quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Hootenanny, na Culturgest, comissário Ruben de Carvalho

Música/cinema/dança De Segunda 2 a Sábado 7 de Fevereiro de 2009

Pequeno e Grande Auditórios · Preços variáveis
HootenannyComissário: Ruben de Carvalho
Classificação: M/12
Informações e reservas 21 790 51 55mailto:culturgest.bilheteira@cgd.pt
Bilhetes à venda CulturgestFnacBlissLivrarias Bulhosa (Oeiras Parque)lojas AbreuWortenhttp://www.ticketline.sapo.pt/Reservas707 234 234

O termo hootenanny está, como tantas outras coisas da música popular norte-americana, indissoluvelmente ligado à figura de Pete Seeger. Segundo o autor de If I Had a Hammer, a primeira vez que ouviu este termo foi no final da década de 1930, em Seattle, onde fora adoptado por um clube popular ligado ao New Deal rooseveltiano para designar as suas iniciativas mensais de recolha de fundos.Seeger, Woody Guthrie e os seus companheiros dos Almanac Singers viriam igualmente a adoptar a designação para dar nome aos espectáculos que semanalmente passaram a realizar no quadro da cooperativa de artistas e cantores Peoples Song, Inc., fundada em 1948 com a finalidade de apoiar sindicatos, organizações sociais e de esquerda.A génese do termo é polémica, o próprio Pete Seeger admite que possa ter uma sinuosa origem em colonos franceses dos EUA, mas acabaria por se fixar correntemente como referência a festa musical popular mais ou menos informal. Com este sentido viria a ser adoptada pelos Almanac, a designar programas de rádio e televisão surgidos nos anos 60 e a generalizar-se como sinónimo de espectáculo de música folk e old time. Frequentemente se cita a analogia feita por Joan Baez segundo a qual hootenanny está para a folk como jam session para o jazz.O Hootenanny que a Culturgest passará a organizar anualmente pretende apresentar um conjunto de espectáculos de vários géneros, tendo como tema central a música folk norte-americana e a designada old time music, num espectro musical que irá dos blues tradicionais, passando pelo bluegrass, cowboy songs, topical songs, primeiro e segundo folk revivals, até às expressões da country music onde prevalece o elemento popular e a influência tradicional sobre a bem menos interessante presença pop e mainstream.A primeira edição do Hootenanny compreende os eventos constantes das páginas seguintes e um workshop por Richard Greene sobre fiddle, o tradicional violino popular, dirigido a alunos do Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa e da Escola Profissional Metropolitana, ambos da AMEC – Associação Música, Educação e Cultura.

Programa
Segunda 2Cinema: American Patchwork – Appalachian Journey
Terça 3Música: Mike Seeger
Quarta 4Cinema: Dreadful Memories - The Life of Sarah Ogan Gunning
Quinta 5Música/Dança: Appalachian Roots
Sexta 6Cinema: Flatpicking e fingerpicking A guitarra de Doc Watson: uma antologia
Sábado 7Música: Tony Trischka - Double Banjo Bluegrass Spectacular

Parabéns, Jornal de Letras!

No dia em que é publicado o número 1000 do JL, um abraço de parabéns para o José Carlos de Vasconcelos e todos quantos nele trabalham e colabora.

A adoração do Céu na China

Performance ritual, anteontem no Parque Tiantan de Pequim., onde são usados figurinos da corte real da dinastia Qing (1644-1911) em frente ao Templo do Céu no espaço de oração pelas boas colheitas.
O Templo do Céu foi o primeiro a ser construído em 1420 e usado como altar de sacrifícios imperiais durante a dinastia Qing e antes pela dinastia Ming (1368-1644). A adoração do céu faz-se a partir do dia 26 de Janeiro, primeiro dia do Ano Novo Lunar Chinês até ao dia 30.


Bei mir bist du schejn


“Quatro minutos deliciosos. A imagem da mulher dos tempos da minha mãe era de uma candura inigualável "- migana

Fórum Social Mundial com a crise económica em pano de fundo


O Fórum deste ano, a decorrer até domingo na cidade brasileira de Belém, vai ter como temas centrais de debate a falência do sistema financeiro e a crise da economia capitalista.
Nele participam representantes de cerca de 4 mil movimentos sociais de 150 países em cerca de mil actividades políticas e culturais.
O Fórum decorre nas universidades federais do Pará e Rural da Amazónia, onde se realizam debates e intercâmbios em que se discutirão também a crise alimentar e os problemas graves do meio ambiente.
Ontem o Fórum foi aberto com uma manifestação de mais de 100 mil pessoas que percorreu as ruas da cidade e que manifestou a oposição comum à globalização neo-liberal bem como a s olidariedade com o povo palestiniano e a condenação dos ataques israelitas contra Gaza.

