in Avante!quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Sulcos Labtayt no Enceladus, uma das luas de Saturno - água no subsolo?
Face a algumas características da superfície da lua Enceladus do plamneta Saturno poderá concluir-se que este se comporta como um tapete rolante? A interpretação de imagens recentes tiradas a partir de Saturno permite concluir que sim. Este tipo de actividade tectónica assimétrica, muito rara na Terra, dá-nos pistas sobre a estrutura interna da Enceladus, que pode conter por baixo da sua superfície mares onde a vida se poderá desenvolver. A foto acima resulta da composição de 28 imagens captadas pela nave espacial robótica Cassini, em Outubro, que está actualmente na órbita de Saturno.A investigação destas imagens mostra claramente deslocamentos tectónicos na lua, iluminada pelo sol nascente, e mostra discretamente uma aparente variedade de crtistas acima do limbo da lua. A imagem, bastante reforçada e colorida, mostra a enorme extensão das componentes dessa plumagem. Os cientistas, como relatou a revista Science, em 10 de Março de 2006, acreditam que erupção de reservatórios de água líquida da sub-superfície, acima 273 graus Kelvin (0 graus Celsius), se deve a injectores do tipo dos géisers pressurizados. A missão Cassini-Huygens é um projecto de cooperação entre a NASA, a Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Italiana. A Cassini Orbiter e as suas duas cameras de bordo foram projectadas, desenvolvidas e montadas no Jet Propulsion Laboratory, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. A imagem das operações baseia-se no centro Space Science Institute, em Boulder.
À superfície todos os sulcos se parecem mover numa única direcção. Na parte superior da imagem aparece uma das mais proeminentes divisórias tectónicas: os sulcos Labtayt, uma espécie de canyons com cerca de um quilómetro de profundidade.
Durante uma recente passagem, a Cassini foi programada para poder "olhar" a Enceladus num escasso crescente. Desta forma, as partículas emitidas a partir da superfície seriam melhor observadas fazendo-lhes reflectir a luz solar. A táctica foi bem sucedida – o quadro abaixo mostra várias cristas provenientes das regiões anteriormente conhecidas. A Cassini detectou um aumento das emissões de partículas provenientes dessas regiões durante um lua cheia em Julho. Algumas destas partículas de gelo contribuem provavelmente para o misterioso anel de Saturno. Em Novembro de 2005 o mapeamento visual do espectrómetro de infravermelhos mediu o espectro das plumas proveniente do pólo sul da lua gelada, capturando
uma assinatura muito clara de pequenas partículas de gelo. A equipe produziu então as primeiras imagens da pluma de material gelado em deslocação no pólo sul de Enceladus, que são eventuais indícios de géisers do tipo de Yellowstone alimentados por reservatórios de água líquida.Sobre este assunto, consulte o site da Science Daily e os sites de Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA e NASA.
domingo, 21 de dezembro de 2008
O horário do trabalho no Parlamento Europeu

A derrota do Conselho Europeu com a recusa das suas propostas de alteração da directiva do tempo de trabalho é uma vitória dos trabalhadores e uma derrota de Bruxelas e dos governos que esperavam poder contar com decisões supranacionais para lhes retirar o ónus de um retrocesso social de mais de cem anos.
A abstenção do governo português, foi a atitude coerente com o novo Código do Trabalho.
O prolongamento da jornada média de trabalho para as 60 e 65 horas semanais e a introdução de um novo conceito de “tempo inactivo de trabalho” a ser retirado do “tempo de trabalho” e ataques aos sindicatos e à contratação colectiva foram os principais motivos para esa rejeição.aspectos.
A possibilidade de estas intenções reaparecerem após um período de negociação do Conselho com o Parlamento Europeu ficou em aberto quando uma maioria recusou a proposta de rejeição das propostas que os comunistas apresentaram.
Foi essa a opção dos deputados do PS, PSD e CDS no PE.
Os trabalhadores e as suas organizações mas também a opinião de todos quantos entendem ser insubstituível a vertente social da democracia estarão atentos.
A abstenção do governo português, foi a atitude coerente com o novo Código do Trabalho.
O prolongamento da jornada média de trabalho para as 60 e 65 horas semanais e a introdução de um novo conceito de “tempo inactivo de trabalho” a ser retirado do “tempo de trabalho” e ataques aos sindicatos e à contratação colectiva foram os principais motivos para esa rejeição.aspectos.
A possibilidade de estas intenções reaparecerem após um período de negociação do Conselho com o Parlamento Europeu ficou em aberto quando uma maioria recusou a proposta de rejeição das propostas que os comunistas apresentaram.
Foi essa a opção dos deputados do PS, PSD e CDS no PE.
Os trabalhadores e as suas organizações mas também a opinião de todos quantos entendem ser insubstituível a vertente social da democracia estarão atentos.
sábado, 20 de dezembro de 2008
O madeiro de Natal



Houve um tempo em que os jovens ao atingirem a maioridade ou com idade de ir para a tropa nas aldeias do interior procuravam e carregavam em carros de bois os cepos e madeiros para a fogueira de Natal, em geral nos adros das igrejas, que com filhozes e uns copos de vinho, aqueciam os corpos para a missa do galo e depois dela até ao Dia de Reis. Era o madeiro e a alegria de juntos nos aquecermos no Natal.O governo aumenta o capital da CGD para poder fazer desaparecer os prejuízos do BPN e reduzir o défice orçamental, por Eugénio Rosa
O governo ao aumentar o capital da CGD em 1.000 milhões de euros confirma, embora de uma forma indirecta, que os prejuízos efectivos do BPN são muito superiores aos 700 milhões de euros anunciados inicialmente pelo ministro Teixeira dos Santos, estando já muito próximos dos mil milhões de euros, o que até já foi confirmado por uma auditoria ao BPN mandada fazer pela CGD, que apurou 950 milhões de euros, como alguns órgãos de informação já divulgaram. Assim torna-se ainda mais clara a razão do aumento de capital da CGD precisamente nesse valor, pois serão precisamente os capitais próprios deste banco público que terão de suportar, em última instância, os prejuízos do BPN, no caso da decisão do governo ser a de responsabilizar aquela entidade financeira pública pela resolução do problema deste banco, como parece que vai acontecer.Ver o estudo de Eugénio Rosa em
http://www.resistir.info/e_rosa/aumento_capital_cgd.html
O antepassado dos antepassados, uma sugestão do Jorge

