terça-feira, 26 de agosto de 2008

A Rússia reconhece a Abkhásia e a Ossétia do Sul para salvar a vida das pessoas

O Presidente da Rússia Dmitri Medvedev reconheceu hoje a independência da Ossétia do Sul e da Abkhásia. "As populações da Ossétia do Sul e da Abkhásia têm reiteradamente defendido a sua independência. Nós entendemos que eles têm o direito de determinar o seu destino após o que lhes aconteceu recentemente", disse Medvedev numa declaração televisiva. "Saakashvili escolheu o caminho do genocídio para cumprir os seus projectos políticos", disse Medvedev. " A Geórgia escolheu o menos humano dos caminhos para atingir o seu objectivo - absorver a Ossétia do Sul, eliminando toda uma nação", disse.
Satisfação na Ossétia do Sul e Abkhásia






apoio do presidente da Chéchénia

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Duas fotos de Henri Cartier-Bresson



Paris 1969
Nazaré 1955

Na campanha de Obama, por F. Sousa Marques



Caros amigos,


O meu regresso aos EUA estava previsto para o dia 22 de Agosto. Por razões profissionais e pessoais prolongarei a minha estadia aqui até ao final de Setembro. Por esta razão não será possível enviar-vos as Obama News com o mesmo espírito com que o fiz desde o início das Primárias: fornecer-vos uma informação diferente (mais correcta e actualizada) do que a que recebem através dos grandes meios de comunicação.


A minha presença nos EUA permite-me o contacto com pessoas envolvidas no processo e com meios de informação independentes e não enfeudados a grandes interesses. Por exemplo, é diferente saber da Convenção Democrática aqui (mesmo utilizando a web) e lá.


Durante este período de férias e verão os aspectos mais interessantes do que se tem passado pelo mundo parecem ter sido: 1. O início da II Guerra-fria; 2. Os primeiros Jogos Olímpicos com a China em primeiro lugar na lista das medalhas de ouro; 3. A manutenção da crise económica global.


Nos EUA as eleições presidenciais continuam a ocupar tempo de antena com muita desinformação à mistura.


As sondagens continuam a dar um empate técnico. A esmagadora maioria dos jornalistas, usam-nas, não para informar e formar, mas para vender notícias. Ignoram que o sistema eleitoral americano não está preparado para eleições muito disputadas (a margem de erro do sistema é superior a pequenas diferenças no número de votos), escondem o facto de não haver eleições directas e, portanto, não fazer sentido falar de resultados nacionais, quando o que interessa é saber quantos delegados do colégio eleitoral são eleitos em cada Estado (há 8 anos o Gore teve mais 500 mil votos do que o Bush mas perdeu as eleições por causa das trapalhadas eleitorais na Florida), desprezam os outros candidatos (especialmente Nader, que rouba votos a Obama, e o Partido Libertário, que os rouba a McCain), valorizam (e deturpam) quando lhes convém certos assuntos em detrimento de outros (aborto, boatos de caserna, medos, ignorâncias, etc.), não consideram o erro sistemático de todas as sondagens provocado por estarmos perante universos eleitorais diferentes (desde que as Primárias começaram há mais de 4 milhões de novos eleitores).


A campanha eleitoral vai entrar na fase decisiva. Depois das Convenções dos principais Partidos haverá debates e as mais diversas disputas. Se o jogo fosse limpo até se poderia falar de um processo livre e democrático. Mas não o será. A sujidade já começou há muito tempo, principalmente pelo lado, como é costume, do Partido Republicano. Depois de andarem anos a preparar-se para combater a Clinton, tiveram de ajustar os arsenais à nova situação.


Mas já aí está o livro contra Obama (do mesmo autor que fez o mesmo, com sucesso, há 4 anos atrás, contra Kerry). Parece valer tudo... até arrancar olhos. Não me espantaria que, no cúmulo do desespero, passem das palavras aos actos e "alguma coisa aconteça"... Um atentado "terrorista", um assassinato (que será carpido com lágrimas de crocodilo), qualquer coisa chocante que faça recordar aos poucos que votam que é mais importante o medo do que a esperança!...


Um abraço para todos,


fernando



Reacção boliviana, apesar de derrotada uma vez mais nas urnas, atenta contra a unidade da Bolívia


Apesar de Evo Morales ter na recente consulta revocatória consolidado posições através do aumento em 43% no número global de votos, de ter o "sim" obtido 67% contra 33% do "não" e de Morales ter vencido em 95 das 112 províncias, quatro governadores de extrema direita reconduzidos, e que têm organizado o Conalde (Conselho Nacional Democrático), procurando separar o chamado território da "meia lua", lançaram nova provocação.

