-se cientista suficiente para duvidar da base científica dos muitos milhares de cientistas que contestam a importância relativa dada ao factor humano nas alterações climáticas ?E concorda com o "encerramento" desta discussão que Al Gore quer é, do ponto de vista da Ciência, uma posição avisada?
- Que avaliação faz sobre outros factores que influenciam as alterações climáticas (actividade solar, guerras e radiações nucleares, detritos industriais de alta capacidade de contaminação, etc.) para considerar que o factor humano (obviamente está a falar das emissões industriais de gases que influenciam o efeito de estufa, provocadas pela actividade económica) é decisivo para elas?
- Na sua classificação dos “cépticos” (adaptação não pouco inocente dos “euro-cépticos”) porque não incluiu os que apesar de recusarem a “convergência” delineada pela presidência dinamarquesa - num documento de facto preparada com os Estados Unidos e o Reino Unido - admitem, no entanto, o contributo das emissões gasosas para alterações climáticas, apresentaram soluções diferentes das dos países mais poderosos? Não considera essa sua atitude maniqueísta?
- Acha que estes e outros "cépticos" estão a fazer o jeito às teses anti-aquecimento global de Bush e Cheney?
- Sabe que o negociador dos EUA quando da declaração de Quioto, que os EUA não subscreveram causando toda a inconsequência dessa declaração de há 12 anos, se chamava Al Gore e que concordava com tais orientações de Clinton, então presidente?
- Quando Al Gore se lançou na campanha "contra" o aquecimento global, com um filme que continha trapaças pré-fabricadas, RT soube apontar-lhe quais eram?
- Acha que o Grupo dos 77 mais China ao reagir à declaração dinamarquesa se porta como um bando de arruaceiros e que nada têm para oferecer em alternativa? E que esse documento, depois de rejeitado, afinal não existia, era apenas um documento de trabalho, etc., etc.?
- O RT concorda ou não que os cortes das emissões gasosas têm que ser mais significativos nos países mais desenvolvidos, os maiores responsáveis pelo aquecimento que se terá verificado desde o início da industrialização?
- E que é injusto fazer idênticas exigências a outros países que nos últimos anos estão a fazer um esforço enorme para saírem do subdesenvolvimento, dos abismos das desigualdades e da fome?
- Quando Lula diz que "os países mais ricos falam muito mas fazem pouco" (alusão à grandiloquência das declarações de Obama e alguns dirigentes europeus), o RT acha que é ele que não está a ser "minimamente sério" e que o que Obama "nos tem que oferecer é muito"?
- Também está com aqueles opinion-makers dos burocratas de Bruxelas que dizem que a China e os EUA estão com metas “pouco ambiciosas”, admitindo que os ridículos 4% dos EUA podem ser comparados com a "decisão voluntária, baseada nas condições nacionais, mas com vontade de contribuir para o esforço global", da meta de Pequim de reduzir a intensidade das suas emissões até 45%?
- RT só fala nos acordos quanto às emissões de CO2. E as outras coisas que estão em cima da mesa e que terão que fazer parte de um acordo muito complexo?
- Se RT não o referiu, será que está de acordo com a mercantilização do ambiente, questão substancial da declaração da presidência dinamarquesa, que decorre da criação do comércio (mercado) de carbono que transferisse as preocupações universais na redução de gases de efeito de estufa para a gestão bolsista dos activos financeiros (fictícios…) de um novo mercado especulativo e com as consequências daí resultantes? Concorda com a presidência dinamarquesa em entregar essa gestão ao Banco Mundial? Ou acha que isto não é importante? Será também expressão de cepticismo não estar de acordo com isso?
- Outras questões em debate são as relacionadas com a “adaptação” e “mitigação”, em termos gerais, isto é, que inovações introduzir para que a redução de emissões afecte minimamente o desenvolvimento dos países menos desenvolvidos. Nesta matéria RT acha que a “transferência de tecnologia” necessária deve ser feita no respeito dos direitos de patentes
ou no dos princípios da ajuda e cooperação, para que não ocorram novas formas de dominação neo-colonial, e em nome da “factura histórica” que os países mais desenvolvidos devem pagar? E acha que são exageradas as verbas pedidas pelos países menos desenvolvidos para proceder a essas adaptações?
A prosa de hoje de Rui Tavares é uma espécie de exorcização beata dos esqueletos do armário. Não contribui para trocas de pontos de vista sérias.
Se querem ver o contrário, vejam, por exemplo, o contributo à discussão que os comunistas ontem apresentaram para a questão e as correspondentes políticas domésticas.
