
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
Museu do dèzaine, por J.




O plano inclinado com inclinação a mais...
Sendo o programa sobre o plano inclinado do país, os intervenientes não tinham necessidade de também se inclinarem e descambarem. Veremos se os próximos programas corrigem a tendência de ontem.
Medina Carreira, continuando a ocupar mais espaço que os restantes, sustentou que se não consumisse tanto ou se produzisse o que se consome para reduzir o que se paga ao exterior. Que a justiça tem que ser mais célere para se atrair investimento, que importa vencer a burocracia e a corrupção. Até aqui, tudo bem. Mas depois lá vem a terapêutica mortífera: reduzir os rendimentos dos portugueses! Mas de que portugueses? E quem consome mais produtos importados? Retomar a indústria, a agricultura e a pesca. Boa e sensata ideia. Mas como? Sim, é possível…mas tem que se ir um pouco mais longe no como fazer, com que medidas de natureza interna e no quadro da EU…se não Medina Carreira fica ao nível dos que tanto critica (justamente) …
Já quanto à presidencialização do regime (“sem ser à força”…), atenção!... O PR pode intervir e ter uma magistratura de influência até porque tem sem dúvida as legitimidade de ter sido eleito directamente pelos portugueses.
Não reproduzindo aqui o que já referi há pouco tempo, convidaria os três participantes, mais o Mário Crespo e os nossos leitores a procederem n uma visitação ao que foi o nosso programa eleitoral.
Nuno Crato defendeu o que é um lugar-comum na boca de todos os que se candidatam a dizer alguma
coisa: aumentar a competitividade. Mas como? Reduzindo os salários e direitos dos trabalhadores? Ou seleccionando bem os nichos, dos mercados de exportação? Ou reduzindo a componente fiscal dos custos de produção, ou introduzindo inovação, C&T, não para unidades isoladas, para Sócrates ter palco para mais uma intervenção nos telejornais, mas como efectivas e extensas nas fileiras e clusters adequados? Ou com apoios que se não limitem, aos que maior peso têm mas a todos que apresentem contributo importante para ter produtos competitivos? Ou com gestores que incorporem opções de risco calculado, não se guiando exclusivamente pelo lucro rápido e fácil? Ou com métodos de organização que podem contribuir para ela?
João Duque considerou inevitável que o rendimento disponível (para quem?) diminuirá, reconhecendo que a adesão ao mercado europeu nos conseguiu impor a redução da produção própria financiando o abate dos meios de produção. Importante foi referir que se devem montar redes de distribuição de produtos mas garantindo outros factores para o aumento da produção. Mas lá veio a flexibilização laboral…como se não estivesse já suficientemente flexibilidade e a introduzir graves factores de insegurança nos trabalhadores, com reflexos inegavelmente negativos na produtividade e solidez das empresas. Quanto ao pessimismo que vislumbra na iminente bancarrota, dizer que a UE não nos deixará cair é um voto pífio porque o resultado global tem sido esse e, como os outros dois participantes sublinharam, não é lá muito digno que nos tornemos em pedintes dos países com mais possibilidades…
E, por aqui me fico.
Os que defendem a autonomia da CGTP e do movimento sindical
Como há dias foi noticiado em alguma imprensa, alguns socialistas de sindicatos filiados na CGTP reuniram-se, no dia de finados, para discutirem a sua intervenção no seio da central. Como se verifica pelo pano de fundo a organização chama-se CCS/CGTP-IN, tem a mãozinha decepada , o lettering do PS e a reunião chamou-se "Valorizar o sindicalismo e lutar pela autonomia da CGTP", com intervenções do Secretariado-Geral da UGT e da nova Ministra do Trabalho...Pronto. Assim a grande central sindical dos trabalhadores portugueses já seria autónoma do PCP para ficar atrelada ao Governo, ao PS e sabe-se lá mais a quê...
Palavras para quê???
