terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A lentidão do processo eleitoral norte-americano, por F. Sousa Marques

Como se sabe as eleições presidenciais realizaram-se em 4 de Novembro passado. Até agora decorreram 104 dias, mais de 3 meses! Esta é a primeira nota. "Alguma coisa está podre no reino da Dinamarca!". Como é possível que na maior potência militar da actualidade e no centro do Império se passe tanto tempo antes de se criarem condições de governabilidade?
Não sei se sabem, ou se o assunto é comentado por aí, mas o Senado ainda não está constituído porque falta eleger um Senador (no Estado de Minnesota)! Houve recontagem da totalidade dos mais de 3 milhões de votos!, muita discussão!, muito trabalho!, e o caso acabou nos tribunais! Parece que hoje terá havido uma decisão (que não sei se poderá ser sujeita a mais um recurso, ou mais uma manobra dilatória) no sentido de reconhecer a vitória do candidato do Partido Democrático (Al Franken), com mais 225 votos do que o seu principal opositor e até agora Senador Coleman, do Partido Republicano. Com esta decisão a composição do Senado será de 59 Senadores do Partido Democrático e 41 do Partido Republicano. O Partido Democrático fica a um voto de conseguir a maioria qualificada de dois terços que lhe permitiria governar sem temer bloqueios por parte da oposição.
O que importa referir, na minha opinião, são as razões que estão por detrás deste longo caso.
Primeira. O processo eleitoral precisa de ser revisto e melhorado. De dois em dois anos há eleições simultâneas para eleger os mais diversos representantes e, até, para fazer referendos. Tudo no mesmo boletim de voto, um enorme "linguado" difícil de preencher. Não quero especular dizendo que isso é feito de propósito para desmotivar a participação cívica nos actos eleitorais. Mas não estarei longe da verdade se afirmar que, de facto, essa é uma razão histórica. Por aqui é hábito haver afluências às urnas de 10 a 20% dos eleitores inscritos, sendo que, como a inscrição nos cadernos eleitorais não é obrigatória, isso significa uma participação popular inferior a 10% dos cidadãos com capacidade eleitoral! A única excepção é a das eleições presidenciais em que a participação tem rondado os 50%! Se no nosso país houvesse uma abstenção de 50% o que não se diria! Justificadamente!
Segunda. O sistema não está preparado, nem para uma participação plural e democrática das inúmeras organizações políticas e partidárias que por aqui pululam, nem para "empates técnicos" como o que se verificou, agora, em Minnesota e, com grande escândalo e repercussão, nas eleições de 2000 na Florida em que Al Gore foi roubado e, depois das quais, foi declarada a vitória fraudulenta de George W. Bush! O primeiro aspecto tem a ver com uma ditadura, não do Partido Único, mas dos dois Partidos Quase Únicos. Ninguém fala dos outros! Até parece que não existem! O segundo aspecto tem a ver com a própria forma de preencher os boletins de voto, de os contar e, eventualmente, recontar. As experiências que têm sido feitas com a utilização do voto electrónico (sem possibilidade de controlo) e os votos por correspondência são um cancro no sistema.
Mas, quando me refiro a lentidão, não estou apenas a referir o caso de Minnesota (em 2008) ou da Florida (em 2000). Quero, sobretudo, salientar o tempo demasiado que decorre entre o dia 4 de Novembro e o dia da tomada de posse do novo Presidente (que aqui tem as funções, também, de Presidente do Governo) em 20 de Janeiro. Depois disso, o imenso tempo que leva a constituir o Governo. Não sei se é surpresa para vós, mas o Governo ainda não está constituído! Falta preencher, entre outros casos menores, a importante pasta do Comércio! O primeiro nome (Governador de New Mexico) indicado por Obama saiu da corrida por haver uma acusação de fraude e corrupção que está em processo de análise e o segundo (membro do Partido Republicano) desistiu do lugar depois de ter andado a desenvolver acções de lobbying para o conseguir! Apresentou como justificação que não poderia ocupar o cargo porque viria a ter muitas divergências e discussões com o Presidente...
Cada membro do Governo e outros nomeados (Presidente da CIA, por exemplo) têm de prestar contas, caso-a-caso, perante o Senado, em processos longuíssimos e em que se analisam as contas bancárias, os escândalos sexuais e outros pormenores de grande importância para o futuro da humanidade.
Não sei se sabem, ou se o assunto é comentado por aí, mas o Senado ainda não está constituído porque falta eleger um Senador (no Estado de Minnesota)! Houve recontagem da totalidade dos mais de 3 milhões de votos!, muita discussão!, muito trabalho!, e o caso acabou nos tribunais! Parece que hoje terá havido uma decisão (que não sei se poderá ser sujeita a mais um recurso, ou mais uma manobra dilatória) no sentido de reconhecer a vitória do candidato do Partido Democrático (Al Franken), com mais 225 votos do que o seu principal opositor e até agora Senador Coleman, do Partido Republicano. Com esta decisão a composição do Senado será de 59 Senadores do Partido Democrático e 41 do Partido Republicano. O Partido Democrático fica a um voto de conseguir a maioria qualificada de dois terços que lhe permitiria governar sem temer bloqueios por parte da oposição.
O que importa referir, na minha opinião, são as razões que estão por detrás deste longo caso.
Primeira. O processo eleitoral precisa de ser revisto e melhorado. De dois em dois anos há eleições simultâneas para eleger os mais diversos representantes e, até, para fazer referendos. Tudo no mesmo boletim de voto, um enorme "linguado" difícil de preencher. Não quero especular dizendo que isso é feito de propósito para desmotivar a participação cívica nos actos eleitorais. Mas não estarei longe da verdade se afirmar que, de facto, essa é uma razão histórica. Por aqui é hábito haver afluências às urnas de 10 a 20% dos eleitores inscritos, sendo que, como a inscrição nos cadernos eleitorais não é obrigatória, isso significa uma participação popular inferior a 10% dos cidadãos com capacidade eleitoral! A única excepção é a das eleições presidenciais em que a participação tem rondado os 50%! Se no nosso país houvesse uma abstenção de 50% o que não se diria! Justificadamente!
Segunda. O sistema não está preparado, nem para uma participação plural e democrática das inúmeras organizações políticas e partidárias que por aqui pululam, nem para "empates técnicos" como o que se verificou, agora, em Minnesota e, com grande escândalo e repercussão, nas eleições de 2000 na Florida em que Al Gore foi roubado e, depois das quais, foi declarada a vitória fraudulenta de George W. Bush! O primeiro aspecto tem a ver com uma ditadura, não do Partido Único, mas dos dois Partidos Quase Únicos. Ninguém fala dos outros! Até parece que não existem! O segundo aspecto tem a ver com a própria forma de preencher os boletins de voto, de os contar e, eventualmente, recontar. As experiências que têm sido feitas com a utilização do voto electrónico (sem possibilidade de controlo) e os votos por correspondência são um cancro no sistema.