Agora foi a tentativa de se apoderarem de instalações de gás do país.

A Bolívia precisa da nossa solidariedade.

Parabéns China!















Com uma certa ingenuidade, um português, de Macau, interpretou assim cenas das cerimónias de abertura e fecho dos Jogos

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Frase de fim de semana, por Jorge


“O que é de interesse colectivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente”

Aluno no Exame Nacional do Ensino Médio do Brasil (2006)

Do "encanto" da Europa por Barack Obama ao insulto aos atletas Olímpicos

"Uma operação de propaganda bem montada – «A Europa sob o encanto de Barack Obama» titulava «Le Monde» – procurou simultaneamente lavar a cara dos EUA e branquear a sua política militarista e agressiva, partilhada sem equívoco pela Alemanha, a França, a Grã-Bretanha e outras potências da União Europeia. Trata-se de um acontecimento nada banal que não pode passar sem registo, tanto mais quanto o discurso de Obama em Berlim, junto da «Coluna da vitória» que celebra vitórias dos exércitos prussianos, é um discurso que impressiona pelo seu explícito anticomunismo" (Albano Nunes)

"As recentes declarações do secretário de Estado do Desporto, quando afirmou que esta é a mais cara participação de sempre nos JO, são uma clara tentativa de desresponsabilização da política de direita pelos resultados desportivos alcançados e constituem um insulto a todos cujo esforço para se manterem na alta competição envolve sacrifícios que não seriam aceitáveis num país com outra política" (Vasco Cardoso)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Nelson de ouro


Mais uma alegria com a vitória de Nelson Évora no triplo salto.

Apesar de algum ruído de fundo despropositado e extemporâneo, a propósito dos resultados dos atletas potugueses nos Jogos Olímpicos e dos milhões gastos na sua preparação, Nelson de Évora confirmou as melhores expectativas.
O contrato do governo entre o governo e o COP sobre 4 medalhas, qual fábrica de fazer chouriços, fica para discutir depois...

Parabéns para Vanessa Fernandes, Nelson Évora e toda a equipa olímpica!!

Cartoon de Monginho

in Avante!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

John Pilger fala do livro da Carla del Ponte que denuncia o papel do Ocidente no caso do Kosovo



John Pilger, jornalista e cineasta australiano, analista de política internacional, dá-lhe conta do essencial do livro de Carla del Ponte, antiga procuradora principal do Tribunal Internacional de Haia, sobre crimes na antiga Jugoslávia, que se demitiu das suas funções para não se sujeitar à farsa contra os sérvios e de contemporização com os crimes dos Kosovares do UÇK (hoje no governo) e dos bombardeamentos da NATO.
Ver em http://www.johnpilger.com/
O livro chama-se "A caçada: eu e os criminosos de guerra" (tradução nossa).
A referência a este livro de Carla del Ponte é de uma grande oportunidade para compreender as atitudes semelhantes em curso depois da agressão da Geórgia à "sua" Ossétia do Sul.

Não à guerra contra o Irão





Milhares de cidadãos dos EUA manifestaram-se dia 2 de Agosto contra a ameaça de agressão ao Irão e contra as guerras imperialistas em curso no Iraque e no Afeganistão. As manifestações decorreram em Nova York, Cleveland, Detroit, Buffalo e 87 outras cidades dos EUA. Os média portugueses não deram esta notícia.
Ver
http://www.stopwaroniran.org/





Uma outra candidata às presidenciais norte-americanas: Cynthia McKinney


Cynthia Mckinney é a candidata do Partido Verde às eleições presidenciais dos EUA.

Nascida em Atlanta, na Geórgia em 17 de março de 1955, Cynthia vive atualmente no sul de Dekalb County. Obteve um B.A. em Relações Internacionais da Universidade do Sul da Califórnia em 1978 e um Master of Arts em Direito e Diplomacia. Cynthia está a graduatr-se em Berkeley como Ph. Ensinou ciência política na Universidade Clark Atlanta e mais tarde em Agnes Scott College. Antes de ser eleita para o Congresso, Cynthia fez parte do conselho de administração do Conselho de Planeamento dos Serviços de Saúde de HIV de Atlanta de 1991-92.

