terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Terrorismo islâmico por controlo remoto, de Manuel Freytas

A “pista paquistanesa”: Quem treinou os comandos exterminadores da Índia?
Manuel Freytas é jornalista e especialista em serviços de informação e comunicação estratégica e os seus trabalhos podem ser encontrados no Google.
Neste trabalho refere-nos que os peritos e estudiosos das operações encobertas da CIA com o “terrorismo” insistem neste ponto: a maioria dos grupos grupos islamitas infiltrados (excepção feita a algum dos seus lideres) desconhece que trabalham para a CIA. Isto tem como consequência que os actos terroristas tenham sempre um duplo carácter: a execução é dos fanáticos fundamentalistas religiosos, mas o aproveitamento é geo-político estratégico e económico. Os executores acreditam que morrem por Alá e que a causa é islâmica, mas na realidade morrem pelo império capitalista.
Para ver esta análise vá a:
http://www.iarnoticias.com/2008/secciones/contrainformacion/0116_india_terrorismo_islamico2_01dic08.html
Faleceu Sérgio Teixeira

Faleceu o Sérgio Teixeira, com 58 anos e resistindo corajosamente à doença que tanto se prolongou. Era um camarada alegre, bem disposto, com a sabedoria que uma vida de revolucionário permite atingir.
Entrou para o Partido no 25 de Abril. Compositor tipógrafo de profissão, foi delegado sindical e membro da Comissão Inter-sindical da empresa Ambar, assim como do Movimento da Juventude Trabalhadora, tendo tido activa participação na Revolução de Abril.
Foi membro do Comité Central desde o IX até ao XVIII Congresso e responsável por várias organizações regionais do norte e do centro do país.
Foi vereador em Gondomar e integrava agora as Assembleias Municipais e Metropolitana do Porto. Foi membro fundador e presidente da Associação de Moradores do Bairro Mineiro em S. Pedro da Cova.
Entrou para o Partido no 25 de Abril. Compositor tipógrafo de profissão, foi delegado sindical e membro da Comissão Inter-sindical da empresa Ambar, assim como do Movimento da Juventude Trabalhadora, tendo tido activa participação na Revolução de Abril.
Foi membro do Comité Central desde o IX até ao XVIII Congresso e responsável por várias organizações regionais do norte e do centro do país.
Foi vereador em Gondomar e integrava agora as Assembleias Municipais e Metropolitana do Porto. Foi membro fundador e presidente da Associação de Moradores do Bairro Mineiro em S. Pedro da Cova.
Variações em volta de um mesmo tema...
Vitor Constâncio disse que o apoio aos bancos não era um apoio aos banqueiros e o Secretário de Estado do Tesouro que os avales não eram empréstimo e que o Estado com eles não gastava dinheiro. Pois...

Não cabe na nossa cabeça que o governador do Banco de Portugal andasse a emprestar dinheiro aos cidadãos administradores dos bancos. Está certo. Talvez já não seja assim se pensarmos que as recapitalçizações e
empréstimos poderão livrar os parcos rendimentos dos referidos cidadãos dos perigos das nuvens negras da crise financeira para a qual deram importante contributo ao longo dos anos.
empréstimos poderão livrar os parcos rendimentos dos referidos cidadãos dos perigos das nuvens negras da crise financeira para a qual deram importante contributo ao longo dos anos. Então e o apoio é aos bancos... Apoio para quê? Presume-se que para viabilizar o crédito a empresas e pessoas individuais. Ou é para continuarem com as mesmas maningâncias dos off-shores, dos edge funds e outros produtos imaginativos da sua engenharia empreendedora? A ver vamos.

Quanto aos avales não serem empréstimos...De facto, directamente não são mas o Governo vai usar intermediários que vai apoiar com avales para os fazerem...E se os bancos que vão emprestar não forem pagos quem paga é o Estado, vulgo para este efeito em concreto, todos nós. Ser avalista é isso, não? O aval não é uma benção sem consequências.
Em vez de andarmos a ouvir tais trocadilhos, seria possível ouvirmos verdades? Só para variar...