Mas, quando me refiro a lentidão, não estou apenas a referir o caso de Minnesota (em 2008) ou da Florida (em 2000). Quero, sobretudo, salientar o tempo demasiado que decorre entre o dia 4 de Novembro e o dia da tomada de posse do novo Presidente (que aqui tem as funções, também, de Presidente do Governo) em 20 de Janeiro. Depois disso, o imenso tempo que leva a constituir o Governo. Não sei se é surpresa para vós, mas o Governo ainda não está constituído! Falta preencher, entre outros casos menores, a importante pasta do Comércio! O primeiro nome (Governador de New Mexico) indicado por Obama saiu da corrida por haver uma acusação de fraude e corrupção que está em processo de análise e o segundo (membro do Partido Republicano) desistiu do lugar depois de ter andado a desenvolver acções de lobbying para o conseguir! Apresentou como justificação que não poderia ocupar o cargo porque viria a ter muitas divergências e discussões com o Presidente...
Cada membro do Governo e outros nomeados (Presidente da CIA, por exemplo) têm de prestar contas, caso-a-caso, perante o Senado, em processos longuíssimos e em que se analisam as contas bancárias, os escândalos sexuais e outros pormenores de grande importância para o futuro da humanidade.
Olá, sou o Rodrigo...
Olá, dão licença?
Eu fui criado pela Beatriz, a neta do senhor deste blógue e parece que ele lhe pediu para me desenhar, isso é nasci por encomenda, que é maneira como outras de vir ao mundo, mas agora António tens uma grande responsabilidade que é justificar a minha vinda dando-me que fazer pois não gosto de estar aqui encostado mas não aceito limitações ao meu trabalho, quero uma crónica quinzenal em que possa escrever sobre o que me der na gana e não ser antreusmente correcto e quanto a vocês espero que digam qualquer coisa para me manter a trabalhar porque o meu patrão torceu o nariz quando lhe fiz a proposta, que lhe cheirava muito a uma tal Guidinha dum Stau que não cheguei a conhecer, bom vamos lá ver o que isto vai dar e até daqui a uns dias.
Eu fui criado pela Beatriz, a neta do senhor deste blógue e parece que ele lhe pediu para me desenhar, isso é nasci por encomenda, que é maneira como outras de vir ao mundo, mas agora António tens uma grande responsabilidade que é justificar a minha vinda dando-me que fazer pois não gosto de estar aqui encostado mas não aceito limitações ao meu trabalho, quero uma crónica quinzenal em que possa escrever sobre o que me der na gana e não ser antreusmente correcto e quanto a vocês espero que digam qualquer coisa para me manter a trabalhar porque o meu patrão torceu o nariz quando lhe fiz a proposta, que lhe cheirava muito a uma tal Guidinha dum Stau que não cheguei a conhecer, bom vamos lá ver o que isto vai dar e até daqui a uns dias.
A fraude estatística e política dos 150 mil postos de trabalho, por Agostinho Lopes

Aconselho vivamente o leitor a consultar o artigo de Agostinho Lopes, deputado e dirigente do PCP, publicado no Le Monde Diplomatique” deste mês.
Nele poderá confirmar, a propósito da “bandeira” dos 150 mil postos de trabalho
- As indefinições desde o início sobre o que estes queriam significar :se era um saldo líquido e como o iria conseguir com o Pacto de Estabilidade;
-A manipulação estatística inaceitável feita para se atingirem os 150 mil postos de trabalho: comparação de trimestres diferentes sem a necessária “dessazonalização” correctiva, contagem de empregados a trabalharem no estrangeiro, de situações excepcionais e temporárias de formação e aprendizagem, não integrar a componente qualitativa do novo emprego (precariedade, trabalho juvenil, qualificação, etc.); e a consequente não consideração de que sobe o emprego precário e o emprego parcial enquanto desce o emprego permanente ou de que sobe o número de trabalhadores a desempenhar funções pouco ou nada qualificadas e o emprego nos serviços enquanto este baixa na indústria.
Agostinho Lopes refuta a ideia que o Governo quis criar de que se deve considerar um “antes” e um “depois” do 3º trimestre de 2008 e debate do OE para 2009, em que no “depois” se debitam à crise financeira internacional as desgraças que vinham da política do governo.
Assinala que diversos factores vulnerabilizaram e tornaram dependente e impotente a economia face aos impactos da crise internacional: níveis de endividamento dos portugueses, das empresas não financeiras e do país em geral que se agravaram de 2005 a 2008 como consequência das políticas neo-liberais do PS.
Indica ainda quais os elementos centrais desta política: privatizações de empresas de bens e serviços públicos, liberalização dos mercados destes, adesão à UEM e ao euro com a consequente perda de importantes instrumentos de controle da economia, particularmente a gestão orçamental determinada pelo Pacto de Estabilidade, atrasos nos apoios às MPME, extrema dependência de sectores da economia do capital estrangeiro (drenagem de riqueza para o exterior, deslocalizações, estratégias alheias) com as consequências na actividade económica e desemprego.
E conclui que “a solução para os problemas e défices estruturais do país (energético, agro-alimentar, tecnológico e de qualificação)” não se resolvem com a degradação das relações laborais como o caso do recente Código de trabalho mas pela valorização e aproveitamento do trabalho dos portugueses.
Nele poderá confirmar, a propósito da “bandeira” dos 150 mil postos de trabalho
- As indefinições desde o início sobre o que estes queriam significar :se era um saldo líquido e como o iria conseguir com o Pacto de Estabilidade;
-A manipulação estatística inaceitável feita para se atingirem os 150 mil postos de trabalho: comparação de trimestres diferentes sem a necessária “dessazonalização” correctiva, contagem de empregados a trabalharem no estrangeiro, de situações excepcionais e temporárias de formação e aprendizagem, não integrar a componente qualitativa do novo emprego (precariedade, trabalho juvenil, qualificação, etc.); e a consequente não consideração de que sobe o emprego precário e o emprego parcial enquanto desce o emprego permanente ou de que sobe o número de trabalhadores a desempenhar funções pouco ou nada qualificadas e o emprego nos serviços enquanto este baixa na indústria.
Agostinho Lopes refuta a ideia que o Governo quis criar de que se deve considerar um “antes” e um “depois” do 3º trimestre de 2008 e debate do OE para 2009, em que no “depois” se debitam à crise financeira internacional as desgraças que vinham da política do governo.
Assinala que diversos factores vulnerabilizaram e tornaram dependente e impotente a economia face aos impactos da crise internacional: níveis de endividamento dos portugueses, das empresas não financeiras e do país em geral que se agravaram de 2005 a 2008 como consequência das políticas neo-liberais do PS.
Indica ainda quais os elementos centrais desta política: privatizações de empresas de bens e serviços públicos, liberalização dos mercados destes, adesão à UEM e ao euro com a consequente perda de importantes instrumentos de controle da economia, particularmente a gestão orçamental determinada pelo Pacto de Estabilidade, atrasos nos apoios às MPME, extrema dependência de sectores da economia do capital estrangeiro (drenagem de riqueza para o exterior, deslocalizações, estratégias alheias) com as consequências na actividade económica e desemprego.
E conclui que “a solução para os problemas e défices estruturais do país (energético, agro-alimentar, tecnológico e de qualificação)” não se resolvem com a degradação das relações laborais como o caso do recente Código de trabalho mas pela valorização e aproveitamento do trabalho dos portugueses.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Ainda o SIM da Venezuela, em resposta a um amigo

Um amigo meu questionou-me sobre o que aqui escrevi hoje sobre a vitória do SIM na Venezuela.
“Bom dia António, hoje questiono-te aqui sobre o que escreves-te no blogue.
E explica-me , gostava de te ouvir!
Achas que é mesmo uma vitória a do povo venezuelano????
Será uma democracia alguém ter a possibilidade de ficar ad eternum no poder?
