terça-feira, 11 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Morreu Miriam Makeba, a "Mamã Africa"
Morreu ontem com 72 anos Miriam Makeba, talvez a maior voz da Africa contemporânea.Nascida para a música nos blues e nos rimos populares do seu país, a África do Sul, Miriam projectou-se internacionalmente depois de progredir na carreira nos EUA.
Foi sempre uma mulher de esquerda que cantou a luta dos oprimidos.
Desde então foi uma combatente contra o apartheid que teve como ponto alto o seu protagonismo no documentário de 1960 "Come back Afrika". O regime do apartheid concelou-lhe então o passaporte sul-africano.
Dos EUA foi para Londres onde conviveu e trabalhou com Harry Belafonte o actor negro norte-americano que com ela gravaria o disco "Uma noite com Belafonte e Makeba que obteria o Grammy na categoria de música folk em 1966.
O governo racista continuou a persegui-la, impedindo-a de regressar ao país e retirando-lhe a nacionalidade. Viria depois a casar-se com Stokely Carmichael, dirigente carismático dos Black Power e dos Panteras Negras. O casal continuou a ser perseguido e foi viver para a Guiné. Mas ela percorria o mundo com os seus espectáculos.
Regressou à África do Sul em 1990, depois do derrube do apartheid, foi recebida no aeroporto por Nelson Mandela e no seu país prosseguiu a sua carreira sampre ligada ao combate ao apartheid e à emancipação dos negros.
Continuava hoje a sua vida artística, solidarizando-se por causas progressistas como a do espectáculo de ontem, em que faleceu, de homenagem ao escritor Roberto Saviano, autor do livro "Gomorra", que por isso e, pelo êxito que foi a adaptação do seu livro ao cinema este ano, passou a ser ameaçado pela Mafia.
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
120 mil professores avaliaram negativamente a Ministra

Solidário, lá estive a vê-los passar. Desde que iniciaram o desfile até que este deixou de passar foram 3 horas!...
A ministra diria depois que a manif intimidava os professores que estavam a fazer a avaliação...Quais professores? Quantos sobram? Quantos dos que estão a fazer trabalhos de avaliação estão a fazê-lo com gosto? Quantos vieram a público dizê-lo??
E continuou a mentir dizendo que os professores não queriam ser avaliados quando os seus sindicatos concordam com outro tipo de avaliação. Insistir na mentira visa obviamente isolar os professores de qualquer acolhimento junto de outros sectores da população. Esse tem sido um objectido insistentemente prosseguido. Com essa e outras, a Ministra e o seu Primeiro-Ministro têm provocado um terramoto dentro de uma Educação já com tantas dificuldades. Têm que ser parados. Foi isso que os professores lhes disseram hoje.
Um despacho de Valter Lemos...

O preâmbulo de um despacho de Valter Lemos reza assim:
“O Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaraçãode Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro,rectificado pela Declaração de Rectificação nº 23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, assenta num princípio estruturante que se traduz na flexibilidade de escolha do percurso formativo do aluno e que se consubstancia na possibilidade de organizar de forma diversificada o percurso individual de formação em cada curso e na possibilidade de o aluno reorientar o próprio trajecto formativo entre os diferentes cursos de nível secundário. Assim, o Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série), de 20 de Julho, veio estabelecer um conjunto de orientações sobre o processo de reorientação do percurso escolar do aluno, visando a mudança de curso entre os cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 deMarço, mediante recurso ao regime de permeabilidade ou ao regime de equivalência entre as disciplinas que integram os planos de estudos do curso de origem e as do curso de destino, prevendo que a atribuição de equivalências seria, posteriormente, objecto de regulamentação de acordo com tabela a aprovar por despacho ministerial. Neste sentido, o Despacho n.º 22796/2005 (2.ª Série), de 4 deNovembro, veio concretizar a atribuição de equivalências entre disciplinas dos cursos científico-humanísticos, tecnológicos e artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, do ensino secundário em regime diurno, através da tabela constante do anexo a esse diploma, não tendo, no entanto, abrangido os restantes cursos criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março.
A existência de constrangimentos na operacionalização do regime depermeabilidade estabelecido pelo Despacho n.º 14387/2004 (2.ª Série),de 20 de Julho, bem como os ajustamentos de natureza curricularefectuados nos cursos científico-humanísticos criados ao abrigo doDecreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, implicaram a necessidade dese proceder ao reajuste do processo de reorientação do percurso escolar do aluno no âmbito dos cursos criados ao abrigo do mencionado Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março. Desta forma, o presente diploma regulamenta o processo de reorientação do percurso formativo dos alunos entre os cursos científico-humanísticos, tecnológicos, artísticos especializados no domínio das artes visuais e dos audiovisuais, incluindo os do ensino recorrente, profissionais e ainda os cursos de educação e formação,quer os cursos conferentes de uma certificação de nível secundário de educação quer os que actualmente constituem uma via de acesso aos primeiros, criados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 deMarço, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º 44/2004, de 25de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006,de 6 de Fevereiro, rectificado pela Declaração de Rectificação n.º23/2006, de 7 de Abril, e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 deJulho, e regulamentados, respectivamente, pelas Portarias n.º550-D/2004, de 22 de Maio, alterada pela Portaria n.º 259/2006, de 14de Março, n.º 550-A/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 260/2006, de 14 de Março, n.º550-B/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 780/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-E/2004, de 21 de Maio,com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 781/2006, de 9 de Agosto, n.º 550-C/2004, de 21 de Maio, com as alterações introduzidas pela Portaria n.º 797/2006, de 10 de Agosto, e pelo Despacho Conjunton.º 453/2004, de 27 de Julho, rectificado pela Rectificação n.º1673/2004, de 7 de Setembro.
Assim, nos termos da alínea c) do artigo 4.º e do artigo 9.º doDecreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março, rectificado pela Declaraçãode Rectificação n.º 44/2004, de 25 de Maio, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, de 6 de Fevereiro,rectificado pela Declaração de Rectificação nº 23/2006, de 7 de Abril,e pelo Decreto-Lei n.º 272/2007, de 26 de Julho, determino: ...
Imagine agora, caro leitor, a quem está entregue a Educação do País...
A insatisfação dos militares

