
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Cimeira da UNASUR em apoio da Bolívia

segunda-feira, 15 de setembro de 2008
icebergs...


Dois gigantes do sistema financeiro dos EUA caem: um entra em falência, outro é vendido...

«Isto está infelizmente em linha com o que o FMI já escreveu», disse Strauss-Khan numa conferência de imprensa no Cairo.
«As consequências não acabaram, mais vão chegar. O sector financeiro vai encolher», acrescentou, afirmando no entanto que «as causas de fundo da crise já estão em grande parte ultrapassadas».
Os mercados de acções em todo o mundo estão a sofrer perdas depois da falência hoje da Lehman Brothers e da venda da Merrill Lynch, bancos considerados como gigantes do sistema financeiro dos Estados Unidos e que os mercados esperavam ser demasiado grandes para cair.
A Lehman Brothers anunciou que a direcção do banco vai hoje apresentar a declaração de falência na Câmara de Falências de Nova Iorque.

O banco perdeu cerca de 3,9 mil milhões de dólares (2,7 mil milhões de euros) no terceiro trimestre do ano, depois de ter sido obrigado a importantes depreciações nos seus activos devido à crise no mercado imobiliário.
A declaração de falência segue-se às tentativas falhadas do Lehman Brothers de encontrar um comprador, depois do Barclays, o último banco interessado, se ter retirado da corrida no domingo.
O banco britânico considerou que seria impossível adquirir o Lehman Brothers sem uma ajuda federal norte-americana semelhante à concedida em Março ao JPMorgan Chase, quando este adquiriu outro banco em dificuldades, o Bear Sterns.
Por seu lado, a Comissão Europeia disse hoje estar a acompanhar «com atenção» as preocupações causadas pela ameaça de desaparecimento do banco de investimento Lehman Brothers, mas continua «confiante» quanto «a uma boa coordenação» entre instituições financeiras para travar a crise.
A propósito, a Associated Press refere que o desaparecimento das instituições independentes da Wall Street é o resultado das ondas de choque do colapso da Bear Stearns. A maior companhia de seguros do mundo, a American International Group Inc., também foi forçada a uma reestruturação. Um consórcio global de bancos, trabalhando com funcionários do governo, em Nova York, anunciou um pool de 70 biliões de dólares para emprestar fundos a sociedades financeiras com problemas. O objectivo, segundo as fontes da agência foi para evitar um pânico mundial nos stocks e noutras trocas financeiras. Dez bancos – Bank of America, Barclays, Citibank, Credit Suisse, Deutsche Bank, Goldman Sachs, JP Morgan e Merrill Lynch, Morgan Stanley e UBS – concordaram em cada um fornecer 7 biliões de dólares "para ajudar a aumentar a liquidez e diminuir a volatilidade e outros desafios sem precedentes que afectam os mercados accionistas mundiais e de débitos. " A Reserva Federal reforçou o seu programa de empréstimos de emergência para investimento em bancos. O banco central dos EUA anunciou domingo que ampliava os tipos de garantias que as instituições financeiras podem usar para obter empréstimos do Fed. O presidente da Federal Reserve, Ben Bernanke, disse que as discussões se tinham orientado para identificar "vulnerabilidades potenciais no mercado, na sequência de falências de grandes instituições financeiras e para se considerarem respostas adequadas por parte dos sectores público e privado." O Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra, e o banco central suíço também tornaram mais acessíveis o crédito a curto prazo para bancos.
domingo, 14 de setembro de 2008
sábado, 13 de setembro de 2008
O inenarrável comportamento de um Chefe de Estado chamado Bush





Cabaret, no Maria Matos

O olhar do "Público" sobre a Bolívia

Frase de fim-de-semana, por Jorge
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Presidente da Assembleia Nacional Venezuelana denuncia envolvimento de alguma comunicação social na tentativa de golpe

Chavez expulsa embaixador norte-americano e acusa EUA de estarem por detrás de várias tentativas de golpes na América Latina




quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Chávez manda investigar informação sobre golpe em preparação
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ordenou ontem uma investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado que estaria a ser planeada por militares, informou o canal estatal de televisão. Os militares envolvidos são identificados.
Um programa de televisão exibiu uma gravação de três militares que conversavam sobre uma tomada violenta do palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.
Chávez afirmou, entretanto, que já contactou o ministro da Defesa, o general Gustavo Rangel Briceño, para que investigue as informações.
Sem revelar a fonte que obteve a gravação, o programa da emissora estatal exibiu excertos da conversa entre um vice-almirante e dois generais da reserva. Este vídeo foi já entregue pelo jornalista Mário Silva do programa à Procuradoria-geral da República.
«Aqui o objectivo é um só: vamos tomar o Palácio de Miraflores, vamos tomar as sedes das emissoras de televisão (...) O objectivo tem que ser um só, ou seja: todo o esforço para onde está o senhor (Hugo Chávez)», ouve-se na conversa.
Chávez foi alvo em Abril de 2002 de um golpe de Estado que o afastou do poder por dois dias. E aproveitou esta oportunidade para dar conta aos venezuelanos de muitas tentativas que têm sido conjuradas graças à melhoria do desempenho e dos meios da inteligência no seio das Forças Armadas.
bloco de esquerda: um neo-reformismo de fachada socialista - V, por José Manuel Jara
Como o Bloco tem dificuldades nas autarquias, logo o coordenador do BE para esse pelouro, Pedro Soares, também na mesma linha de engorda eleitoral a qualquer preço, destina que «as candidaturas de cidadãos são um modelo desejável em vários locais, até pela participação cívica», etc. e tal (DN- 8.08.08). É só pôr o rótulo «BE» no produto «independente», para aumentar a estatística. É nessa mesma óptica de grande objectiva que os «dissidentes» são recebidos de braços abertos, depois de gastarem todos os cartuchos da dissidência no lugar de proveniência.
Este pragmatismo é o timbre do partido do Bloco. Já Luís Fazenda, no trigésimo aniversário do «25 de Abril» (Passado e futuro, 2004), havia consumado dolorosamente o seu revisionismo à moda de Bernstein, ( «o movimento é tudo, o objectivo (estratégico) não é nada»), quando
afirma: «Os marxistas de hoje redescobrem a táctica sem pressões estratégicas artificiais». Louçã, por sua vez, numa esclarecedora entrevista ao Público (21.07.05), quando lhe perguntam se o BE defende a revolução ou se assume como um movimento reformista responde assim: «É um debate de conceitos que o BE não teve.» E, noutro passo da mesma entrevista, diz que o BE não nasceu por uma fusão ideológica, mas «por uma definição de agenda e de programa». Será a agenda de antes da Ordem do Dia, em plenário, no Parlamento, ou em quaisquer «passos perdidos» no areópago, com os media? Como se viu, o programa é feito por medida, consoante a métrica da urna eleitoral.
No século passado, no ido ano de 1989, bicentenário da Revolução Francesa, Louçã deu à estampa a sua Herança Tricolor (Ed. AJ). Fala aí das «raízes»: «a compreensão de que o lugar da esquerda, contra a banalidade, é na diferença; contra submissão, é na irreverência; contra a força das coisas, é na energia da
esperança.» (p. 28). Em 2005 (Sábado, 28.01.05), numa interessante entrevista a Miguel Esteves Cardoso, o arguto escritor constata que Louçã
só dissera coisas do É a agenda e o programa eleitoral da novíssima esquerda reformada e social-civilizada…
Cada deputado no seu galho. As posições europeias do Bloco elevam a sua quota de civilidade e de boas maneiras europeístas. De que serve resistir quando os ventos de Oeste sopram tão fortes? Diz Miguel, parafraseando Marx, que «os resistentes só sabem criticar o mundo, quando o que é preciso é transformá-lo» (DN-20.06.05). Belo efeito, que prova a inteligência da navegação à vela, aproveitando os ventos de feição, sem grande preocupação com a rota. Diz Portas: «Estamos no século XXI, e não posso ser favorável a uma constituição sem processo constituinte.» Uma Europa à medida dos seus desejos, só a votos… Na crónica do DN – (29.10.05) MP encara mesmo «uma perspectiva de ruptura e refundação da Europa.» Ficou-lhe o optimismo histórico de antes, para os grandes voos até Bruxelas, ida e volta: «isto vai, com votos vai!» quanto se elevam as cotações «europeístas», sob controlo apertado do Banco Central Europeu, a lírica de Miguel Portas descobre «o abre-te sésamo» do paraíso europeu no «processo constituinte». E, por isso, é que, a seu ver, «a resistência em um marco nacional, sendo necessária, está condenada» (DN, idem). Diz Miguel Portas que a
alternativa «é uma Europa ética e moral» (DN, 6.05.04). Já agora, cristã, há dois mil anos, apesar das invasões de tantos bárbaros.
A facilidade com que se dá a volta a Portugal a pé contra o «desemprego», e a facilidade com que se volta à Europa a votar, eis a expressão acabada do idealismo e da inanidade do «movimento». Dizia Rosa Luxembourg, tão do agrado de alguns bloquistas nas questões «imperiais», a propósito do oportunismo que fazia a oração do «movimento é tudo, o objectivo não é nada»: «Retornar às teorias socialistas anteriores a Marx, não é apenas voltar ao bê-á-bá, ao primeiro grande alfabeto do proletariado, é balbuciar o catecismo anacrónico da burguesia.» (Reforma e Revolução, p. 118, Ed., Estampa).
As posições justas que o BE tem assumido contra as guerras imperialistas e pela paz, e outras, em defesa de minorias, não modificam o diagnóstico nem o prognóstico extraídos nesta radiografia sumária.
Morales denuncia golpe fascista em curso na Bolívia e declara embaixador dos EUA "persona non grata"
O Presidente Evo Morales declarou ontem o embaixador norte-americano Philip Goldberg como “persona non grata”, acusando-o de financiar o golpe fascista que a extrema-direita tem em curso a partir da cidade de Santa Cruz. Morales disse que a Bolívia não quer pessoas separatistas e divisionistas e que atentem
contra a democracia. Alguns destes, nomeadamente Marinkovic que actua de acordo com Ruben Costas, dirigiram-se aos EUA onde recolheram apoios económicos e outros para as suas acções que têm incluído o assalto e saque a organismos do Estado. No dia seguinte ao do seu regresso a violência estalou na passada 3ª feira, esses saques continuaram e os delinquentes encerraram estações de rádio e TV.
Goldberg já tem um passado de experiência em dividir países como aconteceu no Kosovo.

Já noutras alturas nestas últimas semanas, Morales tinha acusado Goldberg de reuniões com o prefeito Ruben Costas que dirige este movimento de alguns prefeitos tendentes a dividir o país e a impedir pela força a aprovação de nova Constituição.





































