terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais de 7 mil despedimentos em Janeiro e CGTP denuncia redução ilegal de postos de trabalho em 97 empresas

Os dados oficiais deram ontem conta de mais de 7 mil despedimentos só no mês de Janeiro.
A CGTP foi mais longe e, pela voz do seu secretário-geral apresentou o seguinte relatório:

“A CGTP acompanhou de perto, no mês de Janeiro, a situação social de 437 empresas do país, muitas delas com despedimento ilegais, aproveitando o argumento da crise. Esta segunda-feira, a CGTP divulga irregularidades detectadas nas empresas.
A CGTP apresenta, esta segunda-feira, os resultados detalhados de uma análise da situação de 437 empresas em Portugal.
A análise esteve na base da declaração de segunda-feira da Central Sindical de que havia aproveitamento do argumento da crise por parte de algumas empresas para fazer despedimentos ilegais.
De acordo com a lista de dados da CGTP, a que a TSF teve acesso, pelo menos 97 empresas reduziram ilegalmente postos de trabalho.
Destaca-se o caso da RTE, uma fábrica de pinturas e montagens industriais, despediu, em Janeiro, 57 trabalhadores, onde 36 eram mulheres das quais 4 estavam grávidas, 12 em licença por maternidade e uma estava a amamentar.
Também a Gestamp Aveiro despediu onze trabalhadores depois de ter recebido 12,9 milhões de euros para a criação de 80 postos de trabalho. Um dos funcionários dispensado é dirigente sindical.
Das 74 empresas que fecharam portas, a Euronadel é o caso mais mediático, mas o destaque vai para o grupo Pestana Pousadas.
O grupo encerrou provisoriamente 16 pousadas a pretexto de fazer obras de manutenção e conservação, mas contactadas pela CGTP, várias Câmaras Municipais garantiram não ter nenhum pedido nem dado qualquer autorização para obras.
Na listagem podem ver-se ainda quatro empresas em deslocalização, entre elas está a Ecco'let, a empresa de calçado de Santa Maria da Feira que despediu 180 trabalhadores depois de ter recebido apoios financeiros do Estado, alguns bem recentes.
Do total de 347 empresas, a CGTP aponta para a suspensão da laboração em 51 empresas e há ainda 95 casos de empresas com salários em atraso, exemplo conhecido da Bordal Pinheiro que depois de ter pago só agora o ordenado de Dezembro ameaça não pagar a retribuição de Janeiro”.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Vista panorâmica em 360º de Macau

Se não conhece, fica com uma ideia. Pálida é certo. Para isso clique em
http://61226.com/self/macau.htm

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Freeport e as grandes manobras

O unanimismo do tratamento dos grandes media sobre o caso Freeport deixa que pensar.
Não é que não incluam diferentes atitudes do tipo de salientar a gravidade da questão ou de dizer que tudo isto é mais ou menos uma cabala.
Não. O que parece estar a acontecer é quererem todos transformar no alfa e ómega da crise que o país atravessa um caso de corrupção em que mais ou menos alegadamente esteja o Primeiro-Ministro, ou a recomendável família, ou ainda o cão e o gato...Isto é, todos estão a contribuir para a operação de vitimização de Sócrates.
E, concomitantemente, a retirar do debate público as causas de política que estão na origem da crise que, há umas semanas já estava remetida para efeito colateral das coboiadas financeiras da administração Bush em detrimento das malfeitorias permanentes e continuadas da política de direita do PS, os planos de salvação da banca tóxica e o desatar de encerramentos de empresas e de interrupções de laboração com o aumento de despedimentos e desemprego e a perspectiva de fome a atingir mais lares portugueses.

Deixemos as instâncias judiciais funcionar, não ignorando que há fumos mas não inflamando o discurso por razões pouco claras, contendo os donativos para peditórios que passam ao largo de grandes manobras.
O fenómeno da corrupção é uma condição desta política. Necessária para ela se realizar. Mas não suficiente para poder ser combatida isoladamente - com êxitos pontuais contra a malandrice dos nossos maiores que se podem arrastar por muitos e bons anos em tribunal e depois regressarem como vedetas de talk-shows e de consultadorias diversas em empresas públicas - e fechando os olhos à progenitora firmemente ancorada em interesses de grupos económicos que põem os ovos em vários cestos para, estragando-se alguns, não deixarem de ter omoletes.