Participarão no Fórum vários presidentes de Repúblicas da América Latina: Brasil, Venezuela, Chile, Bolívia e Paraguai

Lenine vive


Na semana passada passaram 85 anos sobre a morte de Lenine.
Existem na Rússia hoje algumas pessoas que ainda aspiram a uma guerra fria contra a União Soviética. Para essas pessoas, apesar da URSS ter desaparecido há 18 anos ainda encontram dela inúmeros vestígios como, por exemplo, nos elevadores, nas conservatórias de registo civil, nos armazéns, na estatuária e na toponímia das cidades. A propósito de factos como a prisão de Mikhail Khodorkovsky – grande capitalista preso há poucos anos por uma enorme fraude fiscal -, de vários projectos nacionais, da guerra da Ossétia do Sul e das relações com o Ocidente, manifestam o receio do regresso da URSS…
São pessoas que se enfurecem com datas históricas da nação. Alguns escrevem que Hitler poderia ter salvo os russos da “ditadura de Stalin”, outros tratam Lenine como “tirano sangrento e carniceiro”.
Mas curioso que, apesar de todas essas campanhas, a memória de Lenine e os sentimentos para com ele e a Revolução Russa persistem. Por isso há quem se movimente para destruir simbologias.
Não é possível apagar da história da nação e do estado um período histórico que levou o país feudal, atrasado, ao segundo lugar entre as potências mundiais e ao primeiro lugar nas conquistas sociais, políticas, culturais, científicas, e desportivas, em menos de 40 anos, de ter sido o suporte insubstituível ao êxito dos movimentos de libertação nacional dos anos 50 a 60 de tantos países do mundo, a quem dedicou tanto da sua riqueza e quadros em regime de solidariedade, apesar de nesse período ter sofrido uma guerra civil com intervenção adversa no território de dezenas de exércitos estrangeiros, de ter sofrido a invasão nazi que lhe provocou 20 milhões de mortos que levou de vencida, de ter sofrido os embates de uma guerra fria durante outros 40 anos, que acabaria por contribuir para a sua derrota.
Não é possível encontrar “outra Rússia” neste período que substituísse essa.
Os ódios talvez passem e Lenine retomará, de direito, o lugar na História como um dos seus grandes obreiros. Da mesma forma nem a Rússia nem o mundo pararam e a História continua a ser escrita

PEC 2008-2001: continua a obsessão do deficite, segundo estudo de Eugénio Rosa


“Em 2009, e certamente também em 2010, Portugal continuará mergulhado numa grave crise financeira e económica; Nas últimas projecções, o Banco de Portugal prevê um crescimento económico de apenas 0,2% em 2010 e o seu governador já veio dizer publicamente que se fossem feitas as previsões agora, elas seriam ainda mais negativas: A previsão da Comissão Europeia é de uma contracção de -0,2% em 2010.
Apesar disso, de acordo com a proposta do “Plano de Estabilidade e Crescimento: 2008-2011” (pág. 42) apresentada pelo governo, este tenciona, se ganhar as eleições, reduzir o défice orçamental, entre 2009 e 2010, de -3,9% para apenas -2,9%. E, em 2011, impor nova redução para -2,3%. Isto significa, a preços de 2009, uma redução no deficit orçamental, respectivamente, de cerca de 1.700 milhões de euros em 2010, e de mais 680 milhões de euros em 2011.
É evidente que isto só poderá ser obtido à custa da diminuição do investimento e do consumo público o que, a concretizar-se, só poderá determinar um agravamento maior da crise em que o País ainda estará certamente mergulhado. É evidente que enquanto Portugal não romper com esta politica de obsessão de redução do défice nunca sairá da grave crise em que está mergulhado”.
Ver artigo completo em
http://www.resistir.info/e_rosa/pec_2008_2011.html

Em defesa do último grande jornal da cidade do Porto


Há um só jornal de dimensão nacional sedeado fora de Lisboa, o “Jornal de Notícias”, resistente último à razia que o tempo e as opções de gestão fizeram na Imprensa da cidade do Porto. Todavia, nunca a precariedade dessa sobrevivência foi tão notória como hoje, sendo tempo de todas as forças vivas da sociedade reclamarem contra o definhamento da identidade de uma instituição centenária que sempre as representou, passo primeiro para a efectiva e irreversível extinção.

A cidade do Porto e o Norte assistiram, calados, ao desmantelamento de ícones como “O Primeiro de Janeiro” e “O Comércio do Porto”. Quando reclamaram, era tarde. No caso do JN vão ainda tempo de exigir responsabilidade e sensatez. Quando perceber que o fim de tudo foi assim evitado, também o Grupo Controlinveste agradecerá, e é por isso que reclamamos a recuperação urgente do verdadeiro JN. Nacional mas do Porto.


Estas são dados contidos no manifesto que pode encontrar e assinar em


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

vox populi


Dizem os Americanos: ”We have Barack Obama, Stevie Wonder, Bob Hope and Johnny Cash.” Respondem os Portugueses: ”We have José Socrates, No Wonder, No Hope and No Cash.”

