
domingo, 15 de junho de 2008
Marx nunca teve tanta razão como hoje

sábado, 14 de junho de 2008
Quem julgam os celtas que são?

Che Guevara teria 80 anos hoje
Um amigo na campanha de Obama
Porque hoje foi sábado, foi tempo de sair de casa e chegar ao sítio combinado, na hora certa (9 da manhã): o Fresh Market da Central Avenue da velha St. Petersburg.
Porque hoje foi sábado, foi tempo de encontrar outros doze como eu, com camisolas a condizer, garrafas de água para lutar contra o sol e o calor.
Porque hoje foi sábado, foi tempo de partilharmos pranchetas, boletins de registo de eleitores, canetas esferográficas pretas.
Porque hoje foi sábado, foi tempo de perguntarmos às pessoas se estavam registadas, se queriam votar nas próximas presidenciais.
Porque hoje foi sábado, foi tempo de ouvir todo o tipo de respostas e não-respostas, a maioria esmagadora afável, a maioria de apoio (Yes! I'm for Obama!).
Porque hoje foi sábado, foi tempo de conseguir mais um recenseado.
Porque hoje foi sábado, foi tempo de nos despedirmos, às duas da tarde, cinco horas depois da chegada, e prometermos mais sábados como este.
(...)
Um grande abraço para todos,
Boa noite e boa sorte,
Fernando
O coração da terra
Cuadri, e do leque de actores pricipais e secundários, de que destaco Seienna Guillory, Catalina Sandino Moreno, que voltaremos a ver no Che, e Joaquim Almeida.sexta-feira, 13 de junho de 2008
A Irlanda disse o que não nos deixaram dizer

Um amigo na campanha de Obama

Caros amigos,
Neste país, mais do que estamos habituados na Europa, em matéria de eleições "vale tudo menos arrancar olhos".
Há legiões de detectives (contratados ou a trabalhar por conta própria), especialistas da desinformação (nas rádios, televisões e jornais), propagandistas de lixo cibernético, empresas de publicidade, falsos "independentes", etc. etc. etc.
Criam-se factos políticos, inventam-se histórias proibidas, vendem-se escândalos sexuais e financeiros, fabricam-se sujeiras, nódoas que por vezes permanecem apesar das mentiras que transportam.
Estas técnicas têm sido utilizadas, desde sempre (ficaram na história porcarias destas utilizadas para eleger os primeiros Presidentes...), por todos os quadrantes mas, muito especialmente, pelos mais fanáticos apoiantes (encapotados ou não) do Partido Republicano.
Desde o início das Primárias, a candidatura Obama comprometeu-se publicamente a não utilizar estes métodos. Tem sido fiel a esta postura apesar dos inúmeros ataques deste tipo a que tem sido sujeita.
Com o advento da Internet espalham-se, à velocidade da luz, as mais diversas, ofensivas e mentirosas "notícias" que são utilizadas como instrumentos do combate político desleal e sujo. Todos sabemos, por experiência própria, o que isto é.
Como Obama declarou no dia 3 de Junho "o que nunca ouvirão na nossa campanha é essa espécie de política que usa a religião como uma cunha para nos dividir ou o patriotismo como uma matraca – que olha para os nossos opositores, não como competidores para desafiar, mas como inimigos para endemonizar..."
Mas, uma coisa é não utilizar estes métodos, outra é conseguir responder a eles...
Por esta razão, a candidatura Obama criou um site próprio (Fight the Smears) em que são referidas as mentiras e, em seguida, apresentadas as respectivas respostas.
Começou ontem, rebatendo acusações várias que têm vindo a ser utilizadas e divulgadas pelos mais diversos meios da política suja e dos seus profissionais. Há quem tenha vivido toda a sua vida e construído toda a sua carreira à conta deste tipo de "venda de notícias e informações".
As primeiras mentiras (e as respectivas respostas) lá estão: a) que haverá um vídeo em que a Michelle Obama tem declarações racistas; que o Obama não nasceu no território americano (condição para poder ser Presidente); c) que é muçulmano; d) que os livros de Obama contêm declarações racistas incendiárias; e) que Obama não faz o juramento...
No novo site é feito um apelo para que todos se informem e respondam "taco-a-taco" aos comentários que forem ouvindo ou lendo. Nos locais de trabalho, nos lugares públicos, na Internet, nos meios de comunicação social, nos grupos de amigos, etc.
Aqui está um exemplo a estudar e a utilizar quando, nós próprios, nas nossas vidas pessoais, profissionais, culturais, políticas... formos confrontados com o mesmo tipo de sujidades......
Um abraço,
Fernando
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Já somos nove, menina já nasceu!