Para saber mais consulte o seu site de candidata


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

A propósito da retirada russa da Geórgia




1. Sarkozy enviou uma carta ao presidente georgiano Mikhail Saakashvili, na passada sexta-feira, informando-o sobre as medidas de segurança adicionais previstas pelo acordo de cessar-fogo assinado recentemente.
As medidas de segurança adicionais irão incluir patrulhas a ser realizadas pelas forças de paz russas em níveis contemplados pelo acordo existente. As outras forças russas recuarão para a posição que tinham ocupado antes de 7 de agosto, data da agressão georgiana à Ossétia do Sul. Estas medidas são temporárias e estarão em vigor até novos mecanismos internacionais serem elaboradas.
O presidente russo afirmou que Moscovo não era contra a presença internacional de paz nas áreas da Geórgia e da Ossétia do Sul bem como da Abkhasia, na condição de que qualquer parecer de um lado de que foi sujeito a violência e agressão não seja ignorado. E acrescentou que as forças de paz russas foram as únicas forças de paz em que Ossetas a Abkhazes realmente acreditaram. "Nós não podemos enviar uma força que não seja aceite pelas partes em conflito", disse Merkel, por seu turno. "Do ponto de vista político a União Europeia está aberta à discussão", disse ao mesmo tempo que manifestava apoio à integridade territorial da Geórgia, que não é aceite por ambos os povos e respectivos governos, particularmente depois da agressão da Geórgia a uma parte do território que diz pertencer-lhe.

2. Medvedev também considerou a Rússia como um garante da segurança na região do Cáucaso. "A Rússia, como um garante da segurança na região do Cáucaso, irá tomar uma decisão que irá reflectir a vontade dos povos da Ossétia e da Abkhasia. Esta decisão será usada como base para a política externa e garantirá a sua realização, nos territórios da Ossétia do Sul e da Abkhásia, de acordo com o mandato que tem a manutenção da paz ", disse Medvedev." "Falei sobre isso durante uma reunião com o meu homólogo Nicolas Sarkozy, e também por ocasião de uma reunião com os líderes dos presidentes da Abkhásia e da Ossétia do Sul".

3. Resumindo, os acordos assinados por Medvedev e Saakashvilli contemplam a manutenção da força de paz russa na Ossétia do Sul, que aí está com outras forças de paz da própria Ossétia do Sul e da Geórgia, desde os acordos de 1992 com que as três partes encerraram mais uma fase de conflito militar entre independentistas e Geórgia.
Saakasvilli é presidente depois disso. Rasgou esses acordos e quer a anexação pura e simples à sua revelia. Foi eleito por prometer combate à corrupção e desenvolvimemnto económico mas a corrupção não para de crescer, o país está cada vez mais dominado por máfias e os extremismos é tnicos e religiosos à solta para servirem quem deles precisa...Quanto à economia, a Geórgia está cada vez mais débil.

O resultado disso é a repressão interna, a perseguição à oposição, o clima do "quero, posso e mando"...
Nenhum equívoco se pode gerar quando se fala de "saída das tropas russas". Particularmente depois dos bombardeamentos e matanças na Ossétia do Sul realizadas pelo exército e aviação da Geórgia na noite de 7 para 8 deste mês.

4. A contra-informação de alguns media "ocidentais" prossegue. O Publico, por exemplo, publicou na passada 6ª feira uma foto enorme de um soldado façanhudo a brandir o punho de dentro de um carro militar, legendada como se fosse um soldado russo na retirada das tropas. Confrontado com a clara indicação que se tratava da foto de um membro de forças especiais norte-americanas, não mostrou arrependimento e tergiversou 3 dias depois. Hoje publica uma espécie de cronologia dos acontecimentos, assinada pelo correpondente em Moscovo do Washington Post, em que não se fala do ataque da Geórgia e se interpreta o movimento de tropas georgianas como uma resposta a uma entrada de tropas russas na Geórgia...
O tráfico de falsificação de fotografias da guerra pode ser verificado por exemplo em
5. O presidente da Geórgia fez ontem um apelo à Rússia para o diálogo que mantenha boas relações entre os dois países (manchetes de agências). Mas vê-se a declaração hoje em televisão do sr. Saakashvilli e fica claro o tiom provocatório da intervenção.
Melhor fora que este personagem estivesse activamente a proceder ao envio de apoios humanitários à sua população na Geórgia e na Ossétia, que reclama como sua, que ficou sem recursos. E impedisse que as forças da corrupção que o seu governo tem estimulado nos últimos anos se apoderassem do futuro abastecimento, ainda por cima agoraque cessaram relações com a Rússia que é o grande destinatário da agricultura georgiana bem como o principal fornecedor de bens à Geórgia. Os amigos de Israel e da NATO, com os EUA à cabeça, habituaram-se a só fornecer treino militar e armamento de guerra...Saakashvilli devia assumir responsabilidades de apoio à sua população tal como fizeram os russos com os milhares de deslocados ossetas para a Ossétia do Norte.


Pré-escolar: evolução positiva em 30 anos mas com avanços e recuos e novos objectivos a concretizar


A meta de cobertura integral de oferta da rede pública de pré-escolar tem sido enunciada, mas na prática não assumida, por sucessivos governos.