A quantidade de material genético comum a todas as espécies é impressionante (temos mais de 200 genes iguais aos das bactérias!).É quase óbvio que tudo tem a mesma origem ancestral.
Essa origem não é o "primeiro" organismo vivo. É sim o "último" dos que não morreu sem deixar descendentes, cujos sobreviventes deixaram descendentes, cujos sobreviventes deixaram descendentes, e assim até hoje.
Aqui e ali, um "êrro" na descendência dava grande vantagem e, claro, ficava para os descendentes, agora diferentes, "mais sobreviventes"! Biliões de gerações depois, deu esta diversidade que agora temos... elefantes, lulas, craveiros, etc.Chamam-lhe "o último antepassado comum universal ," em inglês LUCA ((Last Universal Common Ancester), e há quem procure saber com que se pareceria . Jorge sugere-nos que vamos ao Science Daily ver em
Na imagem acima um fumador negro num respirador hidrotérmico. Os investigadores sustentam que o LUCA era um organismo hipertermofílico, que procurava o calor, semelhante aos que se encontram hoje a viver nas profundezas dos oceanos, ao longo dos respiradouros quentes dos cumes continentais. Novas provas, porém, sugerem que o LUCA era na realidade sensível a temperaturas mais quentes abaixo de 50 graus. (segundo P. Rona; OAR / Undersea National Research Program (NURP); NOAA).
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
"Da crise global ao governo mundial: Uma revisão das tendências globais para 2025", por Andrew G. Marshall, na GlobalResearch

O Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos produziu um relatório, intitulado Tendências Globais 2025: Um Mundo Transformado.Este documento desclassificado é o quarto relatório da Global Trends 2025:O relatório descreve os caminhos que as actuais tendências económicas e geopolíticas podem atingir até ao ano 2025, a fim de orientar o pensamento estratégico ao longo das próximas décadas. O Conselho Nacional de Inteligência descreve-se a si próprio como centro de teste e de pensamento estratégico a longo prazo da Comunidade de Inteligência dos EUA, com a missão de apoiar o director da Inteligência Nacional, recorrendo a e especialistas não-governamentais da área acadêmica e setor privado, no esforço de prestação de Estimativas de Inteligência Nacional.O relatório foi escrito com a participação activa de comunidade da inteligência não só dos EUA , mas também de numerosos grupos de reflexão, empresas de consultoria, instituições acadêmicas e centenas de outros especialistas. Entre as organizações participantes estão o Conselho Atlântico dos Estados Unidos, o Wilson Center, RAND Corporation, da Brookings Institution, o American Enterprise Institute, Texas, A M University, o Conselho das Relações Externas e o Chatham House, em Londres, que é equivalente ao Britânico CFR [1].Entre as muitas coisas apontadas neste relatório, concluídas ou em curso em 2025, estão a formação de um sistema internacional multipolar mundial, a possibilidade de um retorno do mercantilismo por grandes potências, o crescimento do China como grande potência mundial, a posição da Índia como um forte pólo no novo sistema multipolar, um declínio do capitalismo, sob a forma de mais-capitalismo estatal, o crescimento exponencial da população nos países em vias de desenvolvimento, instabilidade contínua na África, um declínio no disponibilidade alimentar, em parte devido às alterações climáticas, terrorismo continuado, a possibilidade de uma guerra nuclear, a emergência do regionalismo na forma de blocos regionais fortes na América do Norte, Europa e Ásia, e do declínio do poder dos EUA e com isso, da superioridade do dólar.Ver a referência completa a este relatório emhttp://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11426
O empurrão ao Paquistão, por Peter Lee, no Counterpunch

A etiqueta "Made in Paquistão" está hoje solidamente afixada nos atentados de Bombaim.
A evolução mais significativa que se tem registado nesta história, no entanto, tem sido o esforço decidido pelos Estados Unidos,apoiado pela Índia e pelo entusiasmo do Paquistão, para desviar a atenção de qualquer possibilidade de que possam ser agentes do Estado, por exemplo o famigerado Inter Services Intelligence (ou ISI) e os seus apoiantes no governo e no seio elites do Paquistão , a serem implicados no ataque.
Os Estados Unidos já declararam abertamente o seu receio, compreensível, que uma escalada nas hostilidades entre a Índia eo Paquistão poderia fornecer ao exército do Paquistão desculpa para abandonar a impopular aventura anti-talibã, no Oeste, em troca de uma forma mais tradicional e muito menos desestabilizadora, tipo olho-por-olho, dente-por-dente, de confrontação militar com a Índia a leste.
A evolução mais significativa que se tem registado nesta história, no entanto, tem sido o esforço decidido pelos Estados Unidos,apoiado pela Índia e pelo entusiasmo do Paquistão, para desviar a atenção de qualquer possibilidade de que possam ser agentes do Estado, por exemplo o famigerado Inter Services Intelligence (ou ISI) e os seus apoiantes no governo e no seio elites do Paquistão , a serem implicados no ataque.
Os Estados Unidos já declararam abertamente o seu receio, compreensível, que uma escalada nas hostilidades entre a Índia eo Paquistão poderia fornecer ao exército do Paquistão desculpa para abandonar a impopular aventura anti-talibã, no Oeste, em troca de uma forma mais tradicional e muito menos desestabilizadora, tipo olho-por-olho, dente-por-dente, de confrontação militar com a Índia a leste.
Ver o artigo de Peter de em
Pensamento de fim-de-semana, por Jorge
Poema de Natal, de Casimiro de Brito

“As emissoras difundem
a mensagem de Natal
do Presidente da Cruelândia:
- Inventámos um novo míssil
capaz de destruir
em pleno silêncio
o ventre da mais pequena
semente
da terra.
As sementes no entanto
prosseguem
em seu ofício
de liberdade.
Indiferentes aos mecanismos
Indiferentes aos mecanismos
da usura e da guerra.
Operários da paz
Operários da paz
no centro da terra.”
A beleza é verdade na intuição matemática