Antologia do Humor Português - Debate na Casa Fernando Pessoa

Jorge Luís Borges dizia que «o humorismo é um género oral, um êxito súbito em conversa, não algo que se possa escrever».
E pareceu ser esta a frase ideal para iniciar a introdução de uma antologia de humor escrito: a Antologia do Humor Português (Texto/ LeYa).
Esta antologia inclui textos de autores tão diversos como Mário Cesariny, Natália Correia, Luiz Pacheco, Dinis Machado, Manuel António Pina, António Victorino d'Almeida, Alface, Luísa Costa Gomes, Adília Lopes, Gato Fedorento, Nuno Markl, Nilton e Ricardo Araújo Pereira, entre vários outros.
A sessão marcada para o próximo dia 11 de Dezembro, pelas 21h30, na Casa Fernando Pessoa, assumirá a forma de um debate sobre o humor na literatura, no qual participarão os antologiadores, Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos, bem como Nuno Markl e Pedro Mexia. O debate será moderado por João Paulo Cotrim e contará com a leitura de alguns textos do livro pelos actores Maria Rueff e Miguel Guilherme
E pareceu ser esta a frase ideal para iniciar a introdução de uma antologia de humor escrito: a Antologia do Humor Português (Texto/ LeYa).
Esta antologia inclui textos de autores tão diversos como Mário Cesariny, Natália Correia, Luiz Pacheco, Dinis Machado, Manuel António Pina, António Victorino d'Almeida, Alface, Luísa Costa Gomes, Adília Lopes, Gato Fedorento, Nuno Markl, Nilton e Ricardo Araújo Pereira, entre vários outros.
A sessão marcada para o próximo dia 11 de Dezembro, pelas 21h30, na Casa Fernando Pessoa, assumirá a forma de um debate sobre o humor na literatura, no qual participarão os antologiadores, Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos, bem como Nuno Markl e Pedro Mexia. O debate será moderado por João Paulo Cotrim e contará com a leitura de alguns textos do livro pelos actores Maria Rueff e Miguel Guilherme
A estratégia da tensão e o Arco da Crise, por Andrew G. Marshall
Os recentes atentados em Bombaim, atribuídos por muita gente à tolerância do Paquistão com grupos terroristas, representam, de facto, o mais recente elemento de uma fase mais complexa e de longo prazo, da já designada "estratégia de tensão" na região, por parte do eixo anglo-americano-israelita, com meio de dividir e conquistar o Médio Oriente e a Ásia Central. O objectivo é a desestabilização da região, subversão e aquiescência dos países da região, e controle de suas economias, tudo isto em nome da preservação da hegemonia do Ocidente ao longo do "Arco da Crise".Os ataques na Índia não são um acontecimento isolado, desligado das tensões crescentes na região. São parte de um processo de caos que ameaça invadir uma região inteira, prolongando-se do o Corno de África até à Índia: o "Arco de Crise", como tem sido conhecido no passado.
Os motivos e modus operandi dos atacantes devem ser analisados e questionados e, antes de afirmar rapidamente culpas para o Paquistão, é necessário voltar atrás e ver:
Quem beneficia com os ataques? Quem tinha os meios? Quem teve a motivação? Quem está interessado em desestabilizar a região?
Em última análise, os papéis dos Estados Unidos, Israel e Grã-Bretanha devem ser submetidos a um controlo mais rigoroso por parte da opinião pública.
É isto que leva o autor a propor-nos esta leitura em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11313
sábado, 6 de dezembro de 2008
Olhares num Congresso, por Eduardo Batista
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Quem esteve por detrás dos ataques de Mumbai? Washington promove divisões políticas entre a Índia e o Paquistão
Washington promove divisões políticas entre a Índia e o Paquistão
Os ataques terroristas de Mumbai foram parte de uma operação cuidadosamente planeada e coordenada, que envolveu vários grupos de homens armados experientes.