Em torno deste próprio conceito se geraram equívocos com um único objectivo: boa parte do acréscimo de despesa favorecer os privados.

Deve o Estado fazer protocolos com os privados? Sim, desde que os recursos sejam direccionados para a elevação da capacidade pedagógica dessa rede (em média mais baixa que o da rede pública do Estado), para praticar preços sociais, permitir actividades diversificadas durante o período não lectivo, para este não ser apenas "guarda das crianças" e para garantir qualidade. Isto quando a rede pública não consegue durante algum tempo garantir oferta, com essas características, nesses locais.

Porque, simultâneamente, e de acordo com a Constituição e as leis, deve o Estado garantir a expansão da oferta da rede pública.

Se é certo que, durante algum tempo, apesar da rede pública ser melhor, muitos pais optavam pelos privados, isso deveu-se fundamentalmente à oferta, que ela não garantia, de actividades posteriores às 15.30 h, quando terminava o período lectivo, até que os pais voltassem do trabalho.

A evolução globalmente positiva que se regista desde os anos oitenta, consistiu na passagem da cobertura do pré-escolar de 18% em 1980/81 para 77% em 2004/5.


Isto depois de um grande movimento de opinião pública à escala nacional em que sindicatos, autarquias e pedagogos tiveram um papel determinante. E que passou pela aprovação da Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar (lei nº 5/97). E períodos de consequente expansão da rede com papel determinante das autarquias. Mas também outros em que se privilegiou quase exclusivamente o apoio à rede privada.

Hoje há milhares de crianças que por razões de escassez de oferta, entre outras, não frequentam a rede publica e muitos milhares que se têm que conformar com uma rede privada, que garante parte das necessidades, mas que se mudariam para a rede pública se esta existisse. Revelando que a tal "liberdade de optar" é, por falta de condições, uma grande treta...

A criação recente de um horário diferenciado que prolonga a actividade lectiva, tornando-o diferente do resto do ensino básico, sacrificando a componente pedagógica apesar de argumentar com um suposto "interesse dos pais" pela função de guarda, é um retroceso e sinal de desprezo pela componente de ensino. E isto, apesar de hoje já haver um quadro legal que favorece, com a intervenção das autarquias em parceria com o os Ministérios da Educação e da Solidariedade Social, a resposta às necessidades das famílias e de ocupação das crianças em períodos de interrupção lectiva.

Está também ainda por garantir a existência de períodos de avaliação comuns com o restante ensino básico que permita a sequencialidade pedagógica ao longo desse percurso e a articulação da actividade com os restantes níveis de ensino. E uma atitude diferente da actual em que passaram a ser desrespeitados os períodos de planificação e avaliação, base essencial de sustentação do pré-escolar.


Mas há também a obrigatoriedade de frequência do Jardim de Infância no ano imediatamente anterior à entrada no 1.º Ciclo do Ensino Básico, bem como a criação de condições que permitam generalizar o acesso ao pré-escolar de todas as crianças com 3 e 4 anos. Só assim se contribuirá para uma efectiva igualdade de oportunidades no acesso à Educação e serão criadas condições favoráveis ao sucesso nas aprendizagens ao longo da vida, tal como reconhece o Parecer emitido, em 2004, pelo Conselho Nacional de Educação. Nesse Parecer, o CNE considera que cabe ao Estado a responsabilidade de garantir a todas crianças o acesso à Educação Pré-Escolar, sendo, ainda, recomendada a sua obrigatoriedade.


Este alargamento deverá ser assegurado, essencialmente, através de estabelecimentos públicos integrados na rede do Ministério da Educação, pois só dessa forma se garantirá que todas as crianças, independentemente do seu estrato social, terão acesso a um Jardim de Infância público, gratuito e de qualidade. Contudo, o encerramento de Jardins de Infância, sem criação de alternativas adequadas, como aconteceu no passado ano lectivo, contraria intenções enunciadas pelo Ministério.

A prata de Vanessa


Era a maior aposta da equipa olímpica portuguesa para os Jogos de Pequim e confirmou as expectativas.

Já de madrugada, cedendo o primeiro lugar do Triatlo à australiana Emma Snowsill, Vanessa Fernandes encheu-nos de alegria.

domingo, 17 de agosto de 2008

"Maracotinha", por Dorival Caymi e Xico Buarque

Dorival Caymmi (1914-2008)



Compositor e cantor brasileiro da Bahia Dorival Caymmi morreu ontem no Rio de Janeiro.
Nos seus 60 anos de carreira, Caymmi escreveu canções sobre hábitos, costumes e tradições de seus companheiros Baianos. Nas suas canções demonstrou a sua reverência pelo o mar e a natureza e publicou mais de 20 álbuns.
Danilo Caymmi, filho do compositor, que também é um compositor disse sobre a morte de seu pai: "morreu "pacificamente, baianamente, como ele costumava dizer."