E por aqui me fico…

acontecimentos (não apenas na RDA mas no conjunto dos países do leste europeu).Os partidos comunistas no governo em diversos países da Europa de Leste - ainda mais que o PCUS - prolongaram a situação, atrasaram-se no reconhecimento da realidade e nas reformas e viragens indispensáveis na orientação do Estado e do partido, isolaram-se progressivamente, provocaram amplo descontentamento e perderam o crédito e o apoio que justamente anteshaviam alcançado como resultado da sua luta.”


Não alinhando na onda generalizada dos mentores do aquecimento global e do crime das emissões de anidrido carbónico (CO2), Jorge Figueiredo dá-nos conta das suas reservas à “farsa hipócrita de Copenhaga” e à política energética do governo em artigo de ontem no resistir.info., donde citamos:
“Isso (a deformação da política energética) é visível em Portugal, onde os governos têm estimulado e subsidiado soluções irracionais do ponto de vista económico e energético com base na falácia do aquecimento global e das malfadadas emissões de CO2. Basta lembrar, por exemplo, a desgraçada política de subsídio aos biocombustíveis líquidos e agora aos veículos eléctricos (quando Portugal é importador líquido de quilowatts-hora); o não apoio às boas soluções possíveis nos transportes (como os veículos a gás natural, que podem utilizar biometano, gás natural comprimido ou gás natural liquefeito); a promoção ruinosa de energias ditas renováveis às custas dos subsídios da perequação tarifária; etc; etc. A ignorância (deliberada?) do Pico Petrolífero e a falácia do Protocolo de Quioto levam a tais aberrações. Estamos numa época em que deveria haver planeamento energético a fim de promover uma "fuga" ao petróleo, tão grande e tão rápida quanto possível. Governos clarividentes como o da Suécia já descobriram isso, o português ainda não. Mas os erros de hoje terão de ser pagos amanhã – e o preço pode ser caro.”
3. Copenhaga: o que vai e o que não vai ser discutido
representar-se através dele, depois a admitir que ele participaria no início da conferência e hoje que, afinal, participaria no final, quando se tomarem deliberações e ele já vir laureado com o Nobel
compromisso que não tinha assinado em Quioto.
intergovernamental sobre Mudanças climáticas (IPCC em inglês) expressou a ideia de que “O balanço dos dados sugere uma influência humana visível do homem no clima global”, que muitos cientistas caracterizaram como uma conclusão abusiva. Abusiva ou não deu o mote para a Conferência de Quioto.
emissões deveria ser de 25-40% em 2020, relativamente às registadas em 1990, e de 80-95% em 2050.
2. A falsificalção de dados científicos revelados em vésperas da conferência
eliminação das verdadeiras leituras, ficando apenas no CRU os modelos, produzidos pelo homem, sempre de configurações e fiabilidades variáveis.
credibilidade, atribuindo-a a trocas de galhardetes entre os "cépticos" do aquecimento global e os ambientalistas "conscienciosos".
a questionar a credibilidade das intervenções de Al Gore e de outros Adivinhos e Grandes Curandeiros, que têm produzido um ruídoso tam-tam pseudo-ambiental.
Ao mesmo tempo que aconselhamos a sua leitura integral, salientamos algumas das questões aí abordadas pelo autor.
Para Namorado Rosa começa por ser “surpreendente tal grau de precisão a longo prazo em matéria tão susceptível à nossa margem de ignorância sobre o mundo natural e à nossa ainda mais limitada capacidade de previsão na esfera económico-financeira. Recordemos a
sucessão de «bolhas» financeiras que têm surpreendido e abalado os mercados de valores à volta do mundo, só nos passados vinte anos, com graves repercussões económico-sociais.
O autor conclui que será muito pouco razoável esperar que países emergentes que têm vindo a aumentar a sua riqueza e a realizar programas para a elevação geral das condições de vida da população, e que não foram abrangidos pela plataforma de Quioto, como a China ou a Índia, possam aceitar em Copenhaga reduções grandes das emissões de CO2, para as quais não têm contribuído de forma significativa.
países mais ricos nos países mais pobres na produção de agro-combustíveis e bens agro-alimentares para o mercado global…
Rui Namorado Rosa conclui sobre esta matéria que “o comércio do carbono visa tornar-se num esquema de geração bilionária de activos financeiros fictícios ao serviço da sobrevivência do sistema capitalista. E arrisca arrastar a economia real para uma crise energética mundial de saída desconhecida e incerta, cujas consequências são potencialmente calamitosas.