A insatisfação dos militares e as preocupações que dela possam decorrer só tem uma solução: o governo cumprir com o disposto na Lei do Associativismo Militar. Só com esquemas de diálogo reconhecidos por todos e eficientes é que se pode deixar de continuar com o jogo de máscaras tão alheio à frontalidade e lealdade que devem reger a instituição militar.
Insistir no faz-de-conta da suposta ignorância das aspirações socio-profissionais dos militares é uma das expressões do autismo também verificável na Educação e noutros sectores.
Quem semeia ventos...
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
"A Turma", de Laurent Cantet (realizador) e François Bégaudeau (livro)

Não é um filme vulgar, sem desenvolvimento dramático mas denso, com um quê de documentário, cujo actor principal é simultâneamente o professor que escreveu o livro e em que os alunos, actores não profissionais, são alunos reais.
Diferentes culturas entre alunos e sensibilidades diferenciadas num corpo docente voluntarioso. Solidariedades, estratégias de aproximações e confrontos, alunos indisciplinados mas com um potencial humano assinalável
Numa escola e num bairo multi-étnico e multicultural de Paris, com problemas de conduta na sala, tão característicos também das nossas escolas, que põe à prova professores e alunos e nos fala de como desempenhar uma função docente e disciplinar com resultados e aceitação.
A Ministra da Educação deveria ver este filme e os profissionais dos ranking também. Talvez os ajudasse a evitar tanto disparate...
Vá vêr e descobre porque ganhou este filme, inesperadamente, a Palma de Ouro do Festival de Cannes e teve já um tão grande êxito de bilheteira em França. E descobrir como novas formas do cinema se insinuam na abordagem da vida de alguns microcosmos de que se tece a nossa vida colectiva.
Lemos na semana de 3 a 9 de Novembro
Como corresponder a tão grande expectativa?

A vitória em toda a linha de Barack Obama e do Partido Democrático, esperada, os apoios que envolveu, colocam ao novo Presidente dos EUA responsabilidades a que não poderá em vários campos corresponder por ter beneficiado de votos a que correspondem diferentes e opostas perspectivas.
Na sua intervenção de vitória deu o mote sobre essas diferenças e fez algumas declarações ambivalentes.
Porém esta vitória mantem muitas expectativas que, globalmente, associam este resultado a mudanças internas e externas de efeito positivo.
um amigo na campanha de Obama - a última mensagem (por agora...)
Caros amigos,Desta vez é a última Obama News que vos envio. Outras oportunidades aparecerão para vos comunicar o que se passa por estas bandas.
Quero agradecer a todos a paciência com que receberam as minhas notas. Quero agradecer, também, os contributos que me deram, as críticas, perguntas, comentários, esclarecimentos, opiniões. Sem vós estas Obama News não existiriam.
Comecei por enviá-las para os meus filhos, mãe e irmã. Depois incluí um reduzido número de amigos. Com os comentários que fui recebendo, fui alargando a lista. Amigos enviavam para outros amigos. Publicavam em blogs, os mais diversos. Enviavam para jornais. A comunicação tornou-se biunívoca. Foi enriquecendo.
A certa altura comecei a ter o sonho de escrever um livro sobre tudo isto. Decidi não o fazer. Pelo menos, por agora. Pretendo recolher mais dados e aprender mais, aproveitar a minha presença aqui para estudar esta história que continua a fazer-se. Talvez um dia tenha força para concretizar esse projecto.
...
Hoje, em resposta a um e-mail que um de vós me enviou, escrevi:
Vivi intensamente este ano, como sabes. Era como se a minha vida, as minhas lutas, as minhas fantasias e romantismos, os meus disparates e erros, fossem a moldura do combate cívico que ajudei a travar.Pela primeira vez, no "county" onde vivo (Pinellas County), aconteceu uma vitória do Partido Democrático. Isso deveu-se a muita coisa (um dia talvez escreva sobre isso) mas, fundamentalmente, a pessoas como eu que foram para a rua inscrever outras pessoas nos cadernos eleitorais, bater a portas, fazer telefonemas, dar 25 dólares para a campanha, oferecer uma parte da casa a quem vinha de longe para ajudar, o carro, comida, um sorriso, uma esperança. Durante a noite eleitoral várias foram as alegrias. Mas posso dizer-te que, quando vi o meu County a azul no mapa eleitoral da Florida, foram lágrimas apenas as únicas coisas que aconteceram.Como há muitos anos, apenas pelo sonho de ver o meu país viver em liberdade, me levantei por cima dos meus medos.
...
Quando houver resultados finais, estou a pensar enviar-vos um documento com algumas observações.
Por agora, ficará encerrado este ciclo.
...
Um abraço,
Fernando
5 de Novembro
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Registos na semana de 27 de Outubro a 2 de Novembro
31/10/08, S. Estado Castilho dos Santos, - "Trabalhadores, serviços e dirigentes que não estejam com a reforma serão trucidados", afirmou o governante, no encerramento do Congresso Nacional da Administração Pública. Para Castilho dos Santos, os funcionários devem ter a noção de que "a reforma já não pode andar para trás", pelo que "trucidará quem não estiver com ela".
Comunicado de Imprensa n.º 054/08 – “Passados 17 meses Governo dá razão à CGTP-IN” - Passados mais de 17 meses da entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de Maio - Regime de Protecção Social na Invalidez e Velhice, é que o Governo respondeu à proposta da CGTP-IN para que os trabalhadores que se reformassem depois desta data, pudessem optar pela fórmula de cálculo que lhes fosse mais favorável, conforme estava previsto no regime transitório, instituído na legislação anterior, dado que não era respeitada a protecção integral dos direitos em formação, prejudicando os beneficiários em causa.
29/10/08, Baptista-Bastos, no Diário de Notícias - "Os encomiastas de um sistema económico que deixou o mundo derreado carregam um fardo pesadíssimo."
28/10/08, João Paulo Guerra no Diário Económico, - "E a mais recente notícia sobre a chacina do litoral dá mesmo conta da declaração do presidente da Câmara de Odemira a defender a construção nas falésias da Zambujeira do Mar. Depois há a teia imensa de diplomas e planos, um emaranhado que se contradiz e desdiz, que põe e contrapõe, criando de facto a confusão necessária para que a única lei aplicável seja a da selva."
27/10/08, Honório Novo, no Jornal de Notícias - "Também não basta dizer que o OE/09 combate a crise, é preciso prová-lo. Ao contrário do que estão a fazer os nossos parceiros europeus, o Governo recusa-se a utilizar a margem orçamental que tem - alargando o défice até perto dos 3% sem entrar em défice excessivo que tanto o preocupa - para mostrar que quer levar à prática políticas anticíclicas e de combate à crise. Terminar a legislatura com um investimento público inferior ao de 2005, 2006 e 2007 é a melhor forma de mostrar que não há qualquer empenho no combate à crise."
29/10/08, Baptista-Bastos, no Diário de Notícias - "Os encomiastas de um sistema económico que deixou o mundo derreado carregam um fardo pesadíssimo."
28/10/08, João Paulo Guerra no Diário Económico, - "E a mais recente notícia sobre a chacina do litoral dá mesmo conta da declaração do presidente da Câmara de Odemira a defender a construção nas falésias da Zambujeira do Mar. Depois há a teia imensa de diplomas e planos, um emaranhado que se contradiz e desdiz, que põe e contrapõe, criando de facto a confusão necessária para que a única lei aplicável seja a da selva."
27/10/08, Honório Novo, no Jornal de Notícias - "Também não basta dizer que o OE/09 combate a crise, é preciso prová-lo. Ao contrário do que estão a fazer os nossos parceiros europeus, o Governo recusa-se a utilizar a margem orçamental que tem - alargando o défice até perto dos 3% sem entrar em défice excessivo que tanto o preocupa - para mostrar que quer levar à prática políticas anticíclicas e de combate à crise. Terminar a legislatura com um investimento público inferior ao de 2005, 2006 e 2007 é a melhor forma de mostrar que não há qualquer empenho no combate à crise."
Na feira do Alvito, por anamar
Era 1 de Novembro e fomos ao encontro da Feira do Alvito. A paisagem e rebanhos, os doces, a batata doce assada, as castanhas, as nozes e as romãs, a entremeada de porco preto. E as esculturas do Sr. António Rosário Toucinho.
Lemos na semana de 27 de Outubro a 2 de Novembro
Amee Chew, “ Why It's Not a Contradiction Support Obama, Vote McKinney?” , Conterpunch, 29/10/08 - The Green Party Presidential ticket of Cynthia McKinney and Rosa Clemente brings something special and unprecedented to U.S. politics. Not only are they the first all women-of-color ticket for President and Vice President with ballot access in most states.[1] These women take racial justice seriously, and have made strides to put gender at the center of a progressive agenda. For these two, it's more than skin deep.Paula Teixeira da Cruz, 30/10/08, Correio da Manhã, “Texto optimista” - Era uma vez... um mundo e nesse mundo… .
James Petras, “The Elections and the Responsibility of the Intellectual to Speak Truth to Power”, 30/10/08, Global Research - Twelve Reasons to Reject Obama and Support Nader/McKinney
Federico Fuentes, “Bolívia: uma aliança sem precedentes que derrotou o assalto da direita”, Global Research, 30/10/08 - Depois de três meses de intensa luta de classes, não há dúvida que a oposição de direita, apoiada pelos EUA, ao governo do Presidente EvoMorales, sofreu três importantes derrotas. A investida da direita para pôr em causa Morales, que atingiu o seu climax com o “golpe cívico” 11 e 12 de Setembro, fdoi derrotado pela acção combinada do governo e dos movimentos sociais
Bernardo Barranco V., na La Jornada (Mexico), 29/10/08, “A crise da globalzação e a religião” - La recesión y la crisis internacional financiera presentan una nueva oportunidad para revisar no solamente los modelos económico sociales de la globalización, sino sus fundamentos y tentativas civilizatorias. Las grandes religiones y sus estructuras han rechazado los soportes ontológicos de las grandes tendencias del neoliberalismo o liberalismo contemporáneo.
O PCP e a Crise, 27/10/08, no site www.pcp.pt - O Comité Central do PCP considera que a situação decorrente do agravamento da crise do capitalismo e as suas consequências para os interesses nacionais e dos portugueses, colocam a necessidade do desenvolvimento e da intensificação da luta de massas em defesa desses interesses e direitos e colocam com mais premência a concretização do objectivo da ruptura com a política de direita e da defesa de uma nova politica, uma política de esquerda.
Mensagem de Michael Moore sobre eleições nos EUA