Foi há 65 anos que os soviéticos venceram a batalha de Stalinegrado





A Rússia está a assinalar hoje os 65 anos sobre a batalha de Stalinegrado que em que terão morrido talvez 8oo mil pessoas - a maior parte dos quais habitantes da cidade que não deixaram essa batalha apenas para os seus militares - e de cuja defesa os soviéticos fizeram ponto de honra. Foram 817 dias de cerco pelas tropas nazis que ter,inaram com a rendição do general von Paulus e o que lhe restava do estado-maior.
O resultado desta batalha foi o ponto de viragem na guerra.
Inúmeras memórias persistem no local e na net. A estátua gigante Mãe-Pátria assinala o sacrifício e o heroismo dos combatentes.
Também hoje se assinalam os 63 anos da libertação de Aushwitz, a que o Vitor Dias faz referência no seu tempo das cerejas.

Barroso dá mãozinha a Iushenko a propósito do gás...



Viktor Iushenko, que já ficara isolado na Ucrânia por causa do apoio à agressão da Geórgia à Ossétia do Sul e que defronta a vontade maioritária na Ucrânia de ser afastado das funções por ter criado o imbróglio da quebra do fornecimento do gás russo a vários países europeus, recebeu agora um apoio de Durão Barroso.
Lembro que a manobra do ainda presidente ucraniano de limitar o fornecimento do gás que atravessa a Ucrânia como chantagem para obter vantagens negociais foi desfeita com o acordo a que os dois primeiros-ministros russo e ucraniano, respectivamente Putin e Timoshenko chegaram para conter o aventureirismo de Iushenko.

Agora Barroso, que não terá gostado deste desfecho, prometeu uma conferência sobre a matéria lá para Março e permitir o acesso da Ucrânia ao acordo energético da CE.
Como se sabe, alguns países europeus querem recorrer ao alargamento do fornecimento de gás natural do norte de África, argumentando de que assim se libertariam do uso pela Rússia da "arma do fornecimento do gás".
Ainda e sempre a confrontação com a Rússia é objectivo estraégico de tigres de papel como o nosso ex-Primeiro, o tal que deu à sola quando o chamaram para Bruxelas. Com tais objectivos e tais protagonistas a "Europa" continua a ser um quadro institucional para alimentar a guerra das geo-estratégias...

Reabilitação Urbana em Lisboa retrocedeu significativamente nos últimos 8 anos


A Reabilitação Urbana dos Bairros Históricos sofreu nos últimos 8 anos um retrocesso assinalável decorrente de orientações políticas neo-liberais que se traduziram entre o último ano da coligação de esquerda (2001) e o último ano de que há relatórios de gestão (2007) em resultados como:

- Quebra em 41% dos valores executados e passagem das respectivas taxas de execução de 85 para 36%:
- Quebra de 30% no financiamento executado;
- Quebra de 28% na execução do plano plurianual de investimentos e das respectivas taxas de execução de 75 para 32%;
- Quebra em 65% do nº de processos para acesso a financiamento alheio;
- Fraca execução dos fundos comunitários disponibilizados a partir de 2004 (cerca de metade);
- Quebra em 40% dos processos REHABITA e de 54% no RECRIA.

Esta é a linguagem nua e crua dos números que não podem deixar de ser publicados, que escondem sofrimentos prolongados por parte de muita gente e desmentem categoricamente as tiradas grandiloquentes sobre a reabilitação urbana por parte de Santana Lopes e seus sucessores…

Estes resultados e outros decorrem dessa política concretizada através de medidas como:
. Desorganização e desmantelamento da estrutura administrativa municipal e em particular da respectiva unidade orgânica (DMRU/DMCRU);
. Aplicação de menos recursos numa área mais vasta, e criação das SRUs, que não traduzem valor acrescentado ao trabalho da estrutura municipal e se constituem como um sorvedouro de recursos;
. Retirada das competências dos gabinetes locais (entretanto designados por UOPs – unidades operativas de planeamento) relacionadas com a gestão integrada do território e a realização de obras com consequências no atraso do seu lançamento, no seu afastamento em relação aos interessados, na menor eficácia das empreitadas e da respectiva fiscalização;
. Afastamento das Juntas de Freguesia dos processos e cessação de apoios para estas colaborarem em pequenas intervenções;
. Desrespeito pelos valores históricos e culturais existentes nos bairros, expresso na demolição de edifícios que podiam ter sido reabilitados e no desinteresse em assegurar a sua preservação através dos instrumentos jurídicos de planeamento;
. Abandono do carácter integrado das intervenções (abordagem simultânea dos aspectos urbanísticos, sociais e arquitectónicos);
. Desmotivação de técnicos municipais, provocando a sua fuga e reduzindo assim o saber fazer e a especialização;
. Adjudicação de obras a grandes empreiteiros com o aumento de custos que daí decorre, com prejuízo de empresas com a dimensão adequada para a reabilitação de pequenos edifícios e com o saber fazer testado por anos de trabalho nesta área.