"Aceitaremos um estado ao lado de Israel sem o atacar, mas nunca o poderemos reconhecer"

Na edição de hoje do Público, Alexandra Lucas Coelho, em Gaza, entrevista o deputado e dirigente do HamasIahya Al Abadsa. Recomendo a leitura.


"Abbas é um traidor. Os regimes árabes são ditaduras corruptas. A resistência só acaba se a ocupação acabar. Israel não tem futuro como Estado judaico. É o que pensa o Hamas, nas palavras de um líder"

Os mais conhecidos nomes do Hamas em Gaza estão na sombra desde a guerra. Um dos líderes que falam é o deputado Yahya Al Abadsa. Esteve preso cinco anos nas cadeias israelitas, doutorou--se em Educação e deu aulas na Universidade Islâmica até ser eleito para o parlamento. Aos 51 anos, pai de sete filhos, mora num modesto apartamento em Khan Yunis, Sul de Gaza, onde os pais se refugiaram quando Israel foi criado.


Quinta-feira à tarde não havia bandeiras verde do Hamas na rua, mas viam-se duas vermelhas da PFLP (Frente Popular para a Libertação da Palestina). Como faltava a electricidade, era preciso subir às escuras uns degraus toscos de cimento. Lá em cima, na sala de visitas, o habitual mapa da Palestina antes da declaração de Israel. Dois dos filhos, um adolescente e uma menina, seguiram a entrevista. A jornalista não estava de cabeça coberta. Abadsa foi sempre cortês.



Ver a entrevista nas páginas 12 e 13 de
http://jornal.publico.clix.pt/

Playtime- a vida moderna, de Jacques Tati

No decurso de uma operação de zapping, condicionada pelo contraste entre o Mezzo e a pobreza de outros canais, fui ter à RTP-2, bem no início do Playtime, a Vida Moderna de Jacques Tati. Foi uma imensa alegria retomar o contacto com a aparente leveza e o humor espantosamente conseguido neste grande filme. Que reflecte a reacção a novos estereótipos da arquitectura, do design e das funcionalidades, ao diletantismo e espavento de uma classe média com estatuto ascensional, a que atribuíamos – também então! – um carácter moderno, com o que isso tem de apelo à alienação ou ao consumismo e às falsas necessidades que geraram as bolhas que rebentariam mais de trinta anos depois.

Mr. Hulot é o alter-ego de Tati, a ponto de confundirmos a personagem com o seu criador que captou como poucos os pequenos momentos e reacções do quotidiano de uma sociedade. Sociedade em transformação de representações e de valores, revelando os confrontos com a simplicidade do ser de uma ganga contra a qual ele nunca se manifestou civicamente, ao ponto de, para alguns, se deixar confundir com um personagem deslocado no tempo e no espaço, um D. Quixote que não investe sobre os moinhos. Porém, ele é, na verdade, um flaneur de Baudelaire dos tempos modernos. Um flaneur que nos desafia a ver coisas que, de banais, não nos chamam a atenção. Atitude, aliás, muito conseguida com o perfil subtil que paira nas situações de uma forma esguia, ela própria rejeitando um estereótipo de elegância que surpreende e onde a gabardina, o cachimbo, o chapéu, o guarda-chuva e as calças curtas se tornaram adereços identitários, como existiram já nas Férias do Sr. Hulot (1953) no Meu tio (1958), e depois dos que nos trouxe, como carteiro, no Carrossel da Esperança (Jour de Fête, 1949), a sua primeira longa-metragem.
Em Hulot, e especialmente neste filme, o humor, os gestos humanos, o desassombramento perante as dificuldades, estimularam uma combatividade esclarecida que não renegou a cultura nesta época. Filmado sem um close-up e com cenas que não se esgotam apenas num tema nem na personagem principal, é uma tarefa complexa da mise-en-scène, e remete Paris eterna para simples imagens nas vidraças, onde os prédios novos indefinidos são palco de circulação de turistas americanos a quem resta captar imagens de uma resistente florista de esquina das avenues que deixaram de ser boulevards.