Monday, November 3rd, 2008
Friends,
Tomorrow.
All of us.
You, me, and everyone we know.
Eight years is enough. Eight weeks was enough.
We have a chance to redeem this country, to prove we're better than this, that which Bush has made of us.
McCain is right about one thing: Barack Obama is the most liberal senator in the United States Senate. More liberal than Ted Kennedy. When was the last time you had a chance to send the MOST liberal senator to the White House? Trust me, it won't happen again in our lifetime.
Every vote is critical -- even in hard red states like Texas and Alabama; and true blue ones like New York, California and Michigan. Tomorrow, we need to create a massive popular vote that will give Obama a stunning mandate to return this country to we, the people. Let's write one for the history books and rocket Obama into the White House.
Expect trouble tomorrow. Stand your ground. Don't let some clerk turn you away. Make noise. Call the media if they won't let you vote. Let the Obama camp know. Check out his Voter Protection Center. Know where your polling place is. Be careful inside the voting booth. The ballot still reads like a Sudoku puzzle. Be prepared for long lines. That's ok, you know how to bring the party with you! Make new friends. Plot your local revolution. The 28-year rule of Republicans (and Democrats who act like Republicans) is over. The Reagan Era dies tomorrow night. My God, I truly thought it would never end.
There are over a million of you on my list. Each of you know 5 or 10 people who may not vote. Offer to drive them to the polls. If they live across the country, call them and tell them how much it means to you that they go vote for Obama. Take your co-workers to lunch -- and to vote. Be creative. Come up with ways to convince the undecided to get their decided on and go vote. Make it fun. Lead the horse to water.
60 seats in the Senate!
30-seat increase in the House!
President Obama!
It's in your hands. The Promised Land.
Yours,Michael Moore
sábado, 1 de novembro de 2008
Simon Bolivar em órbita