E os votos do "não" que nas urnas foram anulados automaticamente?
Como se podem elevar regimes ditatoriais? Autocráticos????
Diz-me algo”
Não levará a mal que, sem o identificar, reproduza a minha resposta até porque já tencionava escrever sobre isso.
1. Em democracia os resultados contam-se pelo voto popular. Este referendo permitiu que não só Chaves mas uma plêiade de novos activistas com dez anos de vida política não percam direitos depois de terem dado tudo de si à tarefa gigantesca da revolução.O seu papel carismático não pode ficar sujeito à lei do silêncio que as campanhas dos grandes media tentariam com a mesma força que tentaram por todos os meios sabotar estas eleições (essa é uma questão que tratarei em próximos dias).Quem vota é o povo não são os preconceitos.Quem vota é o beneficiário de uma política que retirou os ganhos do petróleo das mãos das multinacionais e os entregou a programas sociais internos, ao desenvolvimento e à solidariedade continental (Há dias Chávez perguntava a Fidel: Quanto petróleo nosso precisas para vencer os efeitos do embargo americano?...).
2. Quais os requisitos para se ser democracia que a revolução bolivariana, sempre ratificada nas urnas, não cumpriu? Há alguma?Chávez ditador? Porquê? Porque deu voz ao povo?
Há presos políticos na Venezuela? Partidos proibidos? Ausência de liberdade de imprensa? Os ricos não têm direitos? Só os mais pobres?
3. Um observador do PP espanhol, convidado pela oposição, procurou condicionar o voto dos venezuelanos chamando ditador a Chávez nas vésperas do acto eleitoral. Foi posto na fronteira…Imaginas algum partido português a convidar "observadores" que se dessem a esse desplante com o Sócrates? Nem eles nem nós somos repúblicas de bananas e não temos que ter complacências com as saudades neocoloniais de alguns senhoritos.
4. Os observadores internacionais já declararam as eleições justas...mas os media portugueses, ainda não havia resultados e já davam como bom reproduzir e fazer sua uma notícia do jornal Universal, da oposição venezuelana e estandarte secular, ele sim, da autocracia e corrupção do passado recente, sobre uma série de pretensas irregularidades. Pende-lhes para ali o profissionalismo.
5. Acabei de ver o telejornal das 20 h da TVI e a peça sobre as eleições deu-me a volta à tripa… Que lhes fazer? Continuarem a ser livres até para dizer novos disparates, fruto de um solidário despeito com quem historicamente não merece qualquer solidariedade. Mas não livres de se submeterem à denúncia das suas manipulações e mentiras no total desrespeito pelo acesso à informação dos portugueses que aqui e na Venezuela vivem e trabalham.
Saramago emociona-se ao falar com ex-refém das Farc



16 de Fevereiro de 2009, 16:24
O Nobel de Literatura 1998, José Saramago, falou emocionado nesta segunda-feira com o colombiano Sigifredo López, recentemente libertado pela guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), após quase sete anos de cativeiro, e de ter citado o seu caso no romance "Ensaio sobre a Cegueira".
"Espero que, além da alegria de ter recuperado a sua liberdade e de poder continuar a viver com a sua família, possamos conhecer-nos para que eu possa abraçá-lo, apertá-lo nos meus braços", disse Saramago a López por telefone através do canal de televisão RCN de Bogotá.
Em 5 de Fevereiro, depois de recuperar a liberdade, López comparou um dos personagem do livro do escritor à senadora colombiana Piedad Córdoba, que negociou com as FARC a sua libertação e a de cinco outros reféns.
"Quando eu nem pensava que isso pudesse acontecer, ele fez esta referência a”Ensaio sobre a Cegueira”, e isso tocou-me no coração, na alma, em tudo, e a verdade é que não pude fazer mais nada além de desabafar com a minha mulher", lembrou Saramago sobre o momento em que viveu.
O escritor disse que a alusão que Lopez fez à sua obra o reconforta. "Quando isso aconteceu, senti justificada a minha existência como pessoa e como escritor", destacou.
Saramago afirmou que se um dia for à Colômbia ( “e com certeza iremos”), vamos encontrar-nos com Sigifredo e com essa mulher extraordinária que se chama Piedad. "Espero que isto aconteça e, para mim e para a minha mulher, será um prazer enorme", concluiu.
"Espero que, além da alegria de ter recuperado a sua liberdade e de poder continuar a viver com a sua família, possamos conhecer-nos para que eu possa abraçá-lo, apertá-lo nos meus braços", disse Saramago a López por telefone através do canal de televisão RCN de Bogotá.
Em 5 de Fevereiro, depois de recuperar a liberdade, López comparou um dos personagem do livro do escritor à senadora colombiana Piedad Córdoba, que negociou com as FARC a sua libertação e a de cinco outros reféns.
"Quando eu nem pensava que isso pudesse acontecer, ele fez esta referência a”Ensaio sobre a Cegueira”, e isso tocou-me no coração, na alma, em tudo, e a verdade é que não pude fazer mais nada além de desabafar com a minha mulher", lembrou Saramago sobre o momento em que viveu.
O escritor disse que a alusão que Lopez fez à sua obra o reconforta. "Quando isso aconteceu, senti justificada a minha existência como pessoa e como escritor", destacou.
Saramago afirmou que se um dia for à Colômbia ( “e com certeza iremos”), vamos encontrar-nos com Sigifredo e com essa mulher extraordinária que se chama Piedad. "Espero que isto aconteça e, para mim e para a minha mulher, será um prazer enorme", concluiu.
Venezuela: uma vitória de grande alcance para toda a América Latina
Fidel já dissera o que todos sentiamam, de que este resultado eleitoral iria dar fôlego para aprofundar a revolução bolivariana na Venezuela e confirmar perspectivas positivas para todos os processos revolucionários e de esquerda na América Latina.A correlação de foças a nível regional e os efeitos internacionais desta vitória dão animo a quantos se batem em todo o mundo pela democracia e pela liberdade contra a opresssão, pelos direitos dos trabalhadores e por uma economia ao serviço das mulheres e homens, pela paz, pela cultura, pelo reforço das identidades e independências nacionais, pelo combate às injustiças, ao subdesenvolvimento, à fome e aos atentados contra o ambiente, por relações internacionais e comerciais mais justas, mais equilibradas, com diferentes polos de influência mais identificados com os respectivos povos, fazendo recuar o imperialismo, os sectores mais reaccionários e
retrógrados das sociedades.
retrógrados das sociedades.Sem outras considerações, para já, transcrevemos o take da agência bolpress desta madrugada.
Caracas, 15 Feb. ABN.- "Hoy ha ganado la verdad contra la mentira, ganó la constancia de un pueblo. Hemos hoy abierto de par en par las puertas del futuro", sostuvo este domingo el presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez.
Luego del primer boletín de resultados del referendo aprobatorio de la enmienda constitucional, en el cual el Sí obtuvo una contundente victoria de 54%, Chávez señaló: "Venezuela no volverá al pasado de indignidad". Desde el Balcón del Pueblo, en el Palacio de Miraflores, el Jefe de Estado felicitó a todos los batallones electorales del Comando de Campaña Simón Bolívar, al Partido Socialista Unido de Venezuela, a la alianza patriótica, al Poder Electoral y a todos los venezolanos y venezolanas que hoy dijeron Sí a la enmienda de la Carta Magna.