O funeral sai hoje para o Cemitério São João Batista, no bairro Botafogo, onde foram enterrados outros artistas famosos como o compositor Antonio Carlos Jobim (1927-1994), o cineasta Glauber Rocha (1938-1981) ou o pai da aviação brasileira, Alberto Santos Dumont (1873-1932).
Entre as composições mais populares do Caymmi, podem mencionar-se "O Que É Que um Baiana Tem", que foi imortalizado por Carmen Miranda, no filme Banana da Terra (1939), "A Lenda do Abaeté", "Promessa de Pescador", "É Doce Não morrer Mar "," Marina "," Não Tem Solução "," Maracangalha "," Saudade de Itapoã "," Samba da Minha Terra "," Dora "," Rosa Morena "e" Eu Não Tenho Onde Morar ".

sábado, 16 de agosto de 2008

Uma nova página na história do Paraguai


Fernando Lugo foi ontem empossado como Presidente da República do Paraguai.

Esta eleição é um novo estímulo para todos quantos no Paraguai e América Latina lutam contra as autocracias apoiadas pelos EUA, pela liberdade e pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores e melhoria das condições de vida do povo.

Lugo prometeu ser implacável para com os que roubam o povo.

Depois de ter anunciado abdicar do seu salário de Presidente em favor dos pobres, Lugo de camisa, sem casaco e gravata e calçando sandálias franciscanas, gritou bem alto patra todos quantos o ouviam que jurava fidelidade a Deus e à Pátria.

É uma nova página na história do Paraguai, bem mais promissora e estimulante para o seu povo.

"Vieira - O Céu na Terra"


No belíssimo enquadramento do Convento do Carmo, o Teatro Nacional de D. Maria II representou entre os dias 22 de Julho e 16 de Agosto "Vieira - O céu da Terra", momentos da vida deste jesuíta que desempenhou um diversificado conjunto de funções na Corte de D. João IV e no Brasil entre colonos, indios e escravos.
Mas fica particularmente assinalada a conduta profética e o apoio de Vieira às profecias do Bandarra e do V Império relativas à união de todos os povos, num reino cristão de justiça, em que outros credos estariam presentes mas secundários, gozando de justiça, paz e amor.

A sua defesa da libertação dos escravos e dos índios, explorados e escravizados para garantirem a riqueza do açucar e dos judeus e cristãos novos é acompanhada pela abordagem crítica dos comportamentos da nobreza, da Igreja e dos comerciantes. E acaba por levá-lo às prisões da Inquisição.

Problemas sonoros não resolvidos satisfatòriamente dificultaram a audição de algumas passagens. Em contraste com um bom desenho de luz de Orlando Worm.

José Henrique Neto (Vieira) e Félix Fontoura (o escravo liberto Nestor) são os personagens centrais, com bom desempenho. Marques d´Arede (D.João IV), Carmen Santos (raínha D. Luísa de Gusmão), João Lagarto (o inquisidor) e António Banha (burguês mercador), num plano mais secundário, também.
O texto sobre obras de Vieira é de Miguel Real e Filomena Oliveira.
A encenação foi de Filomena Oliveira

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

A frase de fim-de-semana, por Jorge


"Não há nada de novo debaixo do sol, mas há imensas coisas antigas que não conhecemos"



Ambrose Bierce

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

"Confronto" entre homens e mulheres

(…)
Nesta ofensiva ideológica, para a qual os sucessivos governos têm procurado aliados junto das organizações de mulheres e dos meios académicos, converge a disseminação de argumentos de fácil aceitação, aparentemente «desideologizados» e «despartidarizados», que imputam as causas da desigualdade e discriminação das mulheres a razões de natureza estritamente cultural, ou seja, as mulheres constituiriam uma classe, ou uma categoria social a que se oporia uma outra classe ou categoria social – os homens. Uma concepção, pois, assente no «confronto» ente homens e mulheres, erigido como principal fonte de conflito, em que o estatuto social das mulheres dependeria das relações entre mulheres e homens na família.
(…) (Fernanda Mateus, in Avante!)

