sábado, 6 de dezembro de 2008

Olhares num Congresso, por Eduardo Batista













Se quiser consultar outros trabalhos de Eduardo Batista clique em

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A frase de fim-de-semana, por Jorge


"Há um tempo para partir mesmo que não saibamos exactamente para onde"


Tenessee Williams

Grande onda de Kangawa, de Katsushika Hokusai



quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Quem esteve por detrás dos ataques de Mumbai? Washington promove divisões políticas entre a Índia e o Paquistão

Washington promove divisões políticas entre a Índia e o Paquistão



Os ataques terroristas de Mumbai foram parte de uma operação cuidadosamente planeada e coordenada, que envolveu vários grupos de homens armados experientes.
A operação tem traços identificativos de uma operação de inteligência paramilitar. De acordo com um especialista de luta anti-terrorista do Rússia Today, os terroristas de Mumbai “usaram algumas das tácticas empregues por guerrilheiros tchechenos nos seus ataques no Norte do Cáucaso em que cidades inteiras sofreram o terror e viram assaltados lares e hospitais.
Ver o artigo inteiro de Michel Chossudovsky, da Global Research, em

http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=11217

Broken Promises, de Paula Rego



Cartoon de Monginho

in Avante!

É fartar vilanagem!...


É escandaloso o que se está a passar com os apoios ao BPP.

Várias são as razões que não vão ficar esquecidas nas memórias dos portugueses e que, justamente, farão mossa na bondade das políticas de vários governos, do Banco de Portugal, entidades reguladoras e sistema bancário.

Os contribuintes vão pagar ao banco e ao "sindicato" bancário que lhe vai dar centenas de milhões as perdas resultantes de uma actividade que é fraudulenta e que, mesmo que a não fosse, nunca deveriam ser cobertas, no respeito das regras dos mercados bolsistas, de off-shores e de outros produtos, ditos tóxicos.

Por este caminho, você vai ao Casino de Lisboa, perde parte da sua fortuna pessoal - contingência de qualquer jogador - mas vem pedir ao Estado (isto é, para estes efeitos, todos nós) que lhe dê o dinheiro que perdeu. E, naturalmente, se você a seguir ganhar não vai devolver ao Estado os ganhos que teve...

Este conceito de risco não corre riscos. E faz lembrar, porque se filia no mesmo tipo de atitudes, acordos entre o Estado e empresas privadas, normalmente integrando construtoras civis e entidades bancárias, em que supostamente o Estado "transfere" riscos para os privados para eles terem garantidas as vantagens de investidores numa determinada operação mas em que, na prática, e fazendo as contas à séria - coisa normalmente não feita... - quem arrisca e perde cada vez mais é o Estado porque o privado não assume risco nenhum...

Mas se se apoiam os bancos, que se limitam à actividade de gestão de depósitos e créditos, têm igual possibilidade as empresas que, além de assegurarem trabalho, produzem para o mercado interno e externo com vantagens para o PIB, para a redução do deficite e para novos investimentos produtivos?

A resposta, se exceptuarmos para já, o caso da indústria automóvel, é não. Não têm essa possibilidade para além de, em período de crise financeira, nem recorrer ao crédito que não há.

Dir-se-ia que o BPP foi vítima da crise financeira internacional...Mas não, o banco geria fortunas, de que aliás se orgulhava, investindo na bolsa, recorrendo aos off-shores e outras traficâncias, à aquisição de dcréditos, contribuindo também para as causas do afundamento internacional do sistema. E o país beneficiou desses resultados da actividade mais ou menos especulativa baseadas nessas fortunas pessoais? Parece, bem, que não.

Então onde é que está a ética e a moral desta cobertura de prejuízos pelo Estado?

Onde é que estão os empresários-investidores que arriscam e contribuem para o crescimento económico? É encontrá-los como agulha em palheiro...Investem pouco e sem sentido estratégico, poucos inovam e pouco procuram os nichos de mercado em que possam ser mais competitivos. Exploram oo trabalhadores, acumulam fortunas, põem-nas a render com tais gestores de conta e banqueiros de charme, gastam à tripa forra os ganhos e...quando perdem esquecem-se do "pouco Estado" e querem, uma vez mais (!), o nosso dinheiro. É fartar vilanagem!...