“Felicitaciones desde mi corazón a todo los venezolano, las misiones, a los comités por el Sí y al comando de Campaña Simón Bolívar, a Jorge Rodríguez, a Alberto Müller Rojas y a todos los partidos que conformaron este comando de la victoria”, expresó.
Asimismo, el presidente Chávez pidió, de forma especial, un reconocimiento a las autoridades del Consejo Nacional Electoral (CNE) por la labor cumplida y la rapidez con que emitieron los resultados de forma inmediata y con gran pulcritud, así como a los efectivos del Plan República. “Al CNE, un aplauso de reconocimiento a sus directivos al igual que a los efectivos del Plan República”, manifestó.
Por último, hizo un llamado a los sectores de oposición para que reconozcan los resultados emitidos por el CNE. “Espero que todos reconozcan con dignidad la victoria del pueblo bolivariano”, instó. Este domingo 54,36% (6.003.594) de venezolanos y venezolanas dijo Sí a la transformación de la Patria y a la enmienda constitucional de los artículos 160, 162, 174, 192 y 230 de la Carta Magna, informó la presidenta del CNE, rectora principal Tibisay Lucena. Durante la transmisión del primer boletín oficial de los resultados del referendo aprobatorio de la enmienda constitucional, Lucena indicó que esta jornada extraordinaria registró una abstención de apenas 32,95%. Este primer boletín lo otorgó el Poder Electoral con 94,2% de las actas escrutadas, y solo faltan 2 mil 251 actas por transmitir. El total de votos nulos fue de 199 mil 41 y de votos escrutados fue de 11 millones 242 mil 717. La opción del No obtuvo 5.040.082 de votos, lo cual representa un 45,63%.
La rectora del Poder Electoral felicitó al pueblo por su comportamiento cívico, democrático y alegre demostrado este domingo por todos los venezolanos. "Fue una jornada extraordinaria, donde todos actuaron de una manera extraordinaria".
La victoria es de América Latina “Esta victoria es de todos los pueblos de América Latina, es de nuestra América. Es una victoria verdaderamente histórica”, ratificó el Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías. Chávez sostuvo que el pueblo venezolano comenzó a irradiar la luz que lleva por dentro, desde el mismo momento en que comenzó a constituirse a sí mismo, y a adquirir conciencia de su valor y su fuerza.
Al respecto, refirió: “El pueblo venezolano, construyéndose a sí mismo, constituyéndose de nuevo, hoy esta brillando al mundo. El pueblo venezolano hoy está irradiando sus luces y sus virtudes democráticas, humanistas y revolucionaria al mundo entero”. “Que vea el mundo, pues, cómo brilla la luz del pueblo de Simón Bolívar”, sentenció el líder de la Revolución Bolivariana.
Ratificó su consagración íntegra al pueblo y reiteró que obedecerá fielmente a su mandato, a quien dedicó la victoria del proceso consultivo desarrollado este domingo. “Mándeme, pueblo, que yo sabré obedecerle. Soy soldado y ustedes son mis jefes”, expresó Chávez.
El Presidente de la República agradeció a su homólogo de Cuba, Fidel Castro, quien envió un mensaje de felicitación por la victoria popular alcanzada por el pueblo venezolano. El líder de la Revolución cubana pronunció vía telefónica: “Querido Hugo, felicidades para ti y para tu pueblo por una victoria que, por su magnitud, es imposible medirla”.
Venezuela fortalecida "Hoy sale fortalecido el socialismo bolivariano ante el mundo, hoy sale fortalecida la Revolución Bolivariana ante el mundo", dijo Chávez ante una multitud que celebraba en el Balcón del Pueblo el triunfo de la democracia. Señaló que esta es una victoria que quedan escritas para siempre en el libro de la historia. "Nuestra historia nueva, la historia del pueblo nuevo". Agregó: "Quedo consagrado por entero para seguir solucionando los problemas del pueblo y seguir levantando la Patria. Me consagro mucho más por entero a la construcción de la Venezuela nueva.
Me consumiré gustosamente porque el pueblo lo merece. Yo no me pertenezco, mi vida es de ustedes".
El Jefe de Estado indicó que la jornada de este domingo significó un gran esfuerzo. Instó a todos los venezolanos a fortalecer la unidad nacional para que sea cada día más grande el futuro de la Patria.
"¡Qué gran batalla compadre, qué gran victoria comadre! Que Dios los bendiga muchachos, que Dios los bendiga Venezuela", expresó Chávez.
Observadores internacionais e Oposição (do Público)
Os observadores internacionais afirmaram que a votação foi transparente e justa, e os opositores não pretendem contestar os resultados. O que não significa que todos tenham considerado o processo acima de toda a suspeita. O líder da oposição Leopold Lopez afirmara à BBC que a campanha foi tendenciosa: “Em dez anos tivemos 15 eleições, 15. E esta foi a mais desigual, a mais abusiva de todas... Por isso é que vimos mais propaganda para votar sim”.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
A colisão de dois satélites no espaço
Apesar da aparente confusão de material artificial em órbita, ainda é muito pouco provável a colisão entre eles. Mas isso já aconteceu.A recente colisão entre satélites espaciais , um norte-americano, o outro russo, levanta a necessidade de um acordo internacional sobre as actividades no espaço.
Muitos destes satélites são utilizados para fins militares e importa acautelar confrontos premeditados. Por outro lado, particularmente os satélites militares exigem ser alimentados por energia nuclear e a sua colisão ou desintegração provocam a poluição por partículas radioactivas destas zonas orbitais do espaço com uma perigosidade não controlada.
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

Filme agradável mas ao nível do fraco para o realizador.
A história cheira a mais uma viagem de americanas à procura de não sei quê na Catalunha e que se alimenta de tantos outros clichés.
Só um personagem convence assim assim, Vicky, interpretada por Rebecca Hall, por sinal a menos mediática dos actores que vestem os quatro personagens de um tetraedro amoroso. De Sacarlett Johansson seria de esperar a sensualidade forte de outros filmes que o realizador não explorou num guião que o aconselharia. Javier Barden é um bom actor mas as contradições do personagem (Juan Antonio)não se entendem. Penélope Cruz não dá consistência à personagem que poderia ser a mais complexa e interessante (Maria Elena).
Enfim, nem a vacuidade da burguesia ali representada justifica tão fraca capacidade de desenvolver os personagens a partir de clichés que se limitam a vegetar.
Depois, como se não bastasse a pouca solidez de um enredo, Woody Allen mete um narrador off a dizer o óbvio, a não introduzir qualquer mais valia.
Se é masquista ou se apenas quer ficar ligeiramente bem disposto e pouco consolado, vá ver.
A crise que nos querem esconder

Dir-se-á que há factos marginais da vida política que são suficientemente importantes para serem motivo de grandes destaques notic iosos. Não duvido que a necessidade de vender audiências e jornais tornadas indispensáveis à viabilidade dos media têm papel relevante.
Mas é bom que não nos escape que isso está a matar a possibilidade de que, na crise profunda que atravessamos, possa existir uma opinião pública com a endurance suficiente para a conhecer e a enfrentar e a dar campo ao medo, a atentados a direitos fundamentais de quem trabalha e à passividade face a medidas que mobilizem uma vasta base social de apoio à defesa dos portugueses e do país.
A economia afunda-se todos os dias e cada vez mais. Muitos milhares de trabalhadores vão para o desemprego todos os meses.