A operação tem traços identificativos de uma operação de inteligência paramilitar. De acordo com um especialista de luta anti-terrorista do Rússia Today, os terroristas de Mumbai “usaram algumas das tácticas empregues por guerrilheiros tchechenos nos seus ataques no Norte do Cáucaso em que cidades inteiras sofreram o terror e viram assaltados lares e hospitais.
Ver o artigo inteiro de Michel Chossudovsky, da Global Research, em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11217

Os ataques terroristas de Mumbai foram parte de uma operação cuidadosamente planeada e coordenada, que envolveu vários grupos de homens armados experientes.
A operação tem traços identificativos de uma operação de inteligência paramilitar. De acordo com um especialista de luta anti-terrorista do Rússia Today, os terroristas de Mumbai “usaram algumas das tácticas empregues por guerrilheiros tchechenos nos seus ataques no Norte do Cáucaso em que cidades inteiras sofreram o terror e viram assaltados lares e hospitais.
Ver o artigo inteiro de Michel Chossudovsky, da Global Research, em
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11217
É fartar vilanagem!...

É escandaloso o que se está a passar com os apoios ao BPP.
Várias são as razões que não vão ficar esquecidas nas memórias dos portugueses e que, justamente, farão mossa na bondade das políticas de vários governos, do Banco de Portugal, entidades reguladoras e sistema bancário.
Os contribuintes vão pagar ao banco e ao "sindicato" bancário que lhe vai dar centenas de milhões as perdas resultantes de uma actividade que é fraudulenta e que, mesmo que a não fosse, nunca deveriam ser cobertas, no respeito das regras dos mercados bolsistas, de off-shores e de outros produtos, ditos tóxicos.
Por este caminho, você vai ao Casino de Lisboa, perde parte da sua fortuna pessoal - contingência de qualquer jogador - mas vem pedir ao Estado (isto é, para estes efeitos, todos nós) que lhe dê o dinheiro que perdeu. E, naturalmente, se você a seguir ganhar não vai devolver ao Estado os ganhos que teve...
Este conceito de risco não corre riscos. E faz lembrar, porque se filia no mesmo tipo de atitudes, acordos entre o Estado e empresas privadas, normalmente integrando construtoras civis e entidades bancárias, em que supostamente o Estado "transfere" riscos para os privados para eles terem garantidas as vantagens de investidores numa determinada operação mas em que, na prática, e fazendo as contas à séria - coisa normalmente não feita... - quem arrisca e perde cada vez mais é o Estado porque o privado não assume risco nenhum...
Mas se se apoiam os bancos, que se limitam à actividade de gestão de depósitos e créditos, têm igual possibilidade as empresas que, além de assegurarem trabalho, produzem para o mercado interno e externo com vantagens para o PIB, para a redução do deficite e para novos investimentos produtivos?
A resposta, se exceptuarmos para já, o caso da indústria automóvel, é não. Não têm essa possibilidade para além de, em período de crise financeira, nem recorrer ao crédito que não há.
Dir-se-ia que o BPP foi vítima da crise financeira internacional...Mas não, o banco geria fortunas, de que aliás se orgulhava, investindo na bolsa, recorrendo aos off-shores e outras traficâncias, à aquisição de dcréditos, contribuindo também para as causas do afundamento internacional do sistema. E o país beneficiou desses resultados da actividade mais ou menos especulativa baseadas nessas fortunas pessoais? Parece, bem, que não.
Então onde é que está a ética e a moral desta cobertura de prejuízos pelo Estado?
Onde é que estão os empresários-investidores que arriscam e contribuem para o crescimento económico? É encontrá-los como agulha em palheiro...Investem pouco e sem sentido estratégico, poucos inovam e pouco procuram os nichos de mercado em que possam ser mais competitivos. Exploram oo trabalhadores, acumulam fortunas, põem-nas a render com tais gestores de conta e banqueiros de charme, gastam à tripa forra os ganhos e...quando perdem esquecem-se do "pouco Estado" e querem, uma vez mais (!), o nosso dinheiro. É fartar vilanagem!...