Perante isto quem teme a ruptura com tais políticas, sistemas, critérios? Os que delas ainda procuram beneficiar mais em termos pessoais e de grupos...Os que detêm a propriedade dos media mais influentes onde condicionam a compreensão e a vontade daqueles que lçhes pagam o "empreendedorismo".
Não com tais pessoas não se vai lá. Nem elas podem conduzir as correcções de tanta coisa que puseram mal.


Morreu Odetta

Morreu Odetta
Com 77 anos queria cantar na posse de Obama mas não resistiu a uma doença de coração que já não tinha cura possível. Faleceu ontem num hospital de Nova Iorque.
Odetta Holmes, que foi “a voz dos direitos civis”, morreu anteontem num hospital de Nova York, aos 77 anos. Com a sua voz e presença poderosas, Odetta foi uma das mais destacadas artistas da folk music, dos blues e espirituais americanos nas décadas de 50 e 60.
Foi grande animadora dos movimentos pelos direitos cívicos, participando activamente com a sua música em grandes acções de protesto como a Marcha sobre Washington de 28 de Agosto de 1963 (foto ao lado), um dos momentos culminantes de sua vida, quando 250 mil pessoas reivindicaram os direitos civis dos negros e Martin Luther King (1929-1968) pronunciou o seu famoso discurso “Eu tenho um sonho” (“I have a dream”). Odetta, na ocasião, interpretou o tema “Freedom”, que remonta aos tempos da escravidão. O álbum que lançou naquele ano, “Odetta Sings Folk Songs”, foi um dos mais vendidos no país.

Exerceu influência na formação de grandes artistas, como Bob Dylan, Joan Baez, Janis Joplin, Harry Belafonte ou o trio Peter, Paul & Mary.

Com acompanhamento básico de guitarra, Odetta deu vida a canções que falavam de escravos, camponeses, trabalhadores, donas de casa, brancos e negros.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Um livro sobre a Mocidade Portuguesa