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Frase de fim-de-semana, por Jorge
um livro sobre a deficiente construção da União Europeia

A União Europeia está a tornar-se num estado enorme, de difícil classificação em termos de direito público. Assemelha-se mais a um estado feudal ou à Arábia Saudita do que a uma democracia, no conceito em que a temos em múltiplos países europeus. Hans Peter-Martin (1) refere-se a esta questão na introdução do seu novo livro “Die Europafalle” (A armadilha da Europa).
É um livro que ilustra bem a natureza desta estrutura de poder, muitas vezes escondida atrás de grandes doses de propaganda.
“Confrontados com a estrutura europeia e com os seus Estados membros, todos os pais fundadores da democracia ocidental deviam sentir-se traídos. Em Bruxelas e Estrasburgo o desconforto aumenta. Mas em vez de enfrentar o desafio da construção defeituosa da União Europeia, preferem escondê-lo.
O lema é: a propaganda, em vez de uma reforma fundamental. Esta foi a opção tomada pela sueca Margot Wallström, Comissária responsável pela Comunicação. Nas eleições europeias de Junho de 2009, numa carta pessoal, enviou um aviso a Hans-Gert Pöttering, presidente do Parlamento Europeu: "A legitimidade do parlamento e de toda a União Europeia está
E escreveu "Através de nossos contactos, pedimos a rádios e televisões para transmitirem uma programação mais sobre a UE e as questões europeias" (2). As representações na Comissão Europeia dos Estados-Membros devem desenvolver as suas " operações de comunicação em conformidade. " O orçamento para este efeito é de 17 milhões de euros. No final de sua carta, o vice-presidente da Comissão Europeia Presidente tranquiliza: "Como você pode ver, as operações previstas são importantes."
No procedimento do concurso para os programas sobre a EU, é particularmente solicitado que os canais os candidatos revelem não só os nomes mas “as funções e as competências linguísticas dos seus funcionários, em especial dos jornalistas", e também a sua linha editorial e que se comprometam a transmitir os programas europeus regularmente e em horário nobre. " (3). Quando este projecto foi lançado no Outono de 2008, o" Frankfurter Allgemeine Zeitung "publicou nas suas páginas culturais um artigo intitulado" A UE compra cobertura”. O subtítulo era: "Simplesmente incrível: A União Europeia paga para falarem dela favoravelmente (4).
No entanto, não se foi sensível a essas críticas,
O truque foi o seguinte: estes aumentos assentaram em transferências orçamentais decididas no Orçamento a pedido do Presidente, e não em sessão plenária. Assim, quase ninguém percebeu. Tudo isso fez parte de uma nova estratégia de propaganda subtil destinada a dotar a UE de uma imagem mais favorável do que estava a ser oferecida pela realidade política. Assim, de acordo com um embaixador já há muito na UE "alguns meios de comunicação, incluindo o Financial Times, passaram a ter acesso privilegiado à Comissão e foram favorecidos no lançamento por antecipação de informações relativas à publicação de relatórios, como é normal em Bruxelas (7)
Obtiveram-se somas consideráveis ao somar todo o dinheiro gasto em propaganda na Europa. Além do custo dos patrocínios de eventos culturais que promovessem o espírito europeu, das inumeráveis cerimónias envolvendo os políticos da UE. Para 2008 acabaram por ser2,4 biliões os euros dos contribuintes gastos para tratar a imagem da União Europeia - mais do que gasta consigo a Coca-Cola em todo mundo! (8)".
(1) Hans Peter-Martin é jornalista austríaco e revelou diversas irregularidades nas estruturas da UE
(2) Carta de Margot Wallström, Hans-Gert Pöttering, 1/12/08.
(3) Focus, 29/9/08.
(4) Frankfurter Allgemeine Zeitung, 30/9/08, p. 42.
(5) Hans-Gert Pöttering, Pedido de transferência de dotações C30 Böge, presidente da Comissão dos Orçamentos, 27/11/08, n º 320.219.
(6) Hans-Gert Pöttering, Pedido de transferência de dotações C31, para Böge, presidente da Comissão dos Orçamentos, 24/11/08.