Em suma, os Bairros Históricos de Lisboa foram votados ao abandono. Os projectos e as obras que em 2001 se encontravam em curso no Castelo, em Alfama no Chafariz de Dentro, e na Rua da Mouraria ficaram por terminar encontrando-se os edifícios em acelerada degradação. Os grandes edifícios municipais com valor histórico-patrimonial, como palácios e conventos, não só não foram restaurados e rentabilizados pela CML como foram vendidos ou deixados à ruína e à pilhagem.
As correcções pós-Santana Lopes e Carmona Rodrigues introduzidas pelo actual executivo, não alteraram, de forma determinante, este quadro, como os resultados revelam, salvo no que respeita ao regresso do licenciamento de obras às UOPs, antigos gabinetes locais.

Importa, pois, regressar à reabilitação urbana em Lisboa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Wall Mart - uma das empresas mais mal vistas vai continuar com o seu comportamento? Uma boa oportunidade para Obama mostrar o que vale...



A empresa norte-americana Wal Mart, que adquiriu a cadeia de supermercados chilena DS, informou no final do mês passado os empregados dessa cadeia que vai suspender a compra de produtos ao Iraque, Irão, Cuba, Venezuela, Costa de Marfim, República Democrática do Congo, Coreia do Norte, Sudão, Libéria e Bielorrússia.O critério foi o de serem países com conflitos diplomáticos com os EUA…
Espera-se que Obama tome alguma iniciativa.

Bolívia aprova a nova Constituição em referendo

domingo, 25 de janeiro de 2009

sábado, 24 de janeiro de 2009

Stela Piteira Santos


Soube há minutos que a Stela nos deixou, anos depois do Fernando.
Foi pena não me ter podido despedir dela hoje.
Deles guardo a memória de combates comuns, a determinação, apesar de um distanciamento relativo do PCP, de que foram em tempos destacados quadros.

A Stela dedicou estes anos, enquanto as forças não faltaram, ao que entendeu serem causas comuns da esquerda. Duma esquerda que não se confunde com as trapalhadas de alguns que ainda se reclamam dela quando lhes dá jeito.

Até amanhã, Stela!

Vila de Rei: se não conhecem, fazem favor...

A minha filha Inês fez hoje anos e rumámos a Vila de Rei, onde fomos vêr uma velha casa da família do namorado, abandonada, e que estão ambos a restaurar para fazerem fins-de-semana e mini-férias. Não conhecíamos o concelho e foi bom lá ter estado.
Criado em 1285 por foral de D. Dinis, o concelho foi terra de lenhadores e resineiros, talvez se tendo nele cantado aquela canção que aprendi na juventude que assim dizia:

Resineiro engraçado,
engraçado no falar
Ó i ó ai, eu quero ir à terra dele
Ó i ó ai, se ele me lá quiser levar

Hoje restam-lhe cerca de três mil habitantes, que mantém actividade na agricultura, silvicultura , fumeiros e enchidos. Muitos imigrantes construíam a sua casa onde vêm no Verão. É difícil fixar nova população. Trabalho, só no município e nalguma hotelaria e conhecem-se iniciativas municipais com esse objectivo mas sem resultados significativos.


Na sede do concelho almoçamos na Albergaria D. Dinis com uma bela entrada de enchidos, maranhos, picanha e costeletas de porco preto, especialidades locais que contemplam ainda uma sopa de peixe que não comemos, acompanhados por uma sangria agradável e doces triviais mas de qualidade. Ali pode almoçar por 1o-15 euros e pernoitar por uns 40, passe a publicidade.
Sossegados dos estômagos fomos até ao Picoto da Milriça onde um marco se eleva a assinalar que ali é o centro geodésico do país, com vistas fantásticas sobre a Serra da Lousã e mesmo a Serra da Estrela, mais distante. Um pequeno museu da Geodesia aí funciona.



Seguimos depois, atravessando a povoação de Milreu, para o Penedo Furado, nome dado pela passagem natural que existe no maciço rochoso. Em baixo uma das praias fluviais da zona, equipada com parque de merendas, balneários e bar, funcionando no verão, e um parque infantil. A partir dela seguimos a ribeira através de um caminho estreito talhado na rocha que nos conduz para quedas de água muito belas e convidativas. Nos vários picos à volta do Penedo foram dispostas estátuas de vários santos quiçá para nos afastar das tentações paradisíacas. À saída fomos ao miradouro onde se vê a junção das duas ribeiras, a da cascata maior e a da praia, que acabam por desaguar no Zêzere. Aí reza uma inscrição ainda não vandalizada:

Reza a lenda da bafureira
entre este penedo furado
e bicha pintada na ribeira
está lindo bezerro dourado
O acesso é fácil. Quem vem pela A1, segue até Torres Novas e mete pela A23 que nos conduz a Vila de Rei, depois pela EN2. Uma parte do dia chega para este percurso mas com o dia todo pode procurar outros locais onde a atração comum é a da água, como Castelo do Bode.