Jorge foi ao Science Daily e trouxe-nos a primeira intuição empírica disso.
Sabe-se que o motor da invenção e da descoberta em matemática é a procura da "beleza" das coisas (simetrias, por exemplo). Porque será?
Diz este artigo que, tanto o que sentimos como "belo", como o que julgamos "verdadeiro", correspondem a processos mentais mais simples ("fluentes") e por isso mais agradáveis.
Faz lembrar a regra "hedonisto-epistemológica" chamada princípio "kiss" (keep it sweet and simple)...
Rolf Reber, juntamente com Morten Brun matemático e o psicólogo Karoline Mitterndorfer, todos da Universidade de Bergen, na Noruega, dão-nos aqui conta dessa explicação.
O artigo está em http://www.sciencedaily.com/releases/2008/11/081120073130.htm
Ainda Pequim 2008, agora em 360ºx180º
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Entrevista com um dissidente francês forçados ao exílio: Thierry Meyssan

"Se eu me tivesse vergado, não teria tido de abandonar". O encerramento dos escritórios da Rede Voltaire francesa e do exílio do seu presidente levanta muitas questões. Alguns comentadores viram nisso o final de uma aventura, outros, pelo contrário, observando que não tinham conseguido reduzir a combatividade da Rede, tentaram descobrir o que tinha motivado o encerramento.
Thierry Meyssan explica-se agora aqui. Ele descreve um França, sob o controlo dos EUA, onde a opinião pública anestesiada não teve consciência do controlo político. Na sua opinião, havia perigo em manter-se no local e ameaça que o obrigou a partir em breve forçará a partir de outros.Leia as suas razões.
"Salvem os ricos", pelo Contemporâneos e convidados

letra da canção
Chegou a crise
Não há razão para temer
É que nesta crise
O Teixeira dos Santos vai-nos proteger
Mas neste Mundo injusto
O dinheiro está garantido
Para o pobre, o remediado E o sem-abrigo
O dinheiro está garantido
Para o pobre, o remediado E o sem-abrigo
Mas pensa naqueles,
Os multimilionários
Ficaram sem bancos
E sem chorudos salários
E sem direito a indemnizações
Têm de pedir o aval
À sopa dos pobres dos ricos
O Banco de Portugal
O desespero tomou conta
De toda a Quinta da Marinha
Em vez de lavagante
Comem lambujinha
E vão ter de abandonar
O Conselho de Estado
O quadro do Miró
Foi penhorado
Porque esse Portugal
Já não é neo-liberal
Saberão que estamos no Natal!
O suprime limpou-lhes muitos milhões
A polícia trata-os como aldrabões
Saberão que estamos no Natal!
Salvem os ricos
Salvem os ricos
Salvem os ricos
Ajudem os milionários
Salvem os ricos
Ajudem os milionários
Ver o clip em
Citando Thomas Carlyle, por Rita Abreu
O mundo pertence a quem se atreve, de Charlie Chaplin
Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.
Já abracei para proteger,
já dei gargalhadas quando não podia,
fiz amigos eternos,
amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,fui amado e não amei.
Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
"quebrei a cara muitas vezes"...!
Já chorei a ouvir música e a ver fotografias,
já telefonei só para escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade,
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).
Mas vivi, e ainda vivo!
Não passo pela vida...
E você também não a deveria passar!
Viva!
Bom é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o Mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
A voz de Felicidade Alves, ontem no CNC




O Manuel Vilas-Boas teve a interessante idéia de trazer para a evocação de ontem a gravação de uma entrevista feita a Felicidade Alves para a TSF, horas antes do seu casamento (na versão canónica, pois o civil fora em 1968).
O que os vários oradores dele disseram, encontrava-se ali nas palavras sempre contundentes do saudoso Felicidade Alves em resposta às perguntas certeiras do jornalista.
Depois a Diana Andringa leu a transcrição de declarações feita a um outro programa da RTP e o quadro completou-se.
Frei Bento Domingues falou sobre o choque das personalidades de Felicidade Alves com o seu carrasco, o Cardeal Carejeira, "sedutor" dos mais ou menos desavindos para a "sua" Igreja, tão arredada do Vaticano II e tão disponível para trazer ao colo o regime fascista, com que tão profundamente colaborou. Espero que o publique pelo seu interesse para a compreensão histórica destes factos.
João Salvado Ribeiro (de que não tenho foto) que, com Abílio Tavares Cardoso, organizaram a publicação do livro "Testemunho Aberto" sobre "O caso do Padre Felicidade, editado em 1999 pela Multinova, fez referência ao destino do espólio do padre expulso da sua Igreja.
José Luís de Matos deu conta de trabalhos deixados puiblicados e por publicar, nomeadamente so bre igrejas de Lisboa.
Guilherme de Oliveira Martins encerrou a sessão invocando ter sido o CRC, antes do 25 de Abril, ponto de apoio para guarda dos Cadernos Gedoc de que o Padre tinha sido animador e também de apoio às actividades de socorro aos presos políticos.
Fora de programa deixei o meu testemunho sobre Felicidade Alves e o PCP, de que foi militante desde 1975 até à sua morte, em 1998, ano em que com ele a Igreja se reconciliou, depois de 30 anos de perseguições e injustiças. No final, uma amiga de Felicidade Alves veio contar-me a confidência, que este lhe fizera em tempos, da impressão que lhe causara um encontro com Álvaro Cunhal, em Paris, no final dos anos 60, onde concluía o seu curso de Teologia, e o apelo que lhe fizera: "seja fiel a Jesus!".
Aproveitei para pedir a intervenção dos presentes para que a CML meta no Bairro da Bela Flor, em Campolide, a placa toponímica com o nome da rua que lhe foi atribuída por deliberação da câmara em 2004. Tal como colocaram há dias em Câmara os vereadores do PCP.
Cientistas rejeitam a "mentira" do aquecimento global