O restauro deste filme que esteve em risco de se perder pela degradação dos negativos originais, permitiu um reencontro com o público, depois do impacto da sua estreia original, injustamente condicionado, em termos de crítica, pela sua realização cara e acidentada.
Jacques Tati já era um realizador reconhecido e premiado, particularmente depois do Meu tio, no final dos anos cinquenta quando desenvolveu o projecto do Playtime, claramente exorbitante nos recursos, não se tratando de um filme norte-americano. Eram os anos sessenta, a França disputava aos EUA uma influência cultural imbatível em termos de mercado, e o desejo de afirmação francesa era muito forte. Alguns chamaram ao projecto megalómano (a área dos cenários era enorme e ficou conhecida por Tativille) e os incidentes no decurso da produção, em termos de pesados encargos e mesmo atmosféricos, geraram nos meios culturais fortes reacções e antipatias que viriam a refrear entusiasmos quando da sua estreia em 1967. Como alguém disse, Playtime "foi a obra-prima que arruinou o seu autor". Ainda realizou e produziu outro filme, Trafic (1970), que apesar de ter sido um êxito de bilheteira não impediu a ruína que obrigou Tati a vender os seus negativos.
Felizmente, o filme sobreviveu e é um das melhores obras cinematográficas do século passado, que mantém grande actualidade.
Sobre a sua vida e obra consultar
http://www.tativille.com/

sábado, 31 de janeiro de 2009

Trovoada no vulcão


Depois de ter estado em silêncio cerca de 9 mil anos, no passado dia 3 de Maio o vulcão Chaiten, no Chile, entrou em erupção provocando uma “tempestade suja”, causada pelo choque entre rochas, cinzas e partículas de gelo que produziram descargas de electricidade estática, tal como as partículas de gelo as criam nas trovoadas correntes.
A erupção, que demorou meses, obrigou a evacuar milhares de habitantes e de cabeças de gado deste canto da Patagónia.

Pintura de Júlio Resende



Amanhã novo governo na Islândia


De entre os países que tiveram um impacto mais surpreendente do colapso do sector bancário internacional, destaca-se a Islândia.
País considerado o "último paraíso da Europa pelas suas belezas naturais, com apenas cerca de 300 mil habitantes, que apresentava uma assinalável estabilidade, ocupava até há uns meses lugar de destaque “pelo seu sucesso”. O sucesso, porém, fora obtido através de empréstimos tóxicos em larga escala e a economia apanhada por eles afundou-se. O país está na bancarrota e os islandeses acordaram de um sonho mau, exigindo nas ruas durante quatro meses uma política que rompesse com o neo-liberalismo e as consequências que a desregulamentação acabou por trazer ao país. O governo anterior, do Partido da Independência e da Aliança Social-Democrata, foi forçado à demissão por esta impressionante reacção popular.
O Presidente da República convidou para formar governo Johanna Sigurdardottir, de 66 anos, da Aliança Social-Democrata, que era Ministra dos Assuntos Sociais, que tem estado em conversações com a formação Esquerda-Verdes, cujo presidente é Steingrímur J. Sigfussen, para formar um governo minoritário no Parlamento. A social-democrata declarou hoje que o governo só amanhã estará pronto a ser apresentado. A Aliança Social-Democrata mantém-se também em contacto com o Partido Progressista de quem espera apoio parlamentar.
O Parlamento, de 65 deputados, saído das anteriores eleições é composto por 27 deputados do Partido da Independência, 18 da Aliança Social-Democrata, 9 da Aliança Esquerda-Verdes, 7 do Partido Progressista e 4 do Partido Liberal.
Entre os partidos que apoiarão o governo, estiveram em discussão matérias como a data das eleições antecipadas e o referendo de adesão à UE bem como um programa faseado de medidas de natureza económica e financeira para enfrentar a bancarrota.