4. Para alcançar esse desígnio, projecções distantes de alterações climáticas, que não podem ser nem confirmadas nem desmentidas, têm sido frequentemente utilizadas como instrumentos intimidatórios para justificar e fazer prevalecer «metas» e «medidas» igualmente insusceptíveis de justificação bastante.
Namorado Rosa cita o caso da cruzada de Al Gore como exemplificativa dessa pressão sobre a Conferência de Copenhaga, classificando-a como encenação ardilosa que procura formatar opiniões públicas visando lucros fabulosos.
5. Rui Namorado Rosa encerra o seu trabalho salientando que o enfoque colocado no problema das alterações climáticas em termos inacessíveis à análise objectiva e à compreensão das massas é um artifício que pretende desviar as atenções e confundir as questões fundamentais do presente e do futuro da sociedade humana, é pois também um ardil ideológico.
Para já não falar – digo eu - das principais preocupações dos portugueses que em recente sondagem, hoje divulgada em Bruxelas, começam pela pobreza, seguida da falta de alimentos e de água potável, relegando as alterações climáticas para sexto lugar, depois dos conflitos armados.
Não podendo negar as influências antropogénicas sobre o ambiente à superfície da Terra e sobre certos processos que actuam e conformam o clima planetário, nem tão pouco podendo ignorar a progressiva exaustão dos combustíveis fósseis e a escassez de diversos materiais com aplicações económicas especiais, em particular nas tecnologias energéticas, importaria avaliar objectivamente as situações de risco e os factores de constrangimento. E em conformidade orientar o esforço de investigação científica e desenvolvimento tecnológico e de investimento material para a respectiva resolução ou minoração.
Porém a «racionalidade» que nos tem sido proposta e imposta é a da regulação pelo mercado, sob a superintendência política das instituições intergovernamentais ou internacionais e sob a pressão de interesses económicos que visam objectivos próprios; nesse espaço actuam as corporações empresariais elas próprias, suas associações, diversas tipologias de organizações não governamentais, e em última instância os próprios governos. Mas estes já destituídos de plena capacidade diplomática e negocial por não serem de facto os únicos ou sequer os principais agentes de formação da opinião pública e da decisão política.
Daí a relevância da acção que cabe aos partidos políticos na auscultação e na informação das massas, contrariando a maré de alienação do conhecimento e da opinião pública, assim como no debate institucional e na formação da decisão política.



A chefe da diplomacia hondurenha agradeceu o comunicado da presidência portuguesa da Cimeira Ibero-americana onde foi condenado o golpe de Estado no seu país. A presidente argentina também se congratulou com esta documento.
A ministra dos Negócios Estrangeiros das Honduras agradeceu, esta terça-feira, o comunicado especial da presidência portuguesa da cimeira ibero-americana que considerou «inaceitáveis as graves violações dos direitos e liberdades fundamentais do povo hondurenho».
Em conferência de imprensa, Patrícia Rodas, que considerou ilegais as eleições realizadas no domingo no país, adiantou que esta é uma «importante declaração» que apoia «o processo de restauração democrática e a restituição da presidência» de Manuel Zelaya.
Patrícia Rodas entende que este acto eleitoral que deu a vitória a Porfírio Lobo levanta um «problema jurídico», dado que «o regime 'de facto' está à margem da lei» algo que faz com que a eleições realizadas estejam fora do «marco constitucional».
A presidenta argentina também se congratulou com os esforços da cimeira para aprovar uma declaração sobre as Honduras, uma vez que se pode falar de «Conhecimento e Inovação, mas se não houver democracia, não se passa de discursos vazios»(numa alusão ao conteúdo que a presidência portuguesa quiz fazer vingar quando a conjuntura impunha a condenação do golpe das Honduras e o não reconhecimento do golpe militar neste país e das eleições-fraude do passado domingo).
«O respeito pela vida democrática é na história da região da América Latina, em particular, uma história de tragédia, por isso, a defesa da democracia deve ser uma defesa sem concessões», afirmou Cristina Kirchner ao aludir à questão das Honduras.
Apesar desta declaração final da presidência da cimeira, e apesar das posição da Espanha, é provável que os aliados mais incondicionais dos EUA quer na Europa (Reino Unido, França e Alemanha) quer na América Latina (Colômbia, Costa Rica e México) venham a aceitar o resultado da eleição-fraude.
A declaração final de José Sócrates é a de um político alinhado com as posições da administração americana. Deixa antever a aceitação dos resultados dessa fraude para poder continuar "o diálogo" da repressão interna nas Honduras e na prática o consumar do golpe de Estado que afastou Zelaya do cargo para que foi eleito pelo seu povo.