Andava eu em campanha para as presidenciais de 2001 e fiz o que já tinha pensado fazer há anos quando estava na casa da família do meu pai em Vouzela: visitar a pequena aldeia da Pena, situada lá bem no fundo quando se desce a serra de S. Macário, nos contrafortes da Serra da Gralheira.
Estávamos em Janeiro e a campanha estava quase a terminar.
Passada a aldeia de S. Macário a descida de dois quilómetros é íngreme e difícil para o carro. Lá em baixo vislumbram-se minúsculos telhados cinzento-escuros das poucas
casas (em xisto) que existem
Diziam-me os camaradas que me acompanhavam que habitantes eram naquela altura oito. Mas que a senhora do casal que geria a adega típica estava para ter um filho.
Passeamos pelos arruamentos que correm aos socalcos entre as casas, parte de armazéns, outras para habitação. O silêncio dominava como se daquelas casas já não saísse vida. O fumo de algumas chaminés e o cheiro do feno dos animais ia-nos dizendo que assim não era. Os pássaros sim, assim como o latir de um cão que nos acolheu em festa e que deitei no meu colo.
Mais adiante, o ribeiro e o carreiro que passa campos e vinhas para desembocar entre as fragas e nos revela um vale maravilhoso que, com o tempo que tínhamos, não pudemos explorar.
Na entrada da aldeia a adega típica, viabilizada para ser elemento dos roteiros turísticos da região. Aí falamos com o casal, ouvimos as histórias e lendas desse vale, petiscámos e sentimos a vida numa outra dimensão que incluía a resistência à desertificação por um fio. Os oito habitantes são os heróis desta resistência.
Já era o fim do dia quando saímos. Alguma neblina se começava a definir quando chegamos ao cima de S. Macário.
Os dias passaram. Sampaio, como todos prevíamos, ganhara à primeira volta, desmentindo uma 2ª volta que fora dramatizada para deslocar votos, não da abstenção mas de outras candidaturas. Os nossos nunca seriam seus e ele não ignora que, tendo ficado expressos e não em casa, contribuíram também para maior afluência às urnas que lhe não poderia ser indiferente.
Os dias passaram e recebo uma chamada "A menina já nasceu, já somos nove
O Império dos Pardais
Um amigo na campanha de Obama