O David de Miguel Angelo regressa depois de dois anos nos EUA

O antes e o depois




















Com o patrocínio de


O cartoon de Monginho

in Avante!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Georgianos pela Paz acusam Saakashvili

Governo e presidente georgianos
principais responsáveis pela guerra

A Geórgia foi lançada em mais uma sangrenta situação de caos. Na terra georgiana deflagrou com nova força uma guerra fratricida. Para grande infelicidade nossa, não surtiram efeito os alertas do Comité da Paz da Geórgia e de personalidades progressistas da Geórgia sobre o carácter pernicioso da militarização do país e sobre o perigo de uma política pró-fascista e nacionalista. As autoridades da Geórgia, mais uma vez, organizaram uma guerra sangrenta, sentindo o apoio de alguns países ocidentais e de organizações regionais e internacionais. A vergonha vertida pelos actuais detentores do poder sobre o povo georgiano demorará dezenas de anos a limpar.

O exército georgiano, armado e treinado por instrutores americanos e utilizando armamento também americano, submeteu a uma bárbara destruição a cidade de Tskhinvali. Os bombardeamentos mataram civis, ossétios, irmãs e irmãos nossos, crianças, mulheres, idosos. Morreram mais de dois mil habitantes de Tskhinvali e dos arredores.

Morreram igualmente centenas de civis de nacionalidade georgiana, tanto na zona do conflito, como por todo o território da Geórgia.

O Comité da Paz da Geórgia expressa profundas condolências aos familiares e amigos dos falecidos.

Toda a responsabilidade por mais esta guerra fratricida, por milhares de crianças, mulheres e idosos mortos, pelos habitantes da Ossétia do Sul e da Geórgia cabe exclusivamente ao actual Presidente, ao Parlamento e ao Governo da Geórgia. A irresponsabilidade e o aventureirismo do regime de Saakachvili não têm limites. O Presidente da Geórgia e a sua equipa, sem dúvida, são criminosos e devem ser responsabilizados.

O Comité da Paz da Geórgia, juntamente com todos os partidos progressistas e movimentos sociais da Geórgia, vai bater-se para que os organizadores deste monstruoso genocídio tenham uma punição severa e legítima.

O Comité da Paz da Geórgia declara e pede à ampla opinião pública que não identifique a actual direcção georgiana com os povos da Geórgia, com a nação georgiana, e apela a que apoie o povo georgiano na luta contra o regime criminoso de Saakachvili.

Apelamos a que todas as forças políticas da Geórgia, os movimentos sociais, o povo da Geórgia se unam para libertar o país do regime antipopular, russófobo e pró-fascista de Saakachvili!

O Comité da Paz da Geórgia

Tbilissi, 11 de Agosto de 2008


Este texto foi distribuído pelo Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC), cuja posição própria pode ser consultada no seu site

www.cppc.pt

Para ver tambem opiniões nos EUA diferentes dos de Bush ver

www.thenation.com/

terça-feira, 12 de agosto de 2008

1ª Feira Histórica e Tradicional de Serpa

Serpa vai acolher a I Feira Histórica e Tradicional a partir das 17:00 horas dos dias 22, 23 e 24, levando os participantes numa viagem pelo século XIII com várias actividades de época.

A equipa da organização vai recriar a sociedade portuguesa do reinado de D. Dinis - o monarca que entregou a Serpa o seu mais importante Foral -, retratando o quotidiano da população dessa época.

Ao longo dos três dias, Serpa será animada por saltimbancos, bobos, histriões, bufões, acrobatas, malabaristas, entre outros.

O ambiente medieval vai fazer-se sentir com a presença de actores: soldados, mendigos, rameiras, mercadores, almocreves, mendigos, larápios, romeiros, frades, e muito mais, numa enorme gritaria de pregões.


segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Bush e a UE encobrem genocídio na Ossetia do Sul

Desde 6ª feira muita coisa funciona no sub-solo da Ossetia do Sul...






As declarações de Bush de que a entrada de tropas russas na Ossetia é inaceitável e de dirigentes da UE de que a resposta de Moscovo é "desproporcionada" procuram dar a volta ao prego e esconder o que não pode ser escondido:



1. Dois mil mortos provocados pelos ataques da Geórgia desde a madrugada de 6ª feira até agora, que Bush e Sarkozy não referem;

2. Fuga da Ossetia do Sul para a do Norte de mais de 30 mil ossetas e de centenas de georgianos ossetas para a Georgia.

3. Os refugiados e mortos ossetas representarão, neste momento, 32 mil (dos 45 mil que viviam na Ossetia!!...). Isto somado a outras fugas decorrentes de agressões de menor envergadura desde o início dos anos tem um nome: limpeza étnica.