Perante isto quem teme a ruptura com tais políticas, sistemas, critérios? Os que delas ainda procuram beneficiar mais em termos pessoais e de grupos...Os que detêm a propriedade dos media mais influentes onde condicionam a compreensão e a vontade daqueles que lçhes pagam o "empreendedorismo".
Não com tais pessoas não se vai lá. Nem elas podem conduzir as correcções de tanta coisa que puseram mal.
Morreu Odetta
Morreu OdettaCom 77 anos queria cantar na posse de Obama mas não resistiu a uma doença de coração que já não tinha cura possível. Faleceu ontem num hospital de Nova Iorque.
Odetta Holmes, que foi “a voz dos direitos civis”, morreu anteontem num hospital de Nova York, aos 77 anos. Com a sua voz e presença poderosas, Odetta foi uma das mais destacadas artistas da folk music, dos blues e espirituais americanos nas décadas de 50 e 60.
Foi grande animadora dos movimentos pelos direitos cívicos, participando activamente com a sua música em grandes acções de protesto como a Marcha sobre Washington de 28 de Agosto de 1963 (foto ao lado), um dos momentos culminantes de sua vida, quando 250 mil pessoas reivindicaram os direitos civis dos negros e Martin Luther King (1929-1968) pronunciou o seu famoso discurso “Eu tenho um sonho” (“I have a dream”). Odetta, na ocasião, interpretou o tema “Freedom”, que remonta aos tempos da escravidão. O álbum que lançou naquele ano, “Odetta Sings Folk Songs”, foi um dos mais vendidos no país.
Exerceu influência na formação de grandes artistas, como Bob Dylan, Joan Baez, Janis Joplin, Harry Belafonte ou o trio Peter, Paul & Mary.
Com acompanhamento básico de guitarra, Odetta deu vida a canções que falavam de escravos, camponeses, trabalhadores, donas de casa, brancos e negros.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Salvar os pirilampos

Milhares de pirilampos enchem os ramos das árvores, ao longo do rio Mae Klong, piscando, ligados e desligados, em uníssono, de forma implacável e silenciosa, duas vezes por segundo, na noite profunda. Ninguém sabe porquê.
Os repórteres da boston.com estiveram numa reunião na Tailândia de defensores dos pirilampos para nos falar sobre o simpático insecto que nos delicia em crianças e ao longo da vida.
Os pirilampos, todos do sexo masculino, poisam nas folhas e sincronizam os seus flashes numa única chamada de acasalamento. E, em seguida, continuam sem uma pausa, como se fossem movidos por um motor invisível. É uma das coisas mais incríveis que já vimos, disse Sara Lewis, professora de biologia na Tufts University. Disse-nos que biólogos evolutivos têm estudado a intermitência síncrona há 200 anos, mas que ela permanece um mistério.
Nos últimos anos, essas árvores têm sido muito visitadas em excursões para ver os vaga-lumes, nomeadamente na Tailândia e da Malásia. Mas o tráfego de lanchas e o desenvolvimento ao longo do rio têm afastado os pirilampos. Este recuo é parte de um problema mais vasto que está a chamar a atenção de novos cientistas: aqui e ali ao redor do mundo, ao que parece, há populações de vaga-lumes que estão a desaparecer.
Só agora, disse Christopher Cratsley, um especialista de vaga-lumes do Fitchburg State College, estamos a fazer perguntas como:
Para onde eles estão eles a ir? Porquê? O que está a acontecer com eles?
Tal como muitas outras criaturas, do orangotango ao salmão, os pirilampos parecem estar a sofrer com a destruição, degradação e fragmentação dos seus habitats à medida que se estende o desenvolvimento humano.
Ao contrário da maioria dos outros animais, eles também enfrentam uma ameaça que é tão efémera como as suas piscadelas minúsculas: a poluição luminosa, com a mesma indefinição do céu que tem dificultado, em grande parte do mundo moderno, ver as estrelas claramente. Os pirilampos machos piscam para atrair as fêmeas, e, quando a fêmea lhe devolve a piscadela, os dois podem acasalar. Luz directa ou reflectida dos edifícios, podem cegá-los ou distraí-los.