Mas em vez disso, gastam-se rios de tinta com o Freeport, BPN e BPP, a revelação e exploração de comportamentos anti-éticos, mais ou menos escabrosos ou banditescos de boa-parte daquilo a que alguns traficantes de neologismos decidiram em tempo chamar de "classe política". Mas a dança de cadeiras entre o poder político e o económico (que de facto o determina) continua. É necessário o apuramento de factos e responsabilidades por parte dos organismos do Estado a quem isso compete. Todas estas trapalhadas indicam-nos a impossibilidade prática de tal gente poder determinar os caminhos da recuperação e de como conjurar os desastres que temos à porta.
São questões graves mas também têm que deixar espaço para compreender que problemas de fundo o país enfrenta e as questões essenciais que importa mudarem. E não mudar para tudo ficar na mesma, não deixar passar como paradigmas diferentes os diferentes estados de alma, as diferentes estratégias de gabinetes de imagem, a mudança da fatiota.
PS e PSD liquidaram a actividade industrial, agrícola, pesqueira, mineira e de produção de bens de consumo, em nome da modernização que esta integração europeia nos traria.
Promoveram e apoiaram a financiarização do sistema económico, entregaram os fluxos financeiros resultantes das poupanças dos cidadãos em alimento de jogos de casino e de operações de alto risco, que enriqueceram ilegitimamente gestores.
Com destaque particular para o governo de José Sócrates, os últimos anos assistiram ao consolidar de tais atitudes, de alterações fiscais gravosas para reformados e os consumidores em geral e agora promete um "retirar aos ricos para dar aos pobres" para depois das eleições. Como Jerónimo de Sousa salientou ontem, Sócrates nesse afã robinwwoodesco esquece-se do chumbo da proposta do PCP sobre a tribução das grandes fortunas.
Já tudo é campanha eleitoral com Sócrates a vitimizar-se e a sua vida privada a servir de pasto para as revistas de largo consumo popular. À campanha que o próprio designou por "negra" segue-se agora a "cor-de-rosa".
As verdadeiras causas da crise, os seus protagonistas e a mudança real de paradigmas esfumar-se-ia entre as mãos do prestidigitador.
Mas o número talvez termine mal.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
"Dúvida" (Doubt), de John Patrick Shanley
Não é um grande filme. Mas é um bom filme. Bem realizado e servido de duas muito boas interpretações de Philip Seymour Hoffman (Padre Flynn) e Meryl Streep (Irmã Alouise), com um desenrolar dramático simples e não muito denso. Deixará para alguns uma insatisfação nos desfechos mas a obra previne disso logo no nome "Dúvida", adaptação do livro escrito pelo próprio realizador.O espectador é confrontado com uma situação em que cada personagem tem o seu drama mas não tira conclusões, é tão só levado a reconhecer o campo em que cada personagem se move e as dúvidas que cada um transporta. Saber se o padre no seu amor por uma criança problemática foi longe de mais ou se a dúvida expressa de forma contundente no final pela irmã tem um sentido amplo e já autocrítico é deixado à imaginação de cada um de nós.
A historia passa-se na Bronx, na época em que os negros acedem a direitos como frequentarem escolas não segregadas. E nela se opõem um padre que deseja a renovação da sua Igreja e uma freira preconceituosa, racista que mantem a disciplina escolar na base do medo. Esta sente a sua autoridade questionada na escola e conflitua com o padre para o afastar da escola e da paróquia, com base numa campanha difamatória sobre a eventual pedofilia do padre.
A não perder.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O governo de Sócrates ainda não compreendeu o alcance da crise, por Eugénio Rosa

O governo de Sócrates ainda não compreendeu nem a gravidade, nem a dimensão, nem a provável duração da crise actual. A prová-lo está o compromisso constante do PEC:2008-2011, enviado à Comissão Europeia, de já em 2010 reduzir o défice orçamental em 1.700 milhões de euros; baixar o investimento público em -14,3%; diminuir os subsídios a empresas de serviços públicos em -42,5%, o que provocará aumentos significativos de preços; e de continuar a destruir, já em 2009, emprego na Administração Pública, o que só poderá agravar o desemprego no País.
O aumento de desemprego em Portugal não se pode combater sem aumentar o investimento, pois é ele que cria emprego, e de dinamizar, de uma forma imediata, o mercado interno. De acordo com dados que o INE divulgou já em 30/01/2009, este ano o investimento das empresas deverá baixar em 8,6%, o que significa menos 2.700 milhões de euros do que em 2008. Para compensar esta redução significativa do investimento empresarial o governo, de acordo com a chamada "Iniciativa para o Investimento e Emprego" que justificou a Alteração ao OE2009, tenciona aumentar o investimento público em apenas 300 milhões de euros em 2009 com o objectivo de recuperar 100 escolas (segundo o governo, a recuperação das 100 escolas terá lugar em 2009, em 2010 e 2011). É evidente que com tão reduzido aumento do investimento público não se combate verdadeiramente o aumento do desemprego.
Melhor teria sido para o País e para os portugueses, que o governo, no lugar de apoiar a banca com 24.000 milhões €, e de utilizar 1.800 milhões de euros para anular, através da CGD, os prejuízos do BNP, tivesse reforçado significativamente o investimento público e aumentado o poder de compra dos portugueses com maiores dificuldades para suportar a actual crise (reformados, desempregados e trabalhadores com baixos salários), pois seria um medida que teria efeitos imediatos na dinamização do mercado interno tão necessário às empresas. As medidas anunciadas pelo governo para combater o desemprego, são manifestamente insuficientes. Muitas delas são medidas que já existiam, cujos efeitos no combate ao desemprego tem sido reduzidos, que foram repescadas por Sócrates e dados novos nomes para poderem passar como medidas novas, uma forma de manipulação da opinião pública.
Ver estudo completo em
http://www.resistir.info/e_rosa/governo_nao_compreende.html
http://www.resistir.info/e_rosa/governo_nao_compreende.html
«Nova Carta Estratégica» em Lisboa: estratégia de quem?
Os vereadores e deputados municipais da CDU de Lisboa não participaram, na passada segunda-feira, no acto público sobre uma designadaEste documento, para os eleitos da coligação democrática, deveria ser debatido institucionalmente antes da sua apresentação pública. A CDU tornou público que António Costa assumiu assim mais uma ruptura com os bons princípios levados à prática na década de 90, quando a então coligação (PS/CDU) concretizou o Plano Estratégico», na sequência de debates e estudos.
Nos 200 anos de Darwin

“O homem ainda traz na sua estrutura física
a marca indelével da sua origem primitiva”
(Darwin)
Passam, hoje 200 anos sobre o nascimento de Charles Darwin. Com ele e Lamarck a teoria da evolução ou evolucionismo ganharam progressivamente a comunidade científica e fizeram recuar o obstáculo constituído pelos dogmas da Igreja.
Num processo acidentado de grandes discussões e sofrendo muitos ataques mas onde germinavam condições diversas para vencer o absurdo das teses da Igreja, depois conhecidas por creacionismo.
Homens como ele ou Galileu tiveram um papel histórico no progresso do conhecimento científico. Com eles tombaram mitos como o de o Sol andar à volta da Terra ou o Homem ocupar um papel central e determinante na vida animal.
Dominado por doenças e experiências familiares adversas e trágicas, caberia a um grupo de amidos e discípulos como Huxley e Hooker a participação activa nessas discussões.