4. Os militares e tanques russos que no sábado entraram na Ossetia do Sul, aclamados por ossetas, têm:

4.1. Defendido a missão de paz russa que trabalhava na capital há mais de 15 anos desde os acordos de paz, e que foram um dos alvos dos bombardeamentos da Geórgia na 6ª feira, em que vários dos seus membros morreram;

4.2. Bombardearam dois pontos de apoio a aviões bombardeiros e artilharia que continuou a fustigar a Ossétia do Sul desde 6ª feira;
4.3. Constituíram corredores humanitários para apoio a ossetas e e georgianos
vítimas do bombardeamento de 6ª f ordenado pelo presidente da Geórgia.

5. O governo georgiano é responsável pelo silenciamento de estações de TV em língua russa no seu território e dois jornaluistas russos encontram-se entre os mortos.


***
Depois disto, uma questão se coloca: deverão responder perante a justiça só os genocidas ou também os seus encobridores?
Sobre esta questão, consultar

domingo, 10 de agosto de 2008

Dez questões a propósito da agressão perpretada pela Geórgia


1. O presidente georgiano declarou cessar fogo na passada 5ª feira, depois recebeu Condoleeza Rice e, em seguida, desencadeou o ataque aéreo e por terra contra a Ossetia do Sul, matando até hoje cerca de 2 mil dos seus habitantes, incluindo oficiais russos que faziam parte do organismo de observação da paz criado a partir das negociações que encerraram a guerra osseta-georgiana de 1991/92.

A administração norte-americana, que não tem falado da agressão da Geórgia mas da intervenção militar da Rússia, tem ou não que explicar ao mundo qual foi o papel que desempenhou?
E se assumiu compromissos de apoio seu ou da NATO ao presidente da Geórgia na sequência da agressão?


2. A Geórgia só verá aceite a sua entrada na NATO quando acabar com os conflitos independentistas. Esta agressão e a que se preparava na outra região, a Abkhásia, são iniciativas visando a adesão à NATO?


3. Sendo os ossetas 2/3 da população da Ossetia do Sul, esta intervenção da Geórgia, incluindo a destruição integral da sua capital, com os dois mil mortos e a fuga dos ossetas para a Ossétia do Norte (parte da Federação Russa) são ou não uma premeditada e há muito planeada acção de genocídio e de limpeza étnica para acabar os ossetas desta região (eram cerca de 45 mil antes de 6ª feira...)?
O Tribunal Internacional Penal de Haia vai ou não constituir arguidos de crimes contra a Humanidade os dirigentes georgianos que desencadearam esta ofensiva?


4. Com base em que disposições ou outras considerações não seriam reconhecidos à Rússia os direitos de estabelecer corredores humanitários e de deter, alvejando localidades próximas da Geórgia, a barragem de fogo que originou o morticínio, ainda por cima sendo muitos ossetas simultaneamente cidadãos russos (não tendo isto a vêr com etnias), sendo os ossetas há centenas de anos, por razões históricas que não desenvolveremos, um povo amigo dos russos, com grandes expressões de solidariedade mútua?


5. Se esta relação com os russos por parte dos ossetas não agrada aos dirigentes georgianos, porque não promoveram o desenvolvimento da Ossétia do Sul e da Abkhásia, deixando estes territórios agrícolas viverem exclusivamente das trocas com a Rússia, a ponto do rublo circular muito mais que a moeda da Geórgia?


6. A Geórgia preparava-se ou não com outra concentração de tropas para fazer na Abkhásia o mesmo que tem estado a fazer e que os abkhazes parecem estar a conjurar, fustigando as forças georgianas no dia de hoje?


7. A ruptura unilateral com os acordos de paz de 92, cujos protagonistas foram ossetas, georgianos e russos, para chamarem a NATO e a UE a intervirem neste conflito, iria resolver ou agravar a situação?


8. Esta iniciativa georgiana foi ou não determinada para que a Geórgia se consolidasse como potência militar regional a operar com o apoio da NATO numa zona particularmente sensível (rota do petróleo russo e aproximação de forças hostis às fronteiras da Rússia)


9. O endurecimento do regime georgiano, a falta de respeito crescente pelos direitos humanos internos, a falta de popularidade do actual presidente no seu país, os receios dos georgianos de criação de um clima de hostilidade com os russos que são, em boa parte do território os principais fornecedores e compradores bem como a principal fonte de criação de emprego, que sinais dão internacionalmente sobre a democracia na Geórgia?


10. Que central de contra-informação funcionou de maneira a tornar monocórdicas as abordagens desta crise, omitindo a iniciativa da agressão, atribuindo-a à Rússia, silenciando a viagem de Condoleeza Rice, baralhando as imagens de TV com os textos lidos que a generalidade dos telespectadores não tem condições para esclarecer?

sábado, 9 de agosto de 2008

Pequim:algo nunca visto, numa recepção de braços abertos ao mundo






















É difícil dizer mais do que já se disse. Vencendo os preconceitos, as barragens de propaganda contra os Jogos Olímpicos, a China está hoje nas bocas do mundo. Pela positiva, pelo que é e por aquilo de que é capaz, pela mensagem a um tempo sincera e comovida de unidade dos povos e de Paz.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Habitantes da capital desvastada da Ossetia do Sul acusam a Geórgia de genocídio e limpeza étnica...