Com experiências controlando com níveis calibrados de luz, os cientistas afirmam ter observado o que eles chamam falta de mate e como obter as luzes brilhantes. Os cientistas estiveram recentemente no segundo simpósio anual de especialistas em vaga-lume – um pequeno nicho no ecossistema de especialidades científicas. Os simpósios foram organizados por Raphal De Cock, um especialista de vaga-lumes da Universidade da Antuérpia, na Bélgica, que começou para mapear as populações, a fim de monitorizar o seu aparente declínio. Onde costumava haver pirilampos agora existem grandes casas e jardins com luzes, disse-nos. Mas só temos feito sondagens nos últimos dois anos. As pessoas que vivem ao longo do rio Mae Klong, a uma hora para sul de Banguecoque, proporcionaram as provas esporádicas que têm causado preocupação. Uma geração atrás, dizem, as árvores piscavam de forma tão intensa ao longo do rio que serviam quase como projectores para o tráfego fluvial nocturno. A luz do pirilampo ajudou-nos a ver as curvas e cruzamentos desses canais durante a noite, disse Klao Sakulnum, de 68 anos, que tem vivido aqui criança.
Os pescadores trabalharam à sua luz, referiu Piseis Eu Thaiprasert, de 40, um activista da conservação dos vaga-lumes, que mora nas proximidades. Antes da electricidade chegar, disse, os aldeões punham os pirilampos em garrafas para terem luz dentro de suas redes mosquiteiras – quase tão forte como a tela de um telemóvel. Desde então, disse, o desenvolvimento do turismo reduziram em dois terços as populações de pirilampos ao longo deste lado do rio.
Como se resolver os problemas enfrentados pelos pirilampos, estamos ainda a nível de tentar descobrir quantas espécies temos, o que são exactamente. A estimativa mais comum é a de que existem cerca de 2000 espécies mas que novas continuam a ser descobertas. Por outro lado, os pesquisadores têm estudado o flash padrão de algumas espécies.
Os repórteres da boston.com estiveram numa reunião na Tailândia de defensores dos pirilampos para nos falar sobre o simpático insecto que nos delicia em crianças e ao longo da vida.
Os pirilampos, todos do sexo masculino, poisam nas folhas e sincronizam os seus flashes numa única chamada de acasalamento. E, em seguida, continuam sem uma pausa, como se fossem movidos por um motor invisível. É uma das coisas mais incríveis que já vimos, disse Sara Lewis, professora de biologia na Tufts University. Disse-nos que biólogos evolutivos têm estudado a intermitência síncrona há 200 anos, mas que ela permanece um mistério.
Nos últimos anos, essas árvores têm sido muito visitadas em excursões para ver os vaga-lumes, nomeadamente na Tailândia e da Malásia. Mas o tráfego de lanchas e o desenvolvimento ao longo do rio têm afastado os pirilampos. Este recuo é parte de um problema mais vasto que está a chamar a atenção de novos cientistas: aqui e ali ao redor do mundo, ao que parece, há populações de vaga-lumes que estão a desaparecer.

Só agora, disse Christopher Cratsley, um especialista de vaga-lumes do Fitchburg State College, estamos a fazer perguntas como:
Para onde eles estão eles a ir? Porquê? O que está a acontecer com eles?
Tal como muitas outras criaturas, do orangotango ao salmão, os pirilampos parecem estar a sofrer com a destruição, degradação e fragmentação dos seus habitats à medida que se estende o desenvolvimento humano.
Ao contrário da maioria dos outros animais, eles também enfrentam uma ameaça que é tão efémera como as suas piscadelas minúsculas: a poluição luminosa, com a mesma indefinição do céu que tem dificultado, em grande parte do mundo moderno, ver as estrelas claramente. Os pirilampos machos piscam para atrair as fêmeas, e, quando a fêmea lhe devolve a piscadela, os dois podem acasalar. Luz directa ou reflectida dos edifícios, podem cegá-los ou distraí-los.