O satélite Simon Bolívar foi posto em órbita anteontem a partir da República Popular da China.
Com um sinal de 1300 megahertz (MGz), o Simon Bolívar prestará serviços fiáveis desde o Sul do México até metade da Argentina e Chile, passando pela América Central e Caraíbas.
Durante os 15 anos de vida útil, o satélite servirá para concretizar projectos venezuelanos, prevendo-se que estenda aos países da região os serviços nomeadamente nas áreas da alfabetização e telemedicina.
Com um sinal de 1300 megahertz (MGz), o Simon Bolívar prestará serviços fiáveis desde o Sul do México até metade da Argentina e Chile, passando pela América Central e Caraíbas.
Durante os 15 anos de vida útil, o satélite servirá para concretizar projectos venezuelanos, prevendo-se que estenda aos países da região os serviços nomeadamente nas áreas da alfabetização e telemedicina.
Nas fotos, o momento de lançamento onde estiveram os presidentes Chavez e Evo Morales, a base principal do satélite em terra na base aérea Manuel Rios no Sombrero Edo e o satélite em órbita.Os vereadores comunistas e o terminal portuário de contentores de Alcântara
Sem uma recusa imediatista do terminal de contentores em Alcântara, o PCP questiona, no entanto, os fundamentos, a estabilidade e a sustentabilidade de tal opção, do ponto de vista do 
interesse público (seja ele nacional, regional ou local) e a necessidade de uma alternativa de gestão não subalternizada aos interesses privados que incidem sobre a zona do domínio portuário.

interesse público (seja ele nacional, regional ou local) e a necessidade de uma alternativa de gestão não subalternizada aos interesses privados que incidem sobre a zona do domínio portuário.Veja posição hoje assumida em
http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=2722&Itemid=100
Pacheco Pereira questiona as "respeitabilidades" que Sócrates confere...

Pacheco Pereira consagrou-se como um importante comentador. Mas isso não lhe confere a imunidade à crítica às suas atitudes ideológicas, que tem com todo o direito dos ainda muitos dxireitosque por cá vão resistindo à voragem do pensamento único.
No Publico de hoje Pacheco Pereira atira-se - e bem... - à centralidade do "Magalhães" exercitada pelo Primeiro Ministro na Conferência Ibero-Americana, como um qualquer vendedor.
Mas ràpidamente descarrila quando diz que a política externa deste governo dá a "estes governantes corruptos, demagogos e perigosos" "a respeitabilidade de serem, unha com carne com um país da União Europeia, cujo primeiro-ministro não se importa de andar de braço dado com eles na rua", "a caução e legitimação política dada a regimes opressivos e pouco democráticos. E vai mais longe para afirmar que Chavez gosta tanto de Sócrates porque "Ele é o seu europeu de estimação, o seu troféu na União Europeia para atirar à cara dos ianques e de gente como o Rei de Espanha que o mandou calar"...para concluir "É também este estado de legitimidade que andamos a vender, não é só o "Magalhães"...
Conclusões minhas:
PP, liberal que também não deveria anatemizar estilos pessoais, recusa a Chavez o direito de criticar numa conferência, em tom mais comedido, os insultos que Aznar lhe fez, não por acaso nas vésperas da tal conferência. Não tem uma palavra sobre este. Por ser castelhano e o outro ser índio?
PP, liberal, não apreciará que Chavez critique os ianques, talvez por ser latino-americano com muitas pedras no sapato quanto às políticas do grande vizinho do Norte e de não ter beneficiado de uma educação ocidental.
PP, liberal, diz que a linguagem de Sócrates nesta conferência ibero-americana não a utilizaria num conselho europeu porque ali "falava para índios" (PP, aqui para nós, e com algum rigor, alguns não índios como Alvaro Uribe também lá estavam...).
PP, enfim como bom liberal, em matéria de responsabilidades pela crise talvez pense que a responsabilidade por ela "anda por aí" e não reside nas práticas da administração americana e de outras que são alguns dos nossos principais "parceiros" comerciais, com quem devemos andar de braço dado com os seus dirigentes respeitáveis, democráticos e justos.
PP, liberal, talvez se devesse ter lembrado que a encenação da familiaridade de Sócrates com América Latina e de alguma linguagem desejada ser confundida como anti-imperialista, não é mais do que a tentativa de, em vésperas de ano eleitoral, o PS se confundir com a esquerda, à boleia de uma crise em cuja fase embrionária se comprometeu, como aliás se confirma no caderno de encargos que Luis Amado, excelente copywriter de outros seus colegas europeus, também hoje nos apresenta no mesmo jornal (já viu, PP, como andam todos a falar certinho e politicamente euro-corrrectos?)
Por um OE mais justo

Combater a crise exige muito mais apoio às PMEs e às famílias do que o previsto na proposta de OE 2009. O maiores grupos económicos que revelaram recentemente os seus resultados deverão contribuir para compensar esse apoio acrescido.
A proposta que o PCP fez esta semana de passar o IRC desses grupos para 30% em vez dos actuais 25% - que estão propostos ser reduzidos para 12,5% para empresas que apresentam valor colectável inferior a 12.500 euros - daria corpo a essa idéia, à de eliminar o Pagamento Especial por Conta para volumes de negócios inferiores a 2 milhões de euros, e à de alargar a dedução de encargos familiares nos passes sociais e os períodos de direito ao subsídio de desemprego, que na mesma altura, os comunistas também propuseram.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Banjo Duel, por Jorge

Quem não se arrepiou com esta inesquecível cena do excelente "Deliverance" de John Boorman (1972)?:o Banjo Duel, fugaz nesga de entendimento aberta pela música entre dois mundos inconciliáveis...
Quem é Ricardo?, filme de José Barahona e Mário de Carvalho, de 2004
Carlos Porto deixou-nos