Prometendo voltar ao tema, nomeadamente, recolhendo outras opiniões incluindo as vossas,
importa agora referir que a conferência sobre alterações climáticas das Nações Unidas a decorrer na Polónia vai receber uma surpresa de 650 cientistas principais que escarnecem dos relatórios apocalípticos sobre o aquecimento global - designando-os por mentiras, embustes e como parte de uma nova religião.A sua voz será ouvida no Senado dos EUA através de um relatório da minoria que cita estes cientistas, muitos dos quais são antigos e atuais membros da ONU do próprios Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas. Cerca de 250 dos cientistas citados no relatório aderiram ao movimento dissidente apenas ano passado. De facto, o número total de cientistas representados no relatório é 12 vezes o número de cientistas que redigiram o relatório de 2007 do IPPC (International Plant Protectio Convention). Pode encontrar algumas passagens do referido relatório, clicando em:
http://www.worldnetdaily.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=83323
http://www.worldnetdaily.com/index.php?fa=PAGE.view&pageId=83323
"China e Índia:de repente vulneráveis", da edição impressa de The Economist 11 Dezembro 2008
Na Ásia, duas grandes feras estão a tremer. A economia da Índia é mais fraca, mas os dirigentes da China têm mais a temer.A velocidade com que as nuvens de pessimismo económico e mesmo o desespero ocorreram ao longo da economia mundial tem sido surpreendente em todo o lado. Mas a mudança tem sido particularmente súbita nos dois países mais populosos: China e Índia. Até muito recentemente, as grandes economias de crescimento mais rápido do mundo sentiam-se, em grande medida, imunes ao contágio do que aflige o mundo mais rico. Os optimistas, ainda esperara que estes enormes mercados emergentes poderiam fornecer os motores que poderia tirar o mundo da recessão. Agora, alguns temem o contrário: que a recessão mundial que está a progredir para a China e a Índia os arraste, elevando o desemprego massivo para dois países que são, apesar de todos os seus sucesso, sendo a Índia o mais pobre, o lar de cerca de dois quintos das crianças desnutridas de todo o mundo. Ver o desenvolvimento em
As repercussões da fraude de Madoff

À medida que o tempo passa, surgem novas revelações a conta-gotas sobre as pessoas singulares e colectivas afectadas pelo maior escândalo financeiro mais recente, do gestor de fundos(e ex-presidente da Nasdaq) norte-americano Bernardo Madoff.
Segundo o jornal The Wall Street na sua edição do passado fim-de-semana, o gigante francês financeiro grupo BNP Paribas e o japonês Nomura estão entre as vítimas do esquema fraudulento de Madoff, bem como diversas outras empresas do sector dos fundos de investimento livre e multimilionários de gabarito.
Além de França e do Japão, os efeitos da fraude multimilionária na Wall Street têm-se feito sentir na Suíça, Espanha e Reino Unido, entre outros países.
Entre as empresas que gerem fundos especulativos ponderados pela fraude Madoff e o esquema de pirâmide que ele montou para falsificar a capitalização de investimentos que lhe foram confiadas, figuram a Fairfield Greenwich e Tremont Capital Management Group, com sede em Nova York, e a Maxam Capital Management LLC, com sede no Connecticut. A Ascot Partners LLC é outra das empresas enganadas, como seu presidente, J. Ezra Merkin,reconheceu.Leia a restante notícia do El Mundo espanhol emhttp://www.elmundo.es/mundodinero/2008/12/13/economia/1229190355.html
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
"Cão!", uma foto para a História
A Fed cria o cenário de uma futura hiperinflação
A Reserva Federal recusou desajeitadamenteo o pedido de um dos maiores serviço de notícias financeiras para divulgar os beneficiários de mais de 2 triliões de dólares de empréstimos de emergência dos contribuintes e para revelar os activos do banco central aceites como garantia. Os seus advogados recorreram ao argumento bizarro de que o faziam para proteger segredos comerciais. É segredo que o sistema financeiro norte-americano esteja de facto falido? As últimas acções da Fed são mais outra indicação do grau de pânico e de falta de estratégia clara no seio da mais alta hierarquia das instituições financeiras dos EUA. A expansão sem precedentes pela Reserva Federal da Base Monetária nas últimas semanas estabelece o cenário para uma futura hiperinflação do tipo Weimar talvez antes de 2010 (...) Ver o restante em
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
A psicologia da nostalgia