(7) Gregor Woschnagg, in: Behind the Scene der EU, Viena, 2007, p. 69.
(8) Despacho do CCA da Von Open Europe CCA em 26/12/08.
Como referi, esta é uma passagem do livro "Die Europafalle. Das ende von Demokratie und Wohlstand" (A Armadilha da Europa. Fim da Democracia e da prosperidade). ISBN 978-3-492-04671-8, pgs. 23 e seguintes.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Confissões...de um artigo de Jorge Cadima
Pelo «Gulag» democrático-ocidental passou Khalid Shaikh Mohammed, que vai agora a julgamento nos EUA, acusado de ser o responsável primeiro do 11 de Setembro (mas não era o Bin Laden?). Segundo o New York Times (15.11.09) «foi submetido 183 vezes à técnica de quase afogamento chamada 'waterboarding'». O jornal afirma que ele também se diz responsável «por uma série de conspirações» como «tentativas de assassinato do Presidente Bill Clinton, do Papa João Paulo II e as bombas de 1993 no World Trade Center». Mais um afogamento simulado e confessaria também ser responsável pelo aquecimento global e o sumiço de D.Sebastião terça-feira, 17 de novembro de 2009
Plano inclinado: um bom começo...

Acompanhei, como muitos, certamente, as duas primeiras emissões do novo programa da SIC-Notícias,
Medina Carreira, Nuno Crato e João Duque têm sido claros, didácticos e, mais do que grandes conclusões, apresentam pistas.
O programa Plano Inclinado tem alguns aspectos promissores:
- enquanto oportunidade de esclarecimento sereno e descodificado da baralhação de siglas e frases feitas, parecendo-me ser acessível à generalidade dos portugueses;
- recorrer a dados estatísticos, nus e crus, sobre as questões fundamentais para quem quer esclarecer e não baralhar como fazem alguns manipuladores de estatísticas;
- não resvalar para o nacional-optimismo com que governantes e comentadores afectos disfarçam o plano que, de facto, se inclina;
- desmistificar algumas constatações adquiridas, em jeito de contrabando, como boas;
- abrir o leque de participantes em novas soluções governativas a todos os partidos com solução governamental;
Tem, para já algumas desvantagens:
- um peso excessivo das interessantes e oportunas intervenções de Medina Carreira, a quem reverencialmente se tem permitido o abuso de tempo;
- uma limitação na definição de outros paradigmas para a economia;
- uma única proposta concreta para outra política, a de limpar o aparelho do Estado do pessoal lá metido pelo PS e PSD que revelaram incapacidade em várias vertentes para governarem que, sendo compreensível no seu alcance, carece também de definição de outras políticas, como questão prévia , sendo certo que estas não poderão ser levadas à prática por quem nos tem desgovernado nestes mais de trinta anos.
Vamos acompanhar para poder avaliar melhor e poder contrapropôr ou juntar outros elementos de política alternativa.
Recolocar o regime jurídico da CP que o PS alterou para facilitar a privatização

Tal como tinha assumido na campanha eleitoral, o PCP apresentou na Assembleia da República um Projecto-Lei que revoga o Decreto com que o Governo, em Junho de 2009, decidiu aprovar um novo regime jurídico para a empresa que separa para privatização o transporte de mercadorias e abriu a porta à privatização das linhas urbanas ferroviárias. A proposta do PCP recoploca o regime jurídico anteriormente em vigor.
No entanto, o Governo não se limita a dividir a empresa em unidades de negócio, mas vai ao ponto de admitir que as mesmas podem vir a ser subconcessionadas pela CP a empresas privadas. É a mesma orientação que já foi aplicada nos serviços postais e nos CTT ao longo dos últimos anos, com os desastrosos resultados para as populações que se conhece.