Mas naquela cascata vou dar uns mergulhos, lá mais para o Verão. Ai vou, vou...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Um Freeport de vocação eleitoral...

O Primeiro-Ministro, comentando o reaparecimento público das suspeitas sobre o licenciamento do outlet de Alcochete, interpretou as novas informações agora prestadas por fonte inglesa bem identificada como um novo aproveitamento pré-eleitoral contra si.
As buscas, a Procuradoria-Geral da República e os juízes que têm o processo entre mãos não seriam, portanto, mais do que peças de uma "nova" cabala...É uma posição grave a que José Sócrates toma. E tanto mais grave quanto a propósito de uma questão que o envolverá ponha em causa com tais declarações a independência dos poderes dos tribunais.
Sou dos que preferem que nada daquilo que estas notícias sugerem seja verdade. Até pelo impacto que mais um trambolhão no desprestígio que alguns políticos geram no país, pode provocar no funcionamento da democracia. Já de si tão afectada por múltiplos e sonoros problemas de dilectos filhos das camadas dirigentes, de um país em que há 34 anos militares e povo iniciaram um caminho de recuperação da dignidade portuguesa que outros quiseram afundar durante meio século.
Ao Primeiro-Ministro compete manter a serenidade e não perder uma vez mais a compostura...

A Wall Street entra em derrapagem...Para onde foram os credores?

Por esse mundo fora prevalece uma atmosfera de esperança e optimismo. O regime de Bush foi-se. Na Casa Branca está um novo presidente .
Enquanto a América tinha os olhos postos na transmissão televisiva da cerimónia de tomada de posse de Barack Obama, os mercados financeiros derraparam..
Deu-se então uma “correcção de mercado” de monta. Entrou-se num novo patamar da crise financeira, ao arrepio dos olhos do público, sem que na prática fosse noticiado.
Depois da cerimónia o índice Dow Jones afundou-se afectando em muito os preços das acções das instituições financeiras.
As cotações das acções dos grandes bancos da Wall Street caíram a pique. As do Citigroup cairam 20%, as do Banco da América 29% e as do JP Morgan Chase 20%. O Banco Real da Escócia caiu 69% no mercado de Nova Iorque.
As dificuldades e as perdas de valor contabilístico dos grandes bancos já eram conhecidas antes da tomada de posse de Obama.
Porquê a queda agora?
Previa-se que a tomada de posse do presidente Obama fosse geradora de confiança nos mercados financeiros. E aconteceu exactamente o contrário (…)

Leia o artigo completo de Michel Chossudovski, na Global Research em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11919

A frase de fim-de-semana, por Jorge



"A felicidade...é lutar"




Karl Marx

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cartoon de Monginho

in Avante!

25 anos após a sua morte, Ary sempre!


No 25.º aniversário do falecimento do Poeta da Revolução, o Avante! lembra a sua voz interventiva ao serviço da luta dos trabalhadores e dos ideais da liberdade e da democracia. Com o número de hoje do Avante! pode ser adquirido um duplo CD, com 40 poemas ditos pelo autor.
Sobre esta iniciativa e a efeméride, ver

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Apoiar os palestinianos


Amanhã, sessão em Nisa sobre a exploração de urânio


Com apoio da Câmara Municipal de Nisa, o Movimento Urânio em Nisa, não! (MUNN), organizou para amanhã, às 21 horas a apresentação dos casos da Namíbia (Norbert Suchanek, jornalista) e do Brasil (Márcia Gomes, socióloga) no contexto internacional da exploração do urânio.
A sessão realiza-se no Auditório da Biblioteca Municipal de Nisa.


Para contactos com o MUNN – Movimento Urânio em Nisa Não,

Rua Lourenço Diniz, 6050 Nisa, Telefs: 965 890 164 / 934 039 759 E-mail: uranionao@gmail.com Web page: http://movimento-uranio-nao.blogspot.com/

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Discurso de Obama na tomada de posse e imagens


Para ver e ouvir o doiscurso clique aqui
Se quiser explorar imagens deste acontecimento recorrendo a uma montagem digitalizada de 220 diferentes fotos clique aqui

"Fim dos ataques deixa à vista a magnitude da destruição", Maria João Guimarães, Publico 20/01/09

Os habitantes de Gaza tentavam regressar a casa - os que ainda tinham casa. 50 mil deslocados vivem ainda em 50 escolas