Salvar os pirilampos



Milhares de pirilampos enchem os ramos das árvores, ao longo do rio Mae Klong, piscando, ligados e desligados, em uníssono, de forma implacável e silenciosa, duas vezes por segundo, na noite profunda. Ninguém sabe porquê.
Os repórteres da boston.com estiveram numa reunião na Tailândia de defensores dos pirilampos para nos falar sobre o simpático insecto que nos delicia em crianças e ao longo da vida.
Os pirilampos, todos do sexo masculino, poisam nas folhas e sincronizam os seus flashes numa única chamada de acasalamento. E, em seguida, continuam sem uma pausa, como se fossem movidos por um motor invisível. É uma das coisas mais incríveis que já vimos, disse Sara Lewis, professora de biologia na Tufts University. Disse-nos que biólogos evolutivos têm estudado a intermitência síncrona há 200 anos, mas que ela permanece um mistério.
Nos últimos anos, essas árvores têm sido muito visitadas em excursões para ver os vaga-lumes, nomeadamente na Tailândia e da Malásia. Mas o tráfego de lanchas e o desenvolvimento ao longo do rio têm afastado os pirilampos. Este recuo é parte de um problema mais vasto que está a chamar a atenção de novos cientistas: aqui e ali ao redor do mundo, ao que parece, há populações de vaga-lumes que estão a desaparecer.
Só agora, disse Christopher Cratsley, um especialista de vaga-lumes do Fitchburg State College, estamos a fazer perguntas como:
Para onde eles estão eles a ir? Porquê? O que está a acontecer com eles?
Tal como muitas outras criaturas, do orangotango ao salmão, os pirilampos parecem estar a sofrer com a destruição, degradação e fragmentação dos seus habitats à medida que se estende o desenvolvimento humano.
Ao contrário da maioria dos outros animais, eles também enfrentam uma ameaça que é tão efémera como as suas piscadelas minúsculas: a poluição luminosa, com a mesma indefinição do céu que tem dificultado, em grande parte do mundo moderno, ver as estrelas claramente. Os pirilampos machos piscam para atrair as fêmeas, e, quando a fêmea lhe devolve a piscadela, os dois podem acasalar. Luz directa ou reflectida dos edifícios, podem cegá-los ou distraí-los.
Com experiências controlando com níveis calibrados de luz, os cientistas afirmam ter observado o que eles chamam falta de mate e como obter as luzes brilhantes. Os cientistas estiveram recentemente no segundo simpósio anual de especialistas em vaga-lume – um pequeno nicho no ecossistema de especialidades científicas. Os simpósios foram organizados por Raphal De Cock, um especialista de vaga-lumes da Universidade da Antuérpia, na Bélgica, que começou para mapear as populações, a fim de monitorizar o seu aparente declínio. Onde costumava haver pirilampos agora existem grandes casas e jardins com luzes, disse-nos. Mas só temos feito sondagens nos últimos dois anos. As pessoas que vivem ao longo do rio Mae Klong, a uma hora para sul de Banguecoque, proporcionaram as provas esporádicas que têm causado preocupação. Uma geração atrás, dizem, as árvores piscavam de forma tão intensa ao longo do rio que serviam quase como projectores para o tráfego fluvial nocturno. A luz do pirilampo ajudou-nos a ver as curvas e cruzamentos desses canais durante a noite, disse Klao Sakulnum, de 68 anos, que tem vivido aqui criança.
Os pescadores trabalharam à sua luz, referiu Piseis Eu Thaiprasert, de 40, um activista da conservação dos vaga-lumes, que mora nas proximidades. Antes da electricidade chegar, disse, os aldeões punham os pirilampos em garrafas para terem luz dentro de suas redes mosquiteiras – quase tão forte como a tela de um telemóvel. Desde então, disse, o desenvolvimento do turismo reduziram em dois terços as populações de pirilampos ao longo deste lado do rio.
Como se resolver os problemas enfrentados pelos pirilampos, estamos ainda a nível de tentar descobrir quantas espécies temos, o que são exactamente. A estimativa mais comum é a de que existem cerca de 2000 espécies mas que novas continuam a ser descobertas. Por outro lado, os pesquisadores têm estudado o flash padrão de algumas espécies.
Vamos salvar os pirilampos?

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Têm partido, são comunistas e portugueses


Neste fim-de-semana reuniu-se o XVIII Congresso do PCP e dele ficaram algumas marcas distintivas no quadro partidário existente do nosso país.
Delegados em grande número, de diferentes condições sociais, seguindo com atenção o que todos os oradores diziam, sublinhando com aplausos não apenas os oradores mais conhecidos mas as situações políticas relevantes e de actualidade, que em poucos minutos, no final, desmontaram a zona onde tinham estado.

A qualidade das intervenções não apenas centrada no secretário-geral mas em muitas intervenções.
Uma cuidada e objectivamente fundada apreciação da situação nacional e internacional, seus perigos e alternativas por que lutar.

A recusa da ligeireza e o rigôr da análise.

A questão de como querem aceder ao poder, não por lugares mas por vontade do povo e garantia de poderem realizar outra política, que identificam e que rompa com a que há 3o anos tanto tem vindo a contrariar as esperanças de Abril.
A apreciação crítica de cada um dos partidos com representação parlamentar.

A importância dada ao funcionamento interno, à organização ligada à acção e esta coerente com a linha política.

A reflexão sobre a situação financeira, condição básica para uma vida independente, definida pelos próprios militantes e não hipotecada aos interesses pessoais dos barões, das clientelas e aos fretes a quem noutros partidos paga.
O rejuvenescimento do comité central e dos seus organismos executivos com critérios explicitados e aprovados e nenhumas intenções anunciadas de "longas caminhadas no deserto" dos que saem porque se mantêm e porque não encaram as funções dirigentes como progressões de carreiras.

A disposição para enfrentar ameaças legislativas e outras que visam conter a actividade e influência dos comunistas de forma ética e moralmente inaceitável e politicamente terrorista.

O reconhecimento de que falar verdade pode não dar votos em certa altura mas é um seguro de confiança aliada à nobreza de objectivos.