Com experiências controlando com níveis calibrados de luz, os cientistas afirmam ter observado o que eles chamam falta de mate e como obter as luzes brilhantes. Os cientistas estiveram recentemente no segundo simpósio anual de especialistas em vaga-lume – um pequeno nicho no ecossistema de especialidades científicas. Os simpósios foram organizados por Raphal De Cock, um especialista de vaga-lumes da Universidade da Antuérpia, na Bélgica, que começou para mapear as populações, a fim de monitorizar o seu aparente declínio. Onde costumava haver pirilampos agora existem grandes casas e jardins com luzes, disse-nos. Mas só temos feito sondagens nos últimos dois anos. As pessoas que vivem ao longo do rio Mae Klong, a uma hora para sul de Banguecoque, proporcionaram as provas esporádicas que têm causado preocupação. Uma geração atrás, dizem, as árvores piscavam de forma tão intensa ao longo do rio que serviam quase como projectores para o tráfego fluvial nocturno. A luz do pirilampo ajudou-nos a ver as curvas e cruzamentos desses canais durante a noite, disse Klao Sakulnum, de 68 anos, que tem vivido aqui criança.
Os pescadores trabalharam à sua luz, referiu Piseis Eu Thaiprasert, de 40, um activista da conservação dos vaga-lumes, que mora nas proximidades. Antes da electricidade chegar, disse, os aldeões punham os pirilampos em garrafas para terem luz dentro de suas redes mosquiteiras – quase tão forte como a tela de um telemóvel. Desde então, disse, o desenvolvimento do turismo reduziram em dois terços as populações de pirilampos ao longo deste lado do rio.
Como se resolver os problemas enfrentados pelos pirilampos, estamos ainda a nível de tentar descobrir quantas espécies temos, o que são exactamente. A estimativa mais comum é a de que existem cerca de 2000 espécies mas que novas continuam a ser descobertas. Por outro lado, os pesquisadores têm estudado o flash padrão de algumas espécies.
Vamos salvar os pirilampos?
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Têm partido, são comunistas e portugueses

Neste fim-de-semana reuniu-se o XVIII Congresso do PCP e dele ficaram algumas marcas distintivas no quadro partidário existente do nosso país.
Delegados em grande número, de diferentes condições sociais, seguindo com atenção o que todos os oradores diziam, sublinhando com aplausos não apenas os oradores mais conhecidos mas as situações políticas relevantes e de actualidade, que em poucos minutos, no final, desmontaram a zona onde tinham estado.
A qualidade das intervenções não apenas centrada no secretário-geral mas em muitas intervenções.
Uma cuidada e objectivamente fundada apreciação da situação nacional e internacional, seus perigos e alternativas por que lutar.
A recusa da ligeireza e o rigôr da análise.
A questão de como querem aceder ao poder, não por lugares mas por vontade do povo e garantia de poderem realizar outra política, que identificam e que rompa com a que há 3o anos tanto tem vindo a contrariar as esperanças de Abril.
A apreciação crítica de cada um dos partidos com representação parlamentar.
A importância dada ao funcionamento interno, à organização ligada à acção e esta coerente com a linha política.
A reflexão sobre a situação financeira, condição básica para uma vida independente, definida pelos próprios militantes e não hipotecada aos interesses pessoais dos barões, das clientelas e aos fretes a quem noutros partidos paga.
O rejuvenescimento do comité central e dos seus organismos executivos com critérios explicitados e aprovados e nenhumas intenções anunciadas de "longas caminhadas no deserto" dos que saem porque se mantêm e porque não encaram as funções dirigentes como progressões de carreiras.
A disposição para enfrentar ameaças legislativas e outras que visam conter a actividade e influência dos comunistas de forma ética e moralmente inaceitável e politicamente terrorista.
O reconhecimento de que falar verdade pode não dar votos em certa altura mas é um seguro de confiança aliada à nobreza de objectivos.
O não pactuar com critérios de intervenção política que tenham que se genuflectir perante critérios jornalísticos mais que discutíveis como as lavagens de roupa suja, as cenas de faca e alguidar o arregimentar acéfalo atrás de chefes e candidatos a chefes, a encenação sonora perante as entradas dos chefes, a troca do teleponto pela verdade na ponta da língua, etc. etc, etc.