Os poderes ocultos

Depois de quase dois dias a pesquisar, aqui vo-los apresento em primeiríssima mão.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Roma antiga a três dimensões

"O mundo tem que saber o que os israelitas fizeram em Gaza", diz um médico argelino

Um médico argelino, Mohamed Khouidmi,que trabalhou no Hospital de Shifa, em Gaza,diz que Israel usou urânio nos seus ataques a Gaza.
Em declarações ao diário argelino "Liberté", Khouidmi, que recentemente regressou à Argélia, após ter assumido o papel de responsável de emergências em Shifa, disse que num certo número de feridos admitidos no seu bloco eram visíveis efeitos causados pelo urânio. «O exército israelita usou um anti-míssil que explodia a cerca de 50 centímetros da superfície, levando à amputação dos membros inferiores de pessoas que estavam no perímetro da explosão", disse o médico.Ele explicou que os feridos pelos mísseis, depois de várias horas de cirurgia no hospital e, após a amputação e fechada a ferida eram admitidos na reanimação. Após duas ou três horas, a ferida abria de novo e hemorragia matava o paciente», afirmou Khouidmi, que explicou que isso aconteceu duas ou três vezes no hospital e que os médicos tinham concluído pela presença de urânio em mísseis israelitas.


O cirurgião argelino, considerado um dos maiores especialistas em medicina de emergência no Norte de África, disse que o que ele viu em Gaza foi «pior» do que aquilo que foi encontrar no Iraque ou no sul do Líbano, onde ele também esteve como cooperante médico. "O que constatei em Gaza era estranho e nada tinha a ver com o que vi nos outros conflitos", disse. Salientou ainda que os corpos que foram examinados na unidade tinham "os intestinos queimados e exalavam cheiro a alho" e por isso não tinha a mínima dúvida de que o exército israelita também utilizou fósforo branco nos ataques.
Khouidmi explicou que ele e outros médicos que trabalhavam na Faixa de Gaza elaboraram um relatório com provas detalhadas e o remeteram para o Comité Internacional da Cruz Vermelha, a quem pediram o envio de uma comissão de inquérito imparcial sobre a utilização de armas proibidas por parte de Israel, "especialmente com urânio".

Contrato de uma professora na Espanha de 1923


História das religiões: 5 mil anos em 90 segundos


Frase de fim-de-semana, por Jorge


“Definição de Criminoso – Pessoa com instintos predatórios que não dispõe do capital suficiente para criar uma empresa”


Howard Scott, engenheiro, fundador da célebre Technocracy Inc.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ilda Figueiredo, candidata ao Parlamento Europeu


A CDU apresentou hoje, no Hotel Altis, em Lisboa, como primeira candidata às eleições do Parlamento Europeu - Ilda Figueiredo. A actual deputada ao PE é economista, membro do Comité Central do PCP, Vereadora na Câmara Municipal de V. N. de Gaia, vice-presidente do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica e vice-presidente da Comissão de Emprego e Assuntos Sociais.

Cartoon de Monginho

in Avante!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Hootenanny, na Culturgest, comissário Ruben de Carvalho

Música/cinema/dança De Segunda 2 a Sábado 7 de Fevereiro de 2009

Pequeno e Grande Auditórios · Preços variáveis
HootenannyComissário: Ruben de Carvalho
Classificação: M/12
Informações e reservas 21 790 51 55mailto:culturgest.bilheteira@cgd.pt
Bilhetes à venda CulturgestFnacBlissLivrarias Bulhosa (Oeiras Parque)lojas AbreuWortenhttp://www.ticketline.sapo.pt/Reservas707 234 234