Receando as consequências da difusão das suas observações, hipóteses e conclusões, Darwin só viria a publicá-las a partir de 1858 dando à estampa no ano seguinte a que se tornou a sua obra mais conhecida, a Origem das Espécies.
Com uma larga formação teológica e científica, Darwin acompanhou os trabalhos de outros investigadores de vanguarda e aprofundou a sua formação e prática como naturista observando o comportamento de animais e plantas e o próprio ser humano. Teorias como a da hereditariedade de Mendel cederam-lhe bases importantes para a construção do evolucionismo e da evolução das espécies por selecção natural.
Na altura da sua morte, a Igreja fez constar que se teria reconvertido à fé em Deus. Essa era uma derradeira prática fraudulenta com que os dirigentes da Igreja procuravam rematar o prestígio definitivamente inatacável de muitos cientistas. Também no caso de Darwin não o conseguiram.
Desenvolvimentos do Darwinismo para outros campos como o social, com Malthus e Spencer viriam a ser utilizadas, mais parte pelas concepções fascistas sobre a superioridade da raça contrariando atitudes humanistas de Darwin.Essa é uma
Passam, hoje 200 anos sobre o nascimento de Charles Darwin. Com ele e Lamarck a teoria da evolução ou evolucionismo ganharam progressivamente a comunidade científica e fizeram recuar o obstáculo constituído pelos dogmas da Igreja.
Num processo acidentado de grandes discussões e sofrendo muitos ataques mas onde germinavam condições diversas para vencer o absurdo das teses da Igreja, depois conhecidas por creacionismo.
Homens como ele ou Galileu tiveram um papel histórico no progresso do conhecimento científico. Com eles tombaram mitos como o de o Sol andar à volta da Terra ou o Homem ocupar um papel central e determinante na vida animal.

Dominado por doenças e experiências familiares adversas e trágicas, caberia a um grupo de amidos e discípulos como Huxley e Hooker a participação activa nessas discussões.
Receando as consequências da difusão das suas observações, hipóteses e conclusões, Darwin só viria a publicá-las a partir de 1858 dando à estampa no ano seguinte a que se tornou a sua obra mais conhecida, a Origem das Espécies.
Com uma larga formação teológica e científica, Darwin acompanhou os trabalhos de outros investigadores de vanguarda e aprofundou a sua formação e prática como naturista observando o comportamento de animais e plantas e o próprio ser humano. Teorias como a da hereditariedade de Mendel cederam-lhe bases importantes para a construção do evolucionismo e da evolução das espécies por selecção natural.
Na altura da sua morte, a Igreja fez constar que se teria reconvertido à fé em Deus. Essa era uma derradeira prática fraudulenta com que os dirigentes da Igreja procuravam rematar o prestígio definitivamente inatacável de muitos cientistas. Também no caso de Darwin não o conseguiram.Desenvolvimentos do Darwinismo para outros campos como o social, com Malthus e Spencer viriam a ser utilizadas, mais parte pelas concepções fascistas sobre a superioridade da raça contrariando atitudes humanistas de Darwin.Essa é uma
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Gás russo: os burocratas de Bruxelas fazem jogo perigoso e põem em risco o abastecimento da população
Durão Barroso no seu papel de tigre de papel, que faz parte do seu genoma tem andado a provocar os russos em nome da importantíssima consigna “A EU não está dependente de Moscovo!”. Pois. E em nome da liberdade de comércio…A EU fez de conta que não percebeu o papel de chantagem do presidente ucraniano, entretanto já atenuado pelo acordo entre os dois primeiros-ministros.
A Ucrânia tem uma posição que só aparentemente é ambivalente, quando de facto mantendo o projecto de adesão à NATO e fornecedora de outros fretes belicistas, quer o mesmo estatuto de
preços que os parceiros da CEI. Não paga e desvia o petróleo para seu consumo que era destinado a outros países europeus.
Como a NATO desconfia que, mais dia, menos dia, a Ucrânia mudará de presidente e adoptará uma posição menos subserviente com outro presidente, não apoia o amigo Iushenko em toda a linha mas fecha os olhos à pirataria.
A Europa tem que se preocupar com o seu consumo de gás. Nos próximos dez anos, segundo a Agência Internacional da Energia, as suas necessidades de gás duplicarão e só a Rússia estará, para já, habilitada para este fornecimento. Só que a Ucrânia pode desviar o gás e vendê-lo, por exemplo, aos…EUA. A preocupação com isso tem levado os europeus a equacionar ter gasodutos próprios. Já há dez anos que
dirigentes europeus pensam nisso. Assim o projecto Nabucco começou a esboçar-se mas é muito caro (dez mil milhões de euros) e de duvidoso fornecimento garantido. O gás necessário não pode ser garantido apenas com os recursos do Irão, Casaquistão, Turquemenistão e Azerbeijão. A passagem na Turquia, seria pela região curda e a instabilidade não justificaria o risco.
Na cimeira de há dias em Budapeste, o presidente azeri, Ilkham Aliev, diz que entre estes países a questão está mais que discutida e que os europeus têm que se definir.
A Ucrânia tem uma posição que só aparentemente é ambivalente, quando de facto mantendo o projecto de adesão à NATO e fornecedora de outros fretes belicistas, quer o mesmo estatuto de
preços que os parceiros da CEI. Não paga e desvia o petróleo para seu consumo que era destinado a outros países europeus.Como a NATO desconfia que, mais dia, menos dia, a Ucrânia mudará de presidente e adoptará uma posição menos subserviente com outro presidente, não apoia o amigo Iushenko em toda a linha mas fecha os olhos à pirataria.
A Europa tem que se preocupar com o seu consumo de gás. Nos próximos dez anos, segundo a Agência Internacional da Energia, as suas necessidades de gás duplicarão e só a Rússia estará, para já, habilitada para este fornecimento. Só que a Ucrânia pode desviar o gás e vendê-lo, por exemplo, aos…EUA. A preocupação com isso tem levado os europeus a equacionar ter gasodutos próprios. Já há dez anos que
dirigentes europeus pensam nisso. Assim o projecto Nabucco começou a esboçar-se mas é muito caro (dez mil milhões de euros) e de duvidoso fornecimento garantido. O gás necessário não pode ser garantido apenas com os recursos do Irão, Casaquistão, Turquemenistão e Azerbeijão. A passagem na Turquia, seria pela região curda e a instabilidade não justificaria o risco.Na cimeira de há dias em Budapeste, o presidente azeri, Ilkham Aliev, diz que entre estes países a questão está mais que discutida e que os europeus têm que se definir.
Face a um projecto tão instável, a Rússia permite-lhes aceder a dois gasodutos: a de Nord Stream no Mar Báltico e a South Stream no Mar Negro, ambas com capacidade combinada para mais de 86 mil milhões de m3 (nos próximos dez anos as necessidades europeias serão de 105 mil milhões). E são gasodutos sem riscos, cujo abastecimento não será interrompido, é seguro e evita intermediários entre produtores e consumidores. E continuamos confrontados com a farronca do tigre de papel: é que o seu único “defeito” é…fornecer gás russo…
Putin já disse aos europeus que se definissem porque se não o fizerem os russos reorientam as suas exportações de gás para a Ásia e liquefazem o gás para o poder vender em todo o mundo.
Putin já disse aos europeus que se definissem porque se não o fizerem os russos reorientam as suas exportações de gás para a Ásia e liquefazem o gás para o poder vender em todo o mundo.