Nos séculos XVII e XVIII , a nostalgia foi vista como uma doença médica acompanhada de sintomas que incluiam prantos, arritmia cardíaca e anorexia. Depois e até ao século XX, a nostalgia foi considerada como uma transtorno psiquiátrico, com sintomas como insónia, ansiedade e depressão e estava confinada a alguns grupos (por exemplo, o primeiro ano de estudantes e imigrantes). Só recentemente os psicólogos começaram a fazer o enfoque nos aspectos positivos e potencialmente terapêuticos da nostalgia, de acordo com um relatório do psicólogo Constantino Sedikides da Universidade de Southampton.
Leia o desenvolvimento em
“Die Welt in einer Tasse Kaffee” mais a Susana em Silves
A Luna, minha cadela de quem aqui falo pela primeira vez, ao fim de três anos do blog, viu os donos de mala feita, excitou-se perfilando-se para a viagem, mas rapidamente percebeu que não teria boleia e presenteou-nos com o seu desprezo, retirando-se de rabo entre as pernas para a cama. “Ingratos!”, terá pensado…
Primeiro Acto
A CP lá averbou mais duas passagens em prejuízo da Renex. Sim, porque nestes dois despossuídos de carro, a inclinação vai sempre para o caminho-de-ferro. A opção pelo “conforto” permitiu-nos ter como espécie de contrapartida parcial pelo delta de preço uns cookies, sabiamente guardados para qualquer emergência, como o afundamento do país, um sumo que se deglutiu sem gosto e uns jornais iguais aos dos outros dias com prosa pouco inteligente e algo fastidiosa. A páginas tantas já dormia enquanto a Isabel mergulhava na babilónia colonial da economia açucareira a que a licenciatura de História, em fase terminal, a obligé.
Acordei na Funcheira onde na plataforma já não aparecem aquelas alentejanas lindas que na minha juventude nos vendiam pela janela umas bifanas quentinhas e umas jarrinhas feitas de barro com água fresca . Aquilo é que era! … e tão rápido que o medo de não ter tempo para a operação tornava angustiante a aquisição, para já não falar do meu pai que optava para rumar ao café da estação, desenturpecer as pernas e pôr a merenda nos conformes, deixando a família aflita.
Descido em Tunes para o transbordo, e já com o Alfa ao longe a rumar a Faro, dei por falta da minha esferográfica de estimação…Praguejei contra a qualidade dos jornalistas e as notícias requentadas que inviabilizaram os sublinhados do costume no papel, a pensar no próximo post. Ela também deve ter adormecido com a falta de uso e para lá ficou à espera de ser colhida como inesperada prenda de Natal por um magano qualquer.
Do Alfa para a automotora, segundo um companheiro de viagem, “passamos dum comboio para uma carroça”…De carroça até não me importava, voltando a pensar nas viagens com o meu avô moleiro por aquelas paragens. Eu só peço aos administradores da CP que, de vez em quando, limpem os vidros da “composição”, velha e digna, que liga Tunes a Lagos, servindo as celebérrimas praias de A. Pêra, Rocha, Lagos, para não ficar com aquele aspecto rançoso…Se andam a cortar no pessoal ou nos outsorcings podiam, eles próprios, organizarem, ao seu nível, um roulement para justificarem aos utentes os salários que ganham.
Segundo Acto
A “estação” de Silves é, de facto, um apeadeiro, com o edifício fechado e sem se lobrigar vivalma. Debaixo de chuva lá rumamos ao pequeno café ao longe, onde o pessoal adulto e crianças se atarefavam a fazer subir uma árvore de Natal made in China. Recolhemos mais um telefone de táxis, que respondeu ao contrário de outros, anotados quando da planificação da logística em terra e fomos salvos da contingência, depois de fazer marchar mais dois cafés. Se a Isabel Soares criasse uma navete puxada a machos ou mulas seria mais interessante (ó Isabel, se leres a prosa, pensa no assunto…).
Chegados ao hotel da Colina dos Mouros, mais um susto.
Um casal de brasileiros organizava uma recepção comercial para uns sessenta idosos, certamente a troco de uma viagem barata, com uma parafernália de instrumentos de cozinha para venda, em balada por uma ensurdecedora música pimba. Alguns olhares de terceira idade ainda em riste brejeiro deliciavam-se com as formas traseiras da brasileira que se bamboleava entre eles e elas, com um apurado sentido comercial. Fugimos para o quarto, de limpeza duvidosa e aquecimento ronceiro e intermitente, onde depositamos os haveres. Céleres, fugimos de novo e atravessamos o Arade onde, à falta de gente, pairavam gaivotas e garças . Os humanos distribuíam-se pelos cafés, gozando o quentinho.
Primeiro Acto
A CP lá averbou mais duas passagens em prejuízo da Renex. Sim, porque nestes dois despossuídos de carro, a inclinação vai sempre para o caminho-de-ferro. A opção pelo “conforto” permitiu-nos ter como espécie de contrapartida parcial pelo delta de preço uns cookies, sabiamente guardados para qualquer emergência, como o afundamento do país, um sumo que se deglutiu sem gosto e uns jornais iguais aos dos outros dias com prosa pouco inteligente e algo fastidiosa. A páginas tantas já dormia enquanto a Isabel mergulhava na babilónia colonial da economia açucareira a que a licenciatura de História, em fase terminal, a obligé.
Acordei na Funcheira onde na plataforma já não aparecem aquelas alentejanas lindas que na minha juventude nos vendiam pela janela umas bifanas quentinhas e umas jarrinhas feitas de barro com água fresca . Aquilo é que era! … e tão rápido que o medo de não ter tempo para a operação tornava angustiante a aquisição, para já não falar do meu pai que optava para rumar ao café da estação, desenturpecer as pernas e pôr a merenda nos conformes, deixando a família aflita.
Descido em Tunes para o transbordo, e já com o Alfa ao longe a rumar a Faro, dei por falta da minha esferográfica de estimação…Praguejei contra a qualidade dos jornalistas e as notícias requentadas que inviabilizaram os sublinhados do costume no papel, a pensar no próximo post. Ela também deve ter adormecido com a falta de uso e para lá ficou à espera de ser colhida como inesperada prenda de Natal por um magano qualquer.
Do Alfa para a automotora, segundo um companheiro de viagem, “passamos dum comboio para uma carroça”…De carroça até não me importava, voltando a pensar nas viagens com o meu avô moleiro por aquelas paragens. Eu só peço aos administradores da CP que, de vez em quando, limpem os vidros da “composição”, velha e digna, que liga Tunes a Lagos, servindo as celebérrimas praias de A. Pêra, Rocha, Lagos, para não ficar com aquele aspecto rançoso…Se andam a cortar no pessoal ou nos outsorcings podiam, eles próprios, organizarem, ao seu nível, um roulement para justificarem aos utentes os salários que ganham.
Segundo Acto
A “estação” de Silves é, de facto, um apeadeiro, com o edifício fechado e sem se lobrigar vivalma. Debaixo de chuva lá rumamos ao pequeno café ao longe, onde o pessoal adulto e crianças se atarefavam a fazer subir uma árvore de Natal made in China. Recolhemos mais um telefone de táxis, que respondeu ao contrário de outros, anotados quando da planificação da logística em terra e fomos salvos da contingência, depois de fazer marchar mais dois cafés. Se a Isabel Soares criasse uma navete puxada a machos ou mulas seria mais interessante (ó Isabel, se leres a prosa, pensa no assunto…).
Chegados ao hotel da Colina dos Mouros, mais um susto.
Um casal de brasileiros organizava uma recepção comercial para uns sessenta idosos, certamente a troco de uma viagem barata, com uma parafernália de instrumentos de cozinha para venda, em balada por uma ensurdecedora música pimba. Alguns olhares de terceira idade ainda em riste brejeiro deliciavam-se com as formas traseiras da brasileira que se bamboleava entre eles e elas, com um apurado sentido comercial. Fugimos para o quarto, de limpeza duvidosa e aquecimento ronceiro e intermitente, onde depositamos os haveres. Céleres, fugimos de novo e atravessamos o Arade onde, à falta de gente, pairavam gaivotas e garças . Os humanos distribuíam-se pelos cafés, gozando o quentinho.
Escalamos então a encosta do Castelo até chegar ao Café Silves, onde autora e editor ofereceram a uma dezena de amigos o almoço.
Beijos e abraços a uma Susana atarefada de anfitriã e atacamos o boufet. O meu irmão Luís, que vive em Lagos, mas é professor na Escola Secundária de Silves, chegou meia-hora depois, na mesma automotora que nos levara mas já fazendo o sentido contrário. O Café é simpático bem como a dona, seguramente sexagenária, mas bela, mantendo um charme agradável aos sentidos…
Terceiro Acto
Reposta a normalidade alimentar, lá fomos debaixo de chuva para a Biblioteca Municipal onde seria a apresentação no salão do bar. O local é bonito e acolhedor e a muito boa temperatura na biblioteca permitiu-nos secar as calças.
A Susana avançou e fez a história da publicação no seu jeito volátil e despretensioso. Seguiu-se o Carlos Pinto Coelho que nos falou da mulher jornalista, da mulher das causas políticas, da feminista inteligente e dos seus amores. Respondendo à eterna pergunta “porque escreves?”, e
citando conversa com Mário de Carvalho que lhe fez o paralelismo das mãos gravadas nas paredes no paleolítico, que poderiam ter justificação idêntica, citou " para se saber que estivemos aqui…”. Um jovem de barba andaluz e de preto, de seu nome Paulo, brindou-nos com quatro virtuosas peças em acordeão, começando por uma maravilhosa melodia yiddish. Esqueci-me de vos dizer: a Susana, que é alemã e portuguesa, nasceu de um casal judeu que para aqui fugiu dos nazis em 1933. O Paulo, assim se chamava o moço, já tinha sido profissional do instrumento e agora era responsável da biblioteca. Espero bem, para a felicidade de muitos, que o Paulo continue com o acordeão!...O editor José-Luís Ferreira disse de sua justiça, substituindo a Isabel da Nóbrega, retida em casa por via da intempérie. O meu irmão que, em momentos tais, fica agitado, saiu para a biblioteca, foi à net, imprimiu qualquer coisa que era afinal o "Balanço
Provisório" do Fanha, de que fez belíssima leitura.