Enquanto os soldados israelitas deixavam a Faixa de Gaza, aparentemente com instruções de saírem do território até à tomada de posse do novo Presidente dos EUA, os palestinianos emergiam de abrigos para ver a escala da destruição deixada pelas três semanas de operação militar.
Havia quem regressasse a casa para a encontrar destruída, havia quem nem conseguisse perceber onde tinha sido o lugar da sua casa no bairro agora reduzido a destroços.
O empresário Tayseer Abu Eida estima que a sua família alargada tenha perdido mais de quatro milhões de dólares. "Dez casas com vários andares e duas grandes fábricas de cimento, totalmente equipadas, foram completamente destruídas."
Em Zeitoun, um dos bairros da Cidade de Gaza mais afectados pela operação militar, os habitantes usaram burros para levar rações alimentares distribuídas pela ONU. Mas muitos já não tinham casa para voltar, portanto regressaram aos abrigos temporários que eram as escolas da ONU.
Segundo números da ONU citados pelo diário britânico The Times, há mais de 50 mil deslocados, que têm estado abrigados em 50 abrigos de emergência, na maioria, escolas que não estão a ser usadas.
"Há quatro meses, comprei esta casa", disse à Reuters Tawfeek al-Mawasi, olhando para um edifício de dois andares numa zona aberta. "Agora tenho de pagar para a demolir."Um jornalista do diário britânico The Guardian esteve em Zeitoun, uma das zonas mais destruídas da Cidade de Gaza.
Viu casas destruídas e uma que tinha sido usada como base pelos soldados israelitas. Tinha cápsulas de balas, embalagens de rações alimentares e paredes com slogans escritos: "Os árabes têm de morrer" e "Árabes: 1948 a 2009".A agência Reuters descrevia também escritos dos soldados, dentro de uma mesquita: "Hamas is dead", dizia um, em inglês.
Mas o movimento islamista não desapareceu. Ontem, polícias de trânsito do Hamas já estavam ao serviço nas ruas da Cidade de Gaza, conta a Reuters, mesmo que não houvesse muito trânsito para regular: a maior parte das lojas estava vazia e os bancos fechados - não havia dinheiro.O Hamas veio ontem dizer que 5000 casas foram completamente destruídas, assim como 20 mesquitas e 16 edifícios governamentais. Outras 20 mil casas sofreram danos. Os danos são estimados em cerca de 2000 milhões de dólares. Mas ainda assim o Hamas clamou vitória, reclamando a morte de 80 soldados (Israel diz que matou mais de 500 membros do Hamas). "O nosso arsenal de rockets não foi afectado e continuámos a dispará-los durante a guerra sem interrupções. Ainda somos capazes de os lançar e, graças a Deus, os nossos rockets vão atingir outros alvos" em Israel.

Corpos sob os escombros

Sob os escombros, ainda se iam recuperando cadáveres. "Tirámos 15 corpos de crianças e mulheres sob os escombros das casas", conta Adeb Charafi, que trabalha nos serviços de emergência, à AFP. "Estavam num tal estado de decomposição que não se distinguia um rapaz de uma rapariga."No domingo, em apenas algumas horas, os trabalhadores das emergências retiraram 95 corpos de escombros de casas destruídas, a maioria dos campos de refugiados de Jabaliya e Beit Lahiya, e também do bairro de Zeitoun na Cidade de Gaza.As descrições comparavam o local a um sítio onde tivesse havido um terramoto, com trabalhadores a tentar consertar cabos de electricidade e postes desenterrados.
Muitas pessoas ainda não tinham água nem electricidade. E muitas outras continuavam no hospital.
A BBC descreve a história de Amira al-Girim, uma adolescente de 15 anos, que está no hospital com a perna partida. Foi encontrada sozinha, quatro dias depois de ter visto o pai morrer e os irmãos desaparecerem - foram mortos, provavelmente num ataque aéreo - quando foram tentar buscar ajuda. A família que ficou achou que também ela tinha morrido - tinham mesmo chegado a enterrar pedaços de carne que acharam ser dela.O médico que a tratou achou que ela viveria apenas algumas horas mais. Amira vai recuperando, mas os médicos avisam: "Ela vai precisar de tratamento para sempre."
No mesmo hospital, um homem espera para saber se a sua perna vai ter de ser amputada ou se consegue sobreviver às queimaduras. A preocupação de Fared al-Bayar são os seus seis filhos. "Quem os vai alimentar?", pergunta ao repórter da BBC. Bayar foi ferido quando se tinha refugiado no quartel-general da ONU, num ataque em que a agência diz ter sido usado fósforo branco. O seu bairro, imagina ele, deve estar destruído. "Quando deixei a minha casa estava tudo bem, mas não sei o que aconteceu. Até agora, todas as casas dos meus vizinhos foram destruídas", diz. "Não tenho para onde ir quando sair do hospital. Talvez erga uma tenda."

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Sobre os preços da Fnac


Já tive oportunidade de constatar acréscimos de preços nas livrarias FNAC em relação a outras grandes livrarias/discotecas, nomeadamente das grandes superfícies.
Nada tenho contra os franceses, bem pelo contrário. Por isso não contribuo para denunciar “esses franceses" mas a FNAC em concreto, transcrevendo aqui as queixas de um dos seus clientes.