A “contratualização” do serviço público de transporte chega a ser prevista na perspectiva da segmentação regional do país, dividindo o território em várias partes – como se pode constatar da alínea c) do número 3 do artigo 6.º – colocando a possibilidade de atribuição “a la carte” do serviço público de transporte. Adianta-se ainda a perspectiva em que o Governo insiste (prosseguindo a de anteriores Governos PS, PSD e CDS-PP) das “parcerias e acordos” com municípios e outras entidades «para a exploração de serviços de transporte ferroviário, designadamente através da criação de entidades jurídicas autónomas» (artigo 8.º).
Estas opções foram levadas à prática na Linha do Tua, também com os resultados que estão à vista.
Os resultados da política de entrega do serviço público aos interesses privados estão à vista, em concreto, no negócio da concessão à Fertagus do transporte ferroviário Lisboa/Setúbal: o Estado está a pagar demais, os utentes estão a pagar demais, e o serviço de transporte que está a ser prestado está muito longe de corresponder às necessidades das populações da Área Metropolitana de Lisboa.
Ao contrário do que o referido decreto-lei impõe, só com uma gestão pública integrada se pode garantir que o sistema ferroviário tenha uma dinâmica consistente, com complementaridades, interfaces adequados e segurança. Só assim o sistema ferroviário poderá desempenhar o seu papel estruturante e estratégico para a economia nacional, para as populações e para o país e contribuir para o desenvolvimento integrado, harmonioso, sustentado e solidário do nosso País, para a correcta gestão dos recursos públicos, para a defesa do emprego e da produção nacional. Com este Decreto-Lei, o Governo faz exactamente o contrário, pelo que entendemos que a Assembleia da República tem o imperativo dever de o revogar.
Verifica-se que o decreto-lei em causa, com todas as implicações que trouxe para o transporte ferroviário enquanto serviço público, e para a CP enquanto operador público nacional do caminho-de-ferro, surgiu num momento que só por si representaria evidentes dificuldades ao nível da sua apreciação e debate.
Conferência sobre a Imprensa Operária e Associativa na Voz do Operário, no próximo sábado
No âmbito das comemorações do 130º aniversário da Voz do Operário, realiza-se nas suas instalações uma conferência sobre a imprensa operária e associativa, que decorre durante todo o dia de sábado.A iminência de uma 3ª guerra mundial - 3/ As "revoluções coloridas, quem as pagou e os riscos de guerra
As “revoluções coloridas” que os EUA desenharam e realizaram na Europa Oriental, exploraram, com intervenções cirúrgicas, baseadas na contra-informação, tácticas de guerrilha e subversão urbanas, e aliciamento de personalidades carismáticas em diversos meios, formação política de quadros para a direcção de grupos, descontentamentos sociais de envergaduras muito diferentes, redução das capacidades de defesa dos partidos no poder por condutas burocráticas, em que a relação partido/povo se foi perdendo em detrimento do partido/estado, deixando a maioria da população com poucas referências e crédito para o regresso a formas de capitalismo puro e duro.E que, pelas suas consequências, gerou novos descontentamentos, em sentido contrário em que hoje é valorizado o que se perdeu com a perda do socialismo, tal como tem sido referido por diversos estudos de opinião como um recente da Pew Global.
Foi muito importante a acção de apoio, coordenada através da CIA e de
embaixadas, de ONGs, bem, como de think tanks, que hoje continuam a existir e a desenvolver actividades semelhantes noutros pontos, das quais alguns clubes nacionais como o Otpor na Sérvia, a coligação para a Democracia e os Direitos Humanos e o Kelkel no Quirguistão, People PowerDemocracy, na Ucrânia, o grupo de Saakashvili, na Geórgia, etc.
O financiamento e outros meios, como a criação de canais de TV, de rádio e jornais e revistas vinham através do National Endowment for Democracy (NED), criada pelo Congresso, a United States Agency for International Development (USAID), Freedom House, o National Democratic Institute do Partido Democrático, o International Republican Institute do Partido Republicano, a Eurasian Foundation ligada ao Departamento de Estado, Rádio Europa Livre e Rádio Liberdade ou por bilionários como Georges Soros, no caso da Geórgia.As fórmulas seguidas nestes e noutras repúblicas da Ásia Central da antiga União Soviética, foram muito semelhantes. Uma observação atenta dos noticiários dessas alturas revela-o, sem necessidade de grandes estudos.