O não pactuar com critérios de intervenção política que tenham que se genuflectir perante critérios jornalísticos mais que discutíveis como as lavagens de roupa suja, as cenas de faca e alguidar o arregimentar acéfalo atrás de chefes e candidatos a chefes, a encenação sonora perante as entradas dos chefes, a troca do teleponto pela verdade na ponta da língua, etc. etc, etc.

Em resumo: os comunistas estão para ficar e durar, sabem o que querem e o que rejeitam, devem ser entendidos deitando às urtigas os preconceitos dessintonizados da realidade que continua a acorrentar tantas cabecinhas.


sexta-feira, 28 de novembro de 2008

A frase de fim-de-semana, por Jorge


"Aparentemente, uma democracia é um local onde são realizadas várias eleições com um grande custo, sem problemas e com candidatos permutáveis ."


Gore Vidal

E agora...


O dinheiro como dívida


Se clicar no site em baixo acederá à versão em castelhano de um video da autoria de Paul Grignon que aborda a criação do dinheiro, o dinheiro criado através de outro dinheiro, os créditos e o seu descontrole, numa linguagem acessível.



Queremos ser cegos, até que ponto?

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cartoon de Monginho

in Avante!

O Plano Durão: do copo de três ao penalti...


O plano apresentado por Durão Barroso não é relevante. É um conjunto de indicações que os Estados-membros seguirão ou não. As reacções de vários dirigentes europeus já deram também a entender que às “duas velocidades” se sucederam agora medidas diferenciadas. Á la carte, do copo de três ao penalti, cada um toma as que quer. Sócrates disse que baixa de impostos não mas investimento público sim, não explicitando se é o que relança a economia ou se são os mastodontes que vão agravar a nossa hipoteca nas próximas dezenas de anos.

O plano não aponta para alterações significativas nas causas da crise que, não é apenas importada dos EUA, antes pelo contrário teve actores destacados entre governantes, instituições comunitárias e banqueiros desta União, perfeitamente identificados com os do outro lado do Atlântico. E como foram os mesmos a produzir o plano, não admira que assim seja. Nele não vislumbramos, pois, as terapias ou projectos de futuro para a economia europeia.
Deixemos esta abordagem para outro momento que não este.

Por outro lado, importa verificar como se casa tal plano com os orçamentos domésticos que cada Estado-membro tem estado a preparar. Defender a Alemanha com a produção automóvel mas afectar a sua produção em Portugal por via dos impostos seria incompreensível.

Se a flexibilização no cumprimento dos limites ao défice do Pacto de Estabilidade e Crescimento, surge agora, é para permitir o sorvedouro da banca e permitir algum relançamento económico que não permita que atinja níveis monstruosos. Mas já antes e agora, com redobrada razão, o paradigma do défice deveria ser substituído pelos do aumento de poder de compra e do alargamento do mercado interno.


Enfim, e não querendo subestimar aspectos do seu conteúdo, este plano parece corresponder mais à necessidade da agenda política de Durão Barroso, em vésperas de recandidatura, do que de a qualquer vontade de aproveitar o momento para partir noutras direcções. Como dissemos, a isso voltaremos em breve.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sweet & Simple na Matemática, por Jorge


Sabe-se que o motor da invenção e da descoberta em matemática é a procura da "beleza" das coisas (simetrias, por exemplo). Porque será? Diz este artigo que, tanto o que sentimos como "belo", como o que julgamos "verdadeiro", correspondem a processos mentais mais simples ("fluentes") e por isso mais agradáveis.Faz lembrar a regra "hedonisto-epistemológica" chamada princípio "kiss" (keep it sweet and simple)...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Toques autoritários

A Directora Regional da Educação do Norte tem já um razoável palmarés de atitudes ilustrativas de como anda de mal com os professores e com as suas funções. Ameaça, persegue, afasta, excede-se na linguagem,...
Agora quer instaurar processos disciplinares a quem não colaborar na avaliação contestada e ainda não alterada.

Margarida Moreira tem já um lugar cativo no museu dos cromos deste Governo...