1. Sondagens
Caros amigos,
Mensalmente, neste país de sondagens, há umas sondagens credíveis publicadas em conjunto pelo Wall Street Journal e pela NBC News.
Podem encontrá-las, por exemplo, se forem ao site da MSNBC/politics.
As anteriores foram publicadas em 30 de Abril. As mais actuais foram
publicadas ontem e realizadas no período que se sucedeu à declaração da
vitória de Obama nas Primárias (3 de Junho).
Aqui vão os resultados (percentagens) com alguns comentários.
1. CASOS EM QUE OBAMA ESTÁ À FRENTE DE McCAIN
Total de eleitores: 47/41. Em Abril era 46/43.
Afro-Americanos: 83/7.
Hispânicos: 62/28.
Mulheres: 52/33.
Mulheres brancas: 46/39.
Católicos: 47/40.
Independentes: 41/36.
Trabalhadores com baixas qualificações: 47/42.
Os que votaram na Hillary nas Primárias: 61/19.
*A nota mais importante tem a ver com o voto das mulheres brancas, em que
Obama lidera com 46%, contra 39% de McCain. Este grupo é importante porque,
tradicionalmente, o candidato do Partido Republicano ganha na categoria
"homens brancos" (o que, na minha opinião, desculpem-me o áparte, é uma
vergonha!) e, quando ganham na categoria "mulheres brancas", conseguem
ganhar as eleições gerais, como foi o caso de Bush em 2000 e 2004.*
*Isto nada tem a ver com racismo. Tem sim a ver com conservadorismo...*
2. CASOS EM QUE McCAIN ESTÁ À FRENTE DE OBAMA
Homens brancos: 55/35.
Mulheres suburbanas: 44/38.
*As notas importantes são as seguintes. Os homens brancos representaram, nas
eleições de 2004, 36% do eleitorado. As mulheres suburbanas representaram
10%. Em conjunto, representaram quase metade dos eleitores! Embora estas
percentagens tendam a reduzir-se (com a alteração que tem havido nos
cadernos eleitorais, por força do trabalho, fundamentalmente, da candidatura
Obama) são universos em que Obama tem dificuldade "em entrar".*
3. OUTROS DADOS INTERESSANTES
Popularidade de Bush: 28%.
...
54% são por um Presidente que introduza mudanças, mesmo que tenha menos
experiência.
42% são por um Presidente com mais experiência e que defenda menos mudanças.
...
59% são por um Presidente que se foque no progresso e a mover a América para
a frente.
37% são por um Presidente que proteja o que fez a América grande.
...
48% dizem que Obama vai mudar a América.
21% dizem o mesmo de McCain.
...
54% acreditam que Obama vai ganhar.
30% acham que será McCain.
...
A dupla Obama/Clinton tem 51% de apoiantes.
A dupla McCain/Romney tem 42%.
*Nota: a diferença é superior à de Obama e McCain sem a indicação de
Vice-Presidentes.*
...
Dos potenciais eleitores de Obama:
22% dizem que, se a Hillary for a Vice-Presidente, votarão mais facilmente
nele.
21% dizem que se isso acontecer votarão com mais dificuldade.
55% dizem que isso não tem qualquer influência.
*Nota: Estas dados são interessantes e, em princípio, serão diluídos no
tempo...*
De trás para a frente, segundo Woody Allen
"Na minha próxima vida quero vivê-la de trás para a frente. Começar morto para despachar logo esse assunto. Depois acordar num lar de idosos e sentir-me melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a pensão e começar a trabalhar, receber logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos até ser novo o suficiente para gozar a reforma. Divertir-me, embebedar-me e ser de uma forma geral promíscuo, e depois estar pronto para o liceu. Em seguida a primária, fica-se criança e brinca-se. Não temos responsabilidades e ficamos um bébé até nascermos. Por fim, passamos 9 meses a flutuar num spa de luxo com aquecimento central, serviço de quartos à descrição e um quarto maior de dia para dia e depois Voila! Acaba com um orgasmo! I rest my case." quarta-feira, 11 de junho de 2008
A alegria do futebol e a tristeza da vida
A segunda vitória da selecção portuguesa elevou em todos nós, nuns mais noutros menos, a alegria, a emoção e o entusiasmo. A qualidade das exibições já realizadas deixa prever um percurso promissor no Euro, tanto mais quanto uma equipa cheia de valores individuais funciona de facto como equipa que sabe construir e concretizar novas possibilidades, com grande entre-ajuda, o que torna a base das expectativas menos conjunturais ou aleatórias.terça-feira, 10 de junho de 2008
Medvedev defende a Rússia como uma potência económica forte

Presidente...de que raça?

O segredo de um couscous
Eis um filme que surpreende positivamente. Slimane Beiji é um operário de reparação de navios da cidade pesqueira de Sète, onde magrebinos e franceses defrontam a precarização laboral e os despedimentos. Com a "indemnização" do despedimento do chantier pretende abrir um restaurante num navio já velho e abandonado num dos cais da cidade. E com ele unir as famílias da primera e segunda mulheres, famílias a quem quer dedicar o final dos seus esforços de trabalho. Tendo como prato exclusivo um elogiado couscous de peixe confeccionado pela primeira mulher. A determinação de Slimane não tem limites mas esta integração familiar não é fácil."Alma, maldita alma", de Manuel Rivas