Estas alterações, todas ocorridas nas fronteiras da Rússia, criaram situações altamente desestabilizadoras propícias à eclosão de provocações com componentes militares. Por um lado, a tentativa de retirar a Rússia do seu comércio de petróleo com o ocidente, a pirataria do gás russo feito pela Ucrânia, por outro as provocações contra repúblicas autónomas por parte de Saaskashvili, da Geórgia que originou um grande
massacre a que respondeu uma intervenção russa e a declaração de independência dessas repúblicas, acções terroristas de origem “islâmica” em várias repúblicas da Federação Russa, e ainda a in stalação de bases militares e a campanha contra o carácter “ditatorial das lideranças de Putin e Medvedev, criaram uma zona altamente instável, onde se continuam a verificar movimentos contraditórios, donde pode ser despoletada uma nova guerra.
Contrariar a corrente dominante imposta por alguns media, concertados e com grandes audiências à escala global, será difícil. Admitimos. Mas é seguramente o único que pode evitar o desfigurar da História contemporânea. E o único caminho honroso para quem se reclama da esquerda, seja ele ou não comunista.
Para não alongar este post, remetia os nossos caros leitores para sites onde estas questões estão devidamente fundamentadas. Sites com origem insuspeita de estarem ligados a simpatias de esquerda.
O combate contra Milosevic, no Washington Post de 11/12/2000 e no New York Times de 26/11/2000.
A revolta na Geórgia no Globe and Mail, de 23 e 24/11/2003.
A questão da Ucrânia e do petróleo no Guardian de 26/11/2004.
O golpe de estado “pós moderno” na Ucrânia na mesma edição do Guardian e a sua cobertura televisiva no ocidente na edição do dia seguinte, no mesmo jornal em 13/5/2005.
O apoio financeiro norte-americano e de outras origens nos acontecimentos da Ucrânia, na Associated Press em 11/12/2004, no Guardian de 7/12/2004 e no Globe and Mail de 15/4/2007.
A preparação da revolta no Quirguistão no New York Times de 30/3/2005 e no Wall Street Journal de 25/2/200
Os EUA, a mitologia do “power people” e os movimentos “pró-democracia” no Guardian de 1/4/2005
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Ir à ópera em Pequim, com estacionamento da bicicleta em subterrâneo...



Autor Paul Andreu.Cobertura de vidro (permite ver o interior pelo transeunte) e titânio (não permite a visão). Dimensões do edifício (pérola barroca na água, segundo o autor. Dimensões 212 x 149 x
domingo, 15 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Frase de fim-de-semana, por Jorge
Cuidado com as cabeças...

Se você tiver umas massas, experimente visitar a ilha St. Martin (St. Maarten, em holandês), nas Caraíbas ali para os lados de Porto Rico.
Como irá de avião, ao aterrar experimente a sensação de ir acabar com a vida dos banhistas (ou com a sua). Depois, a banhos distraia-se a fazer fotos a aviões que nunca viu sobrevoarem tão perto a sua cabeça...
O aeroporto tem cerca de 1200 metros de cumprimento (ver localização no mapa) e a ilha 87 km2, dividida por uma administração francesa e outra holandesa.
Vox populi

quinta-feira, 12 de novembro de 2009
A iminência de uma 3ª guerra mundial - 2/ O fim da URSS, o desencadear de novas estratégias imperialistas e uma sucessão de guerras e conflitos

Estes objectivos e acções não são propaganda dos adversários. Estão claramente definidos em documentos-guia classificados, que foram sendo revelados, com toda a crueza da linguagem.