O antepassado do olho, por Jorge


Será que o olho começou como uma espécie de célula-fotodíodo?O que "isso" não teve de evoluir, para que estímulos provocados por certas formas nos dêm o prazer que dão !... (costumamos chamar "arte" a essas formas...)

Charlot barbeiro ao som de Brahams

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cartoon de Angeli


Registos entre 24 e 30 de Novembro


28/11/08, Leonor Pinhão, Correio da Manhã - O que interessa, hoje, cada vez mais, é saber por que razão é que o País teve de aturar e sofrer durante três décadas a ascensão social e a impunidade política dos bombistas e homens-de-mão para todos os desacatos que "ajudaram" as forças democráticas a repor a normalidade no Verão Quente de 1975. Ah, mas para isso era preciso um vice-rei do Sul…(a propósito da entrevista de Pires Veloso)

28/11/08, João Paulo Guerra, Diário Económico - Ainda está para chegar o estudo, pesquisa, inquérito, sondagem, prospecção, amostragem, barómetro, painel ou autópsia que não deixe Portugal e os portugueses de rastos na comparação com outros países europeus (…)É porque o país leva décadas de atraso de vida pelas políticas do “centrão”, do alterne entre o PS e PSD, com ou sem o apêndice do CDS. E é assim que Portugal anda nas bocas do mundo porque está na “cauda da Europa”.

28/11/08, Fernanda Câncio, Diário de Notícias - Mas descobrir que "nestes oito anos de funcionamento da Comissão (da Carteira Profissional dos Jornalistas)nunca um jornalista questionou o seu modo de funcionamento" é um bocado mais que irónico. É triste.


27/11/08, Jorge Cadima, Avante! - O New York Times, paladino dos «liberais» nos EUA dedicou um editorial (16.11.08) a dar conselhos ao novo Presidente Obama sobre questões militares. Com o título «Umas Forças Armadas para um novo e perigoso mundo» aconselha mais tropas terrestres, mais capacidade operacional «irregular» e mobilidade, maior capacidade de intervenção em qualquer ponto do globo. Confirmando que há coisas que não mudam, o NYT afirma: «este país tem que estar pronto para combater se for necessário». Na lista de potenciais inimigos, junto aos Talibãs e Al-Qaeda, figura «uma China em ascensão, uma Rússia assertiva». É esta a «mudança»?


27/11/08, Aurélio Santos, Avante! - Em muralha de hipocrisia governamental há uma fenda que se alarga dia a dia, em cada gesto desta coisa pública com maioria absoluta: a mesquinhez de postura, a ausência de estatura, a falta evidente de sentido de Estado.

Quatro anos de governos de Sócrates na economia, por Eugénio Rosa


Uma das mensagens que Sócrates e todo o governo têm procurado fazer passar, é que o País estava a recuperar, mas que a crise financeira internacional, de que ele não tem culpa, veio estragar tudo. Isso não é verdade pois o agravamento da situação é também anterior à crise.

Consulte este artigo de Eugénio Rosa em


Faleceu Rogério Moura


Quando criou a editora Livros Horizonte, em 1953, Rogério Mendes de Moura não tinha quaisquer contactos no mercado editorial, nem sequer livros para vender. Ainda assim, fez-se à estrada - ao volante de um Peugeot - e correu o país de lés a lés, dando-se a conhecer aos livreiros de que se tornaria, mais tarde, fornecedor.
"Agora não tenho nada para vender, mas hei-de ter um dia", costumava dizer. E teve mesmo. Durante mais de cinco décadas, Mendes de Moura manteve uma actividade regular, tendo publicado mais de dois mil títulos.

Militante do PCP, Rogério de Moura envolveu-se sempre nas causas do povo português.
Na brochura que assinalou os 50 anos de actividade da Livros Horizonte, o seu irmão, Mário Moura, também editor (Pergaminho), escreveu: "Rogério Moura é um editor-artífice, talvez o único entre nós. Trabalha o livro como o ourives o ouro e o lapidador o diamante. Por outro lado, o tilintar ou não da caixa registadora não o comove." Rogério Mendes de Moura formou-se em Filosofia na Universidade Clássica de Lisboa. Em 2003, foi condecorado pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio. Em 2006, a União dos Editores Portugueses atribuiu-lhe o Prémio Carreira - Fahrenheit 451.
Morreu ontem à noite, em Lisboa, vítima de cancro. Tinha 83 anos.
Os nossos sentimentos para a sua família.