Ler o Avante! clandestino
O «Avante!» foi o jornal comunista clandestino que em todo o mundo, durante mais tempo, foi sempre produzido no interior de um país dominado por uma ditadura fascista.Durante décadas – de 15 de Fevereiro de 1931 ao 25 de Abril de 1974 – o órgão central do PCP orientou e mobilizou as lutas da classe operária e de todos os trabalhadores em pequenas e grandes batalhas contra o capital e contra o regime fundado por Salazar e prosseguido por Caetano, orientou e mobilizou sectores democráticos que perfilharam, com os comunistas, uma política de unidade antifascista visando o derrubamento da ditadura terrorista dos monopólios e dos latifúndios aliados ao imperialismo e a conquista da liberdade e da democracia. Depois dos primeiros dez anos de existência atribulada, impeditiva de uma edição regular, que reflectia também a situação do Partido, a nível político, ideológico, de organização e de defesa perante a ofensiva repressiva do fascismo, o «Avante!», que sucedia a outras publicações comunistas anteriores à reorganização de 1929, conduzida por Bento Gonçalves, passou a ser publicado com regularidade mensal, sem uma falha, a partir da reorganização de 40/41, em que Álvaro Cunhal teve papel destacado. E, por várias vezes, fez tiragens quinzenais e semanais, tendo atingido, durante o período de grandes lutas dos anos 40, o número impressionante de 10 mil exemplares.Dotado de uma rede de tipografias clandestinas – sempre que uma era atacada pela PIDE e destruída, ou presos os seus funcionários, outra tomava imediatamente o testemunho, assegurando sempre a publicação do jornal – o «Avante!» foi durante essas décadas composto e impresso por numerosos camaradas, na sua maior parte militantes anónimos, cuja vida foi dedicada a essa preciosa tarefa.Dispondo de prelos concebidos para facilmente serem desmontados e transportados para novas instalações, utilizando caracteres de chumbo, composto letra a letra, impresso em fino papel «bíblia» - o artigo mais difícil de adquirir sob a feroz vigilância policial, o jornal comunista era depois distribuído por todo o País, pelas organizações que o faziam chegar às massas.Muitos camaradas arriscaram a vida e a liberdade para manterem a funcionar esse aparelho, sem o qual o PCP - o único partido que resistiu ao fascismo e contribuiu decisivamente para a criação das condições para seu derrubamento - não teria uma voz nacional, influente e prestigiada.Na vasta galeria de heróis que esta história comporta, muitos nomes ficaram soterrados no tempo. De entre os muitos que dedicaram a vida à feitura e distribuição do «Avante!» destaca-se o nome de José Moreira, responsável pelas ligações com tipografias clandestinas do Partido, assassinado pela PIDE em Janeiro de 1950. Mas a memória de todos os que deram voz ao Partido nos negros tempos do fascismo perdurará.Com a disponibilização na Internet de 556 números e 103 suplementos do «Avante!» clandestino – publicados de 1931 a 1974 - qualquer pesquisador passa a ter a possibilidade de aceder à valiosa e única informação contida nos «Avante!»s clandestinos, abrangendo 9576 títulos. Ao disponibilizar o acesso a esta informação, o PCP está a dar uma contribuição indispensável para quem quer conhecer verdadeiramente o que foi a ditadura fascista e a longa e heróica resistência dos trabalhadores e do povo português, luta na qual os comunistas ocupam lugar ímpar.O «Avante!» clandestino na Internet terá duas hipóteses de visualização: através de um índice cronológico e por pesquisa em base de dados por número, por título, por autor, por série, por data de publicação e por palavras (em títulos, autor e notas).segunda-feira, 9 de junho de 2008
Venezuela reaje às manobras da 4ª esquadra
O disparo há três dias de um míssel em manobras militares venezuelanas foi acompanhado por uma firme atitude do ministro da Defesa deste país em considerar que a Venezuela tem direito à sua defesa.domingo, 8 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
O pior cego não viu...
Esquerdas, esquerdas, há-as para todos os gostos...

terça-feira, 3 de junho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
domingo, 1 de junho de 2008
As velas ardem até ao fim

Um romance sobre a amizade que questiona sentimentos fazendo-o de forma bela.
A história de uma amizade de juventude que os protagonistas revelam quarenta anos depois quando, já velhos e vivendo mudanças do mundo e diferentes experiências, para eles os segredos revelados são a consagração de uma amizade que perdurou em tanto tempo de separação.
Autor Sándor Márai
Dom Quixote - Ficção universal
Preço 13,30 euros
quinta-feira, 22 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Associação dos Estudantes do IS Técnico dos anos 50 a 74
Almoço de convívio de antigos dirigentes, colaboradores e trabalhadores da AEIST
Várias serão as motivações dos que lã estão. Convívio, recordação crítica desse período, o vincar a importância dele para cada um de nós, para o movimento estudantil de então e para a resistência ao fascismo, camaradagem de muitas lutas.
diferenças manifestadas até em algumas discussões nestes convívios.
O AP Braga, o António Redol, o Fernando Valdez, o Luis Veiga, a Maria de Lurdes Nery e eu próprio, chamando à colaboração outros, organizamos cada um deles com o apoio do Conselho Directivo do IST que tem estado presente na pessoa do seu presidente e dos reitores da UTL,também eles contemporâneos dessas andanças.

Convidamos para nos falarem dirigentes de associações de outras escolas, como o Jorge Sampaio, o Octávio Teixeira ou o Eurico Figueiredo.
Têm sido elaborados contributos para a história da AEIST que reverterão para a história do IST e da AEIST que o IST acordou fazer com o ISCTE, exposições, puiblicações impressas e em CD.
Para quem se lembre de algum que não tenhamos até agora convidado, passem-lhe a palavra!
A luta da cantina
Cronologia de 68 e 69
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Reler O Estrangeiro