Na definição desses objectivos destacaram-se, por exemplo:
“The Defense Planning Guidance” (“New World Order”), do sub-secretário da Defesa, Paul Wolfowitz, de 1992, e comentado por Patrick E. Taylor no New York Times de 8 de Março do mesmo ano.
“PNAC, Rebuilding America´s Defenses. Project for a New American Century”, de Setembro de 2000 (ver particularmente as páginas 6, 8, 9, 14 e outras)
“The Grand Chessboard: American Primacy and its Geoestrategic Imperatives”, de Zbigniew Brzezinski, Basic Books, 1997 (ver em particular as páginas 30, 31, ,40, 41, 55, 124, 148, 198 e xiv).
“Joint Vision 2020: Full Spectrum Dominance”, do Pentágono, de 2000.
Comentado, por exemplo, pela economista Ellen Meiksins Wood em “Empire of Capital”, Verso, 2003 (ver especialmente páginas 144, 157 e 160)
Quanto às acções, coerentes com os objectivos estratégicos neles definidos, deram-se e mantêm-se hoje a decorrer.
Naturalmente que encontram oposição e, para o imperialismo, não são o mesmo que passear despreocupadamente na 5ª Avenida.
O longo desmembrar da ex-Jugoslávia, com o cúmulo do reconhecimento da independência do Kosovo nas mãos do UÇK, grupo terrorista de narcotraficantes apoiado na Máfia Albanesa, os
bombardeamentos de Belgrado (a que pude assistir…), o reforço militar e de capacidade de intervenção da NATO, “fora da lógica” para que tinha sido criada, o “novo Pearl Harbour”, que um desses documentos evidenciava como um sacrifício que os EUA teriam que fazer para bem desses objectivos estratégicos, e que se viria a chamar “11 de Setembro” (pese embora os detractores de tal "teoria da conspiração"...), a NATO a, pela primeira vez, invadir um grande país, o Afeganistão, para aí se manter, depois numa segunda guerra ainda a decorrer, a guerra no Iraque e o reacender da política de guerra fria, especialmente contra a Rússia e a China, são muitos acontecimentos trágicos, de enorme gravidade.
Qualquer “pró-ocidental”, de pensamento independente, não se deixará de interrogar sobre a coerência da sua sucessão para uma estratégia de expansão imperial e sobre a invocada razão do terrorismo e fundamentalismo islâmicos invocados, a propósito de tais acções, como defesa contra tais “ameaças”. …
(a continuar)
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Uma fotografia, comentário de Manuel Augusto Araújo
Ao ver este magnifico video sobre a estetização da violência, que também comporta a sua banalização fui buscar este magnifico texto escrito porBenjamin em 1936!
Fiat ars-pereat mundus,(1) diz o fascismo e, como Marinetti reconhece,espera que a guerra forneça a satisfação artística da percepção dos sentidosalterados pela técnica. Isto é, evidentemente, a consumação da l'art pour l'art.
A humanidade que, outrora, com Homero, era objecto de contemplação para os deuses do Olimpo, é agora objecto de autocontemplação. A sua auto-alienação atingiu um grau tal que lhe permite assistir à sua própria destruição, como um prazer estético de primeiro plano. É isto que se passa com a estética da política, praticada pelo fascismo. O comunismo responde-lhe com a politização da arte.
Walter Benjamin, in A obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica
(1) Que a arte se realize, mesmo que o mundo deva perecer
http://video.bugun.com.tr/bugunPlayer.swf?file=dagilfilm.flv
A iminência de uma 3ª guerra mundial – 1/ Introdução
No dia 16 de Outubro passado, Andrew Gavin Marshall, expressou no Global Research a ideia de que do declínio e colapso do império americano aumentou drasticamente o risco de que o seu fim ocorra de forma violenta, com uma nova guerra mundial O autor socorre-se do paralelismo com a decadência das grandes potências europeias que originou as 1ª e 2ª guerras mundiais, com a grande depressão pelo meio, e lembrando que o império norte-americano, que começou a dar os seus primeiros passo quando entrou na 1ª guerra só no seu final e saiu da 2ª como império consolidado e “protector” da Europa parcialmente destruída.