Em resumo: os comunistas estão para ficar e durar, sabem o que querem e o que rejeitam, devem ser entendidos deitando às urtigas os preconceitos dessintonizados da realidade que continua a acorrentar tantas cabecinhas.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
A frase de fim-de-semana, por Jorge
O dinheiro como dívida
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
O Plano Durão: do copo de três ao penalti...

O plano apresentado por Durão Barroso não é relevante. É um conjunto de indicações que os Estados-membros seguirão ou não. As reacções de vários dirigentes europeus já deram também a entender que às “duas velocidades” se sucederam agora medidas diferenciadas. Á la carte, do copo de três ao penalti, cada um toma as que quer. Sócrates disse que baixa de impostos não mas investimento público sim, não explicitando se é o que relança a economia ou se são os mastodontes que vão agravar a nossa hipoteca nas próximas dezenas de anos.
O plano não aponta para alterações significativas nas causas da crise que, não é apenas importada dos EUA, antes pelo contrário teve actores destacados entre governantes, instituições comunitárias e banqueiros desta União, perfeitamente identificados com os do outro lado do Atlântico. E como foram os mesmos a produzir o plano, não admira que assim seja. Nele não vislumbramos, pois, as terapias ou projectos de futuro para a economia europeia.
Deixemos esta abordagem para outro momento que não este.
Por outro lado, importa verificar como se casa tal plano com os orçamentos domésticos que cada Estado-membro tem estado a preparar. Defender a Alemanha com a produção automóvel mas afectar a sua produção em Portugal por via dos impostos seria incompreensível.
Se a flexibilização no cumprimento dos limites ao défice do Pacto de Estabilidade e Crescimento, surge agora, é para permitir o sorvedouro da banca e permitir algum relançamento económico que não permita que atinja níveis monstruosos. Mas já antes e agora, com redobrada razão, o paradigma do défice deveria ser substituído pelos do aumento de poder de compra e do alargamento do mercado interno.
O plano não aponta para alterações significativas nas causas da crise que, não é apenas importada dos EUA, antes pelo contrário teve actores destacados entre governantes, instituições comunitárias e banqueiros desta União, perfeitamente identificados com os do outro lado do Atlântico. E como foram os mesmos a produzir o plano, não admira que assim seja. Nele não vislumbramos, pois, as terapias ou projectos de futuro para a economia europeia.
Deixemos esta abordagem para outro momento que não este.
Por outro lado, importa verificar como se casa tal plano com os orçamentos domésticos que cada Estado-membro tem estado a preparar. Defender a Alemanha com a produção automóvel mas afectar a sua produção em Portugal por via dos impostos seria incompreensível.
Se a flexibilização no cumprimento dos limites ao défice do Pacto de Estabilidade e Crescimento, surge agora, é para permitir o sorvedouro da banca e permitir algum relançamento económico que não permita que atinja níveis monstruosos. Mas já antes e agora, com redobrada razão, o paradigma do défice deveria ser substituído pelos do aumento de poder de compra e do alargamento do mercado interno.
Enfim, e não querendo subestimar aspectos do seu conteúdo, este plano parece corresponder mais à necessidade da agenda política de Durão Barroso, em vésperas de recandidatura, do que de a qualquer vontade de aproveitar o momento para partir noutras direcções. Como dissemos, a isso voltaremos em breve.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Sweet & Simple na Matemática, por Jorge

Sabe-se que o motor da invenção e da descoberta em matemática é a procura da "beleza" das coisas (simetrias, por exemplo). Porque será? Diz este artigo que, tanto o que sentimos como "belo", como o que julgamos "verdadeiro", correspondem a processos mentais mais simples ("fluentes") e por isso mais agradáveis.Faz lembrar a regra "hedonisto-epistemológica" chamada princípio "kiss" (keep it sweet and simple)...