Primeiro festival de cinema do Estoril chega ao fim, por anamar


O primeiro FESTIVAL de cinema do Estoril terminou! No ano anterior, o festival foi tímido… ano 0! Este ao sentiu-se o já grande clima de Festival que se adivinha em anos vindouros… Parabéns a Paulo Branco a quem Bertolucci apelidou de “ o piratinha mais
Charmoso do cinema europeu”….
“WILD FIELD” foi o filme russo vencedor, que não pude ver por mudança de horário.
O outro filme premiado foi “ INVOLUNTARY”. Interessante filme sueco com varias histórias passadas entre amigos vividas em situações limite.
Mas a grande surpresa de sábado foi a de Agnés Varda, que no alto dos seus joviais oitenta anos decidiu filmar a sua autobiografia de uma forma magistral: família, filmes, actores de preferência, a sua vida de amor com o grande realizador e actor Jacques Demy.
Regressa ás praias que fizeram parte da sua vida com humor e emoção, ao seu feminismo, ás suas viagens a Cuba, à China e aos EUA.
Agnés foi encorajada a partir para este legado através de algumas palavras do velho Montaigne “Dediquei (o meu livro) ao benefício particular dos meus familiares e amigos: a fim de que, ao perder-me (o que poderá acontecer-lhes em breve), possam aqui encontrar alguns esboços das minhas condições e humores, e através dessa reserva, de forma mais completa e vivida nutrir o conhecimento que tiveram de mim.” (prólogo dos Essais, 1595.
Obrigada Varda, que com a sua presença irreverente e jovial nos ajudou a melhor compreender toda a sua vida!
E para o ano há mais…

domingo, 23 de novembro de 2008

Lemos entre 17 e 23 de Novembro

16/11/08, Global Europe Antecipation Bulletin, “A crise sistémica global: ruptura do sistema monetário mundial até ao Vderão de 2009”, - Que aqueles que, apesar dos nossos conselhos destes dois últimos anos, têm investido nestes Fannie Mae e Freddie Mac, ou nas bolsas, ou em grandes bancos de negócios dos EUA ou no sector bancário em geral, insistam em querer acreditar, uma vez mais que tudo isso não pode acontecer porque "eles" o vão impedir..., o problema é: o "eles" estão agora em pânico e "eles" não sabem o que fazer numa situação para a qual nunca foram preparados. Como explicamos no GEAB 28, 2008 foi apenas o detonador da crise sistémica global. Agora vem fase IV, a das consequências!...

16/11/08, Eugénio Rosa, www.resistir.info - A política fiscal do governo materializada na Proposta de OE2009 determinará um agravamento da injustiça fiscal. E isto porque a percentagem das receitas fiscais que têm como origem os Impostos Indirectos, que são impostos mais injustos porque não têm em conta o rendimento de quem os paga, aumentará de 57,7% para 58,9%. Isto significa que em cada 100 euros de impostos pagos pelos portugueses em 2009, 58,9 euros terão como origem impostos indirectos (IVA, Imposto sobre Produtos Petrolíferos, Imposto de Tabaco, etc). É claro o desrespeito pelo nº1 do artº 103 da Constituição da República que diz textualmente o seguinte: "O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras entidades públicas e uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza " (o sublinhado é nosso).

Agora é o Citigroup


A América sente nova angústia. Agora é o
Citigroup, o segundo banco do mundo em termos de capitais, que vacila e ameaça despedir 75000 funcionários, o correspondente a 20% dos seus efectivos...
Clique em

Registos de 17 a 23 de Novembro

21/11/08, Cavaco Silva, Público, - Há ainda fragilidades na eficiência com que os investimentos em inovação são convertidos em bens e serviços (...) Existem entraves buriocráticos, é certo, mas também há muitas barreiras que se situam ao nível dos investidores e da mentalidade e do espírito dos empresários.