Estas são primeiras declarações recolhidas por jornalistas chegados à capital da Ossetia

As reacções de organismos internacionais encobrem a agressão da Geórgia onde já morreram 1400 civis, segundo as autoridades locais. Omitem-na e, salomonicamente, dizem para Rússia e a Georgia pararem os conflitos...

Bush, claro, já declarou o seu apoio ao presidente da Geórgia. O corredor aberto pela Geórgia e a Ossétia, pelo Mar Negro e a Turquia, é capaz de ser do interesse vital dos States...em direcção à Rússia...

A situação é muito grave mas as forças georgianas prosseguem a agressão.

Quando do desmembramento da URSS, a Ossétia do Norte ficou com estatuto autónomo na Federação Russa. Porém, a Ossétia do Sul ficou integrada na Geórgia que desde então tem defrontado um separatismo apoiado pela esmagadora maioria da população osseta, que passou pela declaração unilateral de independência. A Geórgia já por várias vezes bombardeou a Ossétia do Sul. Os seus dirigentes têm provocado deslocações de populações para o Norte que são verdadeiras limpezas étnicas.

Com o insucesso da adesão da Geórgia à NATO, a Rússia defendeu o direito de apoio ao independentismo na Ossétia do Sul e da Abkhasia, nomeadamente humanitário porque os dirigentes georgianos não têm investido no deszenvolvimento destas duas repúblicas.

a frase da semana, por Jorge


"Há muitos livros escritos sobre Deus, mas cabem todos numa palavra: ou sim ou não"


Gonzalo T. Ballester

nas palavras do Inquisidor-Mor na "Crónica do Rei Pasmado"

Georgia desencadeia guerra contra a Ossetia do Sul e Putin disse que Rússia reagirá à morte de cidadãos russos já ocorrida


A Georgia atacou hoje (nossa madrugada, manhã no local) a cidade de Tkverneti, capital da Ossétia do Sul, com cinco caças bombardeiros que atacaram também uma coluna de apoio humanitário àquela região. No ataque, a Geórgia usou também tanques e infantaria. Já no passado dia 1, a Geórgia com outro bombardeamento matara seis pessoas nesta região e ferira outras sete.
A Geórgia tem sido o aliado mais seguidista de Washington. E a mão dura contra a oposição interna cresce...As acusações aos actuais dirigentes de repressão e corrupção e perseguição à liberdade de imprensa, mesmo quando denunciados pela Amnistia Internacional, não têm gerado pressões dos governos ocidentais, que uma vez mais usam dois pesos e duas medidas...
Um morteiro dirigido à missão de paz russa na Ossétia do Sul matou vários cidadãos russos e feeriu outros que integravam, a missão que tem feito um esforço para mediar a Geórgia e a Ossétia do Sul e encontrar uma solução pacífica para o conflito. O presidente georgiano, Saakasvili, ao lado com Bush declarou ontem uma paz unilateral mas...horas depois desencadeou o bombardeamento brutal cujo balanço de vítimas civis ainda se aguarda.
O Parlamento e muitos edifícios estão a arder.

Por outro lado, na costa russa do Mar negro, na estância balnear de Sotchi, morreu hoje mais um casal vítima de uma bomba deixada na rua. Estes ataques têm antecedentes.

A Ossétia, no sul do Cáucaso, tem uma população maioritàriamente de origem persa, e esteve integrada na Geórgia quando esta integrava a URSS mas separou-se desta quando a Geórgia declarou a independência, declarando também a sua independência que não tem tido reconhecimento de organismos internacionais.

Mais uma zona a exigir uma concentração de esforços solidários em todo o mundo...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Igreja persegue cardeal Miguel Obando y Bravo de Nicaráguia

O "acusador"e o "acusado"...



A imprensa da Nicarágua de hoje dá conta de que a Igreja Episcopal deu 3 meses ao Cardeal Obando para reflectir sobre o seu papel na Comissão de Verificação,
Justiça e Paz , e dela sair, porque vários bispos referem que a sua figura é usada publicamente em algumas actividades como sendo de um "fervoroso sandinista"...
A esta hierarquia católica, com Somoza, não faltaram os enlaces contra-natura sem que a conferência episcopal se preocupasse com ameaças semelhantes...