O termo hootenanny está, como tantas outras coisas da música popular norte-americana, indissoluvelmente ligado à figura de Pete Seeger. Segundo o autor de If I Had a Hammer, a primeira vez que ouviu este termo foi no final da década de 1930, em Seattle, onde fora adoptado por um clube popular ligado ao New Deal rooseveltiano para designar as suas iniciativas mensais de recolha de fundos.Seeger, Woody Guthrie e os seus companheiros dos Almanac Singers viriam igualmente a adoptar a designação para dar nome aos espectáculos que semanalmente passaram a realizar no quadro da cooperativa de artistas e cantores Peoples Song, Inc., fundada em 1948 com a finalidade de apoiar sindicatos, organizações sociais e de esquerda.A génese do termo é polémica, o próprio Pete Seeger admite que possa ter uma sinuosa origem em colonos franceses dos EUA, mas acabaria por se fixar correntemente como referência a festa musical popular mais ou menos informal. Com este sentido viria a ser adoptada pelos Almanac, a designar programas de rádio e televisão surgidos nos anos 60 e a generalizar-se como sinónimo de espectáculo de música folk e old time. Frequentemente se cita a analogia feita por Joan Baez segundo a qual hootenanny está para a folk como jam session para o jazz.O Hootenanny que a Culturgest passará a organizar anualmente pretende apresentar um conjunto de espectáculos de vários géneros, tendo como tema central a música folk norte-americana e a designada old time music, num espectro musical que irá dos blues tradicionais, passando pelo bluegrass, cowboy songs, topical songs, primeiro e segundo folk revivals, até às expressões da country music onde prevalece o elemento popular e a influência tradicional sobre a bem menos interessante presença pop e mainstream.A primeira edição do Hootenanny compreende os eventos constantes das páginas seguintes e um workshop por Richard Greene sobre fiddle, o tradicional violino popular, dirigido a alunos do Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa e da Escola Profissional Metropolitana, ambos da AMEC – Associação Música, Educação e Cultura.

Programa
Segunda 2Cinema: American Patchwork – Appalachian Journey
Terça 3Música: Mike Seeger
Quarta 4Cinema: Dreadful Memories - The Life of Sarah Ogan Gunning
Quinta 5Música/Dança: Appalachian Roots
Sexta 6Cinema: Flatpicking e fingerpicking A guitarra de Doc Watson: uma antologia
Sábado 7Música: Tony Trischka - Double Banjo Bluegrass Spectacular

Parabéns, Jornal de Letras!

No dia em que é publicado o número 1000 do JL, um abraço de parabéns para o José Carlos de Vasconcelos e todos quantos nele trabalham e colabora.

A adoração do Céu na China

Performance ritual, anteontem no Parque Tiantan de Pequim., onde são usados figurinos da corte real da dinastia Qing (1644-1911) em frente ao Templo do Céu no espaço de oração pelas boas colheitas.
O Templo do Céu foi o primeiro a ser construído em 1420 e usado como altar de sacrifícios imperiais durante a dinastia Qing e antes pela dinastia Ming (1368-1644). A adoração do céu faz-se a partir do dia 26 de Janeiro, primeiro dia do Ano Novo Lunar Chinês até ao dia 30.


Bei mir bist du schejn


“Quatro minutos deliciosos. A imagem da mulher dos tempos da minha mãe era de uma candura inigualável "- migana

Fórum Social Mundial com a crise económica em pano de fundo


O Fórum deste ano, a decorrer até domingo na cidade brasileira de Belém, vai ter como temas centrais de debate a falência do sistema financeiro e a crise da economia capitalista.
Nele participam representantes de cerca de 4 mil movimentos sociais de 150 países em cerca de mil actividades políticas e culturais.
O Fórum decorre nas universidades federais do Pará e Rural da Amazónia, onde se realizam debates e intercâmbios em que se discutirão também a crise alimentar e os problemas graves do meio ambiente.
Ontem o Fórum foi aberto com uma manifestação de mais de 100 mil pessoas que percorreu as ruas da cidade e que manifestou a oposição comum à globalização neo-liberal bem como a s olidariedade com o povo palestiniano e a condenação dos ataques israelitas contra Gaza.