Já outros autores a esta questão se têm referido, ao testemunharem a decadência do novo império que tem dominado o sistema monetário internacional e a economia política à escala global. (a continuar)
Crítica - Máquina de Somar, de Ana Campos
De Joshua Schmidt; libretto de Jason Loewith e Joshua Schmidt, baseado na peça Adding Machine de Elmer Rice; tradução Ana Zanatti; encenação de Fernanda Lapa; direcção musical de João Paulo Soares; com Henrique Feist, Luís Madureira, Luísa Brandão, Joana Manuel, Luís Gaspar, Andreia Ventura, Bruno Cochat, Joana Campelo, Sérgio Lucas e os músicos Francisco Cardoso, Daniel Hewson, João Paulo Soares. Sala principal do Teatro da Trindade, Lisboa, de 17 de Outubro a 24 de Novembro.Está a passar estranhamente despercebida este muito surpreendente espectáculo de Fernanda Lapa. Herdeiro do musical, embora como a própria encenadora afirma sobre o espectáculo, tenha com ele apenas breves pontos de contacto, Máquina de Somar é uma transposição para o Portugal dos anos 20...30 do drama imaginado por Elmer Rice na América dos anos 20 de um homem, o Sr. Zero, que, ao fim de 25 anos de trabalho dedicado como contabilista, quando sonha ser promovido, é despedido e substituído por uma máquina de somar. O Sr. Zero não aceita este final para a sua vida e muda o curso da história.
O espectáculo, que consegue momentos de grande beleza plástica graças aos cenários e figurinos de António Lagarto, articula com mestria a transposição das canções para o diálogo. As vozes dos intérpretes impressionam, bem como a inusitada narrativa que consegue momentos verdadeiramente hilariantes, quando o Sr. Zero canta, por exemplo, o seu apreço por ovos com salsichas. A este lado caricatural alia-se uma actual e mais profunda crítica à sociedade contemporânea onde a economia trucida o trabalho de uma vida e defrauda o reconhecimento esperado.
Como afirmei no início o espectáculo merece, sem qualquer dúvida, maior visibilidade junto do público e da crítica. Não é todos os dias que se montam produções desta qualidade e envergadura.
PS - Com o agradecimento a Ana Campos
homenagem a uma pequena gigante, por J

Foi esta noite no Centro Cívico de Carnaxide (na Isaltinolândia), a propósito dos 60 anos de carreira da Mª João Pires (60 anos!)
Normal o extraordinário da presença de dois outros grandes (mas não tanto):
- António Vitorino de Almeida
- Carlos do Carmo (cada vez mais "Charles of the Charm") 
que fecharam em conjunto com um improviso magnífico do superlativo "Fado do Campo Grande" em dó sustenido menor (Vitorino de Almeida e letra do Ary), o fado dos fados!
A Mª João Pires é um ser de outro mundo, é preciso vê-la. Julgava por uma vez não ter que tocar piano... Tocou apenas 1 minuto, como agradecimento ao Armando Caldas, o organizador. Foi 1 minuto de paraíso...
Apontamento sobre um contraste interessante:
1) na mensagem do Saramago: "Mª João Pires teve o azar de nascer em Portugal, etc."
2) nas últimas palavras do C.Carmo: "Orgulho-me de ter nascido no país onde nasceu Mª João Pires".
Dois pontos de vista tão diferentes, não é?
Qual deles escolhem?
J.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Contra o muro de Gaza
que seja destruído o Muro de Gaza. A campanha chama-se “Vamos para Jerusalém”, com o objectivo de chegar a Jerusalém, a Cidade Santa, que é importante para o povo palestiniano, que está impedido de nela entrar. Iniciamos assim as nossas actividades, que fazemos para expressar que queremos a nossa terra e recusamos este muro de tortura e humilhação."92 anos de uma lição para a história de sufragistas norte-americanas