20/11/08,Margarida Botelho, Avante! - Mais de 30 mil estudantes saíram à rua em todo o país contra o estatuto do aluno, o novo modelo de gestão das escolas e os exames nacionais.Nenhum profissional com critérios jornalísticos sérios tem dúvidas de que isto é notícia. Mas o dia nacional de luta passou mais que discretamente pelos principais órgãos de comunicação social. E onde passou, o tom geral foi o do folclore: sucederam-se as inevitáveis entrevistas a estudantes menos claros na explicação dos motivos da luta, os jornalistas deslumbrados pelas sms, as acusações de manipulação do costume. E nada que pudesse dar a ideia da verdadeira amplitude do protesto.

20/11/08, Ângelo Alves, Avante! - E o pouco de concreto que se pode retirar desta cimeira confirma essa ideia: regulação; supervisão; sistema de alerta de crises (admitindo portanto a sua continuidade); atirar para a irresponsabilidade de alguns as causas da crise (ocultando as responsabilidades estruturais do sistema); criação de almofadas de capital que amparem as crises vindouras; reafirmação do papel do FMI e do Banco Mundial; incentivos fiscais e apoios ao capital financeiro; não tocar nos sacrossantos off-shores, são algumas das ideias saídas de uma cimeira que, ao atirar para daqui a quatro meses uma segunda discussão, gritou bem alto: até lá é cada um por si.

19/11/08, João Paulo Guerra, Diário Económico - “nos próximos tempos é absolutamente certo que Barack Obama vai ouvir as propostas de outros portugueses de pensamento relevante e maleável com novas e inesperadas denúncias póstumas de Bush, agora que o indivíduo vai passar a ser apenas uma das piores fotografias da galeria de ex-presidentes da América do Norte. Como aliás sempre disseram alguns portugueses que agora dizem precisamente o contrário”.

18/11/08, J.M. Tavares, Diário de Notícias – “Há quatro anos, o administrador do Banco de Portugal Manuel Sebastião foi procurador do administrador do Banco Espírito Santo Manuel Pinho na compra de um prédio em Lisboa (…) Se José Sócrates encontrasse um dos seus ministros a tentar arrombar um cofre com um berbequim diria aos jornais que ele estava só a apertar um parafuso(…) É a escola Fátima Felgueiras, que mesmo condenada a três anos e meio de prisão dava pulinhos de alegria como se tivesse sido absolvida”.

18/11/08, Adriano Moreira, Diário de Notícias – “A confiança na teologia de mercado ou não foi abalada ou mais credivelmente viu a sua pregadora mensagem preservada, na convicção infundada de que todas as responsabilidades emigraram para a circunstância política”.

18/11/08, Mário Soares, Diário de Notícias – “Uma cimeira sem resultados? (…) Reformas sim, claro, disseram em coro, mas não um novo Bretton Woods - que horror! -, quando é precisamente disso que se trata”.

18/11/08, Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias, Público - As famílias estão a tirar os idosos dos lares para os levarem para casa para tirar proveito da reforma que eles recebem (…) É mais uma receitra que entra no orçamento familiar e que paga contas”.

18/11/08, Sérgio Aníbal, Publico – “PIB cresce mas o rendimento nacional já está em queda. Uma parte cada vez maior do que é produzido na economia vai para os rendimentos dos estrangeiros que financiaram Portugal”

17/11/08, Maria de Lurdes Rodrigues, RCP, "Se o Governo suspendesse a avaliação seria uma vergonha";

17/11/08, André Freire, Publico, "O pecado original radica na ilusão de que é possível fazer reformas, nomeadamente na Educação, sem mobilizar os profissionais para as mudanças";

17/11/08, Rui Moreira, Publico, "Esta crise de confiança entre o Estado, o sistema financeiro e a eonomia real não só assassina o empreendedorismo, como fragiliza os contrafortes sdo sistema capitalista em que temos vivido, e deixará marcas, muito para além da actual recessão conjuntural"

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Efeito borboleta...

40 mil contra Uribe: a Minga chega a Bogotá


Frase de fim-de-semana, por Jorge


"Não há vento favorável para o marinheiro que não sabe para onde ir"

Séneca