Acabada a sessão, meu irmão e a Piedade cantaram modas alentejanas um para o outro de tal maneira que pensei que aquilo ia acabar em namoro. Mas não.
Como o livro é em alemão, língua avessa à minha intuição latina para o linguarejar, adquiri um exemplar que vou mandar para a Stephanie e o Gunther, mais exactamente para a Geranienweg, onde moram em Brandenburgo.
Regressados ao Café Inglês atacamos o jantar. O Luís já tinha combinado com os músicos dar uns trinados no fim mas não deu porque no grupo alguém se indispôs e saímos mais cedo que o previsto. Demandamos o hotel onde os nossos guaranis, para o nosso equilíbrio, já tinham despachado as vendas, a música e recolhido o bambolear comercial da sua agente. O comando do televisor também não funcionava o que facilitou, sem mais delongas, o justo repouso dos corpos.
Quarto Acto
Ver o Luís a comer o pequeno-almoço é um espectáculo! A entrar nos sessenta não lhe falta o apetite na sua refeição “mais importante”.
Atestado e satisfeito, levou-nos a ver a escola. Os seus olhos brilharam porque à casota, do meio do pátio, do seu projecto foto-voltaico de produção de energia, já só faltavam as telhas e a câmara já tinha tapado com areia e betuminoso os roços abertos para as ligações ao edifício principal.
Quinto e último Acto
Regressados ao “apeadeiro”, de trouxa feita, e ainda alguns pingos, a CP juntou à falta de limpeza outra surpresa: mudara os horários e marimbara-se na informação aos utentes. Mais umas pragas. O Luís foi o primeiro a regressar a Lagos e nós, sem muita pressa ao domingo, fomos ocupando o tempo, confiantes que este traz sempre novidades.
A senhora idosa ao nosso lado, mau-grado a delicada figura, ia devorando uma bela sandes de fiambre, não se esquecendo de antes ter a gentileza de perguntar “São servidos?”. Eu, qualquer dia digo que sim e crio um problema…Foi trocando impressões com a Isabel sobre o tempo, e depois sentou-se ao nosso lado. Abriu o saco e eu cheguei a imaginar algum doce. Mas não. “Tenho aqui um livro. Os senhores são crentes?” mas a Isabel cortou cerce “Não, só acreditamos nos homens, mas obrigados pela atenção!”. Encolheu-se: “Eu respeito os pensamentos de cada um…”. Não lhe restava de facto outra coisa mas esfriou e passou a olhar-nos, a nós, incréus perdidos para a verdade, do alto da sua pose missionária…
Seguiu-se o cão branco. A Isabel, talvez com saudades da Luna, lá lhe desfez em bocados umas empadas a que juntou os cookies do dia anterior. A tal permitiu a falta de notícias sobre maiores colapsos, superiores aos que nosso Primeiro lá vai provocando. A missionária também lhe deu bocadinhos de pão (fiambre não…). Todos festejámos o cão. Perguntando-nos se ele estaria perdido, a senhora disse-nos ser "ali daqueles", apontando para o outro lado da linha.
“Aqueles” eram os ciganos, acordando do seu acampamento, com as crianças bem enroupadas, a receber pão dum grande saco de papel mais chouriços para o mata-bicho. Um jovem "daqueles" antes da recfeição foi pedalar numa pasteleira e os decibéis fortes de uma qualquer gipsy music alegraram-nos a alma.
Do nosso grupo fazia parte um jovem militar que completara quinze dias de férias e a quem a armadilha da CP lhe provocou um temor de não chegar antes da meia-noite aos Comandos da Amadora. Dei com uma inscrição a marcador preto num lancil da plataforma onde a letra de uma jovem perguntava: "Sabes o que é o mundo? É uma coisa muito bela como os teus olhos e os teus beijos". Li-a em voz alta para todos…"Sim senhor", comentou o magala, "não há só grafitis feios" e mostrou-me do telemóvel as fotos das composições da nossa automotora grafitadas com grande gosto e qualidade. O que confirmámos quando ela chegou…
De Silves a Tunes e de Tunes a Sete-Rios se preencheram as três horas seguintes. Da ponte olhei o Cristo no santuário e juro que me disse “António, foi bom mas acabou, a Susana que consiga a edição em Português", e, recordando-me a abordagem missionária de horas atrás, deixou sair "desculpa qualquer coisinha…”.
Beijos e abraços a uma Susana atarefada de anfitriã e atacamos o boufet. O meu irmão Luís, que vive em Lagos, mas é professor na Escola Secundária de Silves, chegou meia-hora depois, na mesma automotora que nos levara mas já fazendo o sentido contrário. O Café é simpático bem como a dona, seguramente sexagenária, mas bela, mantendo um charme agradável aos sentidos…Terceiro Acto
Reposta a normalidade alimentar, lá fomos debaixo de chuva para a Biblioteca Municipal onde seria a apresentação no salão do bar. O local é bonito e acolhedor e a muito boa temperatura na biblioteca permitiu-nos secar as calças.
A Susana avançou e fez a história da publicação no seu jeito volátil e despretensioso. Seguiu-se o Carlos Pinto Coelho que nos falou da mulher jornalista, da mulher das causas políticas, da feminista inteligente e dos seus amores. Respondendo à eterna pergunta “porque escreves?”, e
citando conversa com Mário de Carvalho que lhe fez o paralelismo das mãos gravadas nas paredes no paleolítico, que poderiam ter justificação idêntica, citou " para se saber que estivemos aqui…”. Um jovem de barba andaluz e de preto, de seu nome Paulo, brindou-nos com quatro virtuosas peças em acordeão, começando por uma maravilhosa melodia yiddish. Esqueci-me de vos dizer: a Susana, que é alemã e portuguesa, nasceu de um casal judeu que para aqui fugiu dos nazis em 1933. O Paulo, assim se chamava o moço, já tinha sido profissional do instrumento e agora era responsável da biblioteca. Espero bem, para a felicidade de muitos, que o Paulo continue com o acordeão!...O editor José-Luís Ferreira disse de sua justiça, substituindo a Isabel da Nóbrega, retida em casa por via da intempérie. O meu irmão que, em momentos tais, fica agitado, saiu para a biblioteca, foi à net, imprimiu qualquer coisa que era afinal o "Balanço 
Acabada a sessão, meu irmão e a Piedade cantaram modas alentejanas um para o outro de tal maneira que pensei que aquilo ia acabar em namoro. Mas não.Como o livro é em alemão, língua avessa à minha intuição latina para o linguarejar, adquiri um exemplar que vou mandar para a Stephanie e o Gunther, mais exactamente para a Geranienweg, onde moram em Brandenburgo.
Regressados ao Café Inglês atacamos o jantar. O Luís já tinha combinado com os músicos dar uns trinados no fim mas não deu porque no grupo alguém se indispôs e saímos mais cedo que o previsto. Demandamos o hotel onde os nossos guaranis, para o nosso equilíbrio, já tinham despachado as vendas, a música e recolhido o bambolear comercial da sua agente. O comando do televisor também não funcionava o que facilitou, sem mais delongas, o justo repouso dos corpos.
Quarto Acto
Ver o Luís a comer o pequeno-almoço é um espectáculo! A entrar nos sessenta não lhe falta o apetite na sua refeição “mais importante”.
Atestado e satisfeito, levou-nos a ver a escola. Os seus olhos brilharam porque à casota, do meio do pátio, do seu projecto foto-voltaico de produção de energia, já só faltavam as telhas e a câmara já tinha tapado com areia e betuminoso os roços abertos para as ligações ao edifício principal.
Quinto e último Acto
Regressados ao “apeadeiro”, de trouxa feita, e ainda alguns pingos, a CP juntou à falta de limpeza outra surpresa: mudara os horários e marimbara-se na informação aos utentes. Mais umas pragas. O Luís foi o primeiro a regressar a Lagos e nós, sem muita pressa ao domingo, fomos ocupando o tempo, confiantes que este traz sempre novidades.
A senhora idosa ao nosso lado, mau-grado a delicada figura, ia devorando uma bela sandes de fiambre, não se esquecendo de antes ter a gentileza de perguntar “São servidos?”. Eu, qualquer dia digo que sim e crio um problema…Foi trocando impressões com a Isabel sobre o tempo, e depois sentou-se ao nosso lado. Abriu o saco e eu cheguei a imaginar algum doce. Mas não. “Tenho aqui um livro. Os senhores são crentes?” mas a Isabel cortou cerce “Não, só acreditamos nos homens, mas obrigados pela atenção!”. Encolheu-se: “Eu respeito os pensamentos de cada um…”. Não lhe restava de facto outra coisa mas esfriou e passou a olhar-nos, a nós, incréus perdidos para a verdade, do alto da sua pose missionária…
Seguiu-se o cão branco. A Isabel, talvez com saudades da Luna, lá lhe desfez em bocados umas empadas a que juntou os cookies do dia anterior. A tal permitiu a falta de notícias sobre maiores colapsos, superiores aos que nosso Primeiro lá vai provocando. A missionária também lhe deu bocadinhos de pão (fiambre não…). Todos festejámos o cão. Perguntando-nos se ele estaria perdido, a senhora disse-nos ser "ali daqueles", apontando para o outro lado da linha.
“Aqueles” eram os ciganos, acordando do seu acampamento, com as crianças bem enroupadas, a receber pão dum grande saco de papel mais chouriços para o mata-bicho. Um jovem "daqueles" antes da recfeição foi pedalar numa pasteleira e os decibéis fortes de uma qualquer gipsy music alegraram-nos a alma.
Do nosso grupo fazia parte um jovem militar que completara quinze dias de férias e a quem a armadilha da CP lhe provocou um temor de não chegar antes da meia-noite aos Comandos da Amadora. Dei com uma inscrição a marcador preto num lancil da plataforma onde a letra de uma jovem perguntava: "Sabes o que é o mundo? É uma coisa muito bela como os teus olhos e os teus beijos". Li-a em voz alta para todos…"Sim senhor", comentou o magala, "não há só grafitis feios" e mostrou-me do telemóvel as fotos das composições da nossa automotora grafitadas com grande gosto e qualidade. O que confirmámos quando ela chegou…
De Silves a Tunes e de Tunes a Sete-Rios se preencheram as três horas seguintes. Da ponte olhei o Cristo no santuário e juro que me disse “António, foi bom mas acabou, a Susana que consiga a edição em Português", e, recordando-me a abordagem missionária de horas atrás, deixou sair "desculpa qualquer coisinha…”.
A destruição injustificável do meio ambiente, por Fidel Castro