”Que Portugal é uma republica de bananas ainda vá, mas persistirmos emsermos parvos....Subscrevo inteiramente e denuncio uma outra situação. Dirigi-me a loja Fnac Vasco da Gama para adquirir papel fotográfico Sony pack 120 folhas.
O preço máximo de venda ao público estipulado pela Sony (de catalogo) é 36,90€, o preço Fnac é 40,90€.Reclamei e prontamente me fizeram o preço máximo recomendado pela Sony 36,90€ e informaram-me ainda que iriam dar procedimento à reclamação e que a situação seria reparada.
Passados mais de 15 dias dirigi-me à Fnac do Cascais Shopping e verifiquei que o preço continua a ser 40,90€. Brincam com todos nós...Todos conhecemos as lojas Fnac, a gigantesca cadeia francesa de “cultura”. Pois bem, quando apareceu em Portugal há 8 anos, arrasou literalmente com toda a concorrência nacional. Lembram-se das grandes livrarias e da Valentim de Carvalho, Loja da música, discoteca Roma e outras? Foi tudo “ao ar”, pois os preços e a oferta da Fnac eram de facto imbatíveis. Passados 8 anos e aniquilada a concorrência, a FNAC começou a mostrar as suas garras. A boa oferta mantém-se é um facto, mas os preços são absolutamente um roubo. Especialmente nos DVDs e nos CDs. Os livros ainda vão tendo um preço, na maioria dos casos aceitável. Mas se quiser comprar um DVD, vá à Fnac, onde eles estão mais arranjados e ordenados, escolha o que deseja, e depois desça as escadas e vá comprá-lo ao Jumbo (se estiver no Fórum Almada, ou à Worten se estiver no Colombo ou no Algarve, etc.) e vai ficar espantado com a diferença. Vai poupar cerca de 2 euro – 400$00 por DVD! E não se deixe enganar pela história dos pontos fidelidade e do “preço mínimo garantido” que ostentam nos vistosos autocolantes verdes. É uma mentira. Fui gozado pelo responsável da loja da Fnac Almada, Sr. José Parreira, que me disse que se quisesse o preço mínimo que fosse comprar ao Jumbo.E assim fiz: O pack primeira série Friends em Português: 19,95 no Jumbo e 21,49 na Fnac; O Smallville 3ª série, 54,98 euro na Fnac e 50,49 Euro nas grandes superfícies; a série ER-Serviço de Urgência, em que todas as séries a partir da 2 custam cerca de 40,00 em todo o lado, na Fnac está a 53 Euro!!
Se mais gente começar a ter esta atitude, a Fnac vai aprender e vai baixar os preços. Temos de mostrar a estes franceses que a galinha dos ovos de ouro não se chama Portugal.
Espalhem isto, amantes da “cultura”. Obrigado! “

Quem falou em música?

Não foi, certamente, a ouvir o nosso Primeiro que Mestre Bordallo verteu este concerto para o "António Maria"...

Missão impossível


Todos conhecemos que o nosso Primeiro é valente e não vira costas, gosta de desafios e é determinado. Do Talk of a One Man Show ontem registado para os canais de televisão entenderam alguns fazer sobressair que o relevante não era o uma vez mais tom anémico mas as piscadelas de olho à esquerda. Admitamos que, no meio de tal arrazoado, não tenha sido mosca nem tique, mas que tenha piscado para quebrar a anemia.

Importa, porém, recordar que até para os melhores há missões impossíveis. Estejam os grupos económicos, os poderes fácticos, os lobbies e off-shores descansados. Daqui não se correrá tal risco. Aliás, os mercados não reagiram como não reagiram às declarações de Jardim nem às setas dos Contemporâneos.

O homem glosou algumas evidentes consequências do sistema de que tem sido tão ardente defensor para, copiando Lino, proclamar o Jamais! Importa, porém, que conste em todos os meios que zelam pelos bons costumes que o homem nunca aprendeu a fazer outra coisa e que de efabulações tem o perfil recheado.

Que a maioriria absoluta do PS lhe tenha permitido uma governabilidade estimulante e uma estabilidade apreciável só os cegos não vêem. É mesmo preciso ser muito bera para não ter detectado os sinais promissores do que se passou com os trabalhadores e o Código do trabalho, com os professores e a qualidade do ensino, com os agricultores, os tribunais e as polícias, com as entidades reguladoras, com o encerramento de empresas. É inadmissível que se diga que este governo, saído de um mundo de promesas e esperanças, não esteja a deixar saudades a ninguém ou que foi o principal factor de instabilidade neste recanto de bons costumes.

O tempo é de eleições à vista e há que afagar o piso roído pela traça da política para garantir, com espessura reduzida do sobrante, que novos passos são possíveis até à derrocada.

Saiu, sim, e quantos tiveram de morrer?