O crítico de teatro e dramaturgo Carlos Porto morreu hoje aos 78 anos, em Lisboa, vítima de pneumonia, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro, nasceu no Porto em 1930 e notabilizou-se sobretudo na crítica de teatro durante quase cinquenta anos, sobretudo no Diário de Lisboa e no Jornal de Letras.
Foi destacado militante do PCP e referência para todos quantos trabalharam no Teatro e nos meios culturais em geral, mesmo quando a actividade crítica provocava noutros, incluindo amigos seus, reacções agrestes.
Foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e deixou obra como poeta, dramaturgo e tradutor, estando publicados, entre outros, «10 Anos de Teatro e Cinema em Portugal 1974-1984», «O TEP e o teatro em Portugal», «Fábrica Sensível» e «Poesia Cega».
Maria Helena Serôdio, directora da revista Sinais de Cena e amiga do crítico de teatro, recordou hoje à agência Lusa que Carlos Porto «foi um dos grandes fazedores de opinião pública em termos de teatro».
«Era um crítico muito respeitado e por vezes muito temido, que provocou algumas polémicas, mas que respondeu sempre com coragem e frontalidade», disse Maria Helena Serôdio, reforçando o papel que Carlos Porto teve na década de 1970 na divulgação do trabalho de Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo.
Foi, sobretudo, no Diário de Lisboa que Carlos Porto se destacou, disse Maria Helena Serôdio, «como combatente absolutamente decidido e corajoso sobre a liberdade do teatro, sobre a inovação e sobre o profissionalismo».
O corpo de Carlos Porto estará em câmara ardente a partir das 17:00 de hoje na Igreja de Arroios, em Lisboa.
O funeral sairá às 15:00 de quinta-feira para o cemitério dos Olivais, em Lisboa.
Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro, nasceu no Porto em 1930 e notabilizou-se sobretudo na crítica de teatro durante quase cinquenta anos, sobretudo no Diário de Lisboa e no Jornal de Letras.
Foi destacado militante do PCP e referência para todos quantos trabalharam no Teatro e nos meios culturais em geral, mesmo quando a actividade crítica provocava noutros, incluindo amigos seus, reacções agrestes.
Foi um dos fundadores da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e deixou obra como poeta, dramaturgo e tradutor, estando publicados, entre outros, «10 Anos de Teatro e Cinema em Portugal 1974-1984», «O TEP e o teatro em Portugal», «Fábrica Sensível» e «Poesia Cega».
Maria Helena Serôdio, directora da revista Sinais de Cena e amiga do crítico de teatro, recordou hoje à agência Lusa que Carlos Porto «foi um dos grandes fazedores de opinião pública em termos de teatro».
«Era um crítico muito respeitado e por vezes muito temido, que provocou algumas polémicas, mas que respondeu sempre com coragem e frontalidade», disse Maria Helena Serôdio, reforçando o papel que Carlos Porto teve na década de 1970 na divulgação do trabalho de Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo.
Foi, sobretudo, no Diário de Lisboa que Carlos Porto se destacou, disse Maria Helena Serôdio, «como combatente absolutamente decidido e corajoso sobre a liberdade do teatro, sobre a inovação e sobre o profissionalismo».
O corpo de Carlos Porto estará em câmara ardente a partir das 17:00 de hoje na Igreja de Arroios, em Lisboa.
O funeral sairá às 15:00 de quinta-feira para o cemitério dos Olivais, em Lisboa.
Congresso Internacional Fernando Pessoa
Encerrando as Comemorações dos 120 anos do autor do «Livro do Desassossego», A Casa Fernando Pessoa realiza, no Auditório do Turismo de Lisboa, situado na Rua do Arsenal Nº 15, de 25 a 28 de Novembro, o I Congresso Internacional Fernando Pessoa. A singularidade deste Congresso é a de criar um diálogo entre os especialistas da obra de Pessoa e os criadores que nela se inspiram – poetas, pintores, cineastas.
O Professor Eduardo Lourenço proferirá a conferência inaugural, às 10h30 de dia 25 de Novembro. Os segredos revelados pelas anotações marginais de Pessoa à sua própria biblioteca, os pontos de contacto entre a obra de Pessoa e a de outros génios da literatura (como o Padre António Vieira, Shakespeare, Joyce ou Yeats), as relações entre Pessoa e a psicanálise ou as suas ligações à astrologia serão outros temas abordados neste Congresso.
Entre os muitos congressistas portugueses e estrangeiros que se deslocam para este encontro, destacam-se as presenças de Antonio Cicero, Antonio Saéz Delgado, Anna Klobucka, Arnaldo Saraiva, Eucanaã Ferraz, Fernando Cabral Martins, Fernando J.B. Martinho, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz, Ivo Castro, Jerónimo Pizarro, João Botelho, José Blanco, José Gil, Júlio Pomar, Ken Krabbennhoft, Leyla Perrone-Moisés, Manuela Nogueira, Maria Lúcia Dal Farra, Nuno Júdice, Paulo Cardoso, Patrick Quillier, Richard Zenith, Robert Bréchon e Teresa Rita Lopes.
As inscrições para este Congresso (limitadas a 130 participantes, e com condições especiais para estudantes) estão abertas na Casa Fernando Pessoa.
Data: 25 a 28 de Novembro de 2008Local: ATL-Associação de Turismo de Lisboa, Rua do Arsenal, nº15Inscrições: Casa Fernando Pessoa, até 20 de Novembro (limitadas a 130)Preço: Estudantes: 20€ Professores: 30€ Geral: 50€
O pagamento é efectuado, em numerário, no acto da inscrição.
[O programa completo do Congresso será divulgado na próxima semana.]
Casa Fernando Pessoa
Câmara Municipal de Lisboa
Rua Coelho da Rocha, nº 16
1250-088 - Lisboa Portugal
Telf: + 351 21 391 32 75
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/
http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/
O mundo acusa os E.U. de ignorar a opinião unânime da comunidade internacional quanto à manutenção do embargo à Cuba