Será que a sociedade capitalista a pode evitar? As notícias que nos chegam sobre este assunto não são encorajadoras.
Em Poznam está em apreciação o projecto a ser apresentado em Dezembro do ano que vem em Copenhaga, onde se vai discutir e aprovar a convenção que substituirá a de Quioto.
A Comissão que preside à elaboração deste projecto é dirigida por Al Gore, o ex-candidato presidencial que foi derrotado fraudulentamente por Bush em 2001.
Os que o estão a elaborar colocam toda a sua esperança em Barack Obama, como se este pudesse mudar o curso da história.
O exemplo que se segue chega-nos do Canadá (...)
Ver o resto desta “Reflexão de Fidel” em
http://www.cubadebate.cu/index.php?tpl=design/especiales.tpl.html&newsid_obj_id=13501
Em Poznam está em apreciação o projecto a ser apresentado em Dezembro do ano que vem em Copenhaga, onde se vai discutir e aprovar a convenção que substituirá a de Quioto.
A Comissão que preside à elaboração deste projecto é dirigida por Al Gore, o ex-candidato presidencial que foi derrotado fraudulentamente por Bush em 2001.
Os que o estão a elaborar colocam toda a sua esperança em Barack Obama, como se este pudesse mudar o curso da história.
O exemplo que se segue chega-nos do Canadá (...)
Ver o resto desta “Reflexão de Fidel” em
http://www.cubadebate.cu/index.php?tpl=design/especiales.tpl.html&newsid_obj_id=13501
José da Felicidade Alves - dez anos depois da sua morte
Do blog do Vitor Dias, com quem falei há dias sobre esta homenagem a Felicidade Alves, reproduzo o post que sobre ela fez ontem.Com ele fica, também aqui, o convite para outros amigos também lá estarem amanhã.Foi em 14 de Dezembro de 1998, faz hoje precisamente 10 anos, que faleceu José da Felicidade Alves, um homem bom, digno e vertical que, ainda no exercício do seu ministério sacerdotal, ousou afrontar como exemplar coragem uma hierarquia da Igreja Católica portuguesa (*) profundamente comprometida com a ditadura fascista e, por essa via e pelas suas iniciativas posteriores (como os Cadernos GEDOC) , desempenhou um papel de relevo na dinamização e agregação dos católicos progressistas nos últimos cinco anos da ditadura.