Cartoon de António no Expresso

domingo, 18 de janeiro de 2009

Marte e Terra com formas de vida semelhantes? (versão corrigida)


A eventual existência de vida em Marte paira há dezenas de anos no nosso imaginário. Sobre isso a ficção fez o seu curso e a ciência também. Não queremos ir além do que é o nosso conhecimento mas importa partilhar o que nos chega de outros, não sobre a existência de vida – não provada – mas sobre como, existindo, poderia aí ter surgido…
Há cerca de dez anos um evolucionista, Keneth Nealson, expressava à Newsweek (1), a convicção de que 7 milhões de toneladas da Terra cobriam partes de Marte devido à actividade vulcânica intensa do nosso planeta num passado remoto que a teria feito chegar a este planeta, na forma de poeiras com micróbios terrestres. Há também cientistas criacionistas (2) que admitem, com base na Bíblia, esta explosão de material a partir do Génesis. E que hoje se poderia dizer ter associado vestígios de vida.
Assim, poderíamos admitir que vida em Marte ou se teria desenvolvido lá ou por contágio de materiais expelidos da Terra.
A vida não se cria, apesar da idéia hoje vulgarizada por ignorância e contágio resultante da má interpretação das possibilidades actuais de manipulação genética.
O que os cientistas hoje podem fazer em laboratório não é criar vida a partir de matéria não viva mas agir como engenheiros genéticos. Se um dia o vierem a fazer isso resultará de um desígnio inteligente e não validará idéias da sua criação ou a partir do acaso ou de uma qualquer evolução e ainda menos de um engenheiro genético original… Mesmo nos casos que envolvam vida sintética (artificial), os cientistas não criam nem produzem, de facto, vida a partir de matéria inerte. Criam, sim, um ADN artificial, com instruções genéticas e um código, que implantam numa célula viva já existente, criando a partir daí uma nova forma de vida.
O laboratório da nave norte-americana Phoenix revelou a existência em solo marciano de sódio, magnésio e potássio. Mesmo os vestígios de água nos polos ou em sub-solo em Marte não são por si suficientes para tirar essa conclusão. A água é, porém, uma condição, em bora não suficiente, para a existência de vida. Em 2003, porém, a descoberta de metano (3) na atmosfera de Marte deu uma informação que permite admitir que possam existir microrganismos em sub-solo, resultantes da reacção da água com a rocha quente ou como produto de decomposições (4). E não há indícios de que esses microrganismos tivessem ali chegado em meteoritos, não se tendo verificado a existência de outros gases, como o dióxido de enxofre, se o metano tivesse tido origem em actividade vulcânica.
Os organismos vivos libertam metano, digerindo nutrientes. A oxidação do ferro, como processo estritamente geológico também pode contribuir para isso. A existência de metano indica que Marte está activo mas não sabemos ainda se a sua origem é geológica ou biológica (5).

(1) Newsweek de 12 de Setembro de 1998, pg. 12.
(2) Por exemplo o Dr. Walt Brown do MIT
(3) A molécula de metano é composta por um átomo de carbono e quatro de hidrogénio e este gás é o principal componente do gás natural.
(4) Segundo Lisa Pratt, cientista da Universidade de Indiana.
(5) Segundo Michael Meyer, cientista-chefe do programa de Marte da NASA.

O rapaz e o peixe, foto de Fernando P. Rodrigues

Livingstone, Guatemala

A Baixa à noite, foto de Américo Simas


"Paris 36", um filme de Christophe Barratier


Em 1936, na periferia a Norte de Paris, a que todos chamam simplesmente de Faubourg, a vida dos habitantes locais sofre algumas mudanças. Com a Frente Popular a ganhar as eleições, a vitalidade popular ganha novo dinamismo e os trabalhadores ganham novo fôlego a defrontar o patronato, parte do qual vai apoiando a formação do movimento fascista… O Chansonia, a sala de "music hall" onde trabalham artistas e técnicos, chega ao fim, deixando-os desempregados e ao teatro à beira de, pelo interesse imobiliário, vir a desaparecer.
Parte deles decide ocupar o teatro e dar-lhe vida. A procura de novas soluções sofre acidentes de percurso até se chegar a uma fórmula, bem aceite pelos populares e fundada num outro nível de exigência arstística.
É o tempo dos bailes e dos cartazes com a foice e o martelo, da alegria, da amizade e da camaradagem e da entrega ao trabalho e ao amor. Mas também o tempo da viragem à direita que alguns preparam, para facilitar a expansão do fascismo na Europa a partir de Hitler e da vingança das forças capitalitas.
Eis um musical sem grandes pretensões, de apreensão imediata, servido por um naipe razoável de actores, de onde se destacam o notável German Pégoil (Gérard Jugnot) e a força de Douce (Nora Arnezeder).
Vá ver. Eu cá gostei.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Cartoon de Monginho

in Avante!