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Toques autoritários
A Directora Regional da Educação do Norte tem já um razoável palmarés de atitudes ilustrativas de como anda de mal com os professores e com as suas funções. Ameaça, persegue, afasta, excede-se na linguagem,...Agora quer instaurar processos disciplinares a quem não colaborar na avaliação contestada e ainda não alterada.
Margarida Moreira tem já um lugar cativo no museu dos cromos deste Governo...
O antepassado do olho, por Jorge

Será que o olho começou como uma espécie de célula-fotodíodo?O que "isso" não teve de evoluir, para que estímulos provocados por certas formas nos dêm o prazer que dão !... (costumamos chamar "arte" a essas formas...)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Registos entre 24 e 30 de Novembro
28/11/08, Leonor Pinhão, Correio da Manhã - O que interessa, hoje, cada vez mais, é saber por que razão é que o País teve de aturar e sofrer durante três décadas a ascensão social e a impunidade política dos bombistas e homens-de-mão para todos os desacatos que "ajudaram" as forças democráticas a repor a normalidade no Verão Quente de 1975. Ah, mas para isso era preciso um vice-rei do Sul…(a propósito da entrevista de Pires Veloso)
28/11/08, João Paulo Guerra, Diário Económico - Ainda está para chegar o estudo, pesquisa, inquérito, sondagem, prospecção, amostragem, barómetro, painel ou autópsia que não deixe Portugal e os portugueses de rastos na comparação com outros países europeus (…)É porque o país leva décadas de atraso de vida pelas políticas do “centrão”, do alterne entre o PS e PSD, com ou sem o apêndice do CDS. E é assim que Portugal anda nas bocas do mundo porque está na “cauda da Europa”.
28/11/08, Fernanda Câncio, Diário de Notícias - Mas descobrir que "nestes oito anos de funcionamento da Comissão (da Carteira Profissional dos Jornalistas)nunca um jornalista questionou o seu modo de funcionamento" é um bocado mais que irónico. É triste.
28/11/08, João Paulo Guerra, Diário Económico - Ainda está para chegar o estudo, pesquisa, inquérito, sondagem, prospecção, amostragem, barómetro, painel ou autópsia que não deixe Portugal e os portugueses de rastos na comparação com outros países europeus (…)É porque o país leva décadas de atraso de vida pelas políticas do “centrão”, do alterne entre o PS e PSD, com ou sem o apêndice do CDS. E é assim que Portugal anda nas bocas do mundo porque está na “cauda da Europa”.
28/11/08, Fernanda Câncio, Diário de Notícias - Mas descobrir que "nestes oito anos de funcionamento da Comissão (da Carteira Profissional dos Jornalistas)nunca um jornalista questionou o seu modo de funcionamento" é um bocado mais que irónico. É triste.
27/11/08, Jorge Cadima, Avante! - O New York Times, paladino dos «liberais» nos EUA dedicou um editorial (16.11.08) a dar conselhos ao novo Presidente Obama sobre questões militares. Com o título «Umas Forças Armadas para um novo e perigoso mundo» aconselha mais tropas terrestres, mais capacidade operacional «irregular» e mobilidade, maior capacidade de intervenção em qualquer ponto do globo. Confirmando que há coisas que não mudam, o NYT afirma: «este país tem que estar pronto para combater se for necessário». Na lista de potenciais inimigos, junto aos Talibãs e Al-Qaeda, figura «uma China em ascensão, uma Rússia assertiva». É esta a «mudança»?
27/11/08, Aurélio Santos, Avante! - Em muralha de hipocrisia governamental há uma fenda que se alarga dia a dia, em cada gesto desta coisa pública com maioria absoluta: a mesquinhez de postura, a ausência de estatura, a falta evidente de sentido de Estado.
Quatro anos de governos de Sócrates na economia, por Eugénio Rosa

Uma das mensagens que Sócrates e todo o governo têm procurado fazer passar, é que o País estava a recuperar, mas que a crise financeira internacional, de que ele não tem culpa, veio estragar tudo. Isso não é verdade pois o agravamento da situação é também anterior à crise.
Consulte este artigo de Eugénio Rosa em
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