"Quem quer ser bilionário?"
“Quem quer ser bilionário” é um filme diferente. Filmado sobre a realidade da Índia mas feito por um inglês que, seguindo modelos estéticos e cinematográficos próprios da Europa e dos EUA, lhe retira a marca de origem no cinema indiano, trata uma história inverosímil: um jovem sem formação oriundo de um bairro de lata de Bombaim entra no concurso “Quem quer ser milionário” e atinge uma grande fortuna no máximo da classificação. Como? Com uma sucessão de perguntas, a que normalmente não daria respostas, mas que são temas que ao longo de uma vida acidentada confrontou em v árias situações, memorizando nomes e factos.Quando da penúltima pergunta vence uma rasteira do apresentador que o quis fazer perder tudo, é preso pela polícia que o leva sob a suspeita de estar a fazer batota, mas vai relatando as suas experiências ao inspector no interrogatório e o polícia convence-se da verdade das respostas que decorrem do relato da vida e das situações que as justificaram.
É também uma história de amor de três jovens fugidos de uma matança inter-étnica no bairro da lata, uma história de acção com gangs rivais ligados à prostituição, exploração da mendicidade e construção civil. Não consigo avaliar, face às grandes reacções ocorridas na Índia a este filme pela imagem distorcida que transmitiria das suas realidades, se essas reacções têm razão de ser.
Algo nos diz, porém, que estamos perante um êxito meteórico de um filme que talvez o não merecesse. Apesar de o considerar um filme razoável e de entender que é de ir ver.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
A Esquerda e o Poder (4)
(conclusão)Uma outra área que me ocorre, com outro tipo de complexidades, mas evitando repetir alguns traços anteriormente referidos, respeita à Reabilitação Urbana dos Bairros Históricos, que sendo um objectivo estratégico da CML, começou por se configurar ainda na gestão do Eng.º Krus Abecasis com a criação de dois gabinetes locais na colina do Castelo, por pressão das populações e com um papel importante de juntas de freguesia, já então de maioria comunista.
Estes instrumentos, depois alargados com a coligação de esquerda a outros bairros e reforçados, com uma Direcção Municipal própria, com instrumentos legais específicos de planeamento, com a interdisciplinaridade (engenheiros, arquitectos, fiscais, medidores orçamentistas, historiadores, assistentes sociais, etc.), obtida com a atracção de técnicos de outras unidades orgânicas, critérios técnicos próprios de intervenção em bairros que se queriam preservar bem como aos respectivos residentes, apoios próprios de planeamento e gestão urbanos e de gestão de empreitadas e com um novo estilo de relacionamento com as populações, foram essenciais no desabrochar deste processo de reabilitação urbana. 

A eficácia da intervenção dos gabinetes locais e o acompanhamento permanente pelos interessados foram facilitados com a agregação de competências que permitia acompanhar cada processo, da identificação do problema até à realização da obra, própria ou a fiscalização das intervenções dos privados.
Destas e doutras coisas resultou um progresso assinalável na reabilitação do edificado isolado ou em projectos integrados, um novo peso deste investimento no orçamento municipal, nova capacidade para influenciar a criação ou melhoria de programas de apoio como o RECRIA, REHABITA, SOLARH, etc., com o crescente recurso a estes por parte do município e dos particulares, uma nova visibilidade deste tipo de reabilitação e de satisfação das populações, um reforço do papel das Juntas de Freguesia.
Destas e doutras coisas resultou um progresso assinalável na reabilitação do edificado isolado ou em projectos integrados, um novo peso deste investimento no orçamento municipal, nova capacidade para influenciar a criação ou melhoria de programas de apoio como o RECRIA, REHABITA, SOLARH, etc., com o crescente recurso a estes por parte do município e dos particulares, uma nova visibilidade deste tipo de reabilitação e de satisfação das populações, um reforço do papel das Juntas de Freguesia.
Mas também os anos de oposição, sem poder executivo, em que, mantendo tais características, Santana Lopes saiu derrotado, isolado, para agora regressar, apostando no esquecimento de uns e na recusa da memória por outros.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
O buraco do tamanho de meio aeroporto...
O Penim Redondo comentou esta notícia do Expresso no seu dotecome_blog com um aviso à navegação que subscrevo."O buraco no Banco Português de Negócios já vai em €1800 milhões. Por causa dele, a Caixa Geral de Depósitos será obrigada a aumentar de novo o capital — e apesar do dinheiro que já meteu no BPN, mais de €1400 milhões, este continua em estado de morte clínica.A intervenção do Estado está a ser, pois, muitíssimo onerosa para os contribuintes. Mas muito poucos, entre os quais me incluo, defenderam que, em vez da nacionalização, o Estado deveria ter deixado o banco falir, porque a sua situação deve-se sobretudo a uma gestão fraudulenta e não à crise mundial.Com medo do risco sistémico, o Governo entendeu nacionalizar o banco e garantir a totalidade dos depósitos. Não o deveria ter feito — e, num caso de polícia como este, os depósitos só deveriam ser garantidos até ao limite estipulado de €20 mil) e não pela totalidade.Por isso, não sei se rio se choro quando vejo todos os que aplaudiram a nacionalização virem agora dizer que ela foi feita sem ser conhecida a real dimensão do problema. Acho que choro".
Nicolau Santos, Expresso 07.02.2009
Enquanto o pessoal se entretinha com o Freeport deu-se um conto do vigário do tamanho de meio aeroporto. Com tais distracções é caso para dizer, recorrendo à linguagem aeronáutica, que "voamos baixinho" e "aterramos de papo".
F. Penim Redondo
O Lago dos Cisnes, com uma coreografia diferente...
Com um agradecimento à Gabriela pelo envio do filme.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A Esquerda e o Poder (3)
Uma experiência autárquicaSem que isso seja encarado como receituário, suponho que interessará ao leitor, mais do que o enunciado de orientações gerais, saber o que colhi de uma experiência, que teve uma dimensão colectiva indissociável.
Importa começar por referir que o projecto autárquico dos comunistas assenta num estilo de gestão pelos eleitos das autarquias locais que é expressão dos objectivos, natureza e concepção democrática e participada de exercício do poder.
Houve garantir, a partir de opções ideológicas e políticas próprias e mesmo em regime de coligação – como foi o caso – uma coerência, que no caso concreto foi garantida quer no programa de candidatura quer na direcção efectiva das respectivas áreas, o que manteve sempre uma tensão interna, com vivas discussões sem expressão pública. Uma pedra de toque foi a questão da diferenciação das respostas privilegiando os sectores mais carenciados no ponto de vista social e urbano das barracas ou abarracados e dos bairros municipais. Outra foi a questão do planeamento e gestão urbanística, grande potencial de aproveitamento ilegítimo de recursos de privados em prejuízo da comunidade ou de operações que favorecem o compadrio, a corrupção, ou o tráfico de influências.
Começando pela área da Educação, a Carta de Equipamentos Educativos da cidade, anexa ao PDM, foi elaborada com consultas muito diversificadas de maneira a garantir um consenso sobre um planeamento democrático que deveria vigorar até 2011, atendendo às necessidades de
substituição de escolas inadequadas, de construção de novas escolas em zonas da cidade onde o reordenamento urbano iria ter novos afluxos de população, garantindo terrenos municipais que ficavam comprometidos para este efeito.Muitas foram as novas escolas e jardins de infância da rede pública foram então construídas.