Evocando esta efeméride, em boa hora o Centro de Reflexão Cristã e o Centro Nacional de Cultura decidiram promover no próximo dia 16 de Dezembro, das 18 às 20hs., no CNC (Galeria Fernando Pessoa – Largo do Picadeiro nº 10-1º), uma reunião de convívio e de reflexão, «evocativa dos testemunhos de vida e de acção, que marcaram as intervenções de Felicidade Alves na sociedade civil e eclesiástica» com intervenções previstas de Guilherme de Oliveira Martins, Frei Bento Domingues, Diana Andringa e Manuel Vilas Boas.
Associo-me de alma, razão e coração a esta homenagem a José da Felicidade Alves com quem tive a oportunidade e o prazer de conversar várias vezes antes do 25 de Abril e depois nos anos de 1974 e 1975 no MDP/CDE e - acrescento só para que não haja páginas brancas na história e percurso das pessoas - sinto um grande orgulho por, durante muitos anos e até à sua morte, ter sido membro do mesmo partido que eu, o PCP.
Nesta data, que não lhe pode deixar de lhe reavivar alguma dor e tristeza e uma imensa saudade, daqui envio um abraço de estima e amizade à Elizete, sua viúva.
(*) A magnifica e expressiva foto de José da Felicidade Alves que encima este «post» foi extraída da capa do livro Testemunho Aberto - o caso do Padre Felicidade, editado em 1999 pela Multinova e organizado por Abílio Tavares Cardoso e João Salvado Ribeiro e que constitui uma obra indispensável para quem quiser conhecer o historial que vai desde a expulsão e excomunhão de José da Felicidade Alves em 1968 até à sua reconciliação com a hierarquia da Igreja através da autorização do seu casamento canónico em 10.6.98.
Capitalistas estúpidos, diz Joseph Stiglitz na Vanity Fair

Quando se acalmarem as ameaças mais urgentes decorrentes da crise do crédito seremos confrontados com a tarefa maior de elaborar uma direcção para os passos económicos do futuro. Esse vai ser um momento perigoso. Por detrás dos debates sobre a política futura estará um debate sobre a história. Um debate sobre as causas da nossa actual situação. A batalha pelo passado vai determinar a batalha pelo presente.
Quais foram as decisões críticas que levaram à crise?
Cometeram-se erros em cada encruzilhada. Tivemos o que alguns engenheiros designam por “falha do sistema”, isto é, quando não apenas uma decisão mas uma cascata delas produzem um trágico resultado.
O autor, professor da Universidade de Columbia, laureado com o Prémio Nobel, considera cinco momentos cruciais deste processo .
Poderá consultar o artigo em
Quais foram as decisões críticas que levaram à crise?
Cometeram-se erros em cada encruzilhada. Tivemos o que alguns engenheiros designam por “falha do sistema”, isto é, quando não apenas uma decisão mas uma cascata delas produzem um trágico resultado.
O autor, professor da Universidade de Columbia, laureado com o Prémio Nobel, considera cinco momentos cruciais deste processo .
Poderá consultar o artigo em
domingo, 14 de dezembro de 2008
Os americanos acreditam mais no Diabo do que em Darwin e na Teoria da Evolução.

Quase 25% dos americanos acreditam que foram em tempos outras pessoas.
Que a grande maioria dos norte-americanos acreditam também em Deus, em milagres, na sobrevivência da alma após a morte, na ressurreição de Jesus Cristo, e no seu nascimento a partir da Virgem, não será grande surpresa.
O que pode ser mais surpreendente é que minorias de valores significativos acreditem em fantasmas, em discos voadores, em bruxas, na astrologia, e tenham a crença de que eles próprios reencarnaram de outras pessoas.
Globalmente, são mais os inquiridos que acreditam no diabo, no inferno e em anjos dos que acreditam na teoria da evolução de Darwin.
Estes são alguns dos resultados da sondagem Harris (R), junto de 2126 adultos norte-americanos, feita on-line entre 10 e 17 Novembro de 2008 pela Harris Interactive (R).
Para conhecer algumas das constatações interessantes deste novo inquérito Harris clique em
http://www.marketwatch.com/news/story/More-Americans-Believe-Devil-Hell/story.aspx?guid=%7B9FF6758C-00C0-4673-81B9-6D506085F974%7D
Que a grande maioria dos norte-americanos acreditam também em Deus, em milagres, na sobrevivência da alma após a morte, na ressurreição de Jesus Cristo, e no seu nascimento a partir da Virgem, não será grande surpresa.
O que pode ser mais surpreendente é que minorias de valores significativos acreditem em fantasmas, em discos voadores, em bruxas, na astrologia, e tenham a crença de que eles próprios reencarnaram de outras pessoas.
Globalmente, são mais os inquiridos que acreditam no diabo, no inferno e em anjos dos que acreditam na teoria da evolução de Darwin.
Estes são alguns dos resultados da sondagem Harris (R), junto de 2126 adultos norte-americanos, feita on-line entre 10 e 17 Novembro de 2008 pela Harris Interactive (R).
Para conhecer algumas das constatações interessantes deste novo inquérito Harris clique em
http://www.marketwatch.com/news/story/More-Americans-Believe-Devil-Hell/story.aspx?guid=%7B9FF6758C-00C0-4673-81B9-6D506085F974%7D
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