A Assembleia Geral da ONU aprovou hoje uma resolução que exige que Washington levante o embargo contra Cuba. A proposta recebeu 185 votos a favor , três votos contra (EUA, Israel e Palau) e duas abstenções (Micronésia e Ilhas Marshall). A Rússia acusou os EUA de continuar o embargo, que é mantido desde 1961, e apelou para o seu fim e para a normalização das relações entre Havana e Washington que iria ajudar a "estabilizar a situação em torno de Cuba e a envolvê-la com um papel maior nos processos regionais e globais".
Na ocasião, o Ministro dos Estrangeiros cubano, Perez Andrés Roque teve a intervenção seguinte
terça-feira, 28 de outubro de 2008
O sapateado de Eleanor Powell e Fred Astaire no filme “Melodia da Broadway” ( 1940)
O sapateado de “Begin the beguine”, de Cole Porter, na opinião de especialistas é o melhor número de sapateado do mundo, de todos os tempos. A dança foi filmada sem cortes, num único take como refere Frank Sinatra no áudio sobreposto (no início da dança).
Sabemos que terminou uma era mas não sabemos o que vem aí, diz Eric Hobsbowm
Tal como temos feito noutros casos deixamos uma posição que consideramos relevante embora susceptível de muitas apreciações críticas nomeadamente a generalização de que a esquerda não tem capacidade para enquadrar o que vem aí, , uma implícita aceitação da evolução dos acontecimentos necessàriamemte no quadro do capitalismo.
O académico inglês Eric Hobsbawm é referido como um dos mais influentes historiadores vivos pela revista New York Review. Marxista, é autor de uma brilhante produção académica ao longo dos últimos três séculos de história ocidental. Nos seus 91 anos, diz que o descalabro financeiro é equivalente do colapso da URSS e do fim de uma era. "Sabemos que terminou uma época, mas não sabemos o que vem aí", disse ele há dias, numa longa entrevista concedida à BBC, em Londres, onde reside. Este é um trecho desse diálogo.
- Será que o estatismo vai regressar?
- É sem dúvida a mais grave crise do capitalismo desde os anos 30. Penso que esta crise é mais dramática para os mais de 30 anos de uma certa ideologia teológica, a do mercado livre. Para tal como Marx, Engels e Schumpeter tinham previsto, a globalização, que é inerente ao capitalismo, não só destrói um legado histórico, como também é incrivelmente instável: opera através de uma série de crises. E esta está a ser reconhecida como o fim de uma época específica. Sem dúvida, vai passar-se a falar mais de John Keynes e menos de Milton Friedman. Todos concordam que haverá um maior papel para o Estado. Já vimos o estado como prestamista de último recurso. Talvez regressar à ideia do Estado como o empregador de último recurso, que é o que foi o que aconteceu nos EUA com o New Deal. De qualquer forma será uma aventura de intervenção pública e de iniciativa, que irão orientar, organizar e dirigir também a economia privada. Será uma economia muito mais mista do que tem sido.
- E em relação ao Estado como um redistribuidor?
- Acho que vai ser pragmático como dantes. O que tem acontecido é que, nos últimos 30 anos, o capitalismo global tem operado de uma maneira volátil, excepto, por diversas razões, em países desenvolvidos. Eles têm sido mantidos até um certo ponto, à margem, e, por conseguinte, isso tem sido minimizado. No Brasil nos anos 80, no México nos anos 90, no sudeste da Ásia e na Rússia na década de 90, na Argentina em 2000.Todos sabiam mundo que estas coisas podiam trazer catástrofes no curto prazo. E para nós isso significaria enorme quedas na Bolsa de Londres, mas de seguida, seis meses mais tarde, recomeçamos de novo. Agora, temos os mesmos incentivos que tinhamos nos anos 30: se nada for feito, o perigo político e social é profundo.
- Você estava na Alemanha quando Hitler chegou ao poder. Pode acontecerer qualquer coisa remotamente similar?
- Nos anos 30 o efeito líquido político a curto prazo da Grande Depressão foi o fortalecimento da direita, com duas excepções. Uma deles foi Escandinávia e,curiosamente, os Estados Unidos, onde as reacções foram equivalentes às que B ush teve. Para a esquerda as coisas não correram bem até que chegou a guerra. Por isso, eu acho que este é o principal perigo. A esquerda é praticamente inexistente. Então, parece-me que o principal beneficiário deste descontentamento, novamente, com a possível excepção, de pelo menos, assim o espero, os Estados Unidos, vai ser a direita.
- O que vemos agora é o equivalente à queda da URSS para a direita?
- Sim, eu acho que isto é o equivalente ao dramático colapso da União Soviética. Agora sabemos que ele terminou uma era. Não sabemos o que virá. Temos um problema intelectual: nós achava que eles tinham duas alternativas, ou uma ou outra: ou o mercado livre ou socialismo. Penso que temos de parar de pensar em uma ou outra, e temos de pensar sobre a natureza da mistura.
- Acredita que regressaremos à linguagem do marxismo?
- Em certa medida, é isso que tem sido feito. É bastante estranho que a redescoberta de Marx tenha sido feita por empresários, uma vez que não existe esquerda. Desde a crise dos anos 90, são os empresários que começaram a falar em termos de dizer: "Bem, Marx previu esta globalização do capitalismo e podemos pensar que o capitalismo está confrontado com uma série de crises. Não creio que a linguagem marxista seja predominantemente política, mas intelectualmente, a natureza da análise marxista sobre a forma como opera o capitalismo será realmente importante.
O académico inglês Eric Hobsbawm é referido como um dos mais influentes historiadores vivos pela revista New York Review. Marxista, é autor de uma brilhante produção académica ao longo dos últimos três séculos de história ocidental. Nos seus 91 anos, diz que o descalabro financeiro é equivalente do colapso da URSS e do fim de uma era. "Sabemos que terminou uma época, mas não sabemos o que vem aí", disse ele há dias, numa longa entrevista concedida à BBC, em Londres, onde reside. Este é um trecho desse diálogo.
- Será que o estatismo vai regressar?
- É sem dúvida a mais grave crise do capitalismo desde os anos 30. Penso que esta crise é mais dramática para os mais de 30 anos de uma certa ideologia teológica, a do mercado livre. Para tal como Marx, Engels e Schumpeter tinham previsto, a globalização, que é inerente ao capitalismo, não só destrói um legado histórico, como também é incrivelmente instável: opera através de uma série de crises. E esta está a ser reconhecida como o fim de uma época específica. Sem dúvida, vai passar-se a falar mais de John Keynes e menos de Milton Friedman. Todos concordam que haverá um maior papel para o Estado. Já vimos o estado como prestamista de último recurso. Talvez regressar à ideia do Estado como o empregador de último recurso, que é o que foi o que aconteceu nos EUA com o New Deal. De qualquer forma será uma aventura de intervenção pública e de iniciativa, que irão orientar, organizar e dirigir também a economia privada. Será uma economia muito mais mista do que tem sido.
- E em relação ao Estado como um redistribuidor?
- Acho que vai ser pragmático como dantes. O que tem acontecido é que, nos últimos 30 anos, o capitalismo global tem operado de uma maneira volátil, excepto, por diversas razões, em países desenvolvidos. Eles têm sido mantidos até um certo ponto, à margem, e, por conseguinte, isso tem sido minimizado. No Brasil nos anos 80, no México nos anos 90, no sudeste da Ásia e na Rússia na década de 90, na Argentina em 2000.Todos sabiam mundo que estas coisas podiam trazer catástrofes no curto prazo. E para nós isso significaria enorme quedas na Bolsa de Londres, mas de seguida, seis meses mais tarde, recomeçamos de novo. Agora, temos os mesmos incentivos que tinhamos nos anos 30: se nada for feito, o perigo político e social é profundo.
- Você estava na Alemanha quando Hitler chegou ao poder. Pode acontecerer qualquer coisa remotamente similar?
- Nos anos 30 o efeito líquido político a curto prazo da Grande Depressão foi o fortalecimento da direita, com duas excepções. Uma deles foi Escandinávia e,curiosamente, os Estados Unidos, onde as reacções foram equivalentes às que B ush teve. Para a esquerda as coisas não correram bem até que chegou a guerra. Por isso, eu acho que este é o principal perigo. A esquerda é praticamente inexistente. Então, parece-me que o principal beneficiário deste descontentamento, novamente, com a possível excepção, de pelo menos, assim o espero, os Estados Unidos, vai ser a direita.
- O que vemos agora é o equivalente à queda da URSS para a direita?
- Sim, eu acho que isto é o equivalente ao dramático colapso da União Soviética. Agora sabemos que ele terminou uma era. Não sabemos o que virá. Temos um problema intelectual: nós achava que eles tinham duas alternativas, ou uma ou outra: ou o mercado livre ou socialismo. Penso que temos de parar de pensar em uma ou outra, e temos de pensar sobre a natureza da mistura.
- Acredita que regressaremos à linguagem do marxismo?
- Em certa medida, é isso que tem sido feito. É bastante estranho que a redescoberta de Marx tenha sido feita por empresários, uma vez que não existe esquerda. Desde a crise dos anos 90, são os empresários que começaram a falar em termos de dizer: "Bem, Marx previu esta globalização do capitalismo e podemos pensar que o capitalismo está confrontado com uma série de crises. Não creio que a linguagem marxista seja predominantemente política, mas intelectualmente, a natureza da análise marxista sobre a forma como opera o capitalismo será realmente importante.
Porque insiste o Governo em não alterar o Estatuto Político-Administrativo dos Açores?