Participarão no Fórum vários presidentes de Repúblicas da América Latina: Brasil, Venezuela, Chile, Bolívia e Paraguai

Lenine vive


Na semana passada passaram 85 anos sobre a morte de Lenine.
Existem na Rússia hoje algumas pessoas que ainda aspiram a uma guerra fria contra a União Soviética. Para essas pessoas, apesar da URSS ter desaparecido há 18 anos ainda encontram dela inúmeros vestígios como, por exemplo, nos elevadores, nas conservatórias de registo civil, nos armazéns, na estatuária e na toponímia das cidades. A propósito de factos como a prisão de Mikhail Khodorkovsky – grande capitalista preso há poucos anos por uma enorme fraude fiscal -, de vários projectos nacionais, da guerra da Ossétia do Sul e das relações com o Ocidente, manifestam o receio do regresso da URSS…
São pessoas que se enfurecem com datas históricas da nação. Alguns escrevem que Hitler poderia ter salvo os russos da “ditadura de Stalin”, outros tratam Lenine como “tirano sangrento e carniceiro”.
Mas curioso que, apesar de todas essas campanhas, a memória de Lenine e os sentimentos para com ele e a Revolução Russa persistem. Por isso há quem se movimente para destruir simbologias.
Não é possível apagar da história da nação e do estado um período histórico que levou o país feudal, atrasado, ao segundo lugar entre as potências mundiais e ao primeiro lugar nas conquistas sociais, políticas, culturais, científicas, e desportivas, em menos de 40 anos, de ter sido o suporte insubstituível ao êxito dos movimentos de libertação nacional dos anos 50 a 60 de tantos países do mundo, a quem dedicou tanto da sua riqueza e quadros em regime de solidariedade, apesar de nesse período ter sofrido uma guerra civil com intervenção adversa no território de dezenas de exércitos estrangeiros, de ter sofrido a invasão nazi que lhe provocou 20 milhões de mortos que levou de vencida, de ter sofrido os embates de uma guerra fria durante outros 40 anos, que acabaria por contribuir para a sua derrota.
Não é possível encontrar “outra Rússia” neste período que substituísse essa.
Os ódios talvez passem e Lenine retomará, de direito, o lugar na História como um dos seus grandes obreiros. Da mesma forma nem a Rússia nem o mundo pararam e a História continua a ser escrita

PEC 2008-2001: continua a obsessão do deficite, segundo estudo de Eugénio Rosa


“Em 2009, e certamente também em 2010, Portugal continuará mergulhado numa grave crise financeira e económica; Nas últimas projecções, o Banco de Portugal prevê um crescimento económico de apenas 0,2% em 2010 e o seu governador já veio dizer publicamente que se fossem feitas as previsões agora, elas seriam ainda mais negativas: A previsão da Comissão Europeia é de uma contracção de -0,2% em 2010.
Apesar disso, de acordo com a proposta do “Plano de Estabilidade e Crescimento: 2008-2011” (pág. 42) apresentada pelo governo, este tenciona, se ganhar as eleições, reduzir o défice orçamental, entre 2009 e 2010, de -3,9% para apenas -2,9%. E, em 2011, impor nova redução para -2,3%. Isto significa, a preços de 2009, uma redução no deficit orçamental, respectivamente, de cerca de 1.700 milhões de euros em 2010, e de mais 680 milhões de euros em 2011.
É evidente que isto só poderá ser obtido à custa da diminuição do investimento e do consumo público o que, a concretizar-se, só poderá determinar um agravamento maior da crise em que o País ainda estará certamente mergulhado. É evidente que enquanto Portugal não romper com esta politica de obsessão de redução do défice nunca sairá da grave crise em que está mergulhado”.
Ver artigo completo em
http://www.resistir.info/e_rosa/pec_2008_2011.html

Em defesa do último grande jornal da cidade do Porto


Há um só jornal de dimensão nacional sedeado fora de Lisboa, o “Jornal de Notícias”, resistente último à razia que o tempo e as opções de gestão fizeram na Imprensa da cidade do Porto. Todavia, nunca a precariedade dessa sobrevivência foi tão notória como hoje, sendo tempo de todas as forças vivas da sociedade reclamarem contra o definhamento da identidade de uma instituição centenária que sempre as representou, passo primeiro para a efectiva e irreversível extinção.