Os planos de actividade resultaram duma permanente auscultação das escolas, pais e juntas de freguesia, feita no decurso de visitas do vereador e técnicos e eram apresentados no início do ano lectivo em plenário de escolas e de outros organismos que connosco cooperavam. Os apoios da Acção Social Escolar foram crescentes mas universais.
A estrutura municipal apetrechou-se de técnicos e recursos para as diferentes valências com o objectivo de agilizar respostas e ter sempre os utentes em diálogo, evitando a submersão dos interlocutores na “máquina municipal”. Os técnicos passaram a ser mais solicitados e a sentir a responsabilidade directa de melhorar as respostas mas também de discutir com os outros parceiros no processo educativo as prioridades, os problemas ou a negociar soluções práticas com a intervenção de todos. E esses parceiros passaram a estar progressivamente dentro das questões, sem “segredos”.
O nível de resposta aumentou, a compreensão geral sobre as necessidades e possibilidades também. E isso aumentou a capacidade reivindicativa dos utentes. Natural e desejavelmente. Só assim não reage quem defronta organismos cegos, surdos e mudos que não dão respostas. Ao que se conquista, na situação particularmente carente do ensino primário, segue-se o desejo de novas conquistas.
A estrutura municipal apetrechou-se de técnicos e recursos para as diferentes valências com o objectivo de agilizar respostas e ter sempre os utentes em diálogo, evitando a submersão dos interlocutores na “máquina municipal”. Os técnicos passaram a ser mais solicitados e a sentir a responsabilidade directa de melhorar as respostas mas também de discutir com os outros parceiros no processo educativo as prioridades, os problemas ou a negociar soluções práticas com a intervenção de todos. E esses parceiros passaram a estar progressivamente dentro das questões, sem “segredos”.
O nível de resposta aumentou, a compreensão geral sobre as necessidades e possibilidades também. E isso aumentou a capacidade reivindicativa dos utentes. Natural e desejavelmente. Só assim não reage quem defronta organismos cegos, surdos e mudos que não dão respostas. Ao que se conquista, na situação particularmente carente do ensino primário, segue-se o desejo de novas conquistas.
Compreender isto e agir em conformidade é uma obrigação da esquerda.
A atitude foi sempre a de encontrar as soluções práticas com os outros parceiros, não os desresponsabilizando de ter um papel activo e procurando que o seu papel próprio se consolidasse e o seu protagonismo se projectasse para fora da própria escola.
Não foi por acaso que, em cooperação com outras autarquias da Área Metropolitana de Lisboa, se tenha formado uma frente comum, independentemente das respectivas maiorias políticas, de reivindicação e proposta face à DREL e ao Ministério da Educação. Assim se criaram as condições para significativo aumento da rede pública do pré-escolar, de contrapartidas para novas intervenções (cantinas, auxiliares de acção educativa, apoio à reabilitação de escolas, etc.) e se projectou a importância da área da Educação quer em cada município como na Associação Nacional dos Municípios Portugueses mas também na opinião pública. Ou que se atenuaram as contradições entre pais e escolas/professores ou entre Câmara e Juntas de Freguesia. Pela boa identificação das responsabilidades que cabe a cada nível do poder, pela não-aceitação de divisões infundadas, nem as “arregimentar” das aspirações de cada um contra as autarquias enquanto as estruturas do Ministério iam sacudindo águas do capote…(continua)
Os seguidores de Mr. Lefebvre e o Concílio Vaticano II...
Ouçam esta, hoje mesmo dita pela boca fora do padre Floriano Abrahamowicz, chefe dos lefebvrianos do noroeste de Itália ao Canale Italia:"O Concílio Vaticano II foi pior que uma heresia, porque pegou em parte da verdade e fê-la absoluta, negando o resto. Nesse contexto, digo que foi uma cloaca"...
Esta declaração mal-cheirosa foi feita por mais um dos membros da seita lefebvriana, de que há dias um bispo negou o holocausto e os crimes das câmaras de gás.
A propósito da Florida e do sonho americano a passar um mau bocado, pelo F. Sousa Marques
Caros amigos,Recebi um comentário de um dos leitores das minhas Obama News e não resisto a enviar-vos um comentário "amargo" que acabei por desabafar.
É que, para além do frio (mesmo dentro de casa), falta ar puro para respirar.
O ar de que falo é o que alimenta o cérebro e o espírito, o que nos torna mais atentos e vigilantes, o que nos ajuda a despertar consciências e a fazer falar os que, silenciosamente, se limitam a assistir ao andar dos tempos...
Escreveu o meu amigo...
A Florida não conheço, mas imagino que seja uma zona temperada, pouco dada a excessos de invernia...Será?
Ao que respondi...
É verdade!No verão, clima tropical, temperaturas acima dos 30 a 35º C e humidade acima dos 80%. Chuvas tropicais. Furacões.No inverno, clima "primaveril", temperaturas a rondar os 20 a 25º, sol, época alta para quem foge do frio do norte... A época do turismo...
Mas este inverno tem sido "a doer". Principalmente para os sem-abrigo que são enviados ou caminham para sul (Florida, Texas, New Mexico, Arizona). Para os que estão desempregados e não têm dinheiro para se aquecer. Para a população mais idosa que, depois da reforma, se deslocam para aqui (porque a vida é um pouco mais barata e mais cómoda). Para os veteranos das guerras, muitos deles com doenças mentais (tem aumentado, assustadoramente, o número de suicídios nas forças armadas), e que, principalmente no caso dos veteranos da guerra do Vietnam, têm sido abandonados pelos sucessivos desgovernos. Para os restaurantes que fecham "em cadeia", os negócios que vão à falência, as empresas que anunciam preços cada vez mais baixos para produtos que cada vez menos são capazes de vender, os proprietários que abandonam as casas compradas por não conseguirem pagar os empréstimos.
Enfim... o "sonho americano", a "american way of life", estão a passar por um mau bocado. Que era previsível para quem acompanhava a evolução da economia global e do beco sem saída em que o ultraliberalismo se meteu e nos meteu a todos. E a "crise" (a verdadeira, mais profunda) ainda está aí para chegar!O que vale é que os media estão entretidos com o mau tempo. A superbowl 2009 foi inesquecível. O Liedson vai continuar no Sporting e vai ajudar o Deco a marcar uns golos na selecção nacional. O caso Freeport é a coisa mais importante que se passa na Europa. Na China impera uma democracia. Israel e Palestina continuam o calvário...
Mas, fundamentalmente, hoje é sexta-feira, está a começar o fim-de-semana...Recorda-se do poema "Porque amanhã é sábado"? Com Vinicius e um copo de whisky a acompanhar.
E a febre de sábado à noite a despertar...
Um abraço,
Fernando
PS: Não leve a mal a minha amargura. Mas o bicho homem está a precisar de uma reciclagem...
Frase de fim-de-semana, por Jorge
122 jornalistas despedidos no DN e JN

O despedimenento de 122 jornalistas do DN e do JN, que inclui boa parte dos melhores jornalistas de ambos os jornais, depois do recrutamento de jovens profissionais menos defendidos para o condicionamento da sua isenção jornalística, é uma pedrada na liberdade de informar.
Tanto mais que tal medida é tomada a pouco tempo de se iniciar mais um ciclo eleitoral neste ano de 2009.
A que está hoje reuzida a liberdade do jornalista?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
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