Numa atitude autista, dirigentes do PS nacional e dos Açores, após o esperado novo veto presidencial, argumentam que este nada trouxe de novo em relação ao primeiro... E vai daí mantem as normas anti-constitucionais, agravando a tensão institucional e colocando na ordem do dia a apreciação da constitucionalidade do Estatuto. Estas são as "guerras" do PS, onde se não vislumbra o perfil socialista de governação, antes a sucessiva satisfação de lobbies.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Indígenas colombianos exigem respostas de Uribe
Terminou em fracasso a tentativa de reunir na cidade de Cali o presidente colombiano Álvaro Uribe e as comunidades indígenas do país.Prevista pelo governo, segundo a Prensa Latina, para uma sala com 300 lugares, os lideres indígenas propuseram alternativamente que se realizasse ao ar livre na presença das cerca de 40 mil pessoas que realizaram uma grande marcha até à cidade.
Uribe atrasou o encontro para fazer desmobilizar os manifestantes e depois, sem permitir a palavra aos dirigentes indígenas, falou aos que ainda se mantinham para elogiar o trabalho do seu governo em relação aos povos aborígenes, como resposta à reivindicação de entrega de terras e de respeito pelos direitos humanos. Foi assobiado e chamado de paramilitar e mentiroso.
Os presentes propuseram-lhe para hoje um novo encontro no estádio de futebol da cidade.
Regressando ao Zeitgeist
A actual crise financeira mundial
leva-nos a revisitar este filme de Peter Joseph, de há um
ano atrás. Para ver uma parte da série, legendada em português/brasileiro, clicar em
http://www.youtube.com/watch?v=RtIOl11GKdU
Sobre o conjunto do trabalho deste
autor, reproduzimos o que se segue
da wikipedia.
"Zeitgeist, the Movie" é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, que apresenta uma série de teorias de conspiração relacionadas ao Cristianismo, ataques de 11 de Setembro e a Reserva Federal dos Estados Unidos da América.[1] Foi lançado on-line livremente via Google Video em Junho de 2007.[2] Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de Novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.[3]
O filme é dividido em três partes:
Primeira parte: "The Greatest Story Ever Told" ("A maior história que já foi contada")
Segunda parte: "All The World's A Stage" ("O mundo inteiro é um palco")
Terceira parte: "Don't Mind The Men Behind The Curtain" ("Não obedeças aos homens atrás da cortina") * (*em algumas versões legendadas, uma tradução errada deste título foi "Não te preocupes com os homens atrás da cortina")
Primeira Parte: The Greatest Story Ever Told
A primeira parte do filme é uma avaliação crítica do cristianismo. O filme sugere que Jesus seja um híbrido literário e astrológico e que a bíblia trata de uma miscelânea de histórias baseadas em princípios astrológicos pertencentes a civilizações antigas (Egipto, especialmente). A atenção do filme foca-se inicialmente no movimento do Sol e das estrelas, facto este que é uma das características das religiões "pagãs" (pré-cristãs). É então apresentada uma série de semelhanças entre a história de Cristo e a de Hórus, o "deus Sol" egípcio que partilha de todos os predicados do Messias cristão. Há referência sobre o papel de Constantino na formação da Igreja e seus dogmas.
Segunda Parte: All The World's a Stage
A segunda parte do filme foca-se nos ataques de 11 de Setembro de 2001. O filme sugere que o governo dos Estados Unidos tinha conhecimento destes ataques e que a queda do World Trade Center foi uma demolição controlada pelo próprio Governo norte-americano. O filme assegura que a NORAD, entidade responsável pela defesa aérea dos Estados Unidos, tinha sido propositadamente baralhada no dia dos ataques com exercícios simulados em que os Estados Unidos estavam a ser atacados por aviões sequestrados, justamente na mesma área dos ataques reais; mostra dezenas de testemunhas e reportagens que sugere que as torres ruíram não por causa dos aviões, mas por explosões internas e sabotagem; revela as ligações entre a família Bush e a família Bin Laden, parceiros comerciais de longa data, entre outras teorias intrigantes e alarmantes acerca da política mundial actual.
Terceira Parte: Don't Mind The Men Behind The Curtain
A terceira parte do filme centra-se no sistema bancário mundial, que supostamente tem estado nas mãos de uma elite de famílias burguesas que detém o verdadeiro poder sobre todos os países a eles associados, e na sua conspiração para obter um domínio mundial. Todos eles tem condicionado os media e cometido diversos crimes, muitos deles encenações para fins obscuros. O filme denuncia que a Reserva Federal dos Estados Unidos da América foi criada para roubar a riqueza dos Estados Unidos e também revela, como exemplo, o lucro que foi obtido pelos bancos durante a Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerras do Vietname, Iraque e Afeganistão, e a futura invasão à Venezuela para obtenção de petróleo e comércio de armamento. O filme descreve a conspiração destes banqueiros, argumentando que o objectivo deles é o controle sobre toda a raça humana através da implantação de um chip localizador e identificador através do qual todas as operações e interacções humanas serão realizadas, escravizando por fim a humanidade. E sustenta que estão secretamente a criar um governo unificado, com exército unificado, moeda unificada, e poder unificado, e que servirá apenas aos interesses dessa elite. Segundo o filme, o aspecto mais impressionante disso tudo é que tais mudanças serão aceites , naturalmente, pelo próprio povo que está a ser manipulado pelos media.
Referências
[1] Shaw, Charles. (October 21, 2007) Scoop Independent News. Mythology and Iconoclasm of Zeitgeist The Movie; The Big Lie: Parsing the Mythology and Iconoclasm of Zeitgeist: The Movie.
[2] Google Video Zeitgeis, The Movie (Official Release - Full Film)
[3] News Blaze (November 10, 2007) 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards "Merging Art & Activism: Saturday Night Film "Zeitgeist"
leva-nos a revisitar este filme de Peter Joseph, de há um
ano atrás. Para ver uma parte da série, legendada em português/brasileiro, clicar em
http://www.youtube.com/watch?v=RtIOl11GKdU
Sobre o conjunto do trabalho deste
autor, reproduzimos o que se segue
da wikipedia.