A cidade do Porto e o Norte assistiram, calados, ao desmantelamento de ícones como “O Primeiro de Janeiro” e “O Comércio do Porto”. Quando reclamaram, era tarde. No caso do JN vão ainda tempo de exigir responsabilidade e sensatez. Quando perceber que o fim de tudo foi assim evitado, também o Grupo Controlinveste agradecerá, e é por isso que reclamamos a recuperação urgente do verdadeiro JN. Nacional mas do Porto.


Estas são dados contidos no manifesto que pode encontrar e assinar em


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

vox populi


Dizem os Americanos: ”We have Barack Obama, Stevie Wonder, Bob Hope and Johnny Cash.” Respondem os Portugueses: ”We have José Socrates, No Wonder, No Hope and No Cash.”

Foi há 65 anos que os soviéticos venceram a batalha de Stalinegrado





A Rússia está a assinalar hoje os 65 anos sobre a batalha de Stalinegrado que em que terão morrido talvez 8oo mil pessoas - a maior parte dos quais habitantes da cidade que não deixaram essa batalha apenas para os seus militares - e de cuja defesa os soviéticos fizeram ponto de honra. Foram 817 dias de cerco pelas tropas nazis que ter,inaram com a rendição do general von Paulus e o que lhe restava do estado-maior.
O resultado desta batalha foi o ponto de viragem na guerra.
Inúmeras memórias persistem no local e na net. A estátua gigante Mãe-Pátria assinala o sacrifício e o heroismo dos combatentes.
Também hoje se assinalam os 63 anos da libertação de Aushwitz, a que o Vitor Dias faz referência no seu tempo das cerejas.

Barroso dá mãozinha a Iushenko a propósito do gás...



Viktor Iushenko, que já ficara isolado na Ucrânia por causa do apoio à agressão da Geórgia à Ossétia do Sul e que defronta a vontade maioritária na Ucrânia de ser afastado das funções por ter criado o imbróglio da quebra do fornecimento do gás russo a vários países europeus, recebeu agora um apoio de Durão Barroso.
Lembro que a manobra do ainda presidente ucraniano de limitar o fornecimento do gás que atravessa a Ucrânia como chantagem para obter vantagens negociais foi desfeita com o acordo a que os dois primeiros-ministros russo e ucraniano, respectivamente Putin e Timoshenko chegaram para conter o aventureirismo de Iushenko.

Agora Barroso, que não terá gostado deste desfecho, prometeu uma conferência sobre a matéria lá para Março e permitir o acesso da Ucrânia ao acordo energético da CE.
Como se sabe, alguns países europeus querem recorrer ao alargamento do fornecimento de gás natural do norte de África, argumentando de que assim se libertariam do uso pela Rússia da "arma do fornecimento do gás".
Ainda e sempre a confrontação com a Rússia é objectivo estraégico de tigres de papel como o nosso ex-Primeiro, o tal que deu à sola quando o chamaram para Bruxelas. Com tais objectivos e tais protagonistas a "Europa" continua a ser um quadro institucional para alimentar a guerra das geo-estratégias...

Reabilitação Urbana em Lisboa retrocedeu significativamente nos últimos 8 anos


A Reabilitação Urbana dos Bairros Históricos sofreu nos últimos 8 anos um retrocesso assinalável decorrente de orientações políticas neo-liberais que se traduziram entre o último ano da coligação de esquerda (2001) e o último ano de que há relatórios de gestão (2007) em resultados como:

- Quebra em 41% dos valores executados e passagem das respectivas taxas de execução de 85 para 36%:
- Quebra de 30% no financiamento executado;
- Quebra de 28% na execução do plano plurianual de investimentos e das respectivas taxas de execução de 75 para 32%;
- Quebra em 65% do nº de processos para acesso a financiamento alheio;
- Fraca execução dos fundos comunitários disponibilizados a partir de 2004 (cerca de metade);
- Quebra em 40% dos processos REHABITA e de 54% no RECRIA.