"Zeitgeist, the Movie" é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, que apresenta uma série de teorias de conspiração relacionadas ao Cristianismo, ataques de 11 de Setembro e a Reserva Federal dos Estados Unidos da América.[1] Foi lançado on-line livremente via Google Video em Junho de 2007.[2] Uma versão remasterizada foi apresentada como um premiere global em 10 de Novembro de 2007 no 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards.[3]
O filme é dividido em três partes:
Primeira parte: "The Greatest Story Ever Told" ("A maior história que já foi contada")
Segunda parte: "All The World's A Stage" ("O mundo inteiro é um palco")
Terceira parte: "Don't Mind The Men Behind The Curtain" ("Não obedeças aos homens atrás da cortina") * (*em algumas versões legendadas, uma tradução errada deste título foi "Não te preocupes com os homens atrás da cortina")
Primeira Parte: The Greatest Story Ever Told
A primeira parte do filme é uma avaliação crítica do cristianismo. O filme sugere que Jesus seja um híbrido literário e astrológico e que a bíblia trata de uma miscelânea de histórias baseadas em princípios astrológicos pertencentes a civilizações antigas (Egipto, especialmente). A atenção do filme foca-se inicialmente no movimento do Sol e das estrelas, facto este que é uma das características das religiões "pagãs" (pré-cristãs). É então apresentada uma série de semelhanças entre a história de Cristo e a de Hórus, o "deus Sol" egípcio que partilha de todos os predicados do Messias cristão. Há referência sobre o papel de Constantino na formação da Igreja e seus dogmas.
Segunda Parte: All The World's a Stage
A segunda parte do filme foca-se nos ataques de 11 de Setembro de 2001. O filme sugere que o governo dos Estados Unidos tinha conhecimento destes ataques e que a queda do World Trade Center foi uma demolição controlada pelo próprio Governo norte-americano. O filme assegura que a NORAD, entidade responsável pela defesa aérea dos Estados Unidos, tinha sido propositadamente baralhada no dia dos ataques com exercícios simulados em que os Estados Unidos estavam a ser atacados por aviões sequestrados, justamente na mesma área dos ataques reais; mostra dezenas de testemunhas e reportagens que sugere que as torres ruíram não por causa dos aviões, mas por explosões internas e sabotagem; revela as ligações entre a família Bush e a família Bin Laden, parceiros comerciais de longa data, entre outras teorias intrigantes e alarmantes acerca da política mundial actual.
Terceira Parte: Don't Mind The Men Behind The Curtain
A terceira parte do filme centra-se no sistema bancário mundial, que supostamente tem estado nas mãos de uma elite de famílias burguesas que detém o verdadeiro poder sobre todos os países a eles associados, e na sua conspiração para obter um domínio mundial. Todos eles tem condicionado os media e cometido diversos crimes, muitos deles encenações para fins obscuros. O filme denuncia que a Reserva Federal dos Estados Unidos da América foi criada para roubar a riqueza dos Estados Unidos e também revela, como exemplo, o lucro que foi obtido pelos bancos durante a Primeira Guerra Mundial, Segunda Guerra Mundial, Guerras do Vietname, Iraque e Afeganistão, e a futura invasão à Venezuela para obtenção de petróleo e comércio de armamento. O filme descreve a conspiração destes banqueiros, argumentando que o objectivo deles é o controle sobre toda a raça humana através da implantação de um chip localizador e identificador através do qual todas as operações e interacções humanas serão realizadas, escravizando por fim a humanidade. E sustenta que estão secretamente a criar um governo unificado, com exército unificado, moeda unificada, e poder unificado, e que servirá apenas aos interesses dessa elite. Segundo o filme, o aspecto mais impressionante disso tudo é que tais mudanças serão aceites , naturalmente, pelo próprio povo que está a ser manipulado pelos media.
Referências
[1] Shaw, Charles. (October 21, 2007) Scoop Independent News. Mythology and Iconoclasm of Zeitgeist The Movie; The Big Lie: Parsing the Mythology and Iconoclasm of Zeitgeist: The Movie.
[2] Google Video Zeitgeis, The Movie (Official Release - Full Film)
[3] News Blaze (November 10, 2007) 4th Annual Artivist Film Festival & Artivist Awards "Merging Art & Activism: Saturday Night Film "Zeitgeist"
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