Esta é a linguagem nua e crua dos números que não podem deixar de ser publicados, que escondem sofrimentos prolongados por parte de muita gente e desmentem categoricamente as tiradas grandiloquentes sobre a reabilitação urbana por parte de Santana Lopes e seus sucessores…

Estes resultados e outros decorrem dessa política concretizada através de medidas como:
. Desorganização e desmantelamento da estrutura administrativa municipal e em particular da respectiva unidade orgânica (DMRU/DMCRU);
. Aplicação de menos recursos numa área mais vasta, e criação das SRUs, que não traduzem valor acrescentado ao trabalho da estrutura municipal e se constituem como um sorvedouro de recursos;
. Retirada das competências dos gabinetes locais (entretanto designados por UOPs – unidades operativas de planeamento) relacionadas com a gestão integrada do território e a realização de obras com consequências no atraso do seu lançamento, no seu afastamento em relação aos interessados, na menor eficácia das empreitadas e da respectiva fiscalização;
. Afastamento das Juntas de Freguesia dos processos e cessação de apoios para estas colaborarem em pequenas intervenções;
. Desrespeito pelos valores históricos e culturais existentes nos bairros, expresso na demolição de edifícios que podiam ter sido reabilitados e no desinteresse em assegurar a sua preservação através dos instrumentos jurídicos de planeamento;
. Abandono do carácter integrado das intervenções (abordagem simultânea dos aspectos urbanísticos, sociais e arquitectónicos);
. Desmotivação de técnicos municipais, provocando a sua fuga e reduzindo assim o saber fazer e a especialização;
. Adjudicação de obras a grandes empreiteiros com o aumento de custos que daí decorre, com prejuízo de empresas com a dimensão adequada para a reabilitação de pequenos edifícios e com o saber fazer testado por anos de trabalho nesta área.

Em suma, os Bairros Históricos de Lisboa foram votados ao abandono. Os projectos e as obras que em 2001 se encontravam em curso no Castelo, em Alfama no Chafariz de Dentro, e na Rua da Mouraria ficaram por terminar encontrando-se os edifícios em acelerada degradação. Os grandes edifícios municipais com valor histórico-patrimonial, como palácios e conventos, não só não foram restaurados e rentabilizados pela CML como foram vendidos ou deixados à ruína e à pilhagem.
As correcções pós-Santana Lopes e Carmona Rodrigues introduzidas pelo actual executivo, não alteraram, de forma determinante, este quadro, como os resultados revelam, salvo no que respeita ao regresso do licenciamento de obras às UOPs, antigos gabinetes locais.

Importa, pois, regressar à reabilitação urbana em Lisboa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Wall Mart - uma das empresas mais mal vistas vai continuar com o seu comportamento? Uma boa oportunidade para Obama mostrar o que vale...



A empresa norte-americana Wal Mart, que adquiriu a cadeia de supermercados chilena DS, informou no final do mês passado os empregados dessa cadeia que vai suspender a compra de produtos ao Iraque, Irão, Cuba, Venezuela, Costa de Marfim, República Democrática do Congo, Coreia do Norte, Sudão, Libéria e Bielorrússia.O critério foi o de serem países com conflitos diplomáticos com os EUA…
Espera-se que Obama tome alguma iniciativa.

Bolívia aprova a nova Constituição em referendo

domingo, 25 de janeiro de 2009

sábado, 24 de janeiro de 2009

Stela Piteira Santos


Soube há minutos que a Stela nos deixou, anos depois do Fernando.
Foi pena não me ter podido despedir dela hoje.
Deles guardo a memória de combates comuns, a determinação, apesar de um distanciamento relativo do PCP, de que foram em tempos destacados quadros.

A Stela dedicou estes anos, enquanto as forças não faltaram, ao que entendeu serem causas comuns da esquerda. Duma esquerda que não se confunde com as trapalhadas de alguns que ainda se reclamam dela quando lhes dá jeito.

Até amanhã, Stela!